História O Silêncio dos Inocentes - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jihope, Jikook, Killers, Policial, Sdi, Taeseok, Vhope, Yoonseok
Visualizações 1.545
Palavras 5.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Canibalismo, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


⚠ ATENÇÃO! ⚠
Esta fanfiction possuí temática violenta, com cenas fortes, pesadas e de conteúdo totalmente explícito. Aviso que NÃO se trata de ROMANTIZAÇÃO e/ou BANALIZAÇÃO dos fatos. Assim sendo, gostaria de pedir compreensão. Por favor, para evitarmos futuros problemas e reclamações, se este tipo de estória te causa desconforto fique à vontade para NÃO ler ou PULAR tais episódios.
Repito: O enredo é pesado, se não está nos padrões que costuma ler e não lhe agrada, por favor, feche esta aba e ignore esta fanfiction. Caso decida ler já sabendo dos avisos AQUI DADOS, saiba que isso é uma escolha TOTALMENTE SUA e eu não me responsabilizo por isso. O aviso foi dado.
Aos que querem se aventurar, sejam bem-vindos.
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Mas que belo dia 4 faz hoje, não é mesmo?! jkznçcjfvbçjsbçfjvbçsdjfvbçsfj ¯\_(ツ)_/¯
Gente, antes de eu ter que desviar das pedradas AHUAHUAHAUHAUHAU Deixa eu explicar procêis qual foi o BO: Eu estou em época de vestibular e meu, ta foda conciliar tanta coisa... Ai eu acabei me embolando toda e quando vi já tinha passado tempo pakas e nada de eu ter tempo de colocar os benditos detalhes e postar o capítulo! Me perdoem por essa demora! De verdade! Sorry Sorry!

Agora, por favor, PARA TUDO!! 150 favs? É isso mesmo produção? 。゜(`Д´)゜。
Eu estou completamente pasma! Sériooooo!!!
MUITO MUITO MUITO OBRIGADA POR TODO ESSE CARINHO!!! POR ESSA CHANCE!!!
❤❤❤❤❤ Vou morder, beijar, lamber cada um de vocês! ❤❤❤❤
Obrigada também por cada comentário, eu recebi tanto amor aqui, vocês me deixam sem palavras! Amo vocês demais! ❤❤❤❤❤❤❤❤❤

Aos novos recrutas: Sejam muito bem vindos ao corpo investigativo de SDI! (▀̿Ĺ̯▀̿ ̿)
Aos veteranos de guerra: ( ͡° ͜ʖ ͡°) SEUS DILIÇAS!

✔ Me desculpem pelos possíveis erros ao longo do capítulo! Eu pretendo revisar mais uma vez!
✔ Banner provisório!
✔ Esse capítulo vai ser maçante pakas, já aviso!
✔ @FANFUCK a maior fã de SDI que eu amo e respeito HAUHAUAHUAHUA está aí! Como prometido! <3
✔ Mentira gente HUHAUHAUHAU Pode ir ler! AMO VCS (づ。◕‿‿◕。)づ

Capítulo 11 - Unquiet


Fanfic / Fanfiction O Silêncio dos Inocentes - Capítulo 11 - Unquiet

(...) Devo morrer desta deplorável loucura.

Assim e não de outra maneira.

É como devo morrer.

Aterrando-me os acontecimentos futuros,

não por si próprios, mas por seus resultados.

 

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Existe uma pequena rachadura no canto esquerdo do teto, eu sei porque meus olhos passaram por ali tantas vezes que eu até mesmo guardei o formato da bizarra fissura. Um sentimento atroz estava me consumindo aos poucos. A superfície branca servia de tela para os horrores que eu havia visto em quatro dias e sem que eu percebesse me sentia como aquela pequena e solitária brecha. Meu consciente estava me alertando a todo instante que algo não estava certo, mas eu não conseguia sair do transe.

Jin não era culpado, ele não era o assassino. Eu havia matado um homem inocente? Poderia afirmar isso? Eu matei um homem que talvez estivesse tentando me avisar? O que ele diria se eu tivesse abaixado a arma?

As perguntas iam e vinham na minha mente, me perturbando, sussurrando no meu ouvido todas ao mesmo tempo e eu queria gritar, mas a voz simplesmente se recusava a sair da garganta. E para piorar toda aquela angústia ainda haviam as malditas lembranças do ato impensado de horas atrás, naquela banheira. O que eu tinha na cabeça para aceitar uma loucura daquela? Aceitar uma brincadeira proposta pelo Hoseok quando tudo naqueles orbes nefastos me indicavam o perigo? Perguntas, perguntas, perguntas!

O que o Jin sabia que não podia simplesmente me dizer? Por que eu sentia que estava colocando o primeiro pé para dentro de uma caverna escura? Como se estivesse correndo por um labirinto de espelhos? Tantas pistas, tantas coisas e ao mesmo tempo eu andava em círculos como um cão atrás do próprio rabo!

Os ponteiros do relógio estavam ecoando pelo quarto silencioso, o tempo parecia se arrastar e o meu corpo estava dolorido demais, pesado, criando raízes naquela cama. Minha respiração era quase insuficiente e meus olhos ardiam de minuto em minuto pela ânsia sufocante, gritante e aterrorizante. E se o Hoseok estivesse mentindo?

