História O Sol em meio à tempestade - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Cashmere, Cato, Clove, Cressida, Delly Cartwright, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Peeta Mellark
Tags Colégio, Escola, Professor, Romance
Exibições 170
Palavras 2.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura *-*

Capítulo 25 - Capítulo 24


Fanfic / Fanfiction O Sol em meio à tempestade - Capítulo 25 - Capítulo 24

– Por que está tão nervosa? – Peeta perguntou.

Meus olhos estavam agitados, sem conseguir realmente focar em alguma coisa. Os quinze dias de licença haviam acabado, e eu precisava retornar ao trabalho. Eu não tinha vontade de sair de casa, mesmo que Peeta tenha tentado algumas vezes. Porém na noite passada, ele havia me convencido de que era bom para minha cabeça se manter ocupada, por isso eu havia decidido seguir seu conselho.

Como prometido, todos se enfiaram em meu apartamento para jantarmos durante os nove dias que se seguiram. Nos distraíamos depois com algum filme bobo ou algum jogo de tabuleiro. Minha convivência com os quatro parecia melhorar, conforme eu conversava mais com Peeta, contando um pouco mais sobre mim e algumas lembranças de infância. Cheguei a dizer que ele havia se tornado meu terapeuta, o que o fez rir, e dizer que qualquer dia cobraria as sessões.

Peeta começou a passar bastante tempo em meu apartamento, quando não estava dando aula, e vez ou outra acabava dormindo em meu sofá. Talvez ele tivesse medo de me deixar sozinha ou simplesmente sentia necessidade de me fazer companhia. O que não importava, já que nos dias em que ele passava a noite em minha sala, eu acabava adormecendo em seus braços, depois de assistirmos televisão até tarde, sem precisar me preocupar com minha cabeça que vivia me pregando peças.

Eu estava assustada com a facilidade que eu começava a ter para contar tudo pra ele, com a facilidade que eu tinha em deitar sobre seu peito, com a facilidade que eu tinha em dormir em seus braços. Porém eu havia decidido enterrar toda a insegurança em algum canto, onde não me atrapalhasse. Peeta estava cuidando de mim, e era só isso que eu permitia que minha cabeça lembrasse.

– Katniss? – me chamou, segurando meu rosto com as duas mãos. – Olha pra mim, pequena.

Pisquei algumas vezes, e foquei em seus olhos azuis.

– Qual é o problema? – perguntou.

– Eu sinto como se hoje fosse meu primeiro dia. – murmurei.

Peeta sorrio, antes de soltar meu rosto.

– Não precisa se preocupar. Qualquer coisa, eu bato em meia dúzia de alunos. – piscou pra mim.

Acabei rindo, e balancei a cabeça.

Havíamos acabado de descer do carro dele, e estávamos parados no estacionamento, enquanto eu tentava tomar coragem para entrar no colégio.

– Vai dar tudo certo. Vem. – me chamou, andando a minha frente.

Respirei fundo antes de alcança-lo. Andamos lado a lado pelos corredores, até parar em frente a sala do segundo ano.

– Acho que vou desmaiar. – falei baixinho, ouvindo a algazarra do lado de dentro.

– Quer que eu entre com você? – perguntou me observando.

– Não. – dei um sorrisinho. – Eu... Eu consigo. – afirmei.

– Então vai. – Peeta se aproximou, beijando minha testa.

Afirmei com a cabeça e lhe dei as costas, abrindo a porta da sala.

 

~||~

 

– Por que esse silêncio todo? – Peeta perguntou parando ao meu lado, enquanto eu me concentrava na panela a minha frente.

– Porque você acabou de chegar, e eu estava sozinha até agora. – respondi, tentando soar amigável, mas algo me dizia que eu tinha dito a frase com sarcasmo.

– O que aconteceu? – ele questionou. – Você veio embora de ônibus ao invés de me esperar, e preferiu me avisar por mensagem.

– Se eu te esperasse, demoraria demais para sair daquele inferno. – ao soltar a frase senti meu nariz arder e meus olhos se encherem com lágrimas.

– Katniss. – Peeta chamou, e me puxou pra trás. Rapidamente ele havia apagado a chama do fogão e me fez virar de frente pra ele. – Você andou chorando? – ele segurou meu rosto com as duas mãos, e deixou seus olhos passearem lentamente por ele. – Me fala o que aconteceu. – sua voz soou mais séria, e com uma ponta de preocupação.

