História O Sol em meio à tempestade - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Cashmere, Cato, Clove, Cressida, Delly Cartwright, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Peeta Mellark
Tags Colégio, Escola, Professor, Romance
Visualizações 338
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oioi. Boa leitura

Capítulo 10 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction O Sol em meio à tempestade - Capítulo 10 - Capítulo 9

A semana passou voando, e com ela as coisas se encaminhavam para uma direção que não me surpreendia, mas me deixava agitada.

Depois que Peeta conseguiu meu número, passamos a trocar mensagens, o que era de se esperar, depois do pedido direto dele. E isso foi o que nos aproximou ainda mais, apenas pelo fato de que, se considerássemos o tempo que gastávamos conversando por texto ou por chamada no celular, passávamos quase o dia todo juntos.

Como eu sempre fazia, decidi me calar sobre o assunto, contando somente ao meu pai que eu havia decidido dar ouvidos ao seu pedido, o que o deixou feliz com o fato de eu estar conseguindo deixar alguém entrar em minha vida, depois de tanto tempo.

Sábado à noite havia chegado, sendo assim eu já estava pronta em frente ao meu espelho, apenas finalizando meus cabelos, enquanto ainda não dava oito da noite.

– Só depois de um mês que você decide passar seu telefone para o Peeta? – Annie perguntou incrédula ao entrar em meu quarto.

Rolei os olhos impaciente enquanto tentava achar uma posição para os meus cabelos recém alisados. Ela havia acabado de chegar e já me enchia com perguntas.

– Primeiramente boa noite. Como vai, Katniss? Ah, eu vou bem obrigada. – falei com sarcasmo. – E como sabe que demorei pra dar meu número a ele? – decidi retrucar encarando seu reflexo em meu espelho. – Andaram se falando? – questionei parando de mexer em meus cabelos.

– Na verdade não. Vi o nome dele no seu celular ontem. – respondeu apreensiva. – Semana passada não tinha um Peeta em sua agenda.

Abri a boca surpresa virando-me para encara-la.

– Não acredito que você anda fuçando nas minhas coisas. – semicerrei os olhos. – Por que é tão difícil não se meter na minha vida? – murmurei. – O que mais você fez? Foi ver com quem ando conversando nas redes sociais? Eu não devia ser tão inocente e deixar meu celular por ai dando sopa. – resmunguei alcançando o aparelho sobre a penteadeira, e já elaborando uma senha antiAnnabelle.

– Desculpa. Eu só queria saber se você estava falando com ele. – ela cruzou os braços na defensiva. – Eu sabia que você não me responderia se eu perguntasse. – ergui a sobrancelha esquerda, fazendo-a bufar. – Eu só quero seu bem, Katniss, e você sabe disso.

Respirei devagar desistindo de entrar em uma discussão com ela.

Claro que eu sabia que por mais invasiva que Annie fosse, no fundo era só pra tentar saber o que eu não contava, pelo simples fato de se preocupar comigo. Porém a forma que ela se metia em tudo me deixava nervosa.

– Você é uma idiota. – resmunguei, escondendo o celular em minha bolsa.

Annie sorrio descruzando os braços e me empurrou até que eu sentasse na ponta da cama.

– Por que está sorrindo? – questionei.

– Porque raramente você diz isso. – ela se posicionou a minha frente, começando a mexer em meus cabelos. – Essa sua frase “você é um ou uma idiota” substitui o convencional "eu te amo”. 

– Eu não faço isso. – franzi o cenho.

– Faz sim. – Gale apareceu encostando no batente da porta. – Todos já notamos isso. Você tem dificuldade em dizer a outra frase.

Soltei o ar pela boca com impaciência, mas decidi me calar. Não era novidade que eu tinha problemas em me expressar quando se tratava de sentimentos. Porém eu estava curiosa sobre a teoria de Gale e Annie.

Talvez eu devesse prestar mais atenção no que dizia.

– Pronto. – Ann se afastou. – O que acha? – perguntou.

Virei o rosto em direção ao espelho. Ela havia jogado minha franja para o lado direito.

– Obrigada. – levantei e ajeitei o cinto que prendia meu sobretudo amarelo.

– Onde você vai tão linda assim? – Gale perguntou me analisando pelo espelho.

Fiquei de frente para os dois, e uma pequena batalha interna se iniciou em minha cabeça.

Devia ou não contar?

Eu sabia que eles descobririam facilmente. Contudo, se eu não dissesse agora, teria que aguentar o interrogatório na próxima vez que eu os visse.

– Vou sair com Peeta. – falei rapidamente, voltando a ficar de costas para os dois. – Não façam perguntas, porque não pretendo responde-las.

– Injustiça. – Annie resmungou. Pude vê-la cruzando os braços, pelo reflexo do espelho. – Eu só queria saber onde vão... O que vão fazer... Que horas você volta pra eu saber se eu ainda estarei aqui para perguntar como foi.

– Você não tem que fazer o jantar para o papai? – indaguei impaciente.

– Mal humorada. – Annabelle descruzou os braços. – Depois o Gale fica dizendo pra todo mundo o quanto você é maravilhosa. – ela fez um som com a boca como se desdenhasse o que dizia. – Balela. Ele é só um puxa saco.

