História O Silêncio dos Ninjas - Capítulo 13


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Categorias As Tartarugas Ninja
Personagens Hamato "Karai" Miwa, Hamato "Mestre Splinter" Yoshi, Oroku "Destruidor" Saki, Personagens Originais, Tang Shen
Tags Destruidor, Shredder X Splinter Yaoi, Shreter Fanfic, Splinter
Exibições 7
Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OIS pessoas como estão? Espero que bem. Aqui está mais um capítulo da nossa fic. E hoje, as coisas estão muuuito tensas jejeje. Fiquem com o capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 13 - 22 de Abril de 1998


Eu precisava de um descanso. Após a briga entre Yuuta e minha pessoa as coisas lá no dojo ficaram ainda mais intensas. Yoshi não falava comigo e quando me aproximava ele se afastava. Nem Shen conseguiu convencê-lo. E ainda a coitada foi acusada foi acusada de estar a fim de mim e começar toda esta história de que sou apaixonado por ela. Se este desgraçado soubesse o que sinto por ele, duvido que continuaria com estas brincadeiras que agora, viraram desprezo. Por fim, acabei sendo convidado por Nagi para passar uma semana na casa de nossa família. Cheguei ontem e voltarei só na próxima terça.

Aproveitei para convidar Sayoko e Glendowine para virem comigo. No caso de minha amável filha precisei de uma autorização especial do orfanato para poder leva-la, assim como acontece quando se tem uma excursão nas escolas primárias. Tive muita sorte e consegui tirá-la daquele tormento já que, de acordo com ela, as provocações da tal Kaori continuavam. E Glendowine também aceitou, mas por conta da mentira que contei a minha família.

Disse a ela que éramos casados.

Ainda bem que Glen é uma pessoa compreensível e concordou com a farsa. E estive pensando em me casar de verdade com ela para conseguir a guarda de Sayoko. Posso até convencê-la, mas um casamento sem amor é um desastre sem fim. E não quero ser amargurado mais do que já sou e duvido que queira isso. Ainda mais sabendo sobre minha paixão por Yoshi.

Tenho que rever meus pensamentos, mas agora estou tendo uma maravilhosa conversa com minha mãe depois de um almoço em família. Enquanto Nagi e Megumi assistiam televisão, vejo Glendowine e Sayoko lavando a louça e se divertindo jogando sabão uma na outra. Dou um sorriso em ver minhas meninas assim. Juntas. Como mãe e filha.

– Não deveria ter cobrado ao Yuuta a morte de seu pai. – Diz minha mãe – Fez muito errado meu filho. Daisuke o perdoou há muito tempo e eu também.

– Eu sei minha mãe, mas fico revoltado por aquele maldito desertor ainda estar entre nós. Os Deuses poderiam muito bem levar este maldito direto para o inferno.

– Não diga isso meu filho. Pois é isto que nos difere dos Hamato, apesar da maioria achar o contrário já que a família deles sempre foi vista como um exemplo para os ninjas. Não pense em vingança. Esqueça esse capítulo doloroso de nossa família. E vejo que... se prejudicou demais por isso, não é?

– Sim. Estou prestes a ser expulso do dojo. Antes já fui ameaçado, mas o filho do Yuuta sempre impediu, pois fomos criados juntos e me trata... como um irmão. Porém, depois destes acontecimentos, acho difícil demais conseguir minha permanência por lá.

– Não seja por isso querido. Venha você, sua amada esposa e minha neta morarem aqui. Assim se desligaram para sempre dos Hamato.

– Se fosse fácil minha mãe...

O que mais queria era me distanciar para sempre de Yoshi. Mas sem antes levar sua filha comigo e usurpar seu lugar como pai. Irei ter uma filha. Seja por meios legais ou não. Olho novamente para Sayoko e Glendowine e imagino ter uma família assim. Talvez eu possa. Sim. Vou pedir Glendowine em casamento. Nos demos muito bem e posso resolver a maior de minhas dores de cabeça. Nagi me disse para recomeçar. E é isso que parei. Mas antes, preciso saber a opinião dele.

Me levanto do sofá onde estava com minha mãe e vou para o outro lado. Toquei seu ombro e logo chamei para falar comigo em um lugar onde ninguém pudesse nos ouvir. No começo, Nagi ficou assustado e piorou quando comecei a falar.

– Nagi... acho que vou pedir Glendowine em casamento.

– Sério? Acho que se casar com ela irá resolver seus problemas de infelicidade?

– O que foi meu irmão? Por acaso está com ciúmes?

– Eu? Não. Acho que você tem sim o direito de se casar e formar uma família. Mas com a Glendowine? Vi que vocês têm uma boa amizade, porém, isto não é motivo para se casar. Tem certeza de que é isso que deseja para sua vida daqui para frente meu irmão?

– É a minha salvação Nagi. Poderei finalmente ser pai. Com o casamento a adoção de Sayoko sairá; E de brinde, pegarei Miwa para mim.