Respirei fundo, me desvencilhando delicadamente de suas mãos. Passei as pontas dos dedos sobre meus olhos, retirando as lágrimas que haviam se formado.

– Minha irmã disse que está vindo pra cá. Podemos conversar depois? – pedi.

Peeta uniu as sobrancelhas, e não me respondeu.

– Bom. Isso se você quiser ficar aqui. – falei baixo, voltando a acender o fogo, e saindo da posição em que eu estava.

– Por que eu não ficaria? – questionou.

– Não sei. Só não quero continuar prendendo você. – respondi.

– Você não está falando coisa com coisa. – Peeta murmurou. – Eu fiz algo errado?

Arregalei os olhos e o encarei.

– Claro que não! – falei alarmada. – Você tem sido perfeito. – minha voz saiu um pouco mais baixa, e eu acabei corando com a constatação. Mais ainda quando um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Peeta. – Aconteceu algo no colégio, mas não quero entrar em detalhes agora. Eu preciso terminar o jantar. – tampei a panela.

Olhei para Peeta, quando o ouvi suspirar.

– Tudo bem. – respondeu.

A porta do apartamento fez barulho, e não precisei virar para saber quem era.

– Olá, casal. – Annabelle disse ao invadir.

– Não temos um casal aqui. – murmurei envergonhada. – Diga a ela, Peeta. – pedi.

– Por enquanto não temos um casal aqui, Annie. – ele falou virando-se para olhar minha irmã.

– Peeta. – o censurei em tom baixo.

Desde que eu o beijei no sofá, Peeta não havia se aproveitado da minha brecha para repetir tal ato, e eu também não tinha arranjado coragem para isso. Na verdade, ele não havia me dado nenhum sinal de suas intenções depois daquele momento. Claro que Peeta passava bastante tempo comigo, mas agia sempre como um melhor amigo preocupado, o que me deixava confusa, mas não menos agradecida.

– Ui. Por enquanto. Adorei isso.

Rolei os olhos, dando atenção para a panela a minha frente.

– Cadê o Finnick? – Peeta perguntou.

– Não sei. Não o vi ainda. Deve aparecer logo. – Ann respondeu, me fazendo unir levemente as sobrancelhas e virar para olha-la. Algo estava errado, e eu havia notado apenas por sua voz, e ao vê-la, pela cara de cansaço. – O que temos de bom para o jantar? – indagou se aproximando de nós dois.

– Você está bem? – questionei ignorando a pergunta dela.

– Claro. – Annie abriu um sorrisinho amarelo. – Só estou com fome.

 

~||~

 

– Se você ainda quiser ir ver os alces, acho que podemos ir nesse fim de semana. – Peeta sugeriu.

– Quero. Vamos. Por favor. – Madge se manifestou.

– Eu andei pesquisando... Para encontrar alces, precisamos viajar algumas horas. – Gale se meteu. – E não precisamos ir exatamente para o Canadá. Temos o Parque Nacional de Isle Royale. Ainda é Michigan.

– Mas a Kat não quer conhecer o Canadá? – Mad perguntou, olhando pra mim.

– A prioridade são os alces. – confessei, dando um pequeno sorriso.

– Quanto tempo até essa ilha? – Annie perguntou.

– Entre dez e doze horas de carro, mais alguns minutos de barco. – Gale respondeu.

– É muito tempo para ficar trancada em um veículo. – resmunguei.

– Sem contar que dirigir tudo isso, pra voltar embora no mesmo dia não rola. – Annabelle voltou a falar.

– Podemos acampar. – Peeta disse recebendo o olhar de todos, inclusive o meu, sobre ele. – Nunca acamparam?

– Eu já. – Finnick falou pela primeira vez desde que acabamos o jantar. – Na verdade, é uma boa ideia. – comentou olhando em seu celular. – Aqui diz que tem muita coisa além dos alces para conhecermos, e que há muitas pessoas que acampam por lá. – ele ergueu os olhos em minha direção. – Acho uma boa, Kat. Seria divertido.

– Não vejo isso como uma diversão. – minha irmã retrucou.

– Eu vejo, e quero muito. – Madge se animou. – Podemos alternar motoristas. Saímos na noite de sexta. Chegaríamos de manhã. O carro do Gale cabe todo mundo.

– Isso é coisa de adolescente. – Annie voltou a reclamar.

