História O Sol em meio à tempestade - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Cashmere, Cato, Clove, Cressida, Delly Cartwright, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Peeta Mellark
Tags Colégio, Escola, Professor, Romance
Exibições 181
Palavras 2.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura ♥

Capítulo 9 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction O Sol em meio à tempestade - Capítulo 9 - Capítulo 8

Sentei na arquibancada, repousando os livros, que eu levaria para casa, ao meu lado. Não precisei procurar muito, para encontrar Peeta, que estava de costas para mim, com suas mãos atrás do corpo, aguardando a turma do segundo ano, que eu havia acabado de deixar em sala de aula, se enfileirar a sua frente.

Consegui enxergar Cato, parando como o último da primeira fila. O mesmo me avistou, abrindo um sorriso, e acenando levemente com a cabeça. Acenei rapidamente com a mão, colocando minha bolsa sobre os livros.

Peeta se mantinha na mesma posição, mas movimentou sua cabeça quando encarou Cato, seguindo o olhar dele de maneira lenta e parando em mim. Acenei pra ele também, e o mesmo deu um sorriso torto antes de voltar a encarar a turma, começando a falar algo sobre a semana de avaliação física.

– O professor Mellark é um amor, não é? – uma voz feminina questionou, me fazendo virar a cabeça para ver quem era. – Lembra de mim? – uma garota de cabelos loiros e olhos azuis havia sentado ao meu lado, e me analisava curiosamente. – Cressida. Do terceiro ano. – ela disse, colocando sua enorme bolsa ao seu lado.

– Ah, claro. – sorri sem graça. Eram muitos alunos, e o fato de dar aula em todos os anos agora, deixava minha cabeça confusa. – A garota fã de Charles Bukowski.

– Exatamente. – ela sorrio enrolando seus cabelos com uma das mãos, e os ajeitou sobre o ombro direito. – Afinal de contas, Charles era um ótimo escritor.

Sorri com o comentário.

– Um pouco louco e bêbado, mas certamente era um gênio. – concordei.

Cressida riu, voltando a olhar em direção ao campo de futebol.

Ficamos alguns minutos em silêncio, apenas observando a aula que acontecia a alguns metros de nós.

– Cato Ludwig não tira os olhos daqui. – Cressida cortou o silêncio, me fazendo olha-la. – E pela minha vasta experiência em canalhas como ele, não é pra mim que ele tanto olha. – ela virou a cabeça em minha direção, com as sobrancelhas ligeiramente unidas. – Você dá aula na turma dele, certo?

– Sim, por quê? – perguntei.

Cressida deixou o canto de sua boca se erguer em um sorriso de lado, depois soltou o ar pelo nariz, como se risse de algo.

– Por acaso vocês se dão bem? – perguntou de volta.

Franzi o cenho, olhando em direção ao campo.

– Ele tem sido gentil comigo. Na verdade, é o único que é gentil na turma dele. – falei observando Cato que não parecia prestar atenção em Peeta, enquanto olhava em nossa direção.

– Então desconfie, professora. – voltei a olha-la. – Cato não dá ponto sem nó.

Neguei com a cabeça levemente.

– Não vejo como ele poderia me prejudicar. – comentei. – É só um aluno.

– Eu também sou só uma aluna. – ela sorrio. – Eu estou sendo simpática com minha professora de Literatura, porém sou terrível com minha professora de Álgebra. – Cressida piscou. – Alunos tendem a ser ruins quando querem.

– Cashmere parece ser legal. – falei baixo, vendo Cressida rir.

– Você e o professor Mellark são os únicos que pensam isso sobre ela. – ela deu de ombros. – Ele, porque costuma ser gentil com as pessoas. Você, acredito que seja porque não a conhece direito. – Cressida me analisou. – Ou porque também é tão gentil quanto Peeta, apesar de não ser extrovertida como ele.

Continuei a olha-la, ainda confusa com o assunto anterior. Cressida mantinha seus olhos sobre mim, e acabou rindo.

– Não me olhe como se eu fosse uma louca. – ela sorrio.

– Não é isso. – respondi, ainda com o cenho franzido. – Eu só não entendi o que quis dizer sobre Cato.

– Ah, mas é claro. – Cressida respirou devagar. – Eu quis dizer que não importa se você é uma professora. Se ele se interessou por você, tome cuidado. – falou com o rosto sério dessa vez. – Ele não tem limites, professora Everdeen.

Quando pensei em falar algo, um barulho de apito nos assustou, fazendo com que olhássemos para a frente.

– Ludwig! Dez voltas no campo. – a voz de Peeta soou alta.

– Por quê? Eu não fiz nada dessa vez. – Cato reclamou cruzando os braços.

Peeta andou até ele e o encarou.

– Eu disse pra você dar dez voltas no campo. – disse autoritário. Cato não fez menção de obedece-lo. Peeta soltou seus braços ao lado do corpo, e fechou as mãos em punho. – Agora! – gritou, fazendo meus olhos se arregalarem levemente.

