História O Sol em meio à tempestade - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Cashmere, Cato, Clove, Cressida, Delly Cartwright, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Peeta Mellark
Tags Colégio, Escola, Professor, Romance
Exibições 146
Palavras 3.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura ♥

Capítulo 26 - Capítulo 25


Fanfic / Fanfiction O Sol em meio à tempestade - Capítulo 26 - Capítulo 25

– Eu não quero conversar com você, Annabelle. – Finnick falou assim que pisamos dentro de casa.

Eu estava me controlando para não voltar a responde-lo, mas algo dentro de mim se agitava, como se me induzisse a brigar com meu marido. Fechei as mãos ao lado do corpo, e travei meu maxilar, depois de bater à porta de entrada.

– Ou nós dois conversamos agora, ou não conversaremos nunca mais. – falei baixo, tentando controlar a raiva em minha voz.

Finnick virou lentamente em minha direção, colocando o copo com água que ele bebia sobre a mesa da cozinha, enquanto eu me aproximava.

– O que você quer dizer com isso? – perguntou.

– Isso mesmo que você entendeu. – abri as mãos devagar. – Ou conversaremos agora, ou eu vou embora.

Meu marido soltou uma risada descrente, e espalmou as mãos sobre a mesa.

– Qual é o seu problema, Annie? – Finnick deixou a mágoa transparecer em sua voz, evitando olhar pra mim. – Percebeu o que está dizendo?

Eu não fazia ideia do motivo de estar tão enraivecida, mas eu estava. E se pudesse, eu bateria em Finnick por isso.

Ele endireitou o corpo devagar, inspirando profundamente, antes de voltar a me olhar. Seus olhos verde-mar brilhavam, enquanto Finnick esfregava seu maxilar repetidas vezes com a mão direita.

– Olha. Eu realmente entendo que você tenha sua maneira de demonstrar tristeza. – ele começou a falar, abaixando a mão. – Você não chorou de verdade, desde que seu pai morreu. – Finnick falou a última frase com receio. – Mas você não pode usar isso como desculpa para brigar comigo. – ele cruzou os braços em frente ao peito.

– Não estou usando nada como desculpa, Finnick. – rebati, repetindo seu movimento com os braços. – Você sabe muito bem porque estamos brigando.

– Sei? – questionou unindo levemente as sobrancelhas. – Antes era pela história de ter filhos, mas eu me cansei de insistir. E talvez, nunca mais eu tente tocar nesse assunto. – movi meus braços incomodada com sua frase, porém não os descruzei. – Qual é o problema agora, Annabelle? Não estou alcançando suas expectativas como marido? – Finnick riu debochado.

– Você sempre quer fazer as coisas antes de me consultar. Isso me irrita. – soltei os braços ao lado do corpo.

– Não é como se você me consultasse pra alguma coisa também. – rebateu. Finnick havia fechado suas mãos, mesmo com os braços cruzados, o que fazia as veias saltarem por sua pele. – Por acaso você contou a Katniss o que descobriu sobre a morte de seu pai? – falou em tom acusatório.

– Isso não diz respeito a você, Finnick. – retruquei lhe dando as costas pronta para andar até nosso quarto.

Sua mão impediu-me de prosseguir, e com um puxão, meu marido me fez voltar a ficar de frente. Eu encarei o local que Finnick ainda segurava, fazendo-o soltar devagar.

– Desculpa. – ele murmurou.

Eu ergui a cabeça para olhar em sua direção novamente, e pude vê-lo passar as duas mãos no alto da cabeça, fechando os olhos em seguida.

– Eu vou dar uma volta. – Finnick avisou ao erguer as pálpebras. – Não precisa me esperar. – ele passou por mim, e com passos largos saiu pela porta, deixando-me sozinha.

 

~||~

 

– Finn? – chamei em um sussurro ao sentir o outro lado da cama afundar.

Eu não havia conseguido pregar os olhos, e minha madrugada estava agitada. Finnick havia sumido, e não atendia o celular. Essa era sua tática desde que começamos a brigar a alguns meses atrás. Eu conseguia compreender. Meu marido sempre odiou brigas, o que fazia-me questionar o que ele tinha visto em mim, já que desde sempre eu fui estourada e briguenta.

