História O Soldado e a Sentinela - Capítulo 23


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Bucky Barnes, Capitão América, Personagem Original, Romance, Romanogers, Soldado Invernal, Steve Rogers
Exibições 196
Palavras 3.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heey soldiers! Aqui vai outro capítulo pra dar ataque cardíaco em algumas leitoras aí. Já vou avisando agora que vai ser tenso... é, pensem bem a próxima vez que vocês me pedirem treta hahahh! *Mulher do avast*: as definições de demônio foram atualizadas.

Boa Leitura!

Capítulo 23 - Memórias Apagadas e Corações Partidos


Fanfic / Fanfiction O Soldado e a Sentinela - Capítulo 23 - Memórias Apagadas e Corações Partidos

Aquele momento causou um pequeno ataque cardíaco em todo mundo. Eles ainda encaravam Bucky, sem saber como responder. Mas também, como iriam responder? Bucky havia acabado de sair de uma operação, ainda estava se recuperando, e até agora ninguém entendeu como foi que ele conseguiu sair do laboratório sozinho. E descobrir que a HIDRA está com Aria, assim de cara... seria o ingrediente final para ele explodir de vez.

-Eu vou perguntar de novo. – Disse Bucky, num tom raivoso. – Onde a Aria está?

-Bucky se acalme. – Steve deu um passo à frente. – Você acabou de sair de uma operação, não é saudável que fique...

-Onde ela está?! – Bucky gritou, com todas as forças que tinha, antes de cair no chão, devido ao cansaço pela cirurgia.

-Droga. Tony, acalme o Banner. Eu cuido do Bucky. – Disse Steve indo até as escadas. Natasha fez menção de ir junto, mas Sam a impediu, dizendo que Steve precisava fazer isso sozinho.

Bucky estava de joelhos no chão, com a cabeça baixa. Ele parecia estar espumando de raiva, mas também parecia estar chorando. Steve se aproximou e se abaixou, tocando o ombro do amigo, como forma de apoio.

-Nós vamos resgatá-la, não se preocupe. – Steve disse, tentando tranquilizar Bucky. – De jeito nenhum iremos deixá-la nas mãos da HIDRA. Mas você precisa descansar.

-Eu não vou descansar. Não vou dormir, não vou parar. Até que ela esteja segura outra vez. Até que eu vá resgatá-la! – Bucky respondeu, levantando a cabeça, parecendo determinado. – E não adianta o que qualquer um possa dizer, eu não vou mudar de ideia!

Steve suspirou, derrotado. Ele entendia o que Bucky estava sentindo. Se fosse Natasha quem tivesse sido sequestrada, ele também iria até os confins do universo para salvá-la. Porém, não era assim tão simples. Eles precisavam saber com o que estariam lidando. A HIDRA estava mais determinada do que nunca, o que poderia ser um perigo.

-Ok, você venceu. Iremos resgatá-la, todos juntos. E acabar com a HIDRA de uma vez por todas. – Steve respondeu. – Vai ser nossa última missão.

Antes que Bucky pudesse responder, Thor entrou na sala apressadamente. Ele passou os últimos minutos na sacada, parecendo estar conversando com alguém. E do jeito que ele voltou, parecia ter sido coisa séria.

-O Tesseract foi roubado de Asgard! – Thor disse, em um tom alarmante. – Preciso levá-lo de volta antes que aconteça algo de ruim com este mundo!

-Fala sério! Como foi que isso aconteceu? – Tony perguntou, quase como se a culpa tivesse sido de Thor.

-Estava falando com Heimdall, e ele disse que uns tais aprimorados invadiram Asgard com a ajuda do Cetro Chitauri e conseguiram roubar o Tesseract... graças ao Loki. – Thor respondeu, com raiva.

-Já vi que eu vou ter que dar outra surra nele quando eu der de cara com ele! – Bruce respondeu, voltando a ficar no meio termo.