– Claro que não. Eu só não fico interrogando cada passo que ela dá. Isso faz de mim uma pessoa melhor de conviver, do que você. – Gale rebateu.

– Você não tem que ir atrás da Madge não? – Annie perguntou erguendo a sobrancelha esquerda.

– Você não tem um marido pra cuidar não? – Gale retrucou desencostando do batente.

– Parem. – falei alcançando minha bolsa sobre a cama. – Vão os dois arranjar o que fazer. Que chato. – passei por eles, indo em direção a sala.

– Nossa. Você está linda, filha. – meu pai disse ao tirar os olhos da televisão.

– Obrigada. – dei um pequeno sorriso. – Vou sair, tudo bem? – perguntei.

– Claro. – ele sorrio. – Divirta-se.

– Tentarei. – me aproximei, curvando-me levemente, para beijar seu rosto. – Vou esperar lá embaixo. Se precisar é só...

– ... ligar. – Gale se intrometeu, completando a frase. – Já sabemos.

Suspirei impaciente.

– Tchau pra vocês. – peguei a chave da porta e a joguei na bolsa, saindo em seguida.

Mal coloquei os pés na calçada e o carro de Peeta já estacionava rente ao meio fio. Não tive tempo de me aproximar, pois o mesmo já havia descido e dava a volta pela frente do veículo apenas para andar até mim.

– Achei que você surgiria de terno novamente. – fiz piada ao analisar suas roupas.

Peeta usava uma jaqueta de couro marrom e uma camisa branca sob ela, o que me fazia notar que ele adorava uma boa camisa simples e neutra.

Ele deu um sorriso torto ao parar na minha frente.

– Minha irmã me convenceu a não usar paletó e gravata hoje. Disse que não era adequado para o lugar que eu te levaria. – uni as sobrancelhas, erguendo a esquerda em seguida, o que com certeza deixava claro minha curiosidade, mas Peeta apenas aumentou seu sorriso. – Mas não tem problema. Eu fiquei muito bem com essa jaqueta. – soltei um riso baixo. – E a propósito. Eu não sou o foco da noite. Você está linda. – Peeta falou tudo depressa, e segurou minha mão direita, beijando o dorso levemente.

– Obrigada. – falei baixo, sentindo minhas bochechas esquentarem. – Eu sei que você já se auto elogia, mas você realmente ficou bem com a jaqueta.

Peeta sorrio soltando minha mão.

– Eu fico bem de qualquer jeito. Você devia saber disso. Olha pra mim. – ele passou a mão direita por seus cabelos, piscando com seu olho direito e lançando-me um sorriso torto.

– Parece que tem alguém que está mais narcisista do que o normal hoje. – decidi comentar. – Está nervoso só por que é um encontro? – provoquei.

Seu sorriso torto se fechou, e eu posso jurar que Peeta havia corado levemente. Acho que nossa convivência estava me ensinando algumas coisas. Continuei a encara-lo de maneira séria, instigando-o com o olhar a me responder.

– Não é um encontro. – ele finalmente decidiu falar, coçando a nuca, claramente nervoso.

Neguei com a cabeça dando um sorriso.

– Realmente não é. Se fosse, seria o último. Você não me trouxe flores. – dei de ombros.

Peeta estreitou os olhos, e no segundo seguinte ele sorria.

– E parece que alguém está falante hoje. Eu não devia te ensinar certas coisas. – ele alcançou a porta do carona, abrindo-a em seguida. – Entre, belle princesse. – Peeta falou usando um belo sotaque francês.

Entrei em silêncio, aguardando-o entrar do outro lado. Quando ele o fez, virei para encara-lo. Peeta me olhou curioso.

Merci. Ceci est une réunion. – falei com meu melhor sotaque, piscando com meu olho direito da mesma forma que ele fazia.

Peeta riu, colocando o cinto. Repeti o ato, ajeitando a bolsa em meu colo.

– Então fala francês? – perguntou dando a partida.

– E italiano. – dei um sorriso virando o rosto para olha-lo. – Também sei me gabar.

– Não me parece coisa que você faria por conta própria. – seus olhos estavam voltados para o retrovisor externo. – Acho que eu estou criando um monstro.

Soltei um riso curto, olhando para a frente.

– Sim. Você está. – respondi. – E obrigada pelo belle princesse. – repeti sua fala, imitando sua voz. – Acho que nunca me chamaram de bela princesa. Muito menos em francês.

– Primeiro. Sua imitação sobre mim está errada. Segundo. Ninguém nunca disse: “Obrigada. Isso é um encontro.”, em francês, apenas pra tentar me deixar nervoso em nível internacional.

Ri do comentário e neguei com a cabeça.

 

~||~

 

– Realmente não é um encontro. – falei dando uma risadinha, olhando ao redor.

De relance pude ver Peeta sorrir, enquanto ele parecia procurar alguém, movendo a cabeça para os lados.

– Olá! – a garota, que reconheci como irmã de Peeta, gritou, tentando passar pelo aglomerado de pessoas que enchia toda a parte ao redor do balcão do bar. – Me acompanhem.

