História O Sol em meio à tempestade - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Cashmere, Cato, Clove, Cressida, Delly Cartwright, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Peeta Mellark
Tags Colégio, Escola, Professor, Romance
Exibições 175
Palavras 2.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura ♥

Capítulo 8 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction O Sol em meio à tempestade - Capítulo 8 - Capítulo 7

– Prometa que ficará bem. – pedi como vinha fazendo nos últimos dias, encarando os olhos verdes de meu pai, que eram tão parecidos com os de Annabelle, sendo assim, completamente diferente dos meus.

– Eu estou bem e continuarei assim. – ele sorrio tomando o café que eu havia disposto em sua xícara. – Você já está atrasada. Peeta pensará que você ignorou até mesmo o presente de aniversário.

Suspirei alcançando minha bolsa azul sobre o pequeno balcão de mármore.

– Ele não notaria. Não nos falamos faz mais de uma semana. – respondi.

– O que pra mim não faz sentido. – meu pai rebateu mordendo sua torrada. – Pra que ignorar o rapaz, Katniss? – questionou.

– Eu não estou ignorando ninguém. – murmurei sem vontade. – Eu só não... Eu não quero que ele me encha de perguntas. – disse por fim, pegando a chave do carro.

– Peeta vem respeitando seu espaço nos últimos dias, Katniss. Até mesmo depois de você dizer que o veria segunda feira passada, e depois começar a evita-lo pelos corredores do colégio. – meu pai colocou-se de pé. – Ele é um bom rapaz, filha. Não tire-o da sua vida, antes mesmo de deixa-lo entrar.

Ele não estava errado. Eu gostava de Peeta, gostava de tê-lo por perto e eu sabia que ele era uma boa pessoa. Porém, o que havia acontecido com meu pai a dez dias atrás, tinha me deixado completamente fora de órbita, e eu acabei fazendo o que eu fazia de melhor. Me escondi de todos em minha própria mente.

A parte mais estranha é que a partir do momento em que eu evitei Peeta na segunda feira, ele não insistiu nos outros dias. Até certo ponto eu cheguei a pensar que seria melhor que as coisas se mantivessem assim, afinal eu já havia notado que Peeta estava incluído em minha vida mais do que eu costumava permitir que fizessem. Porém na quarta feira, eu já sentia falta de sua presença no café da manhã, e das suas brincadeiras atrevidas ao longo do dia. E então eu soube que eu estava tentando lutar com algo imutável, contudo, eu não pretendia ceder a isso.

– Eu não acho que seja uma boa ideia, pai. – respondi depois de notar que eu havia me calado por muito tempo.

– Se continuar com esse medo de deixar as pessoas se aproximarem, apenas por ter receio de perde-las, você jamais será plenamente feliz. – aconselhou caminhando até mim. – Você sabe que eu não durarei pra sempre, não sabe? – meu pai sorrio e beijou o alto da minha cabeça. – Eu não quero você sozinha quando isso acontecer, filha.

– Para de falar assim. – murmurei.

– Tudo bem. – ele se afastou. – Mas me prometa que vai falar com Peeta. – pediu semicerrando os olhos, desconfiado.

Permaneci encarando meu pai em silêncio.

O que de mal poderia me acontecer se falasse com Peeta?

Em minha cabeça muitas coisas se passaram, porém a maioria delas tinham o mesmo final, que seria eu perdendo alguém que se tornara importante demais em minha vida. Isso com certeza seria algo péssimo de acontecer e sinceramente meu problema com abandono já era grande demais para me arriscar.

– Katniss. – meu pai chamou fazendo-me piscar algumas vezes antes de voltar a focar meus olhos nele. – Fale com Peeta. – disse como se me ordenasse a fazer aquilo.

Suspirei profundamente.

– Vou tentar. – disse vencida. – Qualquer coisa é só me ligar. – beijei seu rosto e recolhi meus livros que estavam sobre a mesa de centro.

– Annie está de folga, logo estará aqui. – avisou.

– Ok. Mas mesmo assim, me liga. – insisti saindo pela porta do apartamento.