-A hora é agora. – Natasha disse. – Precisamos resgatar a Aria, levar o Tesseract de volta e acabar de vez com a HIDRA, tudo isso antes que eles consigam trazer o Caveira Vermelha de volta. É pouca coisa, nada de mais.

-Vocês estão esquecendo de uma coisa. – Sam interrompeu Nat. – Nem sabemos onde a Aria está!

-Na verdade, sabemos. – Bruce respondeu, já calmo e tirando seu tablet do bolso. – O antídoto que eu projetei vem com uma leitura de calor especial, única. É só ativar as coordenadas no tablet que veremos a leitura da Aria na tela.

Bruce ativou as coordenadas no tablet e um ponto começou a piscar na tela. Porém, estava instável, o que Bruce achou estranho. De acordo com o que ele tinha projetado, era para a leitura estar calma. Mas pareciam ser duas leituras distintas, brigando, como um conflito de personalidade. Havia algo estranho acontecendo com Aria.

-É ela? – Bucky perguntou, descendo as escadas apressadamente e tomando o tablet das mãos de Bruce.

-É ela sim, mas tem algo errado. – Bruce respondeu, em um tom preocupado. – Ela realmente está em perigo.

-Todos, peguem seus equipamentos. – Steve disse, autoritário. – Nós vamos atrás dela agora mesmo.

*~*

Sob efeito do segundo soro, Aria foi ordenada a ajudar os agentes a prepararem uma espécie de máquina. Aquela máquina misteriosa teria que ser acoplada num lugar grande o suficiente, e ao ar livre. E Strucker sabia o lugar ideal. A Estátua da Liberdade, ali em New York mesmo. Seria perfeito, tanto para o tamanho quanto metaforicamente. O líder da HIDRA renascido em solo inimigo. Strucker pensou que não poderia ser mais poético.

Porém, depois de algumas horas, Aria começou a se sentir mal. O segundo soro era aplicado constantemente nela, a cada meia hora, e havia algo errado com ele. O corpo dela não foi projetado para aguentar esse segundo soro. Então, a cada aplicação, ela se sentia mais fraca, mais doente, e chegava até a ter hemorragias pelo nariz. Os agentes ficavam preocupados se teriam que continuar aplicando o soro, pois era óbvio que estava fazendo mal a ela. Rumlow simplesmente respondia que era para eles calarem a boca e continuarem aplicando. Porém, chegou em um ponto em que até Strucker se preocupou.

-Sentinela? – Ele a chamou, em russo. – Está se sentindo bem?

-Sim senhor. – Ela respondeu, com dificuldade, apesar de estar tentando manter a pose de durona.

-Não, não está. Está apresentando falhas. – Strucker respondeu, secamente. – Vá descansar. A chamaremos se precisarmos de algo.

Ela assentiu e voltou para a base, que na verdade era sua antiga casa, indo até o seu quarto que estava sendo vigiado por dois agentes armados. A máquina estava sendo configurada no subsolo do prédio abandonado. O efeito do segundo soro estava quase acabando, mas Aria adormeceu antes que pudesse acabar. Ela estava cansada e quase sem energias, devido à forte substância que corria em suas veias. No subsolo, Strucker discutia com Rumlow.

-Idiota! O que pensa que está fazendo mantendo a Sentinela acordada direto?! – Strucker praticamente explodia. – Não pode ficar reaplicando o soro sempre que acabar o efeito, o corpo dela não vai aguentar! E precisamos dela viva para o que vamos fazer, esqueceu?!

-E como é que eu vou controlar essa garota sem o soro? – Rumlow rebateu. – Ou acha que ela vai ficar quietinha quando o efeito passar?

-É para isso que existem soníferos, imbecil! E mesmo que não, ela sabe que qualquer coisa que ela tentar, iremos sufocar o seu tão querido Soldado Invernal até a morte. – Strucker respondeu, visivelmente irritado. – Agora voltem ao trabalho. Quero essa máquina pronta o mais rápido possível!