Cato saiu resmungando, e em seguida caminhou até a pista de corrida que ficava em volta do campo de futebol, iniciando em um ritmo lento.

– O resto de vocês se ocupem com suas atividades. – ordenou voltando seus olhos para o resto da turma.

Os alunos começaram a se dispersar, indo em busca de equipamentos, que ficava em uma pequena sala há alguns metros do campo.

– Quando acabar de correr, concentre-se em outra coisa que não seja uma mulher, Ludwig. – Peeta falou alto, deixando certa raiva transparecer em sua voz.

– Parece que alguém não gostou do Cato olhando pra você. – a voz de Cressida me fez lembrar que eu não estava sozinha.

– Oi? – perguntei confusa, voltando a olha-la.

Cressida riu e negou com a cabeça, voltando a olhar em direção ao campo.

– Bom dia, professor Mellark. – ela disse, abrindo um sorriso.

Direcionei o olhar pra frente podendo ver Peeta se aproximando.

– Bom dia, Cressida. Matando aula de álgebra? – questionou.

– Sabe como é. – ela deu de ombros. – Problemas com o Cato?

– Quando essa escola não tem problemas com ele? – Peeta riu, mas não parecia sincero. – Desculpe pela gritaria. – seus olhos azuis e brilhantes voltaram-se pra mim.

– Tudo bem. Acho que é isso que falta nas minhas aulas. – dei um pequeno sorriso.

Peeta retribuiu o sorriso, mostrando seus dentes, e foi impossível desviar os olhos dele.

– Bom. – Cressida disse, nos fazendo cortar o contato visual rapidamente, para olha-la. – Eu vou indo. – ela sorria presunçosa para nós dois. – Clove deve estar me procurando. – Cressida se levantou, alcançando sua bolsa.

– Clove também está matando aula? – Peeta semicerrou os olhos.

Clove... Claro. Aluna do segundo ano, que estava em minha aula, mas não na aula de Peeta.

– Oi? Claro que não. – ela sorrio, jogando seus cabelos pra trás. – Foi ótimo conversar com você, professora Everdeen. – Cressida piscou pra mim, arrumando a bolsa no ombro. – E pense no que eu te falei. – ela deu as costas, se afastando e sumindo logo de vista.

– Sobre o que conversaram? – Peeta perguntou ao sentar onde Cressida estava antes.

– Nada demais. – falei baixo. Acho que não seria um assunto que ele gostaria de saber, considerando a raiva que Peeta parece sentir do próprio aluno. – Qual foi o problema com o Cato? – decidi perguntar, olhando em direção ao garoto que corria em volta do campo.

– Era apenas o Ludwig agindo como ele mesmo. Nada demais. – respondeu vagamente. – Como foi sua aula com o segundo ano?

– Hoje estava um pouco mais tranquila. – cruzei os braços assim que o vento frio do outono nos atingiu. Virei o rosto em direção a Peeta, que me olhava atentamente. – Você me pediu pra vir aqui pra assistir a aula? – perguntei curiosa.

Peeta sorrio, passando a mão em seus cabelos.

– Ah não. Claro que não. – ele virou seu corpo levemente na diagonal, podendo me observar melhor. – Ficamos esses dias sem nos falar. Só queria saber se está tudo bem com seu pai.

Mordisquei o lábio inferior observando seu rosto, que apesar do maxilar quadrado e a barba sempre por fazer, tinha algo que tirava toda a cara de homem sério. Talvez fosse seus lábios finos, e o sorriso encantador. Ou seus olhos azuis, que sempre pareciam um mar tranquilo e cristalino.

– Hey, Katniss. – Peeta chamou minha atenção, me fazendo piscar algumas vezes. – No que tanto pensa? – questionou curioso.

Balancei a cabeça negativamente, dando um pequeno sorriso.

Respirei devagar, sentindo minha pele se arrepiar novamente por culpa do vento. Eu realmente devia ter escolhido uma blusa descente ao invés de um colete sem mangas.

– Meu pai está bem. – finalmente respondi, recebendo um sorriso torto em troca. – Obrigada... Por não ficar bravo comigo.

Peeta soltou uma risada curta.

– Seria impossível ficar bravo com você, pequena. – ele se colocou de pé, retirando rapidamente a jaqueta esportiva, que substituía o casaco cinza que ele usava mais cedo. – Por que não trouxe blusa? – questionou, cobrindo meus ombros com o tecido.

– Porque não achei que ventaria assim. – resmunguei. – E não precisa me dar sua jaqueta. Logo vou pra casa. – fiz menção de tira-la, mas ele me impediu com as mãos.

– Não tem problema. Pode ir com ela.

Dei um pequeno sorriso, e contive a vontade de morder o lábio inferior. Com certeza minhas bochechas haviam corado, mas não me parecia nada mal aceitar a jaqueta. Eu realmente estava com frio.