O Jin havia me dado inúmeros indícios, ele sabia sobre a charada, ele deixou o livro, ele entrou no meu quarto e estava diretamente ligado à investigação. Mas por que esses fatos me parecem tão errôneos? Alguma coisa parecia faltar, não encaixar. Um peão movido para a casa errada.

Suspirei pesado e esfreguei as mãos pelo rosto, arranhando e apertando as têmporas para logo puxar os meus fios de cabelo. O barulho do relógio estava me irritando, as vozes acusatórias me enlouquecendo, as perguntas verberando...

Sentei na cama de uma única vez, chutando os lençóis para o chão como se eles estivessem me amarrando o corpo. O tecido da minha blusa estava molhado de suor frio.

– Mas que droga!

Apoiei os cotovelos nos joelhos para poder segurar a cabeça pendida para baixo e fechei os olhos momentaneamente. Não iria conseguir dormir outra vez. Ergui lentamente a cabeça para passar os olhos pelo quarto, as coisas pareciam fora do lugar, bagunçadas. Mas eu tinha noção de que era apenas uma projeção, estava tudo perfeitamente alocado.

Meus olhos correram vagarosos e estacionaram no livro de capa vermelha que descansava no criado. Um estalo alto me fez ficar de pé e agarrar o objeto. Se o Jin se deu o trabalho de entrar no meu quarto para colocar o livro aqui, certamente tem algo nele que eu deveria ver. Certo?

Passei os dedos, que agora estavam levemente trêmulos, pelas letras bonitas do título e abri, folheando de maneira apressada, buscando qualquer coisa que me desse um fio de esperança.

Nada. Não encontrei nada. Folheei outra vez, no sentido contrário... nada. De novo... nada. De novo... nada.

– Mas que porra! –  gemi frustrado, arremessando o livro com força sobre a cama. Mas antes que eu pudesse proferir outro xingamento, meus olhos captaram um papelzinho de cor acinzentada flutuar gracioso até fazer uma perfeita aterrissagem no pé da cama.

Fiquei catatônico encarando a folha, as paredes me enclausurando, esperando eu criar coragem para me aproximar.

Caminhei vagaroso até ali e abaixei, capturando o papel entre o dedo indicador e médio, trazendo-o para mais perto do meu rosto. A folha parecia de seda, tão fina e macia que era e olhando de perto pude ver que a cor não era cinza, como eu previamente havia pensado, era azulada. O corte do papel compunha um quadrado perfeito e sem falhas, mas no lado que eu encarava não havia nada escrito. Engoli em seco e a saliva desceu arranhando.

Num ímpeto de coragem mixada à ansiedade crescente eu virei o papel para olhar o outro lado e imediatamente uma exclamação surgiu, meu cenho se franziu e logo as sobrancelhas arquearam. Ali estava! O Jin realmente havia me deixado algo, a questão era...

– Que?

 

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3x6-1x3-2x6-1x2-3x8-3x7-2x3-4x7-2x2-3x6

2x3-1x8    1x2-1x8-4x7-2x3

2x3-3x5-2x3     !3x6-1x3-1x2-1x3-3x4-2x8-3x2

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– Um código? Mas que diabos isso quer dizer? – Me joguei na cama encarando aquela sequência numérica. Tentando arranjar um padrão.

– Será que isso é um algoritmo? Fatorial? Que caralhos ele quer dizer com isso?

Virei na cama ficando de bruços. Não fazia sentido nenhum ser algo relacionado a matemática, afinal, se fosse uma equação o resultado seria um número, certo? Que sentido existiria em ser um número?

Eu nunca havia visto nenhum código parecido, o mais próximo seria criptografia dentro de informática, mas não parecia ser o caso.

Afundei o rosto no colchão, eu precisava pensar. O princípio básico de se mascarar a escrita é para que os demais não entendam, entretanto, se você manda um bilhete codificado para alguém a intenção, por lógica, é que a pessoa consiga decifrar. Então o Jin acreditava que eu poderia interpretar.

Quando criamos códigos costumamos embasa-los em coisas que conhecemos bem, que dominamos e muitas vezes que gostamos... para que eu possa entender, portanto, teria que ser algo com o qual eu estou familiarizado, certo? Matemática avançada não é um exemplo disso.

Mas como eu poderia dizer? Não costumava conversar muito com o Jin, não sobre assuntos triviais do tipo “ei, qual sua cor preferida? ”

Virei novamente na cama, encarando o teto branco, só havia uma forma de tentar descobrir um pouco mais sobre ele e eu precisava arriscar.

Levantei num pulo, guardando o bilhete no bolso da calça e olhando rapidamente para o relógio. Três e cinquenta da manhã.

– Vamos lá Taehyung, vamos lá.

Falei para mim mesmo e fui em direção a porta do quarto, destravando e abrindo para encarar o corredor escuro e estático. Peguei ar e coloquei o primeiro pé para fora, atento a qualquer movimento. Encarei o lado esquerdo, onde o Yoongi hyung e o Hoseok ficavam, os guardas não estavam ali e isso me deixou tenso. Onde estariam?