Apesar de estar cansada, Aria não conseguiu dormir nem uma hora. Quando ela acordou, já livre do soro, olhou em volta, já esquecendo completamente de onde estava e o que estava fazendo. Mas se lembrou logo. Ela mesma tinha se entregado para a HIDRA, em troca de salvar a vida de Bucky. Droga, ela nem sabia como Bucky estava. Se a cirurgia já tinha terminado e se ele já estava a salvo. E infelizmente não tinha como contatá-lo.

Porém, agora ela tinha outros problemas. Seu corpo doía e ardia como se estivesse em chamas. Ela sentiu vontade de tossir, e quando o fez, percebeu que tossia sangue. Caramba, o que era aquilo? O que tinham feito com ela? Ok, aquela era a hora. Ela esperava ter dado tempo o suficiente para a cirurgia de Bucky. Mas agora, ela realmente precisava fugir. Ela foi até a porta e deu de cara com os dois agentes armados que vigiavam o quarto.

-Sentinela, você não pode sair do quarto até que Strucker a chame. – Um dos agentes disse.

-Vão chamá-lo. Tem alguma coisa errada comigo. – Ela respondeu, tentando forçar uma expressão machucada.

Os guardas se encararam e, após relutarem um pouco, assentiram ao mesmo tempo. Apenas um deles foi, enquanto o outro continuou na porta. Ela precisava pensar em como iria tirar aquele guarda dali. Não deveria ser muito difícil, afinal o que era um simples agente guarda contra a Sentinela Vermelha, treinada para situações desse tipo. E mesmo sem estar sob o efeito do soro, ela sabia direitinho o que fazer.

-E você? Vai ficar parado aí fora? – Ela perguntou, com uma leve ironia.

-Vou. É meu trabalho, devo vigiá-la até que Strucker volte. – O guarda respondeu, rápido e seco.

-Sabe, agora que o seu amigo saiu... – Aria tentou forçar uma voz sedutora. – Não tem motivos para ficar aí fora. Pode me vigiar aqui dentro mesmo.

O tom sugestivo dela pareceu ter dado certo, pois o guarda até relutou antes de responder, dando uma boa olhada no corpo dela. Ela era linda sim, não havia como negar. Mas até hoje nenhum agente da HIDRA jamais fez isso com ela. Bem... se contar o Soldado Invernal, então houve um.

-Ah, Sentinela... acho que isso não é uma boa ideia... – O guarda respondeu, tentando abafar seus instintos.

-Por favor, eu estou me sentindo tão sozinha agora que não tem mais ninguém para brincar... – Aria pediu, no tom mais infantil e sugestivo que conseguiu encontrar.

O guarda, já considerando a “ideia” dela, olhou para os dois lados do corredor e, se vendo sozinho, entrou no quarto e fechou a porta. Aria fingiu um olhar malicioso.

-Vire-se para a porta, eu tenho uma surpresa para você. – Ela disse, maliciosamente.

O agente, que não estava mais raciocinando direito, atendeu ao pedido dela quase imediatamente. Ele esperou pelo toque da Sentinela por mais tempo do que o esperado, o que estranhou. Quando se virou novamente, não deu nem tempo de olhar para ela, pois um chute certeiro acertou sua cabeça, jogando-o para a parede e derrubando alguns dos antigos discos de Aria em cima dele.

-Foi mal, você não é o meu tipo. – Aria ironizou, saindo do quarto.

O corredor ainda estava vazio, para a sorte dela. Onde será que aquele outro guarda tinha ido buscar Strucker para demorar tanto? Mas pelo menos foi uma coisa boa, pois assim dava tempo de ela fugir. E ela sabia exatamente por onde iria fugir. Pelo mesmo lugar onde fugiu para ir ao seu baile de formatura. O sótão.

Porém, o que ela não esperava era que o sótão estivesse sendo guardado por agentes. Entrando lá, ela deu de cara com três deles. Teve que pensar rápido para não ser pega.