Infelizmente o caminho todo até o colégio, foi apenas minha cabeça lutando com a ordem do meu pai e a vontade de continuar a escapar da proximidade que Peeta havia ganhado desde que nos conhecemos. Dei graças aos céus ao descer do carro completamente ilesa, já que eu mal havia conseguido prestar atenção nos cruzamentos que atravessei durante o percurso.

– Bom dia, Katniss. – Cato surgiu ao meu lado enquanto eu caminhava pelo estacionamento.

– Vejo que desistiu de senhorita Everdeen. – sorri.

– Com licença. – ele pegou os livros das minhas mãos. – Eu levo pra você.

– Obrigada. – ajeitei a bolsa em meu ombro e cruzei os braços, apertando os passos, sabendo que eu estava atrasada.

– De nada. – Cato apertou os passos também. – E decidi atender seu pedido da semana passada. Vou tentar convencer os outros que senhorita Everdeen não combina com você. – com minha visão periférica pude vê-lo sorrindo.

– O primeiro ano já entendeu isso. – comentei. – Mas seus colegas do segundo ano não vão muito com a minha cara. Não acho que me chamariam pelo nome, mesmo que o capitão pedisse. – brinquei, fazendo-o soltar uma risada, enquanto caminhávamos pelo corredor.

– De qualquer maneira não custa tentar. – respondeu ao chegarmos em frente à sala de aula.

Quando pensei em seguir Cato, senti um pequeno incomodo, como se alguém estivesse me observando. Franzi as sobrancelhas antes de olhar para os dois lados, me arrependendo em seguida por ter decidido não entrar na sala.

Peeta estava um pouco longe de mim. Seus braços estavam cruzados sobre o peito, e seu semblante era sério.

Seria possível ele estar bravo comigo?

Ele parecia não ter vontade de abrir seu lindo sorriso, e antes que eu pudesse reagir, Peeta soltou os braços ao lado do corpo e me deu as costas, afastando-se de mim, enquanto caminhava pelo corredor.

Sim. Era possível.

Suspirei derrotada, e decidi entrar na sala de aula, sentindo uma ponta de culpa invadir meu peito. Cato já havia colocado minhas coisas sobre a mesa, e estava sentado em seu lugar. Estranhamente a turma estava silenciosa, enquanto eu jogava minha bolsa de qualquer jeito sobre minha cadeira e alcançava a apostila de literatura.

Eu sabia que precisava começar a aula, mas meus pensamentos estavam voltados exclusivamente para Peeta, e seu olhar estranho sobre mim, que havia me deixado levemente chateada comigo mesma por não dar satisfações a ele.

Mordisquei o lábio inferior, e abri a apostila.

– Façam o questionário da página quarenta e oito. – falei em voz alta, erguendo os olhos em direção aos alunos. – Cato. Cuide da sala por mim. Preciso resolver uma coisa.

Eu corria o risco de me encrencar com o diretor, mas eu precisava agir antes que o pequeno surto de coragem fosse embora.

– Claro. – ele sorrio abrindo sua apostila.

Esbocei um sorriso e fui em direção ao corredor, ouvindo a voz de meu pai em minha própria cabeça, ordenando-me a falar com Peeta Mellark. Era por ele que eu estava indo atrás de Peeta, certo?

Respirei fundo. Algo me dizia que não era apenas por meu pai. Neguei com a cabeça, apertando os passos.

Onde ele poderia estar? Peeta daria a primeira aula? Por que eu não sabia seu horário? Me xinguei mentalmente por não ter prestado atenção quando ele me disse seu horário completo a semanas atrás. Eu era uma pessoa horrível, mais ainda por ser tão desatenta com alguém como ele.

O primeiro lugar que decidi procurar foi na sala dos professores, que estava completamente vazia. Depois disso andei pela quadra de basquete, pela cantina, e até mesmo pelo campo de futebol americano. Peeta teria ido embora? Eu já havia voltado aos corredores internos do colégio, quando decidi parar no meio do caminho, para tentar colocar as ideias no lugar.

Encostei na parede mais próxima, que ficava entre as fileiras de armários, e fechei os olhos, passando os dedos entre meus cabelos no alto da cabeça.