Não obtive resposta, por isso estendi o braço e acendi o abajur sobre meu criado mudo, virando o corpo devagar até enxergar os olhos brilhantes de Finnick, que estava sentado na beira da cama, e olhava em minha direção.

Mordi a parte interna da bochecha antes de sentar devagar, usando as mãos como apoio. Meu marido segurava a borda do colchão com as duas mãos, e seu queixo estava quase apoiado em seu ombro, enquanto seus olhos não desgrudavam de mim.

– Eu sinto muito. – murmurei, saindo debaixo do lençol, e engatinhei até estar quase ao lado dele. – Eu sei que estou sendo horrível com você. Prometo que vou tentar me controlar. – fiquei de joelhos.

Mantive-me alguns segundos o encarando esperando por uma reação vinda da parte de Finnick, mas ele permaneceu imóvel, movimentando apenas seus olhos, que me analisavam.

– Finn. – chamei.

Finnick não respondeu, mas moveu a cabeça, desviando seu olhar para frente. Suspirei e sentei sobre minhas pernas, repousando as mãos em meu colo.

– Eu não quero perder você. – balbuciei, olhando em sua direção. – Podemos conversar? – pedi em voz baixa.

– Você chegou a dizer que o assunto sobre a morte de seu pai não dizia respeito a mim. – Finnick começou a falar, fazendo minha respiração falhar com seu tom de voz, que deixava claro o quanto estava chateado. – Achei que depois de casados tudo entre nós seria algo em comum. Que tudo o que tivesse a ver comigo, teria a ver com você e vice-versa. – seus ombros se encolheram levemente para frente. – Eu realmente achei isso, Annabelle. Mas eu me enganei. – Finn negou minimamente com a cabeça. – Você continua tomando suas próprias decisões. Continua vivendo como se não tivesse que pedir minha opinião sobre as coisas.

– O que meu pai me contou antes de morrer, é algo que vai abalar minha irmã. Não posso simplesmente soltar essa bomba no colo dela agora. Peeta tem se dobrado em dois para cuidar de Katniss. Contar a ela agora, seria o mesmo que pedir para que ela regredisse nessa recuperação. – tentei argumentar, mas ele voltou a negar com a cabeça antes de levantar.

– Não estou falando disso. – Finn virou o corpo pra me olhar. – Concordo com você. Peeta tem cuidado para que ela não volte a se deprimir e se trancar no apartamento. Katniss é mais sensível, se chatearia quando você contasse sobre sua mãe e seu pai. Eu me equivoquei em cobrar isso de você, então peço desculpa. – ele respirou fundo, e deixou uma lufada de ar sair por sua boca. – Mas eu estou falando de um todo. De nós dois. Do nosso casamento. Da nossa casa. Da nossa família. Tudo é você quem decide, Annie. Nunca passa por mim. Não decidimos nada juntos. Não foi pra isso que eu casei com você.

– Mas eu não...

– Por isso eu insisti em acampar no fim de semana. – Finnick me interrompeu. – Porque é algo que eu gostava quando mais novo, e eu estava cansado de você decidir por nós dois.

Desviei o olhar pra baixo, encarando minhas próprias mãos.

Meu marido estava certo. Eu agia dessa forma, e pior, eu era daquele jeito desde sempre.

– Você vai me deixar? – perguntei tentando soar firme, sem encara-lo.

– Você quem disse que iria embora. – falou em um tom levemente acusatório, me fazendo olha-lo. – Eu jamais abandonaria você, Annabelle, mas você me ameaçou com esse argumento hoje.

Voltei a ajoelhar, e estendi os braços em sua direção, alcançando sua camisa com as mãos.

– Eu não conseguiria ir. Eu... Eu estava nervosa. – confessei. – Desculpa. – arrastei-me até estar na ponta da cama, e o puxei devagar, até tê-lo com o corpo colado ao meu. – Vai me desculpar? – perguntei.

Finnick suspirou e fechou os olhos, enquanto eu passava as mãos por seus ombros, deixando que elas se encontrassem em sua nuca, entrelaçando meus dedos contra sua pele.

