História O SENHOR COELHO E AS CAIXINHAS DE MÚSICA - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alice, Coelho, Colegial, Drama, Floresta, Instrumentos, Lutas, Magia, Mistério, Musica, Procura, Romance
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Palavras 1.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O TRILHO


Fanfic / Fanfiction O SENHOR COELHO E AS CAIXINHAS DE MÚSICA - Capítulo 1 - O TRILHO

Parte I

 Ah... Como vocês estão se sentindo hoje?! Eu espero que bem, se vocês não estiverem... Depois vai ficar tudo bem, se quiser eu posso lhes ajudar, eu sempre vou estar aqui... Hm? Quem sou eu? Ah! Vamos! Agora não, é porque isso é um segredo... Por enquanto. Antes disso deixe-me contar-lhes uma história, sim, a história daquele garoto que vivia na floresta e daquela menina curiosa e travessa.

            Há algum tempo atrás, não muito dele. Em uma cidade pequena e simples perto de uma floresta escura, morava uma menina conhecida como Mina, ela tinha treze anos de idade, sua pele era cor de oliva, seus olhos bem grandes, marrons claros e curiosos, sempre bem arregalados não deixariam nenhum movimento passar por despercebido. Seus lábios eram um pouco grossos e rosados, suas sobrancelhas eram levemente desarrumadas e aparentavam nunca terem sido feitas ou penteadas antes, seus cabelos eram castanhos claros e ondulados, indo até metade das costas, ela usava roupas consideradas muito comuns, mas adorava mesmo eram os vestidos babados cheios enfeites como as roupas das bonequinhas.

            Iria ter que ser mais um dia comum daqueles bem chatos para ela, acordar bem cedinho, ir para a escola, voltar, almoçar, fazer qualquer coisa e no dia seguinte de novo e de novo, mas cheia da monotonia que a perseguia como o mais persistente e tenebroso perseguidor de todos, Mina resolveu fazer diferente naquele dia, afinal um dia de aula assassinada na escola, não iria causar grandes impactos no seu boletim mesmo.

            Ela arrumou seu vestido favorito e sapatinhos bem ilustrados dentro de sua mochila, se despediu da família e saiu de casa vestindo seu uniforme nada bonito, levemente amarrotado, o qual tinha de usar na escola, passar não era nada divertido para ela, não a culpo...

            Mina foi até a velha estação abandonada da cidade, com certeza lhe parecia mais limpo e seguro para se trocar do que o banheiro público da praça. Ela colocou sua roupa bonita, sentou-se em um lugar isolado e empoeirado, sem se preocupar se aquilo lhe sujaria o vestidinho e ficou observando a linha do trem que já não funcionava mais para passageiros sonhadores, agora era apenas para carga. Aquilo a deixou com uma imensa saudade do inexplicável, mas no fundo venho a crer que esse sentimento seria desperto em qualquer um de nós. Após minutos sentada pensando em tudo ou talvez em nada, lá estava Mina a ouvir o som de uma caixinha de música oculta de vista. Sempre achei que caixinhas de músicas fossem mágicas, e venho a crer que Mina pensava o mesmo.

            Ela não podia ver nada demais, nem ninguém, estava só ela, o trilho abandonado, a grama alta balançando com o vento junto ao matinho selvagem, e o som da caixinha de música. Mina levantou rapidamente, ela precisava ouvir mais, saber da onde vinha o som entorpecente e sedutor, e porque vinha quem queria lhe levar embora daquele lugar abandonado com aquela música e porque o queria, afinal estava dando certo, ela não conseguia controlar suas pernas teimosas e apenas andava sobre o trilho para um lugar mais distante, seu coração estava aflito, o vento frio lhe dava borboletas no estomago, estava tremendo sem razão, talvez estivesse assustada?! Apenas continuou a caminhar, se o trem de carga viesse ela tinha receio de que não conseguiria sair do trilho e morreria esmagada, mas aquilo não a impedia de seguir a música, cada nota lida, cada espaço silencioso, cada giro que uma possível bailarina poderia dar na caixinha, Mina sentia tudo aquilo e apenas seguia o invisível.

