História O Sol em meio à tempestade - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Cashmere, Cato, Clove, Cressida, Delly Cartwright, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Peeta Mellark
Tags Colégio, Escola, Professor, Romance
Exibições 278
Palavras 1.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura *-*

Capítulo 11 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction O Sol em meio à tempestade - Capítulo 11 - Capítulo 10

– Sua irmã tem ideia de que isso deixou de ser um simples bar, certo? – perguntei ao colocar meus pés no fim das escadas, enquanto observava o local lotado por pessoas de diferentes faixas etárias.

A música tocava alto, e no canto mais afastado era possível ver uma pista de danças que era usada por tanta gente, que eu chegava a imaginar como devia estar desagradável aquele meio.

– Ela tem ideia sim. Por isso tem enlouquecido. – Peeta respondeu em voz alta parando no degrau anterior ao que eu estava. – A ideia de colocar pista de danças e música foi minha, quando Delly decidiu que não acabaria com o tão amado bar de David. Estava com pouco movimento, e foi a única coisa que consegui pensar para ajudá-la.

– Acho que deu certo a ideia... Só lotou acima das expectativas, pelo jeito. – comentei ainda observando as pessoas que pareciam bêbadas demais para uma noite que estava apenas começando.

– Sim. O movimento aumentou, principalmente no fim de semana, e Delly tem tirado uma boa grana daqui. Mas o espaço está ficando pequeno. Então ela tem tentado correr atrás de um lugar maior. – ele explicou, descendo e ficando ao meu lado. Olhei pra Peeta que sorria pra mim. – Parece que isso não é sua praia.

– Estou na dúvida. – respondi dando um sorriso sincero, voltando a olhar para o mar de gente. – Eu nunca estive em um lugar assim antes. – expliquei, olhando-o novamente.

– Sério? Nunca mesmo? – perguntou parecendo incrédulo.

Afirmei levemente com a cabeça, olhando para frente. Ficamos da mesma forma por algum tempo, apenas com a música ensurdecedora em nossos ouvidos.

– O que precisamos fazer? – decidi perguntar.

– Ficamos apenas presente no local para resolvermos problemas, caso surja algum. – Peeta respondeu. – Delly costuma ir embora por volta das três ou quatro horas, mas não precisamos ficar todo esse tempo. – eu o olhei. – Sei que não gosta de ficar longe de casa.

– Acho que minha irmã não irá embora até que eu chegue. – falei alto quando a música mudou e tornou-se mais insuportável. – Ela estava curiosa sobre pra onde iriamos.

– Você quer voltar lá pra cima? Eu mal estou te ouvindo! – Peeta gritou, me fazendo rir.

Afirmei com a cabeça.

– Vou só avisar os funcionários. Te encontro lá, tudo bem? – perguntou.

– Sim. – voltei a subir as escadas, e rapidamente eu me fechei dentro da sala, agradecendo pela porta parecer ser feita de chumbo.

Andei até o sofá mais próximo e me sentei, alcançando minha bolsa. Peguei meu celular, apenas para ter certeza de que ninguém havia me ligado. Longos minutos se passaram, até que Peeta entrou na sala com uma sacola grande de papel em seus braços.

– Apesar de não ser um encontro, terá comida. – ele disse ao fechar a porta.

Ri do comentário, vendo-o andar até mim. Peeta colocou a sacola na mesa de centro e sentou ao meu lado.

– Vende comida no bar? – perguntei.

– Vende, mas só aperitivos. Eu fui comprar comida de verdade. – ele piscou pra mim.

Sua mão sumiu dentro da sacola, e logo Peeta a tirou, trazendo duas caixinhas do McDonald’s pra fora.

– Não me diga que foi no McDonald’s em apenas dez minutos. – peguei a caixinha que ele havia estendido em minha direção.

Peeta riu.

– Tem um na rua de trás. Comprei apenas os lanches. Nem esperei pela batata frita, então ficarei te devendo. – respondeu, puxando uma garrafa de refrigerante, e copos descartáveis. – E a bebida é por conta da Delly. – Peeta disse virando a tampinha e deixando o gás sair.

Ri baixo, abrindo meu lanche.

