História O Silêncio dos Ninjas - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias As Tartarugas Ninja
Personagens Hamato "Karai" Miwa, Hamato "Mestre Splinter" Yoshi, Oroku "Destruidor" Saki, Personagens Originais, Tang Shen
Tags Destruidor, Shredder X Splinter Yaoi, Shreter Fanfic, Splinter
Exibições 22
Palavras 2.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oooi pessoal como estão? Espero que bem. Aqui está mais um capítulo da nossa dlç, uma semana depois do ocorrido. Como será que nossos gêmeos irão se encontrar depois daquele... incidente jejeje 🌚💜. Fiquem com o capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 6 - 4 de Março de 1998


Já se foi uma semana e ainda não consigo esquecer daquele momento. Algo em minha cabeça, não me deixa um dia sequer sem me lembrar daquele... acontecimento – Nossa, que palavra horrível para se usar – com meu irmão. Também faz dias que não o vejo. Era o máximo que Nagi ficava sem me ver. Sayoko até perguntou se eu sabia onde estava, mas claro, não fazia ideia.

Será que ele se arrependeu? Quando terminamos de fazer... aquilo, entramos na barraca e não nos falamos. Só nos despedimos e seguimos nosso caminho. Yoshi já começou a desconfiar de mim nos últimos dias. Comecei a vir mais tarde para o dojo, pois estou passando por um momento de ansiedade crônica. É a minha preocupação com Nagi. Queria saber alguma notícia dele.

A minha vontade era de correr para Nagasaki e receber alguma notícia. Mas do jeito que estou, não posso ir. Não tenho dinheiro e minha aparência era horrível. Yoshi estava certo quando me chamou de feio. Não consigo acreditar que existam pessoas que gostem de minha aparência. Como Nagi...

Não! Eu não quero mais falar dele. Isso me machuca. A saudade machuca. E ainda tenho que aguentar aquele miserável... eu não quero chorar. Não posso começar meu dia assim chorando igual fosse um bezerro. Sou um homem! O que preciso é de alguma atividade. Talvez, construir mais alguns equipamentos junto com Sayoko ou até... ajudar... Shen?

Dessa daí, nem quero saber. Outro dia, quis ajudá-la a fazer algumas tarefas, já que não podia por causa da gravidez. O Yoshi chegou me dizendo coisas absurdas. Ele insinuou que eu estava “querendo” roubar a Shen dele. Depois eu é que sou o ciumento. Se ele está inseguro com o próprio casamento, não sou o culpado. Talvez Shen queira um homem mais maduro para sua vida.

Assim, ela deixa o caminho aberto para mim, pois por mais que ache aquele miserável um imaturo primitivo, que me humilha dando a desculpa de que é somente zoeira, ainda o amo. E nunca deixarei de amar este idiota. Por mais que Nagi me diga que ele não merece. Nagi não sai um minuto de minha cabeça. Preciso logo pegar Sayoko. Assim, distraio um pouco.

Já estava com uma aparência melhor. Vesti o uniforme vermelho do clã de minha família que adorava. Quando saí do meu quarto, olhei para todos os lados. Por sorte acabei não cruzando com Yuuta, mas com algo pior. Yoshi me encarava como se eu tivesse feito algo de errado. Notei que ele vestia o mesmo uniforme do clã Hamato, mas com uma cor diferente.

Por que será que ele fica tão lindo vestindo branco?

A cara de Yoshi não era nada convidativa. Ele fixava seus olhos sobre mim de um jeito que me deixava assustado. Não queria ficar o encarando. Segui meu caminho, até ele encostar em meu ombro. Parei na hora e fixei meu olhar em seu rosto.

– Saki...

– O que foi? – Estou levemente com medo do que sairá da boca dele. Nunca é boa coisa.

– Sabe... tanto eu como meu pai... notamos que você está voltando muito tarde para o dojo. – É alguma novidade isso? Fui até xingado pelo Yuuta por conta de meus atrasos – E semana passada... eu brinquei com você, dizendo que era Garoto de Programa. – Mas de novo esse assunto? Achei que isso já estava esclarecido – É só uma brincadeira, não é? Você não é um né?

O que? Ele realmente acha que sou um garoto de programa? Nunca fui tão ofendido assim. Yoshi já me disse coisas mais absurdas, mas esta é a pior de todas. Nunca colocaria um preço em meu corpo só para ganhar trocados. No país onde ele nasceu, isto pode até ser comum. Mas aqui não. Desta vez, não ficaria calado. Agora, ele vai ouvir.

– Você acha que eu sou o que? Um vagabundo? Um vendido? – Yoshi permaneceu calado. Eu estava prestes a chorar – É isso que você pensa de mim, Yoshi? Então... para você, eu não sou um nada. Bacana Yoshi.

– Não. Você entendeu errado...