Sacudi a cabeça, não podia pensar nisso agora, tinha que manter o foco. Assim que coloquei o corpo todo para fora e fechei a porta atrás de mim ouvi as luzes ruírem e acenderem, me deixando com o coração acelerado, eu havia me esquecido que elas funcionavam com sensores de presença.

Nada aconteceu, então eu comecei a caminhar devagar até o final do corredor, onde ficava o quarto do Jin que agora se encontrava selado com fitas amarelas presas na estrutura do batente.

Olhei novamente para o corredor e ainda não havia sinal de vida. Com cuidado eu girei a maçaneta e a porta abriu sem qualquer esforço, me deixando aliviado por não precisar gastar tempo tentando burlar a trinca. Abaixei o corpo, segurando as fitas para o alto para me dar espaço e entrei, um pé de cada vez, dentro do quarto.

Assim que fechei a porta eu me virei para olhar o ambiente escuro, cacei no bolso traseiro da calça o meu celular e ativei a lanterna. Nada havia sido tocado ainda, eram as ordens diretas, já que não havia ninguém para supervisionar a tarefa da perícia, pois o delegado estava no hospital se recuperando do susto.

Caminhei com cuidado em busca de qualquer coisa que me desse alguma dica. Meus olhos iam atentos em cada detalhe. A cama estava arrumada e sobre o criado mudo havia um pote de álcool em gel. A maleta de trabalho descansava sobre a poltrona e haviam diversos livros sobre a escrivaninha que se encostava na parede do lado direito. Fui até a pequena mesa retangular e ao passar a luz sobre ela notei várias canetas esferográficas, todas organizadas milimetricamente numa posição vertical, lado a lado, numa escala de cores.

Havia um pote de lápis e todos estavam na mesma posição, alinhados no mesmo lado. Uma caixa de luvas cirúrgicas azuis estava ali também, a mesma que eu vi o Jin guardar durante a madrugada do piano.

Me aproximei do criado e notei um pequeno vidro marrom, cilíndrico, repleto de comprimidos brancos. Abaixei até ficar com o rosto no nível do móvel para poder ler o rótulo ali. Era Clomipramina e estava com a indicação de cento e cinquenta miligramas diários, confirmando as minhas suspeitas.

Jin tinha transtorno obsessivo compulsivo, no caso dele por organização. Isso fora uma surpresa, afinal ele sempre teve um comportamento discreto e controlado.

Continuei a observar, indo para o outro lado da cama onde ficava um pequeno armário com algumas gavetas e logo estranhei: Uma delas estava mais puxada que as demais, e ao agachar para olhar melhor, notei que as roupas pareciam um tanto amassadas, como se alguém tivesse as levantado sem cuidado. Não era o Jin, certamente não. Ele toma um supressor para o comportamento compulsivo, uma dosagem alta, isso me diz que ele não seria capaz de deixar uma gaveta sem ser encostada completamente, muito menos roupas amassadas.

Suspirei. Ainda não havia encontrado nada de realmente relevante para descoberta do código e sem poder deixar digitais as coisas tornavam-se ainda mais complicadas.

Me assustei levemente quando um clarão se apossou do canto ao lado da cama, era o celular do Jin que havia acendido, mostrando na tela uma série de notificações de mensagem e chamadas, todas de um mesmo remetente nomeado "Nammie".

Meu cenho franziu e eu me inclinei para ler o preview das mensagens rapidamente. Todas tratavam de um encontro. O sujeito pedia para que o Jin o encontrasse no mesmo lugar de sempre e depois era uma sucessão de mensagens questionando o porquê do atraso do médico.

Um flashback me atingiu, o Jin havia saído na madrugada que toquei piano, antes que eu chegasse no elevador peguei ele na escada de emergência, retirando as luvas e as colocando em uma sacola plástica. Eu havia achado o comportamento estranho, mas não havia o ligado a qualquer suspeita, ou me questionado o que ele fazia a essa hora para precisar de luvas cirúrgicas.

Mas agora essa parecia uma pista deveras importante para ser simplesmente ignorada por mim. O visor do celular se apagou e eu peguei o meu, acionando a tela de chamadas. Se a minha ideia desse certo, eu teria boas respostas.

– Vamos. Vamos.

Esperei que a tela se acendesse outra vez e anotei o número que ali era indicado. Eu precisava tentar.

“Me desculpe, eu tive alguns contratempos com o celular. Estou usando de um amigo agora”

 

A resposta veio quase que imediata, apenas um “Oh. Você vem?” que me soou um tanto cético, mas logo outra mensagem surgiu “Não entra, me espera no portão 6”

Eu sorri para a informação, confirmando tudo e já estava pronto para sair do quarto, desliguei a lanterna indo em direção à porta, mas estanquei ao tocar a maçaneta. A luz do corredor se acendeu e uma sombra ficou visível pelas brechas da madeira, eu dei um passo para trás com cuidado, meu coração acelerou horrivelmente pela possibilidade de um segundo ataque.