Nagi ficou um pouco chocado com minha revelação. Porém, é a verdade. Não me contento só com Sayoko. Quero muito mais. E desde que ajudei a parir esta menina, meu desejo é cuidá-la com meus próprios braços.

– M-Mas você não pode fazer isso. Se roubar a menina de Yoshi ele vai desconfiar e você será preso. Por favor, pensa direito nessa loucura Saki.

– Já pensei e tomei minha decisão. Não me importo se for preso e condenado a morte. Pelo menos, ela não terá influências daquele maldito Yoshi. Porque caso aconteça algo comigo, a menina ficará por suas responsabilidades.

– C-Comigo? M-Mas não tenho talento nenhum para cuidar de crianças. Acho que você está muito perturbado por conta do Yoshi e entre outras coisas. E posso lhe ajudar a relaxar. Hoje pensei que nós pudéssemos fazer uma trilha sobre a floresta de Nagasaki. Só eu, você, a Glen e a Sayoko. O que acha meu irmão? Não queria descansar? Então. A oportunidade perfeita para conseguir um sossego.

– Pode ser. – Respondo – Você está certo meu irmão. Acho que estou muito com a cabeça estressada. E olha, porque também não chamamos nosso futuro cunhado Tatsuya para participar? O coitado está muito perturbado por conta dos caprichos de nossa irmã. Ele deveria vir conosco para esquecer estes problemas.

– Claro. Ele pode vir também. – Nagi chegou perto do meu rosto e roubou um beijo. Fico um pouco constrangido, mas depois dou um sorriso – Agora preciso ir Saki. Organizar as coisas aqui. Tchau meu irmão.

Nagi entrou em um quarto e me deixou lá. Enquanto isso, vejo Sayoko e Glendowine se divertindo na louça. Posso achar que estou louco. As pessoas podem achar que estou louco, mas irei pedir a mão de Glendowine em casamento e espero muito que aceite. Se ela não concordar, não poderei fazer nada. Terei que viver com isso. O meu destino.

 

Passou algumas horas após o almoço e já estamos dentro da floresta. Um lugar muito denso e fechado, assim como a maioria das formações florestais japonesas. Por isto precisávamos ficar juntos. Nagi era o guia já que era o único a conhecer bem este lugar. Eu estava atrás dele e de mãos dadas com Sayoko. Atrás estava Glendowine e Tatsuya. Meu cunhado era um homem bem medroso, mas irei ajuda-lo assim que precisasse.

– Muito bem pessoal. – Disse meu irmão – Já está anoitecendo e precisamos de um lugar para armar as barracas e descansar. Acho que nossa atual localização é bem apropriada.

– Ai. Qualquer lugar que eu consiga dormir já que está bom. – Disse Glendowine.

– M-Mas será que n-não é muito perigoso? – Pergunta Tatsuya e todos, inclusive eu, começamos a fita-lo – Q-Quer dizer... aqui não é Aokigahara, mas... t-tem a sincronia da mesma.

– Não se preocupe, meu cunhado. – Digo – Aqui não é perigoso. Não é mesmo meu irmão?

– Claro que não Tatsuya. Fique calmo. – Responde meu irmão – Olha, vamos armar as barracadas e amanhã continuamos.

Fizemos o que nosso irmão nos disse. Armamos as barracas. Eram duas. Uma grande e a outra um pouco menos. Dormimos na maior. Enquanto Tatsuya e Glendowine dormiam na menor. E lá dentro meu sono parecia não parecer vir. Ficava olhando para cima. Enquanto meus dois amores dormiam que nem pedra. Precisa fazer algo. Uma pena que meu bom e velho caderno não esteja aqui. Deixei na casa de nossa mãe. Preciso me conformar, isso sim.

Do nada começo a ouvir uma voz me chamar. Ela era bem calma e suave. Ficava repetindo meu nome sem parar. Não aguentava mais. Sai com cuidado da barraca e fui ver o que era aquela voz que me chamava. Quando saí, uma luz forte acabou por me cegar. Minha visão volta e o que vejo é meu cunhado Tatsuya com muito medo e segurando uma lanterna. Ele parece comigo quando era ainda mais inocente. Mas não usava óculos e muito menos um terno cinza. Admito que Tatsuya era um homem estiloso e tem um bom gosto.

– Tatsuya? É você que está me chamando?

– S-Sim Saki. Preciso falar uma coisa.

– Diga.

– E-Eu descobri algo muito estranho por aqui. – Cruzo meus braços e o fico esperando dizer que avistou um fantasma. Depois sou eu o louco por acreditar em yokais e seres não vindos deste planeta – A-Achei um dojo totalmente carbonizado.

– Um dojo? – Agora fiquei curioso – E por acaso viu alguma identificação de qual família pertencia?