– Eu topo. – aceitei, recebendo um sorriso lindo de Peeta. – Por que não? – questionei ao ser fuzilada por Annabelle. – Deixa de agir como velha, Ann. Só você está reclamando.

– Você mesma disse sobre ficar muito tempo trancada no carro. – acusou.

– Mudei de ideia. – virei o rosto para olhar os meninos. – Quem dirige melhor a noite?

– Acho que eu e o Gale damos conta. – Finnick respondeu. – Como Madge faltou alguns dias na faculdade, podemos sair assim que acabar a aula dela, pra não dar problemas.

– Obrigada. – Mad sorrio.

– Eu também posso dirigir algumas horas. – Peeta se manifestou.

– Então fechou. – Finn concordou, voltando a mexer no celular. – Alguém tem barraca?

– Mas eu e você trabalhamos no sábado, Finnick. – Annie falou com certa irritação.

Ele ergueu seus olhos verdes-mar para encara-la, e pelo seu olhar eu tive certeza de que algo estava completamente errado.

– Vai querer estragar isso também? – a voz do meu cunhado saiu baixa, com um tom levemente acusatório.

E de repente o clima pesou. Todos nos calamos, enquanto minha irmã encarava o marido. Finnick estava sentado ao lado de Gale, que tinha Madge em suas pernas. Eu, Peeta e Annie estávamos no sofá de três lugares. Foi só então que me dei conta que Finnick quase brigou comigo quando fiz menção de sentar com Gale e Madge, o que o deixaria com Annie e Peeta.

– Não vamos discutir aqui. – foi a única coisa que minha irmã disse segundos depois.

Peeta coçou a nuca.

– Foi só uma sugestão. – ele pareceu sem graça quando decidiu falar. – Não era pra causar briga entre vocês.

– Você não tem culpa, Peeta. – Annie continuou a encarar Finnick.

– Eu muito menos. – meu cunhado colocou-se de pé. – Não sou eu quem está agindo como uma criança.

– Vá se ferrar, Finnick. – minha irmã levantou.

– Eu vou acampar com eles, você indo junto ou não. – Finn rebateu, ignorando o xingamento de Annabelle. – Consigo um dia de folga, e vou. Simples. Você que quer complicar tudo, como sempre faz.

Coloquei-me de pé, e sem dizer nada, fui em direção ao meu quarto. Logo eu estava jogada em minha cama, encarando o teto.

Três batidas na porta me chamaram atenção poucos minutos depois, e eu já sabia de quem se tratava.

– Entra. – falei baixo, sentando-me e apoiei as costas na guarda da cama.

Peeta entrou e fechou a porta. Com um pequeno sorriso, ele se aproximou e sentou na beirada da cama.

– Eles foram embora? – perguntei, movendo-me para ficar ao lado dele.

– Sim. – Peeta me analisou minuciosamente. – Por que saiu daquele jeito? – questionou.

– Porque não queria assisti-los brigando. – suspirei. – Desde que começaram a namorar, eu admirei o relacionamento dos dois. Vê-los agindo daquela maneira, me deixa incomodada.

Peeta esticou o braço e colocou sua mão sobre a minha.

– Eles são casados há alguns anos. Todo casamento tem esses momentos. – comentou.

– Sim. Eu sei. – parei os olhos em nossas mãos. – Só não gosto de brigas. – balancei a cabeça devagar. – Não é pra mim esse tipo de coisa.

– Você é meiga demais para brigar com alguém, pequena. – ergui os olhos, podendo ver seu sorriso torto aparecendo em seus lábios. – Quer que eu vá embora? – Peeta deixou seus dedos se entrelaçarem com os meus, apertando minha mão levemente.

– Não. Eu... Eu quero te falar o que aconteceu no colégio.

As sobrancelhas de Peeta arquearam em surpresa, mas logo sua feição relaxou.

– Pode contar. – seu polegar passou a acariciar o meu, enquanto seus olhos estavam atentos sobre mim.

Suspirei, e olhei em direção as nossas mãos.