Eu engoli em seco ouvindo as fitas de emergência fazendo um barulho leve e olhei para os lados em busca de refúgio. Uma pontada no peito veio junto com o abaixar lento da maçaneta e eu congelei. Não iria dar tempo de me esconder, tampouco de achar uma arma.

– Não acho que você deva. – A voz saiu rouca, baixa e incrivelmente próxima. Me fazendo arrepiar dos pés a cabeça. O tom de sarcasmo contido era inconfundível e isso apenas me fez arregalar os olhos.

Se este atrás da porta é de fato o assassino, então o Hoseok sabe quem ele é! Está o ajudando! Meus dedos coçaram para simplesmente abrir a porta e ver quem estava ali, mas eu sabia que se o fizesse, acabaria morto e esquartejado sem deixar rastros.

A maçaneta parou de se mover e eu observei a sombra se afastar.

– Ainda não é hora. – Hoseok terminou a fala e eu ouvi passos se afastando, um silêncio supremo devorando o ambiente outra vez.

Eu não podia abrir a porta, ainda não, a luz se apagou, mas eu não havia ouvido outras passadas. Sabia que o Hoseok continuava ali.

O corredor acendeu outra vez e eu prendi a respiração. Alguém parecia praticamente correr na direção do quarto, trotando furiosamente. Os passos ecoaram alto e logo a parede tremeu em um baque. Risos. Hoseok estava rindo.

– Você me apagou para quê? Onde estava?

– Está me cobrando?

Eu paralisei ao ouvi a voz dos dois, uma inquietação me consumindo. Hoseok não diria nada, não é? Sobre a banheira e o que fizemos lá. A resposta demorou alguns segundos para vir e eu conseguia ouvir as respirações agitadas.

– Não. Mas onde você estava? Os guardas ainda estão dormindo.

– Diminua seu tom para falar comigo Jiminnie. –  A voz do Hoseok soou forte e eu me assustei outra vez com um baque mais próximo da porta.

Ouvi o Jimin gemer arrastado e um arrepio gelado me desceu pela espinha.

– Vamos. – Hoseok chamou e ouvi a voz do ruivo murmurar uma confirmação, quase um ronronar.

Os passos deles foram se distanciando até que eu pudesse ouvi-los longe, batendo a porta de algum quarto. Meu coração estava batendo na garganta e uma ânsia estava quase me fazendo vomitar de nervoso.

– Essa foi por pouco.

Esperei mais cinco minutos depois que as luzes se apagaram no corredor para poder sair finalmente, correndo para o meu quarto desesperado.

Milhares de questionamentos estavam rondando a minha mente e eu tentava não me distrair com eles enquanto pegava uma calça jeans e vestia desajeitado.

Quem iria ao quarto do Jin a essa hora? Por que? Seria o assassino realmente?

Troquei a camiseta e calcei meus tênis de qualquer jeito para poder jogar uma água no rosto e pegar a chave do carro, mas antes de sair eu voltei até mala e peguei o revólver carregando-o e prendendo o cano entre o meu corpo e a calça.

Saí em disparada e preferi usar as escadas de emergência, pulando vários degraus de uma vez. Quando cheguei à entrada do hotel diminui o ritmo. A rua estava deserta e o estacionamento também. Respirei fundo, uma garoa fina tinha acabado de começar, me fazendo correr em direção ao carro e entrar.

O que o Jung quis dizer com “Não está na hora”? Ele sabia que eu estava no quarto do Jin?

Sacudi a cabeça e dei partida no carro. Me afastando rapidamente em direção ao centro.

O sujeito das mensagens havia dito para nos encontrarmos no portão 6. Considerando que o Jin não poderia ir tão longe a essa hora da madrugada, deve ser algum lugar próximo e grande o suficiente para que ele precisasse especificar o portão certo. O único lugar desse naipe por perto é a Seoul National University e se meu palpite estiver correto, o portão seis irá me levar diretamente ao prédio de medicina.

Cheguei consideravelmente rápido ao meu destino, naquela hora não havia movimento por essas bandas. Estacionei o carro na esquina e segui caminhando até a parede com uma grande marcação em tinta preta, indicando o número do portão.

Contrariando as minhas expectativas, não havia ninguém ali. Passei as mãos aflito pelo cabelo e peguei o celular no bolso para ver se havia recebido alguma mensagem.

– Quem é você e onde está o Jin? – A voz era desconhecida e consideravelmente grossa. Eu me virei abruptamente contendo o impulso de pegar a arma.

Na minha frente estava um homem alto e jovem, na casa dos trinta, no máximo. Ele era moreno, o cabelo loiro platinado. Os olhos estavam aflitos, mas não surpresos, e minha análise desceu pelo seu corpo tenso até escorregar pelo braço direito. Ele segurava uma chave grifo e pelas veias saltadas na mão eu podia dizer que o objeto era pesado o suficiente para me afundar o crânio sem dificuldades.

– Eu sou o detetive Kim Taehyung, assumi o novo caso junto com o Jin.

Falei o mais manso que consegui, mantendo o olhar sobre aquele objeto potencialmente perigoso. Ele pareceu relaxar um pouco.

– O que faz aqui detetive? – Questionou, mas não havia interesse na voz.