– Faz tempo que você não vem aqui. – a voz de Peeta me chamou a atenção depois de poucos minutos, me tirando do lugar que eu estava e me fazendo abrir os olhos em busca dele. – Como está o Pietro?

Meus olhos pararam em Peeta, que andava abraçado de lado com uma garota loira e bonita, e que tinha um sorriso que causava covinhas em suas bochechas. Acabei voltando para onde eu estava, contando que ali fosse um bom esconderijo.

– Pietro vai bem. – acabei colocando parte da minha cabeça para fora, apenas pra enxerga-los. – Tem sentido sua falta. – ela fez uma pequena careta antes de voltar a falar. – Você apareceu aquele dia, e depois sumiu. É fácil aparecer só pra dormir no meio da madrugada, né, senhor Peeta? – a garota resmungou, dando um tapinha em sua costela.

– Ai, Delly. – ele reclamou. – Eu sei que você me ama e que não vive sem mim, mas sem agressão.

Algo incomodou meu estomago, e me fez morder o lábio inferior com força. Automaticamente minhas mãos haviam se fechado ao lado do corpo, porém eu não fazia ideia do motivo.

– Você se acha demais. – a garota se desvencilhou do braço de Peeta que ainda estava sobre seus ombros, e parou. – Amanhã, jantar na minha casa. Precisamos conversar.

Eu não me sentia bem em estar ali, e foi com esse pensamento que fiz menção de sair o mais depressa possível. Contudo, eu não costumava ser muito cuidadosa, e acredito que eu chegava a beirar o desastre. Foi dessa forma que sem explicação alguma esbarrei no armário ao meu lado, fazendo um barulho alto por culpa da minha testa que tinha ido de encontro com o metal.

– Katniss? – Peeta chamou, e meu coração acelerou tanto, que pensei que desmaiaria.

Apenas não saberia dizer se era por ter sido descoberta ou pela dor em minha cabeça em reação a pancada. Ouvi passos, porém permaneci completamente imóvel e de costas para eles.

– Você está bem? – Peeta questionou ficando a minha frente. – Notei que a pancada foi forte, assim que sua fuga fez mais barulho do que um rojão.

Ergui os olhos em direção ao seu rosto, sentindo minhas bochechas quentes. Eu havia cruzado os braços em frente ao corpo, como se aquilo fosse me proteger da vergonha que se alastrara por todo o meu corpo. Sinceramente eu não conseguia uma boa explicação para o motivo de ter me escondido, e muito menos por ter tentado fugir cautelosamente para que não fosse vista.

Peeta mantinha seu semblante sério, mas seus olhos azuis denunciavam que algo mais se passava com ele, entretanto, eu ainda não sabia decifra-lo, o que eu sabia, que de certa forma, era por minha culpa, já que não prestava tanta atenção quanto deveria.

– Eu estou bem. – finalmente respondi, esfregando a testa. – Foi só um pequeno erro de percurso. – murmurei.

– Na verdade você devia colocar um gelo ai. – a garota havia parado ao lado de Peeta e dava um pequeno sorriso pra mim. – A propósito, sou Delly Cartwright. – ela estendeu a mão em minha direção.

A cumprimentei rapidamente, esboçando um sorriso.

– Katniss. – me apresentei, soltando sua mão. – Depois vou atrás de algo para a minha testa. Obrigada. – olhei de relance para Peeta, voltando a olha-la. – Eu preciso voltar para minha turma.

– E eu preciso ir embora. – ela disse, olhando para Peeta. – Me liga depois.

– Pode deixar. – ele beijou a testa da garota.

– Foi um prazer, Katniss. – ela disse me olhando com um sorriso nos lábios.

– Digo o mesmo. – sorri sem muita vontade, enquanto ela se afastava.

Permaneci com os olhos na tal Delly que andava graciosamente até a saída.

– Ela é minha irmã. – a voz de Peeta chamou minha atenção, fazendo-me olha-lo.

Respirei devagar, sentindo meu corpo relaxar por um motivo que eu realmente desconhecia.