            Quando se deu conta estava prestes a entrar na floresta proibida, afinal tinham muitos rumores de desaparecimentos por ali. E por fim, não fazia sentido algum que os trilhos estivessem a levando para dentro da floresta, pois eles nunca a adentravam, mas a estranheza foi desperta apenas por poucos segundos, afinal, sem se dar conta Mina já estava inserida demais no lugar, entre os fantasmas da natureza que mostram as mais belas sombras nos céus, vulgas árvores. Ela apenas seguia as notas lamentáveis da caixinha de música, até que se viu de frente a um coreto branco e envelhecido, com banquinhos, algo que jamais imaginou existir na floresta. E nele lá estava alguém segurando uma caixinha de música, com sua canção triste que formava par a expressão melancólica em seu rosto.

            Era um garoto, bem branco, sua pele parecia toda polida, tinha lábios vermelhos, olhos pretos e vazios, mas não foi para sempre assim, Mina me contou que com o tempo você começa a se ver nos olhos dele, então eles criam vida e se tornam todo o seu mundo. Seus cabelos também eram pretos, muito brilhantes e com uma franja lateral, ele usava roupas no estilo vitoriano e parecia ser coberto da mais profunda tristeza e solidão já existentes nesse mundo.

            - Olá, Mina. – Disse ele, com sua voz melancólica, porém tão gostosa de ouvir como as canções da caixinha de música.

            - Olá... Você me conhece?! – Perguntou ela.

            - Não mesmo. Apenas a ouvi dizer ao longe “Vamos Mina, será melhor se voltarmos agora, Mina”, mas vejo que acabou sendo tarde demais, visto que já está aqui, não é?! – Respondeu ele.

            - Oh, entendo. E por que é tarde demais por estar aqui?! – Questionou ela.

            - Ah! Mina... Você já não vê?! Seus ouvidos foram enfeitiçados pela música da bailarina, eles se apaixonaram por ela e traíram os seus olhos. – Falou ele.

            - O que quer di... O trilho! – Exclamou Mina surpresa ao ver que havia desparecido, logo continuou:

            - O que você fez com ele?!

            - Fiz o que?! Não houve nada que eu tenha feito, foram seus ouvidos mal criados, que mentiram para seus olhos, o trilho nunca existiu de fato, foi tudo coisa da sua cabeça, Mina. Isso acontece às vezes, crianças bobas seguem qualquer música enfeitada, não acho realmente ruim, significa que essa é uma boa música, porém uma pena que digam coisas horríveis de mim por isso. Boba Mina. Vamos, eu te levo para casa. – Disse ele.

            - Que coisas horríveis dizem de você?! – Perguntou ela.

            - Nunca ouviu falar do psicopata da floresta que enfeitiça crianças?! Ah, sim! Alguns também dizem que sou um vampiro. – Respondeu intrigado.

            - Mas você não é. Certo?! Isso deve ser por causa dos desaparecimentos... – Disse Mina.

            - É claro! Por que eu seria qualquer uma dessas coisas, se nenhuma delas sou eu? E sim, isso se da por conta dos desaparecimentos, mas se as crianças seguem a música que não as chamou e se perdem, não é minha culpa, até mesmo porque quando eu as encontro, sempre as levo de volta à cidade. Em todo caso, vai para casa agora, não?! – Falou ele.

            - Foi o que eu imaginei! Você parece ser uma boa pessoa. Eu vou daqui a pouco se não se incomodar muito, eu matei aula e não há nada para ser feito na cidade sem ser pega. – Falou Mina.

            - Entendo... Cansada de fazer o que te obrigam, não?! Mesmo assim fica com medo que descubram que você odeia isso, por esse fato se rebela escondida, apenas para você, aonde ninguém possa te achar. Ah! E não julgue as pessoas por suas aparências, elas podem mentir, é um grande clichê, deveria conhecê-lo, não acha?!– Disse ele.