– Você não parece surpreso por ser eu aqui e não o Jin. – Ele riu

– Eu sabia que não era o Jin. Quando mandei você esperar e você confirmou, eu soube que não era ele. Se fosse o Jin ele teria discordado na hora – Ele sorriu e eu vi algo brilhar nos olhos – Ele tem o gênio forte.

– Tinha. – Comentei baixo, avaliando suas reações.

– Como assim?

– Não saiu no jornal ainda, não é mesmo? – Murmurei mais para mim do que para o homem na minha frente, um abatimento me consumindo, uma sensação de vazio.

– Do que você está falando? – A voz dele falhou na última vogal, ele estava apreensivo outra vez.

– Me desculpa dar a notícia assim, mas...

– Fala logo porra! O que fizeram com o Jin? O que aconteceu? – Ele explodiu, fazendo os gritos ecoarem pela rua vazia e adentrarem com uma imensa carga acusatória na minha mente. O objeto férreo estava sendo cada vez mais apertado nas mãos dele, as falanges dos dedos estavam brancas já.

– Abaixa isso, por favor... – Pedi com cautela quando ele apontou a chave grifo para mim. Os olhos estavam quase transbordando.

– Fala! – Ralhou e eu tremi.

– O Jin... morreu... ontem.

– Que? ... Não! Isso tá errado! Isso... Não! É mentira!

Ele ficou inquieto, andava de um lado por outro enquanto negava com a cabeça, meu coração apertou tanto com a cena que eu senti falta de ar.

– Ele era o assassino... pelo menos eu achei que fosse... – Minha voz se arrastou e eu fui obrigado a olhar para o lado, incapaz de encarar o julgamento que viria dos olhos marejados a minha frente.

– Você matou ele? Matou ele? Seu desgraçado! Eu não... eu... não, isso não é verdade!

Ele estava completamente descontrolado, eu não sabia o que fazer, mas sabia que não poderíamos ficar daquela forma, gritando no meio da rua. Não estávamos seguros...

– Me perdoa por isso, mas não podemos conversar em um lugar mais apropriado?

– Você quer conversar?! Conversar?! Seu desgraçado frio!

Aquelas palavras me estapearam o rosto com tanta violência que eu fiquei mudo. Um peso estava instalado nos meus ombros, tão intenso que poderia fazer os meus joelhos cederem. Eu sentia que não podia respirar e por mais que estivesse em um ambiente completamente aberto, os olhos rancorosos estavam estreitando tudo a nossa volta. Encolhendo. Apertando. Espremendo. Asfixiando. Julgando... Acusando.

Os orbes estavam imersos em cólera e eu não me sentia no direito de implorar por socorro. De desviar da artilharia que avançava. Esse era o fardo mais horrendo que eu poderia ter de carregar.

– Por favor... eu preciso esclarecer algumas coisas... entender... por favor, eu estou tão perturbado quanto você. – Quebrei o silêncio, as palavras saindo sem freio, doídas e esmurradas. Deploráveis.

A vontade de chorar estava ali novamente, dificultando ainda mais qualquer pensamento ordenado. O homem na minha frente não disse nada, apenas começou a caminhar atravessando o portão metálico e eu interpretei aquilo como uma aceitação, o seguindo com passos vacilantes.

Aquele era o prédio onde ficavam os laboratórios para as aulas práticas da faculdade de medicina. Uma construção antiga que havia sido adaptada com tecnologia para receber os alunos. O loiro traçou uma rota pelo hall de entrada na completa escuridão. Apenas o som dos nossos calçados raspando no piso era ouvido. Encarei as câmeras de segurança presas ao teto e elas estavam desligadas. Uma tensão me subiu pelo corpo, gelada, fazendo meu estômago embrulhar.

Ao final de um corredor havia uma saleta, com um sofá de três lugares cor de abóbora e uma poltrona acobreada. Era um lugar mais iluminado, já que as janelas ao lado esquerdo possibilitavam a entrada da luz de um dos postes.

O homem se sentou na poltrona, largando a chave de grifo ao seu lado no chão e deixando a cabeça cair para trás, as mãos taparam-lhe o rosto túrbido, arrastando-se lentamente para cima até chegar no couro cabeludo, embrenhando os dedos ali para segurar punhados de cabelo com força, puxando como se dessa forma pudesse afastar a dor que o consumia.

Meus pés me guiaram num ritmo cambaleante, rastejando até chegar ao sofá. Um silêncio penoso, denso, ficou circulando entre nós. Na minha mente eu tentava encontrar as palavras certas para usar, mas sabia que não existiam.

– Qual seu nome? – Questionei, chamando a atenção dele para mim.

– Namjoon, Kim Namjoon. – Ele respirou profundamente, olhando fixo para um ponto qualquer na parede oposta e eu balancei a cabeça em afirmativo.

– Qual sua ligação com o Jin? – Continuei. Aguardando ansioso por uma resposta, mas ela não veio. Ele desviou o olhar, as mãos ficaram agitadas, apertando a barra da camisa e logo esfregando uma mão na outra.

Eu sorri triste na mesma hora, não tinha percebido tal detalhe.

– Eram namorados, certo? A julgar pela aliança no seu dedo...