– Quando entrei na sala, estava uma bagunça. Como sempre, demorou para me notarem. – dei um sorriso fraco, e comecei a mover meus pés devagar, para frente e para trás. – Quando pedi silêncio, ainda conseguia ouvir os cochichos. Foi quando soltaram a frase que me travou. – respirei fundo pelo nariz, e soltei o ar devagar pela boca. – Um dos alunos disse que seria melhor que outro parente meu morresse, para que tivessem mais quinze dias sem aula. – ri sem vontade. – Depois disso, eu simplesmente não consegui ficar lá. Tudo veio à tona em minha cabeça, e eu não sabia o que fazer, a não ser, sumir dali. Então eu saí da sala, me tranquei no banheiro dos professores, e só voltei para pegar minhas coisas, depois que os alunos já haviam saído para a sua aula. – murmurei, lutando com as lágrimas que tentavam cair de meus olhos. – Minha sorte é que ninguém me encontrou, e que o Snow não estava no colégio. – dei um sorriso fraco. – E de qualquer forma, eu inventaria qualquer desculpa. – balancei a cabeça devagar. – Eu não estava preparada para eles, Peeta. E agora me sinto uma idiota.

– Katniss. Você não é idiota. – ele disse com a voz séria, apertando levemente minha mão. Eu o olhei, e logo notei a diferença em sua feição, que estava carregada de raiva. – O que disseram... Não se diz a ninguém. Isso foi horrível. – Peeta se calou, parecendo concentrado em alguma coisa. – Eu vou dar um jeito neles.

– Não. – suspirei. – Você não precisa fazer is...

– Eu vou dar um jeito neles. – repetiu me interrompendo. – Apenas me deixe cuidar disso. E vou voltar a te dar aulas.

– Não vai funcionar, Peeta. Eu sou “meiga demais”. – fiz aspas com os dedos da mão que estava livre, usando sua própria fala.

Seu rosto relaxou, e ele acabou sorrindo.

– Você é mesmo. – Peeta suspirou. – Vamos pensar em alguma coisa para te ajudar com eles. O resto deixa que eu cuido. – ele piscou pra mim.

Deixei meus olhos passearem devagar por seu rosto.

– O que eu faria sem você? – falei baixo, sentindo minhas bochechas esquentarem.

Peeta riu e se aproximou, olhando em meus olhos.

– O que eu faria sem você? – ele repetiu a pergunta, dando ênfase no “eu”. – Você não tem ideia de como me sinto bem ao estar com você. – Peeta deu um sorriso torto. – Só falta você me beijar de novo, pra ficar tudo perfeito. – sussurrou quase tocando o nariz no meu.

Mordi o lábio inferior, sentindo o ar escapar por meu nariz devagar, enquanto eu encarava seus olhos azuis.

– Qualquer dia eu quem vou te beijar de novo, sem pedir permissão. – Peeta sussurrou novamente, virando a cabeça levemente na diagonal. – E você não poderá reclamar, porque eu estou avisando agora. – ele disse ainda no mesmo tom, deixando seus lábios roçarem contra os meus, causando-me arrepios.

Quando fechei os olhos, Peeta movimentou a cabeça pra cima e beijou a ponta do meu nariz. Assim que os abri, ele já estava longe de mim, em pé, e com um sorriso torto na boca.

– Vou escovar os dentes. – ele puxou a escova do bolso frontal de sua calça jeans.

– Então você já tinha intenção de dormir aqui? – perguntei em tom baixo.

Peeta sorrio.

– Eu sempre trago ela. Vai que você quer minha companhia? – indagou.

– E quando foi que eu não quis? – respondi com outra pergunta com certa timidez, evitando encara-lo.

Ele riu.

– Nos vemos de madrugada? – perguntou.

– Não. Nos vemos daqui a pouco. Me dê alguns minutos. – dei um pequeno sorriso.

– Quer assistir um filme? – Peeta também sorria pra mim.

– Sim. Escolha alguma coisa.

Ele afirmou, e me deu as costas. Mordi o lábio inferior, suspirando em seguida.

– Você devia ser mais corajosa, Katniss. – sussurrei para mim mesma, fechando os olhos.

Qualquer dia eu o beijaria novamente. Assim que eu deixasse a covardia de lado.


Notas Finais


Só queria dizer que a parte que o aluno diz sobre outro parente morrer, para ter mais 15 dias sem aula, é um caso verídico, acontecido com uma professora do Rio de Janeiro.
Esse momento sofrido para a professora, foi o que me impulsionou a escrever essa fanfic, deixando claro, como as pessoas podem ser maldosas... Esse Peeta fofo veio de brinde kkk
Então é isso. Beijos ♥


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