Peeta segurou minha mão, talvez para que eu não me perdesse, e começou a andar atrás de Delly, levando-me com ele. Subimos uma pequena escada, até chegarmos em uma sala, que assim que a porta foi fechada, diminuiu a barulheira do lado de fora. Apesar de pequeno, o lugar tinha dois sofás, e uma mesa de centro. Um frigobar, uma mesa com um computador antigo que estava desligado, e uma pequena televisão. Havia uma porta no canto, que estava entre aberta, e aparentava ser o banheiro.

– Estou amando a cara de perdida dela. – Delly comentou olhando para Peeta, e dando um pequeno sorriso.

Pude notar seus olhos azuis olharem pra baixo, o que, automaticamente, me fez acompanha-la. Minha mão ainda era segurada pela mão de Peeta, causando, com certeza, rubor em minhas bochechas.

– Acho que é porque estou um pouco. – ri baixo, agradecendo mentalmente a Peeta, que havia me soltado.

– Eu te entendo. Eu odiava esse lugar. – murmurou, me fazendo franzir o cenho. Ela sorrio. – Era do meu marido. – Delly disse andando até o pequeno frigobar. – Depois que ele morreu, eu decidi mantê-lo aberto. – ela virou para olhar em nossa direção, não me dando tempo de dizer qualquer coisa sobre a frase anterior. – Vão beber alguma coisa?

– Não. Obrigada. – respondi em voz baixa.

– Quem sabe depois. – Peeta disse, escondendo as mãos nos bolsos de sua jaqueta.

Delly parecia mais nova do que Peeta. Talvez tivesse uns vinte e cinco anos. Tinha um sorriso meigo com covinhas. Seus olhos eram tão azuis quanto os do irmão, porém tinha um tom que parecia mais escuro. Seus cabelos loiros desciam em cascata por suas costas, cobrindo parcialmente sua jaqueta de couro preto.

– Tudo bem. – Delly virou para nós dois. Ela tinha apenas uma garrafa de água em mãos, e logo a abriu, bebendo o líquido com delicadeza. – Então gerencio aqui sozinha, faz dois anos. – voltou ao assunto anterior, depois de fechar a garrafa. Delly me analisou com um sorriso torto, que me lembrava muito o de Peeta. – Espero que meu irmão não tenha te obrigado a vir aqui. – disse se aproximando. – Mas ele me prometeu que ficaria no meu lugar hoje.

Olhei para Peeta, que já me olhava dando um sorriso. Acabei sorrindo de volta.

– Ele sabe gerenciar um bar? – perguntei, voltando minha atenção para Delly.

– Não há nada que eu não saiba fazer. – Peeta finalmente disse alguma coisa, o que fez sua irmã revirar os olhos.

– Não sei como você conseguiu manter amizade com esse cara. – Delly colocou sua garrafa sobre a pequena mesa de centro. – Então tudo bem ficarem por aqui? – ela me perguntou.

– Claro. Vou adorar ver esse “não há nada que eu não saiba fazer”. – falei debochada, fazendo aspas com os dedos.

Delly riu da cara de Peeta, alcançando a bolsa que estava em um dos sofás.

– Apesar dele ser idiota, você pode se surpreender com essa frase, Katniss. – ela defendeu o irmão. – Peeta sempre costuma resolver meus problemas.

– Porque eu sou incrível. – ele disse convencido.

– Porque você é o irmão mais velho, e é seu trabalho fazer isso. – Delly rebateu. – Boa sorte pra vocês dois. – ela beijou a bochecha de Peeta, e fez o mesmo comigo. – Se precisar, me liga, por favor. – falou olhando o irmão. – E não o deixe fazer nada estupido. – ela disse olhando pra mim.

– Tipo o quê? – perguntei curiosa.

– Tipo fazer promoção com os uísques. – Delly fuzilou Peeta, que tinha um sorriso culpado no rosto.

– Já pedi desculpas por aquela vez. – ele fez uma careta, me fazendo rir baixo.

– Eu sei. – ela suspirou. – Apenas... Por favor. – Delly caminhou até a porta. – Até mais, Katniss.

– Até. – respondi, vendo-a sair e fechar a porta.

Virei o rosto para olhar Peeta que já tinha seus olhos em mim.

– Me chamou pra cuidar de um bar? – perguntei dando um pequeno sorriso.

– Eu queria fazer algo que não parecesse um encontro, porque não é um. – começou a explicar rapidamente. – Então ofereci ajuda a minha irmã. – ele deu de ombros.

– Assim como não foi um encontro quando comemos pizza? – questionei elevando minha sobrancelha esquerda.

– Exatamente como o não encontro no shopping. – afirmou, convicto. – Pronta para trabalhar duro?

– Você consegue ser mais imprevisível do que eu imaginei. – respondi, colocando minha bolsa sobre a mesa de centro. – Por onde começamos.

– Acho que pelo começo. – Peeta coçou a nuca.

– Ótima escolha. – neguei com a cabeça, rindo baixo.


Notas Finais


Sejam bem vindos novos leitores.
Beijos ♥


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