– Eu fiz o pedido de noivado a três semanas... e ele... ele aceitou – Namjoon disse, sendo rápido em secar as lágrimas furtivas antes que chegassem ao queixo.

Ele era do tipo que segura tudo para si, aprisionando as sete chaves até que finalmente estivesse sozinho para se libertar. Meus olhos estavam molhados e eu precisei piscar continuamente para afastar o nó na garganta.

– Eu sinto muito... muito mesmo...

Ele balançou a cabeça e me encarou.

– Você disse que pensou que ele fosse o assassino... por que?

Engoli em seco, meus motivos para as suspeitas agora não pareciam tão concretos e acusatórios quanto naquela manhã em que eu acordei desesperado.

– Sim... as evidências apontavam para ele. – Falei para dentro, a voz soando no peito, prendendo o ar de forma dolorosa.

– O Jin não machucaria nem uma mosca. Ele vive... vivia – corrigiu-se – vivia para ajudar, sempre me disse isso. E quando ele entrou para a polícia, era para trazer justiça para as famílias através da medicina forense. – Namjoon levou ambas as mãos até o rosto para deter o leito que escorria constante dos olhos avermelhados. – Ele não era assassino, eu tenho certeza.

– Eu... eu... acredito em você. – Havia uma pressão absurda no meu rosto, meu nariz ameaçava escorrer. A língua formigava dentro da boca.

O loiro riu em escárnio.

– Agora não adianta mais, não é mesmo?! – Uma exclamação me surgiu, mas eu logo calei – Quando o corpo será liberado para o velório?

Ele perguntou e eu não fui capaz de sustentar aquele olhar, nem de dar aquela resposta. Não saía.

– Eu... eu creio que isso não será... não será possível. Me desculpe.

Murmurei olhando para o chão e o loiro se levantou bruscamente, andando de um lado para o outro, as mãos lhe apertando a cintura como se estivesse tentando manter o controle.

– Pra que você está aqui então, hun? Além, claro, de dizer que por incompetência sua o Jin está morto e nem um enterro decente vai poder ter!?

A respiração dele estava ruidosa, o tórax subia e descia rápido enquanto ele me encarava e eu levantei do sofá para poder observa-lo melhor. Meu interior se revirando por inteiro como se eu tivesse colocado os meus sentimentos num liquidificador, estava tudo se misturando, ruindo e a sensação de arrependimento enclausurava cada átomo subdividido do meu ser.

– Por que você e o Jin se encontravam aqui a essa hora? Eu o vi chegando de madrugada uma vez, usando luvas cirúrgicas e...

– Isso o fez suspeito? – Ele me cortou bruscamente e eu balancei a cabeça em afirmativo o vendo me dar as costas para apertar a própria cabeça com ambas as mãos.

– ... Também – Senti que precisava completar e ele virou para mim, não se importando com os olhos escorrendo agora.

– Também? – Riu amargo, os dentes castigando o lábio inferior. – Me segue.

Namjoon saiu a passos apressados pelo hall e eu o acompanhei em silêncio, nós passamos por alguns corredores e subimos dois lances de escada, dando de frente para um corredor mais largo, repleto de portas. Em uma das vigas do teto sustentava-se a placa “Anatomia II”.

Eu segui observando cada porta branca daquele corredor e conforme nos aproximávamos do final, uma ansiedade ia se instalando. O cano da arma me incomodava conforme as passadas ficavam mais aceleradas, inclinei a cabeça para o lado e vi que a última porta do corredor estava iluminada e alguns burburinhos já podiam ser ouvidos. Eram muitas vozes, baixas e risonhas, porém contidas. Paramos de frente para aquela abertura e Namjoon segurou a maçaneta com a destra enquanto a outra mão enxugava qualquer resquício de lágrima.

Ele abriu a porta e a deixou bater na parede oposta, o falatório cessou imediatamente, tornando-se sussurros praticamente inaudíveis. Eu fiquei do lado de fora o observando. A placa colada no batente da porta dizia que ali era o laboratório de peças e isso fazia minha mão querer pegar o revólver num ato de defesa e prevenção.

O loiro deu três passos para dentro e se virou para mim, me dando espaço. Eu respirei fundo e tomei coragem, atravessando aquela porta e ficando mudo no mesmo instante.

Meus olhos arderam pela luminosidade intensa e logo correram desesperados por todo o ambiente, analisando em descrença. Minha cabeça começou a latejar, a pressão no rosto se tornava a cada segundo mais difícil de conter. Eu me sentia tonto, desnorteado. Aquilo... eu não conseguia entender. Meu corpo estava sendo triturado, sacudido, amassado. Minha consciência estava escorrendo, sangrando. Alguém parecia estar segurando meu coração na mão, o esmagando com ódio, impedindo a circulação.

Na sala de peças não haviam corpos ou órgãos, não tinha cheiro de formol e nem conservas de fetos. Não tinha cheiro de morte. Havia na verdade, um esqueleto de argila, bonecos de plástico, algumas mesas com cadeiras encostadas todas nos dois cantos da parede e por fim, mais de trinta adolescentes que nos encaravam surpresos. Todos aparentando no máximo os seus 19 anos, usando jalecos brancos e com luvas cirúrgicas azuis penduradas nos bolsos.