– Amor. – falei em tom manhoso, esticando o pescoço para roçar meus lábios contra o dele. – Me perdoa. – sussurrei.

– Ann... – Finn falou hesitante, mas suas mãos haviam agarrado minha cintura no segundo seguinte. – Você não pode agir desse jeito toda vez que brigamos. – ele falou baixo, movendo seus dedos pra cima, fazendo minha camisola subir levemente.

– Posso, se isso vai encerrar nossa briga. – encarei seus olhos. – Eu amo você, mesmo que minhas ações carregadas de estupidez pareçam dizer ao contrário. – Finnick encostou a testa na minha. – Se você quer ir acampar, nós vamos. E se você quer que eu pare de decidir tudo sozinha, vou tentar ser menos autoritária. – subi a mão direita pela parte de trás da sua cabeça, deixando meus dedos se enfiarem em seus cabelos cor de bronze. – No fundo você sabe que esse meu jeito não significa nada, quando se trata do quanto preciso de você.

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios do meu marido.

– Fazia tempo que eu não te ouvia dizer esse tipo de coisa. – Finn começou a subir minha camisola, mas parou. – Acho que desde o nosso casamento. – ele afastou a cabeça pra me encarar.

– Não faça com que eu me sinta uma megera. – resmunguei, descendo as mãos para alcançar as dele. – Agora vamos a parte em que fazemos as pazes. – puxei suas mãos pra cima, trazendo minha camisola junto.

– Você não tem jeito. – Finnick passou a peça por minha cabeça. – Mas acho que podemos pular pra essa parte. – ele a soltou no chão antes de alcançar minha nuca com a mão direita e chocar seus lábios contra os meus.

 

~||~

 

– Eu preciso de ajuda. – falei apreensiva, mordendo a ponta da unha do meu polegar esquerdo.

– Acho que notamos quando você nos fez vir aqui em plena sete horas da manhã. – Katniss murmurou com mau humor, esfregando os olhos com os nós dos dedos.

– A noite foi boa, Niss? – abaixei a mão dando um sorriso malicioso.

– Se foi boa, pelo menos foi silenciosa. – Madge se manifestou, abrindo um sorriso em direção a Katniss.

– Por que eu ainda falo com vocês? – minha irmã levantou do sofá. – Vamos logo ao ponto onde você realmente precisa da gente. Vou me atrasar para o trabalho. – Katniss falou, caminhando em direção a minha cozinha.

Olhei para Madge, que deu de ombros, e decidiu segui-la. Suspirei, fazendo o mesmo. Minha irmã enchia uma caneca de café fresco direto da garrafa que Finnick havia preparado antes de sair para trabalhar, quando cheguei ao cômodo.

– Anda, Annabelle. Desenrola. – Katniss encostou na pia, agarrando a caneca com as duas mãos.

– Vocês lembram quando eu disse que o Finnick queria um bebê, mas eu não queria tão já? – questionei, e ambas afirmaram com a cabeça. – Nós vivemos brigando desde então. Dificilmente conseguíamos ter uma conversa civilizada, como Madge recomendou. Mas ontem foi diferente. Digo. Das outras vezes nós nos acertamos... – abri um pequeno sorriso. – Só que dessa vez foi algo mais sério. – conclui.

– Ou seja, na cama. – Madge comentou, fazendo minha irmã corar.

– Sim. Na cama. – ri concordando. – Das outras vezes também foi. – dei de ombros. – Mas não quis dizer dessa forma. Finalmente nós conseguimos conversar. Mal dormimos, de tanto planejarmos. – suspirei. – Mais de três anos de casados, e eu nunca havia tentado planejar algo com meu marido. – sentei em uma das cadeiras ao redor da mesa.

– Isso parece legal. – Katniss se manifestou depois de bebericar seu café. – Não foi bom ver vocês brigando ontem. – ela olhou para dentro da caneca. – Mas onde entra o bebê nisso? Vocês decidiram ter um? – perguntou, voltando a me olhar.

Madge também me olhava, parecendo estar na expectativa, esperando por minha resposta.