– O que você disse sobre sua irmã antes? – ele perguntou enquanto virava a bebida nos copos.

– Eu disse que talvez ela fosse embora só depois que eu chegasse. Obrigada. – agradeci pegando guardanapos que Peeta me estendera. – Annie estava curiosa para saber onde iriamos.

– E como você não gosta de falar sobre você mesma, talvez dê um gelo na curiosidade dela? – ele deu um pequeno sorriso, abrindo a caixa do seu lanche.

Sorri levemente envergonhada, pegando o pão com o guardanapo.

– Sim. É isso mesmo que eu vou fazer. – respondi mordendo o lanche.

Comemos em silêncio, com a música agitada que tocava lá embaixo como fundo. Apenas depois que Peeta terminou seu lanche, que ele voltou a me olhar com as sobrancelhas franzidas.

– Por que você não gosta de falar sobre você? – questionou direto, bebendo o resto de seu refrigerante.

Pisquei algumas vezes até assimilar sua pergunta. Coloquei a metade do meu lanche de volta na caixinha de papelão e limpei meus dedos com o guardanapo.

– Porque minha vida não tem nada de interessante. – respondi por fim, alcançando meu copo de plástico. – Tudo o que aconteceu comigo no passado, não é algo que mereça ser contado aos outros. – bebi o refrigerante.

– A forma que você fala, apenas me deixa mais curioso. – ele deu um sorrisinho. – Mas tudo bem, não vou insistir.

Sorri brevemente, voltando a segurar o resto do lanche.

– Então... Sua irmã. Ela casou muito cedo? – perguntei.

– Casou aos dezenove anos. – ele disse se ajeitando ao meu lado, deixando seu corpo mais relaxado, enquanto eu mordia outro pedaço do lanche. – David era seu namorado de escola, e eles não viam porque enrolarem para casar. – Peeta esfregou as mãos em sua calça jeans. – Era um cara legal. Morreu em um assalto. – comentou, me fazendo olha-lo com mais atenção. – Minha irmã ficou péssima. Pietro tinha quase três anos quando aconteceu, e Delly entrou em desespero, sem saber como cuidaria do filho sozinha. Desde lá nós nos unimos mais como amigos, ao invés de apenas irmãos, e venho tentado ajuda-la como posso. – ele havia alcançado seu copo descartável, e começou a rasgar a borda distraidamente. – Como hoje, por exemplo. Além daqui, de dia Delly precisa resolver coisas no restaurante que também era de David. A parte financeira dela é ótima, mas minha irmã anda esgotada, por isso mal fica com Pietro. – Peeta sorrio ao falar do sobrinho. – Ele me ligou empolgado mais cedo, dizendo que minha irmã o levaria no shopping hoje, para brincarem em alguns brinquedos. Faz um tempo que eles não fazem algo sozinhos. Por isso estamos aqui.

Eu já havia terminado meu lanche, e agora eu apenas o olhava atentamente. A forma que ele falava de Delly e de seu sobrinho era encantadora. Quando Peeta finalizou sua história, eu acabei sorrindo pra ele, mesmo que seu olhar estivesse concentrado no que ele fazia com seu copo.

– Você é um ótimo irmão. E pelo jeito é um ótimo tio. – coloquei a caixinha de papelão sobre a mesa de centro. – É legal a forma que se preocupa com eles.

– Eu apenas amo muito os dois. – Peeta olhou pra mim, e um sorriso surgiu em seus lábios.

Ele parecia se divertir com algo, o que me deixou confusa.

– Que foi? – perguntei, franzindo as sobrancelhas.

– Você tem... – ele coçou a nuca. – Você está suja de maionese. – Peeta se endireitou ao meu lado, projetando levemente seu corpo em minha direção. – Deixa eu... – ele não concluiu sua fala.

Apenas se aproximou e com seu próprio guardanapo limpou próximo a minha bochecha, do lado esquerdo. Seus olhos pararam nos meus, causando uma reação estranha ao meu coração, que aumentara seu ritmo em poucos segundos. Minha respiração ficou pesada quando notei seus olhos pararem em meus lábios. Minhas bochechas haviam esquentado, e minhas mãos pareciam dormentes quando seus olhos azuis fitaram os meus. Peeta havia ficado perto demais, parecendo centímetros, e eu ainda não conseguia me mexer, tamanha era a tensão que percorria por meu corpo.