– O que é isso Namjoon? – Questionei, a voz completamente falha. Minha visão já embaçando.

– Isso? Jenni-ah! – Ele chamou e uma menina de cabelos cumpridos se ergueu – Poderia dizer para este senhor o que nós fazemos aqui essa hora?

Ela pareceu confusa por alguns segundos, mas olhou para mim e sorriu.

– Ah, nós estudamos oppa! Anatomia básica, análise biológica e primeiros socorros!

– Com quem? – Namjoon insistiu

– Com o Jin oppa! – a menina disse animada e eu pude analisar o sorriso nos rostos daquelas crianças ao ouvirem o nome do médico.

– O que está acontecendo aqui Namjoon? O que diabos isso significa? – Perguntei, minha voz se elevando alguns tons, eu iria explodir.

– Isso detetive, é o que o Jin fazia durante as madrugadas. Ele ajudava vestibulandos de medicina a estudar para o exame prático de entrada para a universidade.

Eu encarei novamente aqueles jovens, agora um tanto aflitos e não consegui mais sustentar aquele peso todo, saí apressado, correndo até o final do corredor e me jogando no chão, próximo das escadas.

O choro saindo e eu não conseguia mais controlar, soluçando e me afogando em mim mesmo. Na culpa que corroía minhas veias como se fosse ácido, degenerando. Eu havia destruído a vida de alguém que tinha apenas boas intenções. Eu havia matado o Jin por nada, em vão.

Eu me sentia morrendo aos poucos, enlouquecendo. Não conseguia respirar e a cada tentativa de captar oxigênio as paredes se moviam e me prensavam. O teto estava abaixando e me fazia abraçar as pernas para me encolher. Tudo isso tinha que parar, por favor. Por favor.

– Me perdoa... me perdoa por favor... eu... eu... Jin...droga...

Senti uma mão pousar no meu ombro e levantei o rosto para encarar o loiro que também chorava. Ele se sentou do meu lado no chão e eu tentei acalmar aquele turbilhão que me afundava. Ficamos alguns minutos assim, apenas com o som dos meus fungares e soluços.

– Não era o Jin detetive... eu tenho certeza.

– Eu... eu ... me perdoa, mas que porra! Me perdoa!

O silêncio voltou e aquilo me deixava aflito, eu sabia que não receberia o perdão. Não havia como.

– Hyung... eu preciso da sua ajuda... – Murmurei quando consegui controlar a minha crise. Nós estávamos encarando a parede a nossa frente, completamente mudos. – O Jin me deixou um bilhete, ele queria... me dizer algo. Mas eu não consigo desvendar... está em código.

O silêncio permaneceu até que ele suspirasse e virasse a cabeça na minha direção.

– O Jin falou de você algumas vezes... ele dizia que você é inocente e corajoso – sorriu – ele estava preocupado, estava estranho...

– Estranho? – Questionei, fungando em seguida.

– Sim... Ele não falava muito e estava sempre desviando quando eu perguntava sobre a investigação.

Nós ficamos mais uns minutos em silêncio, então o Jin realmente sabia de algo.

– Hyung, o Jin gostava de códigos?

Ele balançou a cabeça lentamente, afirmando.

– Era um fetiche esquisito dele. Ele usava muitos, era como um passa tempo.

Meus olhos se arregalaram um pouco e eu imediatamente levei a mão ao bolso da calça, pegando o delicado papel e estendendo na direção do loiro.

– Ele me deixou isso... você consegue entender? Eu acho que é importante.

Namjoon pegou o papel da minha mão um tanto sem vontade, mas logo seus orbes estalaram e ele pareceu aflito, virando completamente na minha direção.

– Isso... o Jin me entregou um papel parecido ontem!

– Com códigos?

– Sim! Ele disse que era para eu guardar com cuidado!

– Hyung, eu acho que o Jin sabia quem era o assassino... Você pode me ajudar? Pode me encontrar mais tarde com o bilhete?

Ele sacudiu a cabeça

– Na praça, umas oito.

– Na praça não, melhor na cafeteria da esquina.

– Certo. – Ele confirmou – Taehyung... só me prometa que irá inocentar o Jin... Não foi ele...

– Eu prometo hyung. – Disse me levantando com certa dificuldade, ele permaneceu sentado. – Preciso ir agora... me perdoe, de verdade.

– Eu preciso de um tempo. Depois nós conversamos.

– Okay – Confirmei e saí meio atônito. Ainda me sentia perdido com tudo, ainda mais agora que podia sentir o grande erro que havia cometido, as consequências que viriam.

Sequer me lembro como cheguei no carro tão rápido, ainda estava garoando, mas alguns raios de sol já ameaçavam sair. O caminho todo foi preenchido pelo barulho dos para brisas trabalhado e da minha mente fumegando.

O que o Jin estava querendo dizer no bilhete?

Meu peito se apertava de lembrar do loiro completamente desolado, sentado no chão com o olhar vagando. Não havia pedido de desculpas que pudesse voltar no tempo. Nada poderia evitar aquela tragédia.