– Ai que está o problema. – suspirei novamente. – Acho que brigamos tanto por esse assunto durante esses meses, que o Finnick desistiu. Ele não tocou nesse assunto. – encarei minhas mãos que estavam unidas sobre a mesa. – Planejamos sobre o futuro de nossas carreiras profissionais, sobre quem sabe um carro novo, uma casa em melhor localização. Até uma viagem nas nossas férias. Mas nada de filhos. – ergui a cabeça para olha-las. – E depois de tudo o que aconteceu ontem, e de madrugada, acho que posso pensar em ter... Um bebê.

– Talvez para contraria-lo? – minha irmã sugeriu. – Você ama fazer isso, Ann.

– Não. – rolei os olhos, como ela vivia fazendo pra mim. – Porque ele me disse que era sempre eu quem decidia tudo. – mordi a parte interna da bochecha. – E eu queria deixa-lo decidir isso. Eu só precisava que ele falasse novamente sobre o assunto e eu cederia. Agora estou com medo de que Finnick não queira mais.

Katniss trocou um olhar com Madge.

– Ele não desistiria de ter um filho com você, Annie. – Mad quem falou dessa vez. – Talvez ele só não tenha tocado no assunto, por ter medo de estragar o momento mágico de vocês. – pontuou, me fazendo concordar levemente com a cabeça. – Você realmente quer um bebê agora? – perguntou.

– Eu planejava ter um filho só depois dos trinta. Aproveitar ao máximo meu casamento com o Finnick, só nós dois, e depois pensar em ter mais um alguém com a gente. – respondi sinceramente.

– Você se acha muito nova pra ter um bebê? – Madge perguntou, parecendo apreensiva.

Franzi as sobrancelhas.

– Não diria nova. Só queria aproveitar mais, sem precisar ter outras responsabilidades. – falei. – Eu precisaria deixar de lado meu emprego, e eu não conseguiria começar o curso de gastronomia onde o Finnick dá aulas. – sorri levemente. – Ele diz que lá ele conseguiria me ensinar algo de verdade. – suspirei soltando minhas mãos. – Engravidar consumiria muito do meu tempo, principalmente no final, quando eu estiver enorme, e depois que o bebê nascer. Os primeiros meses depois do nascimento são cansativos.

Madge pareceu perder a cor do rosto, mas deu um pequeno sorriso, balançando a cabeça em afirmação.

– Você está bem? – Katniss perguntou a ela.

– Claro. – Mad manteve o sorriso congelado em seus lábios. – Você nos chamou para te aconselhar? – questionou olhando pra mim.

– Sim. O que eu faço? – questionei nervosamente, levantando.

– Pelo seu discurso, você não parece estar preparada pra isso. – Katniss argumentou.

– O meu medo é nunca estar preparada. – respirei fundo. – Por isso estou pensando em engravidar agora. – soltei a frase. – Sem o Finnick saber.

– Isso não te faria decidir sozinha? – Katniss perguntou, voltando a beber seu café.

– Não. É o que ele queria há alguns meses. Eu só estou concordando atrasada. – passei o braço esquerdo abaixo dos seios, e apoiei o cotovelo direito sobre ele. – O que acham? É loucura? – perguntei, mordendo a ponta da unha do polegar.

– Não. – Madge concordou rapidamente. – Eu acho que um bebê é ótimo. – ela sorrio, mas algo estava estranho em sua expressão. – Vocês são casados há mais de três anos. Acho que isso pode ser algo bom pra vocês, e... – Madge engoliu em seco e fechou os olhos. – Eu preciso ir embora. – ela os abriu. – Lembrei que meu turno na lanchonete começa mais cedo. – Mad abriu um sorriso amarelo. – Mas é isso. Eu apoio a ideia. Engravide. – ela encarou Katniss. – Você vem?

Minha irmã parecia tentar entender nossa amiga, analisando seu rosto minuciosamente, com o cenho franzido.

– Não. O Peeta disse que iria na casa dele, e depois passaria por aqui. – Katniss respondeu, bebendo um pouco mais do café, e colocou a caneca na pia.

– Tudo bem. Vou indo. Nos vemos a noite. – Madge passou por mim, e saiu da cozinha.