– O que você estava fazendo escondida entre os armários? – Peeta perguntou cruzando os braços, o que parecia trazer mais seriedade ao seu semblante que permanecera impassível desde que havia parado na minha frente.

Meus olhos passearam pelos traços de seu rosto algumas vezes, até parar em suas íris azuis.

– Desculpa. – foi a primeira palavra que veio em minha cabeça alguns segundos depois de Peeta se calar. – Eu não devia ter fugido de você na segunda feira. Eu só queria ficar sozinha. – mordisquei o lábio inferior. – Mas esse “sozinha” durou tempo demais em relação a você.

– Eu notei. Isso já faz uma semana. – Peeta disse sério.

– Eu sei. É que eu... – hesitei vendo suas sobrancelhas se unirem. – Eu... Você... – gaguejei sem saber o que eu realmente queria dizer.

Desisti de falar, enquanto minha cabeça parecia entrar em combustão por culpa da dor chata em minha testa, e as milhares de palavras que dançavam em minha mente, impedindo-me de formular algo coerente.

Peeta permaneceu sério me encarando, e eu não sei dizer quanto tempo durou esse momento tenso, até que descruzou os braços.

– Está tudo bem. – ele disse, abrindo um de seus sorrisos. – Senti sua falta, pequena. – e sem dizer mais nada, Peeta me abraçou forte pelos ombros. – Na verdade, eu senti muito a sua falta. – ele falou contra meus cabelos depois de beijar o alto da minha cabeça, dando ênfase na palavra “muito”. Peeta me manteve em seus braços, mas afastou o rosto para poder me olhar. – Você precisa saber de uma coisa. Quando quiser ficar sozinha, pode ficar sozinha comigo.

Eu ainda estava paralisada no lugar em reação ao modo que Peeta decidiu agir comigo. Franzi as sobrancelhas pra ele, claramente confusa.

– Sozinha comigo, significa que podemos sentar os dois em algum canto, e simplesmente ficarmos em silêncio. – ele deu um sorriso torto. – Quando eu disse que cuidaria de você, eu sabia no que eu estava me metendo.

– Na verdade, acho que você não sabia. – consegui finalmente dizer algo coerente, e acabei dando um pequeno sorriso ao ver o sorriso de Peeta aumentar.

– Acredite. Sabia sim. – ele beijou minha testa devagar. – Então você estava me espionando?

Minhas bochechas esquentaram novamente, e precisei fechar os olhos para não encarar o sorriso presunçoso de Peeta.

– Não. Eu só não quis atrapalhar. – falei rapidamente, sentindo meu estomago gelar.

Ouvi sua risada, e seus braços me apertaram antes dele me soltar. Abri os olhos para encara-lo.

– Somos amigos? – ele perguntou, colocando as mãos nos bolsos de seu casaco.

– Sim. – respondi de imediato, me surpreendendo com a facilidade da resposta.

Peeta abriu um sorriso tão grande, que, eu jurava, se abrisse um pouco mais, seu rosto se partiria em dois. Esse pensamento acabou meu causando um sorriso.

– Me encontre depois da aula do segundo ano, no campo de futebol. – ele pediu.

– Claro. – afastei-me dele. – Até depois. – virei pronta pra caminhar.

– Esse “até depois” não será como “até segunda”, não é? – questionou apreensivo.

Virei a cabeça para olha-lo.

– Não. – abri um sorriso sincero.

E dessa vez, realmente não seria.

A forma que Peeta me recebeu de braços abertos, sem alarde, sem raiva, sem mágoa, mesmo eu tendo simplesmente me afastado sem dar nenhuma explicação, foi o que me fez ter a certeza de que eu não conseguiria tira-lo da minha vida agora. Por mais que eu tentasse resistir, em pouco tempo ele já havia ganhado seu lugar nela, apenas por ser quem ele era. Eu só podia aceitar, e torcer para que nada mudasse isso.


Notas Finais


Notei que tem muita gente curiosa kkk
Então amados. Pretendo fazer essa fanfic um pouco mais longa, o que fará certos acontecimentos virem logo a tona, e outros não.
Amo vocês.
Beijos ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...