– Entendi. Acho que até entendi mais do que deveria. Quando digo que o ser humano é a pior raça que já pisou neste planeta, você me chama de hipócrita porque sou humano – Ele não diz nada, mas posso adivinhar as possíveis palavras que iria sair de sua boca – Eu não tive escolha. Acha mesmo que eu queria ser este verme? Queria ser uma máquina. Máquinas tem mais sentimentos que você. Eu quero muito resolver esse problema com a Sayoko. Assim, eu sumo da sua vista para sempre. Falta pouco Yoshi. Mas muito pouco mesmo.

Sai do dojo sem dizer mais nada. Yoshi falou algumas palavras, mas as ignorei. Até porque, não havia entendido nada. Estava muito longe para ouvir. Fora do dojo estava bem mais calmo. O céu era bem azul com nenhuma nuvem e o canto dos pássaros era agudo e muito bonito. Mas nem isso me fez ficar feliz.

Sentei na escadinha da entrada do dojo. Fiquei lá esperando Yoshi vir atrás de mim? Porque fiz isso? Nem eu mesmo sei. Só esperei. E claro, ele não veio. A única coisa que consegui fazer é chorar. Mas chorei muito. Não berrei. Mas tinha vezes que chorar calado não era a solução. E neste caso, minha vontade de gritar era muita.

Senti que alguém se aproximava. Não queria olhar. Somente chorar por Yoshi achar que sou um qualquer sem nenhum respeito. Mas precisava ver quem estava vindo. E para minha surpresa, eram duas pessoas nas quais eu amava demais. Aquela sensação ruim que senti por dias se acalmou quando o vi.

Nagi. Meu querido irmão. Sangue do meu sangue. Como estava belo. Ele também ficava ótimo vestindo branco. Além do vermelho, adorava o branco. Sentia muita paz quando via alguém vestindo algo com branco e vermelho. E por falar nessa cor, minha Sayoko estava de mãos dadas com ele. Na outra mão, segurava um balão da mesma cor do vestido e ainda estava escrito meu nome em letras de cor dourado.

Parece que minha infelicidade passou, mas precisava falar com ele. Me levantei e fui até os dois. Enxuguei minhas lágrimas e o abracei. Percebi que Nagi não entendeu o meu abraço, mas mesmo assim retribuiu o carinho. Depois abaixei e falei com Sayoko. Ela me deu um abraço e retribui com outro.

Seguimos para o parque onde Sayoko gosta de brincar nas árvores de cerejeiras junto com outras crianças. Sorte que por lá, tinha alguns bancos de praça e assim, conseguíamos vigiar as crianças. Mesmo me divertindo com as brincadeiras e caretas que Sayoko fazia para nós, me sentia triste. Nagi percebeu e se aproximou. Não fui nada bobo e falei o que senti. Sempre sou franco com ele.

– Porque demorou a me ver? Estava preocupado, sabia?

– Desculpa irmão. É que... nossa mãe... ela acabou sofrendo um acidente em casa. Ela acabou quebrando a perna e está internada. Eu não te disse nada por que... fiquei com medo de sua reação. – Ele pega em minha mão – Sei o quanto quer rever nossa mãe, nossa irmã. Mas vejo que está com problemas demais por aqui.

Na realidade, não consegui sentir nada quando Nagi disse sobre nossa mãe. Deve ser porque fui criado por outra mulher. Fiquei com pena e espero muito pela recuperação dela. Quero muito poder rever a mulher que me gerou e colocou este ser neste mundo para sofrer as mais terríveis provações.

– Mas e você? Eu vi que estava chorando. Foi o Yoshi outra vez, né? – Como ele conseguia saber das coisas que sentia? Não respondi, somente o olhei e isto foi a prova para ele – Já chega! Eu vou até o dojo esta noite me acertar com este miserável.

– Não! – Digo me levantando e tentando lhe impedir – Por favor, não complique mais nossa situação. Estou a quase um passo de ser expulso do dojo. Pense: imagine se eu fico sem lugar para morar. O que será de Sayoko. – O puxo para mim e o encaro – Pense em nós dois antes de cometer alguma loucura. Se o Yuuta ver que você está discutindo com o filho dele, o velho vai jogar toda a culpa em mim. – O supliquei para que não fizesse besteira – Por favor meu irmão, não faça nada que se arrependa depois.

– Desculpa Saki, mas... não posso atender o seu pedido. – Meu chão caiu. Se Nagi se meter a besta com os Hamato, quem vai sofrer sou eu – O Yoshi é um crianção mimado que precisa aprender a lição. Eu vou dar uma lição nele que nunca mais esse desgraçado irá te humilhar.

Não falei mais nada. Ele é tão cabeça dura quanto eu. Acho que isso é de família. Fiquei olhando para Sayoko e vendo como minha filha se divertia entre as árvores. Por incrível que pareça, depois que fomos almoçar naquele restaurante que Nagi adorava, tentei algumas vezes entrar dentro da mata perto do dojo para avisar Yoshi dos planos do meu irmão.

Mas não queria magoa-lo. Ele iria se sentir traído depois de tantas coisas que Yoshi me fez. Acho que a paciência dele acabou. Nagi é um homem calmo... até pisarem no seu calo, ou no meu. A tarde foi tranquila e não tocamos neste assunto. Até chegar a noite. Quando ele me quis levar até o dojo.