Abaixei os braços, e olhei pra trás, acompanhando-a, até vê-la sair de casa.

– Algo está acontecendo com ela. – minha irmã comentou, fazendo-me olha-la.

– Sim. Eu notei. – uni levemente as sobrancelhas. – Depois eu tento descobrir. – falei, já sabendo que Katniss não o faria.

Minha irmã se preocupava com as pessoas, mas suas habilidades de comunicação e aconselhamento, eram quase nulas.

– Ok. – ela respondeu parecendo sem graça. – Sobre o bebê... Acho que vai ser legal... Surpreender o Finnick. – Katniss afirmou levemente com a cabeça. – Ele vai gostar disso.

– Eu também acho que sim. – sorri cruzando os braços.

– Eu vou esperar o Peeta lá fora. – avisou, e já começou a andar.

Assim que Katniss passou ao meu lado, eu virei.

– Niss. – chamei.

– Oi? – ela virou para me olhar.

Deixei com que meus olhos analisassem minha irmã e seu verdadeiro estado emocional, apenas pela maneira que ela se portava. Mordi a língua, antes que eu falasse o que não devia. Katniss precisava saber o que havia causado o último enfarto em nosso pai, levando-o ao falecimento, mas algo me dizia que não era o momento certo.

Abri outro sorriso pra ela.

– Obrigada por ter vindo aqui. – descruzei os braços, deixando-os cair ao lado do corpo.

Ela abriu um pequeno sorriso.

– Obrigada por achar que eu saberia te aconselhar. – Katniss riu baixo. – Qualquer coisa você pode me ligar.

– Tudo bem. – sorri novamente.

– Ah. Vocês conversaram sobre acampar no fim de semana? – perguntou.

– Sim. Acabei cedendo. – dei levemente de ombros. – Seu namorado inventa muita história.

– Peeta não é meu namorado. – Katniss falou irritada e com as bochechas coradas. – Pare com essas brincadeiras. – pediu me dando as costas.

– Ontem ele disse que ainda não são um casal. – provoquei. – Vocês dormem juntinhos? Tipo abraçados? – perguntei, andando atrás dela.

Pude ouvi-la bufar, enquanto caminhava.

– Me deixa em paz, Annie. – Katniss respondeu, abrindo a porta. Ela virou para me olhar. – Vou amar te deixar curiosa sobre isso. – minha irmã deu um pequeno sorriso.

Estranhamente, Katniss soltou a maçaneta e me abraçou por livre e espontânea vontade, dando um beijo em meu rosto.

– Me dê um sobrinho. – ela disse ao se afastar. – Papai ficaria feliz também. – seus olhos brilharam com lágrimas, mas não pude vê-las caindo, pois minha irmã voltou a me dar as costas. – Nos vemos mais tarde.

Katniss saiu, mas eu mantive a porta aberta, observando-a caminhar até a calçada.

Eu estava levemente confusa com certas reações que minha irmã andava tendo, mas não deixava de estar feliz, já que todas as que eu havia notado, apenas a trazia para mais perto de mim e dos outros. E eu sabia, que essa mudança tinha nome e sobrenome.

– Você ama o Peeta? – perguntei em voz alta, dando alguns passos para fora.

Katniss virou para me olhar. Suas bochechas haviam corado, mas ela abriu um pequeno sorriso.

O carro dele estacionou rente ao meio fio, e pude enxergar seu pescoço se esticar para que pudesse me enxergar.

– Bom dia. – Peeta sorrio pra mim, enquanto minha irmã entrava no lado carona.

– Bom dia. – respondi, sorrindo de volta. Cruzei os braços, analisando os dois. – Bom trabalho pra vocês.

– Pra você também. – Peeta respondeu, antes de olhar para Katniss com um sorriso, que eu julgava bobo demais. – Até depois. – ele voltou a me olhar, e Katniss fez o mesmo.

– Até, casal. – respondi.

– Nós não somos...

– Pra mim, vocês já são. – interrompi minha irmã. – Falta apenas vocês dois se assumirem. – pisquei pra eles, e virei, caminhando de volta pra dentro.


Notas Finais


Beijos ♥


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