-Strucker precisa de vocês para ajudar com o equipamento. – Ela disse, em russo, tentando manter a pose de quando estava no modo Sentinela.

-Até parece. Você nem está com os olhos vermelhos! – Um dos agentes disse, apontando a arma para ela. Aria foi rápida e chutou a arma da mão dele, dando um soco em seu rosto logo em seguida, arremessando-o para trás.

-Alerta, a Sentinela está acordada sem o soro! Repito, a Sentinela está acordada sem o soro! – Outro agente disse, com um walkie talkie na mão.

Aria teria que dar conta deles rápido se ainda quisesse fugir sem ser pega. Ok, eram apenas agentes comuns, ela conseguiria. Contudo, para o infortúnio dela, as tonturas e a sensação de cansaço voltaram, fazendo-a cair, apoiando as mãos no chão. A visão dela se tornou embaçada e ela sentiu algo escorrendo pelo nariz. Quando pingou no chão, ela viu um borrão vermelho. Estava sangrando pelo nariz novamente.

Ela estava completamente tonta, mas não podia parar agora. Não quando estava tão perto da liberdade. Ela manteve sua motivação fixada em sua mente para lhe dar um motivo para continuar lutando. A motivação era de que ela precisava voltar para Bucky. Ela precisava voltar para o homem que ela amava.

Driblando todos os agentes e tirando todas as caixas de papelão do caminho, com muito esforço, ela conseguiu chegar na janelinha do sótão. Mas antes mesmo que pudesse abri-la, foi puxada violentamente para trás, batendo com a cabeça no chão. Era por pouco, mas ela ainda estava acordada.

-Mas o que é isso, Sentinela? Francamente, eu estou decepcionado! Depois de tudo o que combinamos, você tenta fugir?  - Ela ouviu a voz de Strucker. Por pouco conseguia entender o que ele dizia, mas a voz dele estava saindo como se tivessem dez dele falando. – Sabe o que fez, não sabe? E sabe as consequências disso, certo?

Ela enxergou apenas um borrão, mas havia algo na mão dele. E era ruim. Vindo de Strucker, qualquer coisa era ruim. Mas aquilo estava dando calafrios nela.

-Por causa dessa pequena travessura, infelizmente vou ter que sufocar o Soldado Invernal até a morte. – Strucker disse com a maior naturalidade.

Aria escutou aquilo muito bem. E por dentro, ela se desesperou, queria fazer algo, mas seu corpo não reagia. Ela só conseguiu se sentar e tentar alcançar Strucker, mas seus esforços eram tão inúteis que nem os agentes tentavam pará-la. Ela ouviu um barulho diferente. Algo como um barulho mecânico misturado com choques elétricos. Demorou até ela perceber que o barulho vinha da mão de Strucker. O que ele estava segurando era um controle, e estava apertando um botão. Quando o barulho cessou, Strucker riu sadicamente.

-Está feito. Agora, a Sentinela não tem mais um parceiro. – Strucker disse. Aria juntou as forças que ainda tinha, mas não era o suficiente. Ela queria quebrar Strucker em milhões de pedaços, até que não sobrasse nada.

-Monstro! – Foi tudo o que Aria teve forças para dizer.

O mais cruel era que agora ela teria que viver com a dúvida. Será que a cirurgia já tinha acabado? Mas e se não tivesse? Bucky foi mesmo sufocado até a morte? Ela nunca saberia. Ela se arrependeu amargamente de ter tentado fugir.

-Sabe de uma coisa, Sentinela? Vou aliviar esse sofrimento todo. – Disse Strucker, mandando dois agentes a carregarem. – Vamos reiniciá-la, o que acha? Assim não precisa ficar sofrendo pela morte do Soldado, já que nem vai se lembrar mais dele.

-Não pode nos separar... – Ela disse, fraca, com lágrimas nos olhos. – Eu sempre vou me lembrar dele.

-É o que veremos. – Strucker respondeu, saindo do sótão, atrás dela.