– N-Não sei direito. Eu s-só consegui ver nada mais que um pé.

Um pé? Essa não. Se for o que estou pensando... não. Isso eu não posso acreditar. Não quero acreditar. Pressionei Tatsuya para me levar até lá. No começo ficou assustado, mas se convenceu a me guiar. Será que ele sabia de algo e não quer me falar? Bom, não vou insistir. O caminho era muito estreito e sombrio. E ainda tinha os bambus para atrapalhar. Foi quando chegamos ao dojo incendiado.

Estava tudo em ruinas, assim como meus pensamentos e sentimentos. Fiquei impressionado com os escombros. Eram antigos, mas parecem atuais. Na entrada, vi um pedaço de pano junto com alguns pedaços de madeira e totalmente rasgado, mas conseguia ver alguns detalhes. Até aquele que meu amado cunhado mencionou.

Um pé.

Com certeza, isso era de minha família.

Fui me aproximando do dojo. A claridade da lua fazia toda a diferença. Essa luz me trazia uma paz. Subi as escadas e entrei lá, caminhando lentamente sobre a madeira carbonizada. E sobre uma espécie de altar, vejo algo brilhante. Chego perto para olhar melhor. Tiro da frente algumas lascas e pedaços grandes de madeira e vejo o objeto.

Era um capacete.

E lindo por sinal. Tinha três laminas formando uma metade de uma cruz, um brilho intenso. A peguei com muito cuidado. Meus dedos se estremeciam só de tocar naquela beleza. Logo que peguei, sai correndo ao encontro de Tatsuya, que tinha um medo profundo em entrar lá.

– E e-então? O que t-tinha lá?

– Este capacete aqui. É muito bonito não acha?

– É lindo sim.

– Só gostaria de entender do porque isto estar lá dentro e não ter sofrido nenhum dano. Acho que Nagi sabe de algo. E este capacete deve dizer alguma coisa sobre meu pai. – Olho fixamente para Tatsuya – Sabe de alguma coisa, meu cunhado?

– E-Eu? Não. Estou mais surpreso que você.

– Nagi me deve explicações.

Estava furioso. Parece que este passeio se tornou um tormento de lembranças ruins. Ás vezes penso que seria melhor sucumbir logo do que viver perto de pessoas que somente estão escondendo as coisas de mim. Preciso sair deste lugar. Com Sayoko e Mi... Karai comigo. São as únicas que podem me salvar da total ruína. Penso muito nisso.

Chegamos a barraca e todos estavam acordados nos procurando. Nagi correu em minha direção e me abraça, mas não retribui. Ele queria me dar um beijo e virei meu rosto. Obviamente que estranhou meu comportamento.

– O que houve meu irmão? Porque está me rejeitando assim?

– Deveria saber Nagi – Mostro o capacete para ele e o mesmo se espanta – Pode me dizer o que é este capacete?

– O-Onde achou isso Saki?

– Próximo de um dojo que por coincidência tinha o símbolo do Clã do Pé nosso antigo clã. Veja só que engraçado. Porque está escondendo as coisas de mim? – Ele abaixa a cabeça e não diz nada, mas insisto – RESPONDE NAGI!

– Este é o Kuro Kabuto, criado pelo membro original da nossa família há 1500 anos a partir das armas dos seus inimigos. Ele era o símbolo do clã e pertencia ao nosso pai, mas quando ele se foi... nossa mãe resolveu enterrar para sempre isto e extinguir o Clã do Pé. Ela... fez um acordo comigo e com Megumi para queimarmos o dojo com o capacete dentro. Isto foi há 10 anos e ele resistiu.

– P-Porque não me disse sobre isso?

– Tinha medo que queria retornar com o Clã do Pé. E como está sedento de ódio pelos Hamato, pensei em não dizer, mas por favor me devolva esse capacete.

– NÃO! Você acha que sou um louco, não é? Meu próprio irmão não confia em mim... estou vendo que... realmente não tenho ninguém para me apoiar. Sou um vazio neste universo. Quero muito poder sumir e não ver nenhum de vocês. Como os odeio.

– Saki...

– CALE-SE! Eu não te quero ver nunca mais, entendeu? NUNCA MAIS! Nem você, nossa irmã e nem ninguém.

Corri para a barraca de Glendowine e me derrubei em lágrimas lá. Quantas mentiras. Quantas ilusões. Ninguém mais me respeita. Todos me odeiam. Não sou feliz em nenhum lugar. Amanhã quando acordar, Sayoko e Glendowine voltaram comigo para Tóquio. Pelo menos, são as únicas almas puras de que posso contar no momento.


Notas Finais


Q ACONTECEU AQUI GENTE???
O Saki ficou putasso com o irmão e não o quer mais ver. E agora? O que vai acontecer?
E vemos que nosso querido encontrou o tão famigerado Kuro Kabuto <3
Obrigada a todos que acompanharam
Bjs da tia Raffy


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