            - Algo do tipo eu acho... É eu o conheço, mas... Bem... Você não deve ser uma má pessoa. – Falou ela.

            - Como pode ter a certeza disso?! – Questionou-a.

            - Tenho facilidade em identificar a energia ruim nas pessoas, e ela definitivamente não está em você. – Respondeu ela.

            - Sim, essas energias costumam ficar distantes de mim, pois não podem ser lidas. – Falou ele.

            - Como assim, “lidas”? – Questionou Mina.

            - Ah, deixa para lá, te falo outro dia se nos encontrarmos de novo. – Disse ele.

            - Está bem então. Irei certificar-me de que nos encontraremos novamente! Ah, e não posso me esquecer de lhe perguntar, quem é você?! – Questionou Mina, com olhinhos brilhando em esperança.

 

Parte II

            - Hiran, eu sou o Hiran. – Respondeu ele.

            - Hiran... Nunca havia visto esse nome antes, o que significa?! – Disse Mina.

            - Significa “Meu irmão é excelso”. E não é tão incomum quanto pensa. – Respondeu ele, após um suspiro.

            - Entendi, e quem é o seu irmão?! – Questionou ela.

            - Ah... O Sr. Coelho, porém... Ele não é meu irmão de verdade, mas em todo caso, como você sabe que eu tenho um irmão?! – Contou-lhe Hiran.

            - Por causa do seu nome, oras! Veja, veja, ele indica que você tem um irmão brilhante! – Exclamou Mina.

            - Oh sim, compreendo sua forma de pensar. Mas acho que não foi por isso que meu pai me deu esse nome, talvez ele houvesse gostado da pronúncia, ou talvez fosse sobre aquela outra pessoa... – Explicou Hiran.

            - Que outra pessoa? – Perguntou Mina, ainda muito curiosa.

            - Era alguém que ele admirava, ele me disse antes de morrer, que eu me parecia muito com aquela pessoa, tanto fisicamente, quanto de jeito, até o meu olhar e tudo mais, ele realmente admirava aquela pessoa. – Disse ele, olhando ao longe com um ar de nostalgia estampando lhe a cara.

            - Entendo, mas quem exatamente era a pessoa que ele admirava? Seria tua mãe, talvez?! – Sugeriu ela.

            - Não, de jeito nenhum! Não poderia ser minha mãe! Aquela pessoa morreu antes mesmo de eu nascer, além de que “aquela pessoa” é um homem, e como eu havia dito, ele faleceu ainda na juventude de meu pai, não posso lhe contar aqui quem era ele exatamente, eles estão se aproximando de nós, se eles souberem quem somos eles vão nos matar, ou ainda pior, eles vão nos usar para encontra-la e roubá-la! É necessário muito cautela para viver entre assuntos ocultos nesse mundo, Mina. – Falou Hiran, receoso, observando ao redor, para ter a certeza de que ninguém viria lhes pegar.

            - Por que eles vão nos matar? – Inquiriu Mina.

            - Não eu e você, eu e o Senhor Coelho! E já disse que não posso explicar aqui. – Disse Hiran.

- Tão misterioso senhor Hiran! E em outro lugar você me explica?! – Questionou Mina.

            - Nem tanto quanto o Senhor Coelho, Mina. Oh sim, mas é claro, se você quiser realmente saber, posso te explicar tudo direito em casa, basta seguir o som da caixinha de música como antes, até a parte mais sombria da floresta aonde ninguém poderá nos achar, você quer vir?! – Questionou ele.

            - Parece um tanto quanto suspeito... As pessoas falam coisas de você, pessoas desaparecem sem deixar rastros na floresta, sua casa é na área mais escura e sombria... Você poderia ser um serial killer! Brincadeira! É claro que eu quero, nós vamos agora?! – Disse Mina.

            - Engraçado, o que meu pai dizia realmente faz sentido, falavam a mesma coisa daquela pessoa, mas havia uma garota que acreditava nele... Em todo caso, vamos agora sim, venha, não precisa ter medo, doce Mina. – Convidou Hiran.

           

 



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