*~*

Horas depois, todos estavam no quinjet, seguindo a leitura de calor de Aria, pelo tablet de Bruce. Apenas Thor não estava presente, ele havia retornado a Asgard para resolver algumas pendências antes de voltar para a Terra e recuperar o Tesseract. De todos, o mais apreensivo com certeza era Bucky. Ele não parava quieto nem dois segundos, sempre mexendo os dedos, ou suspirando impaciente. E constantemente perguntava se faltava muito.

-Calminha aí, desmemoriado! – Disse Tony, ajeitando seu capacete. – Nem é tão longe assim, já estamos chegando!

-É bom mesmo, quanto antes melhor. – Respondeu Bucky, impaciente. – Sabe-se lá o que estão fazendo com ela...

-Ela vai ficar bem, amigo. Vamos trazê-la para casa. – Steve disse, em forma de conforto.

-A leitura dela está muito instável! – Bruce reclamou. – Fica se alterando toda hora, está quase desaparecendo!

-Essa coisa não vai mais rápido? – Bucky perguntou, ainda mais impaciente.

-Já está na velocidade máxima! – Bruce respondeu, bem na hora que seu tablet apitou mais alto. – Ah, que ótimo. Segundo a leitura, Aria está bem aqui, nesse prédio. A parte ruim é que vai ser difícil encontrá-la. É como se ela não parasse de se mexer.

-Até parece alguém que eu conheço... – Tony alfinetou Bucky, claramente.

-Ok, já que vai ser assim então é melhor que nos separemos. – Steve disse. – Vamos em dois grupos. Bucky, Natasha e eu procuramos nos últimos andares, enquanto Sam e Tony procuram nos primeiros. Com Bruce foi o mesmo esquema da outra vez. Caso precisassem do “outro cara”, eles o chamariam pelo rádio.

Com a equipe devidamente dividida, eles começaram a procurar por Aria nos vários andares do prédio. Aquele prédio parecia abandonado, mas com certeza um dia já pertenceu aos belos prédios do Upper East Side de Manhattan. Sam estava achando estranho, afinal era para estarem brotando agentes da HIDRA das paredes. Onde será que todos estavam?

Após olharem em todos os apartamentos vazios dos primeiros andares, o que pareceu levar horas, eles estavam no térreo novamente. Estavam um pouco decepcionados, afinal a leitura de Aria estava vindo dali, mas nem ela e nem os agentes da HIDRA estavam ali.

-Onde será que todo mundo se meteu? – Sam perguntou. – Não faz sentido a Aria estar aqui e não ter centenas de agentes da HIDRA ao redor dela.

-Calma aí, passarinho. Você está esquecendo os últimos andares, que por enquanto, não são problema nosso. Além do mais... – Tony viu uma porta ao lado do elevador desativado. – Não procuramos em tudo. Siga o mestre.

A porta estava aberta, o que os dois acharam estranho. Tony entrou primeiro, sendo seguido por Sam. Os dois davam passos pequenos e sem barulho. À medida que eles desciam mais as escadas, mais barulho conseguiam ouvir. E, lá em baixo, conseguiram ver o que estava acontecendo. Tony os escondeu antes que pudessem ser vistos, afinal tinha algo enorme acontecendo ali. Vários agentes da HIDRA estavam trabalhando assiduamente em uma máquina grande e estranha.

-Mas que negócio é esse? – Sam perguntou, sussurrando.

-É o que eu vou descobrir agora. – Tony sussurrou de volta, ativando o scanner visual de sua armadura. – J.A.R.V.I.S., tem alguma ideia?

-Parece ser algum tipo de dispositivo drenador, Sr. Stark. – J.A.R.V.I.S. respondeu.

-Drenador? – Tony perguntou, parecendo indignado. – O que esses desgraçados estão tramando agora?