Pude nota-lo engolindo seco, enquanto eu sentia sua respiração quente atingindo quase carinhosamente meu rosto. Meu celular tocou na bolsa, me fazendo dar um pulinho de susto, e me afastar rapidamente.

Desastrosamente levantei, esbarrando na mesa de centro, procurando por minha bolsa, que estava no braço do sofá. Eu a vasculhei nervosamente, sentindo minhas mãos tremerem, até encontrar o aparelho.

– Alô? – falei ao atender.

Hello. It’s me. – Annie cantarolou do outro lado.

– Está tudo bem? – fiquei de costas para Peeta, sentindo que meu coração ainda estava louco no peito.

Tudo ótimo. – minha irmã respondeu. – Eu quero saber se você vai demorar.

Fechei os olhos xingando Annie mentalmente.

– Eu não sei, Annabelle. – falei baixo. – Por quê?

Só pra saber se devo dormir por aqui. – ela disse, mas eu sabia que suas intenções eram saber o que eu estava fazendo.

– Que tal uma solução pra esse problema? – perguntei beirando a irritação. – Fique ai até eu chegar. – desliguei em sua cara, jogando o aparelho na bolsa.

Sem pensar, virei rapidamente, esbarrando com força em Peeta, que havia ficado de pé em algum momento.

Ele segurou minha cintura antes que eu cambaleasse, mantendo-me firme a sua frente, enquanto minhas mãos agarravam sua jaqueta. Peeta estava sério e me analisava com seus olhos que pareciam mais escuros do que o normal.

– Desculpa. – falei baixo, apertando o couro de sua roupa com força exagerada. – Eu sou um desastre.

Suas mãos ainda me seguravam, mantendo-me próxima demais novamente. Meu coração estava acelerado de novo, e eu mal lembrava como respirar.

O peito de Peeta subia e descia com certa rapidez, como se o ar lhe faltasse. Ele curvou seu tronco em minha direção, e eu não fiz menção de me afastar. Eu apenas tinha meus olhos completamente grudados nos dele.

Alguém bateu três vezes na porta, mas não foi o suficiente para Peeta me largar. Ele apenas parou no meio do caminho.

Mellark? – alguém chamou do lado de fora, acompanhado de mais três batidas.

Peeta engoliu em seco novamente, antes de me soltar e dar alguns passos pra trás.

– Pode entrar. – ele disse quase rouco, passando a mão por seus cabelos algumas vezes.

Eu ainda estava estagnada com a boca levemente aberta e as pernas ligeiramente bambas. O que estava acontecendo comigo?

Ouvi a porta se abrir, mas não olhei pra trás.

– Preciso de ajuda no bar. A esposa do Henry acabou de ligar. Ela foi para o hospital, o filho deles está nascendo. – a voz masculina falou. – Tem muita gente lá embaixo.

– Vai indo, Alex. Eu já desço. – Peeta disse sério, e a porta se fechou. Seus olhos se voltaram pra mim. – Sabe fazer drink?

Respirei devagar, e tentei dar um sorriso relaxado, mas eu ainda estava tensa.

– Eu nunca nem tomei um drink. – disse por fim.

Peeta deu um sorriso torto.

– Então acho que você precisará beber um pouco hoje à noite. – ele deu a volta na mesa de centro. – Vamos lá?

Esbocei um sorriso afirmando com a cabeça, enquanto o seguia.

Se ninguém tivesse aparecido, com certeza eu teria aceitado o beijo de Peeta. O que me deixava na dúvida era o fato de não saber se era bom ou ruim que não tivesse acontecido. Eu realmente estava ficando fora de mim, e eu precisava parar, antes que algo pudesse estragar a primeira amizade que eu construía de verdade, desde Gale.


Notas Finais


Amores. Não costumo postar duas fanfics ao mesmo tempo, mas essa é especial, porque é dedicada ao aniversário da minha linda Tati, por isso, deem uma olhadinha *-*
É Peetniss ♥ e é shortfic.
https://spiritfanfics.com/historia/i-cant-live-without-your-love-6764074

Beijos ♥


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