Deixamos Sayoko no orfanato, como era de costume e voltamos para casa. Nagi queria me acompanhar, mesmo eu insistindo para não ir.

– Nagi... por favor, eu peço que não vá. Você não percebe que pode me prejudicar? O Yoshi vai contar para o pai dele e quem vai sofrer sou eu.

– Se caso eles te expulsem, eu te levo para Nagasaki. Te trago todos os dias para vermos Sayoko. – Ele segura em meus ombros e me encara com um olhar sério – Não percebe, meu irmão? Ele precisa aprender. Não faça ficar bravo com você. – Nagi faz caricias em meu rosto – Seu rosto é lindo demais para ficar assim. Tenho certeza de que, com este puxão de orelha, Yoshi nunca mais vai te falar coisas absurdas.

Como queria que isso fosse verdade...

Chegamos ao dojo. Estava tudo escuro e só tínhamos a luz da lua e dos prédios para ajudarem no caminho. Yoshi estava na ponte que cruzava o pequeno lago que tinha no dojo. Shen estava com ele. Um lago que eu e Yoshi brincamos muito na infância. E agora, ele só fica ali. Calmo. Coisa que nunca ficaria enquanto vivesse perto de Yoshi. Amo aquele homem. Nunca amei assim em minha vida. Não queria amar ninguém. O amor é um sentimento horrível, que machuca as pessoas com o tempo. Se existisse uma maneira de extinguir este sentimento que nos destrói aos poucos.

Fiquei o mais longe possível da ponte. Não quero presenciar o que vai acontecer. Vou me retirar. Entrar no dojo e ficar quieto. Ou melhor ainda. Ficarei dentro e ouvirei toda aquela briga, porque com certeza, iria ter uma briga séria. Entrei rapidamente, peguei uma cadeira e a coloquei perto da janela. Não queria ver, mas apenas escutar tudo aquilo.

– Yoshi... quero falar com você. – Começou Nagi a dizer. Não sei como ele reagiu com a vinda de meu irmão e nem quero imaginar.

– Nagi? Fala ué. – O Yoshi nunca vai deixar de ser debochado?

– Eu fiquei sabendo de uma coisa que não me agradou muito. E você tem a ver com isso. Ou melhor, você é o verdadeiro culpado por tudo que tem ocorrido com meu irmão. – Ai não. Ele já me mencionou. Não disse meu nome, mas Yoshi não é bobo – Notou que ele está meio estranho, não é?

– Notei. Hoje eu só fiz uma brincadeirinha com ele e já veio com estupidez comigo. Nossa, nunca pensei que ele fosse me tratar assim. – Não estou vendo, mas acho que Nagi ficou bem irritado com a declaração do Yoshi.

– Brincadeirinha? Acha mesmo que isso são brincadeirinhas inocentes? Saki me contou essas brincadeiras que você considera “saudáveis”. Quando vim para cá, o encontrei chorando sentado nas escadas. E logo já adivinhei que era você. Porque magoa tanto meu irmão? Sério. O que te motiva a fazer estas coisas? O deixar triste lhe faz ficar feliz?

– E-Eu nunca quis magoar o Saki. Eu só estava desconfiado que ele realmente seja um garoto de programa, já que demorava tanto para voltar em casa.

– Então é isso? A pessoa não pode mais chegar meio tarde em casa que já são motivos para desconfiar dela? Olha Yoshi... nunca pensei que você fosse tão baixo assim. Mas tudo bem. Isso é característica da terra onde nasceu né?

– Olha aqui, eu aguento tudo. Menos quando falam mal do meu querido Brasil. – Não queria mais ouvir, mas minha curiosidade para saber como isso iria terminar era maior – O meu país sim tem muitos problemas. Qual país não tem? Vocês japoneses dizem ser os donos da boa moral e dos bons costumes, mas a realidade, é que vocês querem sempre mostrar sua superioridade.

– CALE A BOCA!

Ouvi um barulho estridente de água. Não aguentei e corri para meu quarto. Me tranquei nele e não saí até o outro dia chegar. Não quero rivalidade entre o Nagi e o Yoshi. Já não basta esta maldita inimizade entre as famílias e agora isso? Não quero mais! Basta! Chega!

Como dói. Dói em minha alma.


Notas Finais


Nagi e Saki se reencontraram... foi tenso o reencontro jejeje 🌚💜
E mano, vocês viram o que Yoshi disse? Chamou nosso Saki de puto. Mas é um BR safado mesmo.
E por conta disto, o irmão bonitão do Saki foi tirar satisfação com o Yoshi e tivemos uma mini treta kkkkk.
Pobre Saki. E agora? O que irá acontecer? Próximo capítulo é muito especial. Ele vai marcar o nascimento de nossa querida e amada Karai. Por isso, fiquem ligados semana que vem aqui.
Muito obrigada por tudo. Fiquem com os Deuses.
Bjs da tia Raffy


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