*~*

Steve, Bucky e Natasha procuraram em todos os apartamentos dos últimos andares, mas todos estavam vazios. O elevador estava desativado, então tiveram que ir subindo as escadas. Bucky estava ainda mais impaciente. Ele ficava cada vez mais irritado, toda vez que entrava em um apartamento e não encontrava Aria. Agora só faltava um apartamento para procurarem. A cobertura, que era praticamente o maior de todos. Assim que entraram, a primeira coisa que viram foi o hall vazio e mal iluminado. Porém, uma luz que vinha do segundo piso indicava que tinha alguém ali.

-Certo... – Sussurrou Steve. – Vamos averiguar o segundo piso. Por favor, façam o mínimo de barulho possível.

-Somos agentes treinados, Steve. Uma mosca faz mais barulho do que nós. – Nat ironizou, sussurrando. – É você que parece que tem chumbo nos pés.

Os três subiram a escada delicadamente, em fila indiana. Quanto mais perto eles chegavam do piso superior, mais conseguiam ouvir vozes. É, definitivamente tinha alguém ali. Quando terminaram de subir, perceberam que era apenas uma voz. Uma voz feminina, parecendo estar choramingando. O coração de Bucky começou a disparar.

-É ela. – Bucky disse, acelerando o passo até o único cômodo iluminado.

-Bucky, espere! – Steve o alertou, mas ele não o ouviu.

Steve e Natasha se entreolharam e suspiraram, derrotados. Sem outra opção, eles seguiram o Soldado até a sala iluminada.

-Aria! – Bucky a chamou, entrando na sala.

Ela estava presa em uma maca, com os olhos vendados. Havia alguns hematomas pelo corpo dela, e até alguns vestígios de sangue. Ela chorava baixinho e tremia em cima da maca. Bucky viu aquilo e jurou para si mesmo que iria destruir quem havia encostado sequer um dedo nela. Ele se aproximou e começou a soltar as amarras dela.

-Meu Deus... o que fizeram com você? – Ele perguntou, tirando a venda dela. Ela o olhou com um olhar diferente, confuso. Não era como ela costumava olhar para ele. – Venha, vamos sair daqui enquanto ainda podemos!

-Quem é você? – Ela perguntou, em um tom desconfiado, dolorido e irritado. – Vai me machucar como os outros?

-Aria, sou eu... – Bucky logo percebeu o que haviam feito com ela e sua expressão mudou. – Não se lembra de mim?

-Não. – Ela respondeu, seca. – Eu deveria lembrar? E quem é Aria?

E foi nesse momento que o coração de Bucky partiu em milhões de pedaços. De todas as coisas que a HIDRA poderia fazer com Aria, fizeram o pior. Apagaram todas as lembranças dela... outra vez. Tudo o que eles haviam vivido juntos, o amor que Aria sentia por Bucky... acabou de ir pelos ares. Bucky nem teve muito tempo de reagir, pois um agente que estava escondido em um dos cantos da sala correu até Aria e aplicou o segundo soro nela. Depois disso, acionou um alarme que pôde ser ouvido no apartamento inteiro.

Bucky, em um ato de fúria, arremessou o agente para a parede, apertando seu pescoço com o braço de metal. Enquanto isso, Aria estava agonizando de dor. Aquela típica dor que o soro causava. Steve e Natasha entraram na sala e viram a cena, sem saber como reagir.

-Precisamos sair daqui agora! – Steve exclamou. – Bucky, pegue a Aria e vamos embora!

Bucky reagiu imediatamente e pegou Aria nos braços, saindo da sala. Mesmo que ela estivesse sem lembranças, ele iria dar um jeito de fazê-la recuperar todas elas. Ele não iria perdê-la outra vez. Mas de uma coisa ele tinha certeza. Essa seria a última vez que a HIDRA se meteria com eles. Quando estavam prestes a descer as escadas, uma figura conhecida os impediu.

-Olha só o que temos aqui! – O homem de meia idade com um monóculo apareceu no fim do corredor. – Capitão América, Viúva Negra e, quem diria, até o Soldado Invernal! Pensei que tinha o matado de vez com aquele dispositivo que mandei implantar em você há alguns anos. Aonde pensam que vão com a minha Sentinela?