Gemi em frustração assim que desliguei o carro, encostando a minha cabeça no volante. Minha vontade era soca-la ali até entrar em coma, mas eu prometi ao hyung que livraria o Jin da culpa. Prometi ao Yoongi que assumiria o Caso do começo ao fim.

Abri a porta e saí do carro, o trancando. A garoa fria estava me confortando de alguma forma, fazendo meu cabelo grudar na testa. Me lavando. Eu estava prestes a caminhar em direção a entrada quando avistei uma cabeleira ruiva inconfundível sair por ali.

Jimin parecia irritado enquanto olhava o celular. Ele bufou e olhou para ambos os lados como que para conferir se estava sozinho.

Eu arqueei as sobrancelhas para aquele comportamento estranho e permaneci imóvel, o observando. Jimin não parecia ter me visto parado a uns dez metros de onde ele estava e felizmente, o escuro ainda se fazia presente.

Ele começou a caminhar para a direita, virando na quina da construção, indo em direção ao jardim dos fundos e eu imediatamente corri, meu corpo se movendo por instinto. Ele chegou a olhar para trás, mas eu fui rápido em me escorar na parede.

O que diabos o Jimin estava fazendo a essa hora no jardim? Por que parecia tão nervoso? Eu conseguia ouvir suas reclamações em voz baixa e a sola dos All Stars raspavam agressivamente no chão.

Quando ele chegou ao seu destino eu me esgueirei na parede, mas não conseguia ver nada além do perfil do ruivo de braços cruzados.

– Jiminnie! – Uma voz diferente soou, empolgada demais.

– O que você quer hun? Achei que já tínhamos nos entendido.

Olhei de relance, mas o ângulo ali era muito ruim, eu só conseguia ver braços envolvendo a cintura do ruivo intimamente.

– A única coisa que eu vou entender é que você é meu Jiminnie. Só isso.

– Você sabe a quem eu pertenço Jeon, isso não vai mudar.

Os braços do tal Jeon puxaram o Jimin e eu já não podia os ver, apenas ouvia as respirações.

– A quem hun? Ao J Hope? É?

– Você sabe que sim. Agora me solta. Me solta!

A voz do Jimin saiu mais alta e descontrolada e eu me peguei em dúvida sobre o que deveria fazer. Hesitando.

– Não! Mas que droga Jimin! O que mais eu preciso fazer para te provar até onde eu vou por...

Eu dei o primeiro passo para aquela direção, mas fui impedido de continuar. Uma mão circundou rápida a minha cintura e outra cobriu a minha boca. Me prensando e arrastando para trás. Eu me debatia e tentava soltar as mãos do aperto, mas logo congelei com a respiração quente na minha nuca.

– Espiar é muito feio, detetive.

 


Notas Finais


(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ DROPEI! ✧゚・: *ヽ(◕ヮ◕ヽ)
E aí gatuchos e gatuchas (affs, Juro que eu tento me controlar, EU JURO!) HUAHAUHAUAHUAHUAHU
O cap. foi chatinho né? Cheio de explicações e tals... Me desculpem por isso, mas foi necessário! O próximo será mais impolgante, prometo!
Sobre datas, eu não vou poder garantir nada (ಥ﹏ಥ) Perdoa a tia Lua, sim?! (ಥ﹏ಥ) Mas prometo não demorar esse tempão todo!

OBRIGADA POR CADA LIKE, POR CADA COMENTÁRIO, POR CADA UM DE VOCÊS QUE ACOMPANHA NO ANONIMATO! OBRIGADA! OBRIGADA! OBRIGADA! (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧
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✔ A frase do começo pertence ao conto "A Queda da Casa de Usher" do escritor estadunidense Edgar Allan Poe, que pertence ao movimento romantico e é muitíssimo famoso por suas histórias aterrorizantes e perturbadoras.
▲ LINK PARA O CONTO: http://www.psb40.org.br/bib/b157.pdf

✔ O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos, no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos pela sociedade ou por si próprio; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e "rituais" que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.
▲ LINK: http://www.saudemental.net/transtorno_obsessivo_compulsivo.htm

✔ Clomipramina é um antidepressivo tricíclico e um dos mais antigos antidepressivos. Foi desenvolvido nos anos 1960 pelo laboratório suíço Geigy e está na lista de medicamentos essenciais da OMS. Tem como indicações os estados depressivos de etiologia diversa: depressão, distúrbios de personalidade, síndromes depressivas senis ou pré-senis, distimias depressivas de natureza reativa, neurótica ou psicopática, síndromes obsessivo-compulsivas, fobias e ataques de pânico.
▲ LINK: http://www.medicinanet.com.br/bula/1562/clomipramina.htm

✔ A chave grifo é uma ferramenta que destina-se a apertos e desapertos de tubos e conexões rosqueadas, dentes brochados e temperados assegurando o agarre perfeito e proporcionando um melhor desempenho ao usuário. Elas podem variar de peso e tamanho.
▲ LINK: https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=638&q=chave+grifo&oq=chave+grifo&gs_l=img.3...128.3818.0.4084.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0....0...1ac.1.64.img..0.0.0.K_avPYuUxlg


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