Acenei levemente com a cabeça, e passei meus braços pelas mangas, podendo notar como eu era realmente pequena comparada a Peeta.

– Obrigada. – falei baixo. Ele sorrio, e continuou com os olhos em mim. Franzi o cenho levemente sem graça com tanta atenção. – Está tudo bem? – perguntei.

Peeta respirou devagar.

– Sim. É que eu estava pensando em uma coisa. – respondeu, erguendo o braço, para esfregar a nuca com a mão.

Eu não tinha certeza, mas aquilo parecia um sinal de nervosismo. Assim como passar a mão constantemente nos cabelos, coisa que Peeta vivia fazendo. Afinal até que eu havia prestado atenção em alguma coisa.

– Quer me contar? – indaguei, tentando encoraja-lo a prosseguir.

Suas sobrancelhas se uniram levemente, enquanto Peeta umedecia os lábios com a ponta da língua e sua mão parava de se mover, apertando sua nuca ao invés de apenas esfrega-la.

Tal ato me fez sorrir, fazendo-o parecer mais confuso. Peeta realmente estava nervoso.

– O quê? – perguntou virando a cabeça na diagonal.

– Quer me contar no que estava pensando? – falei mais direta.

– Ah, claro. Quero. – Peeta disse rapidamente, abaixando a mão, deixando-a cair ao seu lado. – Eu sei que ainda é segunda. – ele começou hesitante, com a testa franzida, e os olhos agitados. – E que vou te ver durante a semana, mas podemos nos encontrar sábado à noite?

Meu corpo simplesmente estagnou no lugar, enquanto eu o encarava.

Peeta soltou uma risada dessa vez mais longa e despreocupada, passando a mão direita por seus cabelos que já estavam desorganizados.

– Não é um encontro, Katniss. – ele sorrio. – Bom. É um encontro, porque vamos nos encontrar, mas não é nada romântico. – Peeta tentou se explicar, mas era nítido que pela primeira vez ele estava se enrolando em suas próprias palavras. – Desculpa. Eu mesmo fiquei confuso com tantas informações. – ele abriu um sorriso torto, e respirou devagar. – Eu só acho que se somos amigos, podemos fazer alguma coisa. – Peeta encolheu levemente os ombros.

Mordi a parte interna do meu lábio inferior. Era a segunda vez que ele me chamava para fazermos algo, e insistia em dizer que não era um encontro. Não sei se ficava feliz por Peeta querer passar um tempo com a nova amiga, que no caso era eu, ou se ficava chateada por ele tanto insistir dizendo que não era um encontro.

Me xinguei mentalmente. Claro que eu estava feliz. Eu não queria um encontro.

– Tudo bem. – acabei sorrindo quando notei o corpo de Peeta relaxar. – Onde vamos? – questionei levantando-me e pegando minhas coisas.

– Vou pensar em algum lugar. Mas eu passo pra te buscar. – ele sorrio. – A propósito, preciso do seu telefone. Pra gente se comunicar melhor. – Peeta disse rápido, o que me causou um riso.

– Você está parecendo um adolescente, Peeta. Se acalma. – voltei a colocar os livros na arquibancada. – Me dê seu celular. – estendi a mão.

Peeta pegou o aparelho no bolso da calça, e o esticou em minha direção. Quando fiz menção de pega-lo, nossos dedos se tocaram, e sem pensar, meus olhos haviam se erguido, olhando os dele. Peeta parecia ter paralisado, mas logo piscou algumas vezes, e sorrio, colocando o aparelho sobre a palma da minha mão, abaixando seu braço em seguida.

Balancei a cabeça levemente, enquanto digitava meu número em seu telefone.

– Aqui está. – falei depois de salvar em sua agenda.

Entreguei pra ele, que analisou o aparelho por alguns segundos, pressionando o dedo na tela algumas vezes. Meu celular começou a tocar dentro da bolsa, fazendo-me alcança-lo com pressa.

– Calma. Sou eu. – ele deu um sorriso torto quando o olhei. – Agora você tem o meu número também. – Peeta deu de ombros, guardando o aparelho no bolso.

Dei um pequeno sorriso e decidi salvar como novo contato.

– Já vai embora? – Peeta perguntou quando guardei o celular na bolsa, e comecei a juntar minhas coisas novamente.

– Sim. Preciso elaborar algumas aulas. – respondi, ajeitando a bolsa no ombro. – Nos vemos na cantina amanhã de manhã?

– As sete e meia. – ele sorrio. – Espero que esteja usando meu presente de aniversário.

– Acredite. Estou. Mas as vezes me atraso. – falei levemente sem graça, arrumando os livros em meus braços. – Prometo tentar chegar na hora.

– Estarei esperando.

Lancei um pequeno sorriso em sua direção, antes de virar as costas, e começar a me afastar.


Notas Finais


Beijos lindos *-*


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