-Levá-la para casa, de onde nunca deveria ter saído. – Steve respondeu, irritado.

-Ah, Capitão, que ironia! Não percebe? Ela está em casa! Esse é o apartamento onde ela viveu seus primeiros 19 anos. E onde voltou a ser a arma da HIDRA. – Strucker respondeu, sadicamente.

-Me sufocar até a morte é uma coisa... mas mantê-la viva, presa e sem memórias... que tipo de monstros são vocês? – Bucky perguntou, como se estivesse prestes a arrancar a cabeça de Strucker.

-Ah, sim, bem lembrado. Ela está viva sim, mas só por enquanto. Ela está pronta para a próxima e última missão. Até o amanhecer, ela já vai ter cumprido seu propósito de estar nessa Terra! – Strucker disse, começando a falar russo. – Sentinela, mate todos eles!

Aria abriu os olhos, revelando a cor vermelha causada pelo soro. Ela se soltou violentamente dos braços de Bucky e, rápida como um raio, começou a atacá-lo com socos e chutes. Algo estava diferente nela, ela estava mais rápida e mais forte. Tanto que passou a atacar Natasha ao mesmo tempo. A Viúva não queria machucá-la, mas ela tinha que se defender dos ataques violentos desferidos pela Sentinela.

-Droga, de novo não! – Natasha exclamou. – Aria, pare! Não deixe isso te controlar!

Aria não deu ouvidos, e continuou a golpear Nat com toda a fúria do mundo. Steve se meteu no meio para tentar fazê-la parar. Natasha sabia que era quase impossível, pois da última vez, ela quase matou Steve, Nat e Sam sozinha. Nat apenas conseguiu pará-la da outra vez graças ao Ferrão da Viúva. Aria estava atacando Steve, quando Natasha ergueu seu punho e disparou um Ferrão contra Aria. Ela caiu, gemendo de dor. Porém, quando foi levantar novamente, aquela sensação horrível voltou.

Aria ainda estava sob efeito do soro, mas a tontura a atingiu em cheio. E, não bastando seu nariz ter começado a sangrar outra vez, ela começou a tossir sangue. E as tosses não eram leves, eram como as de uma pessoa com uma gripe séria.

-Natasha? – Steve a chamou, com um olhar preocupado.

-Um ferrão só não faz isso! Eu não fiz isso! – Nat exclamou, tentando se defender.

Mesmo ferido, Bucky se abaixou e ficou ao lado dela. Ela não parava de tossir sangue. Tossiu até cair desmaiada. Bucky encarou Strucker com ódio.

-Vai pagar até o fim pelo o que fez com ela, desgraçado! – Bucky disparou contra ele, pegando Aria nos braços novamente.

-Ah, eu posso até pagar, mas ninguém vai sair daqui com a minha Sentinela. – Strucker respondeu, pegando seu rádio. – Preciso dos gêmeos aqui em cima.


Continua.


Notas Finais


E mais um ataque cardíaco foi sofrido pela autora dessa fic... VEI EU SOU MUITO MALVADA! EU NÃO PRESTO! Não bastando eu fazer o Bucky ficar sabendo que a Aria foi sequestrada logo depois de ele passar por uma cirurgia complicada, agora eu tenho que fritar o cérebro da coitada à milanesa e acabar com todas as lembranças (incluindo Arcky). Pra piorar a Aria tá com tuberculose a lá soro, coitada. Ela vai ganhar o prêmio de personagem mais sofrida do ano, porque viu... Mas os gêmeos tão voltando hehehe :3 Pelo menos alguma coisa tem que ser boa! Quer dizer, eu acho que é boa né... Ai migas, agora tá realmente na reta final da primeira temporada. Só mais uns dois capítulos eu acho, e já vai pra segunda temporada (que se passa em Guerra Civil). Agora vamo todo mundo cruzar os dedinhos pra tirar nosso casal Arcky dessa bad porque tá difícil! Kisses <3


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