História O Som da Música - INTERATIVA - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Country, Musica, Nashville
Exibições 22
Palavras 3.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Salve peregrinos!
Estou aqui com essa linda dobradinha que fiquei escrevendo até as 2 da manhã, isso porque teve horário de verão e o povo com quem eu ia aproveitar os embalos de sábado a noite me deu bolo! D:

Aproveitem o capítulo, tenho certeza que algumas coisas vão deixar vocês no mínimo bem bolados, mas se acalmem. E você que tá lendo e não viu seu personagem direito ainda, mantenha a paciência, são 10 personagens já enviados e estou tentando juntar todos eles (o que é bem difícil). Não posso simplesmente jogar todo mundo junto do nado se não isso vai parecer uma vitamina.

No mais é isso, boa leitura.

Capítulo 4 - Capítulo III - Destinos Conturbados


A madrugada crescia em Nashville. Com algumas horas para o amanhecer a maior parte da vida noturna começa a fechar as portas, com exceção de algumas casas noturnas e outros bares que sempre ficam muito movimentados. No pub em que Cattleya, Trixie, Jack, Billy e Seth se encontravam o movimento era tão pequeno que as portas já começavam a ser fechadas. Os homens mesmo não trabalhando ali optaram por ajudar as duas moças a colocar cadeiras sobre as mesas, desligar equipamentos e fechar tudo. Quando a ajuda deles não era mais necessária os três foram para o lado de fora esperar pela dupla.

Billy permanecia pensativo escorado num poste. Jack e Seth também permaneciam em silêncio, o loiro e o vocalista por um dia se entre olharam e logo pararam os olhos em Seth. Ele ainda tinha mochila e um banjo, o que só levantava hipóteses.

– Seth, você tinha acabado de chegar na cidade? – perguntou Jack enquanto Billy se aproximava mais dos dois. Parando para pensar era realmente uma tremenda sorte que no exato instante que Bullock tinha chegado na cidade ele tivesse parado no estacionamento e assim ajudado eles no chão.

Seth os encarou com as sobrancelhas arqueadas, ele parecia não entender a expressão de surpresa dos dois. – Eu ia ficar na rodoviária, mas acabei dormindo um pouquinho mais e perdendo o ponto. – ele riu com uma naturalidade tremenda, como se fosse simplesmente trivial perder o ponto de ônibus, surgir numa bagunça coletiva e subir num palco com estranhos para tocar música. – Eu ia procurar algum albergue ou coisa do tipo, mas acabou que foi muito bom eu aparecer com o banjo.

Era bem diferente a forma dele ver a situação, se para os dois era um considerável erro de cálculo para o tocador de banjo com sorrisos largos foi apenas obra do destino. Algumas coisas talvez estivessem simplesmente destinadas a acontecer e, não importa o que se faça para prevenir. Para Seth era uma questão bem simples, ele não pensava no inexplicável destino e nas forças misteriosas que guiaram seus passos até aquele local, ele simplesmente se deixou levar pela maré. Vendo aquilo Jack e Billy acabaram cedendo as risadas, até o único loiro presente se lembrar de algo que deveria ser dito.

– A propósito Seth, esquece a baixinha. Ela já tem namorado, e mesmo eu não indo muito com a cara dele, eles parecem se dar bem... – olhou para Jack de soslaio - ...diferente de Jack e Trixie.

A reposta do senhor Cooper foi dada com certo esmero, ele não mentiria dizendo que queria só aquela amizade colorida, mas Trixie era como uma força da natureza capaz de levar muitos homens a ruína. Ela era aquele tipo de mulher que não se prende e que, talvez homem nenhum nunca vai conseguir ter de verdade. – De novo com isso? Somos amigos com um certo grau de intimidade, só isso.

– Você não me engana não Jack. Te vi escrevendo uma música sobre ela outro dia. Está tão caído pela moça que mal consegue lidar com a ideia de que hoje ela dorme com você e amanhã pode estar na cama do outro. – Billy mais uma vez comprovava a sua falta de dom para a oratória. Mesmo as palavras saindo como uma espécie de brincadeira elas foram o suficiente para fazer o outro se calar e desviar o olhar. De fato não tinha como definir Trixie, ela fazia o que queria como bem queria. Mesmo que ela durma com você hoje e com outro amanhã ela vai continuar te tratando com a mesma intimidade de sempre.

– Não fique triste Jack, estamos todos a mercê dessas diabo-mulheres. – a voz de Seth veio com o alívio cômico necessário. Eles concordaram com a ideia de “diabo-mulheres” e se entregaram as risadas até o celular de Jack tocar.

As duas meninas surgiram, já prontas para ir para casa. Aparentemente era rotina para eles de uns meses para cá irem a pé com elas, muito pelo horário e também por ninguém ter compromisso de verdade com o amanhecer. No entanto a aparição das duas foi uma verdadeira flechada no coração de Seth. O homem cheio de bagagem mal conseguia disfarçar o encantamento perto das duas mulheres. Trixie vestia jeans e uma espécie de bata que valorizava e muito o seu decote avantajado. Cattleya um vestido simples, mas que lhe favorecia e muito.

– Vamos embora Jack, já são quase quatro da manhã. – retrucou Trixie entre um bocejo e outro.

Jack voltou ao grupo com desculpas decoradas. Aparentemente tinha invadido sua casa atrás de um guaxinim que vinha aterrorizando a vizinhança. Pediu um par de desculpas e saiu em disparada para o lado oposto. Coube a Billy e a Seth acompanharem as duas.

A caminha até foi longa, o centro de Nashville era consideravelmente longe da maior parte dos bairros residenciais, mas tudo parece mais agradável sobre a companhia certa. Foram alguns bons minutos conversando e rindo até chegarem na ponte que cortava o Rio Cumberland, que passava bem no meio da cidade. Billy e Trixie seguiram reto em direção ao sul de Nashville enquanto Seth e Cattleya atravessavam a ponte, por mais surreal que fosse os dois se conheceram suficientemente bem para concluírem que podiam contar um com o outro. As vezes as pessoas só precisam de um voto de confiança, não?

A dupla de loiros seguiu pelas ruas paralelas a avenida interestadual número vinte quatro. Eles tinham de cruzar o rio em outro ponto para não dar uma volta enorme. Eram os dois muito bem humorados, mas percebia-se claramente o clima que rolava entre eles. Se algo nunca ocorreu entre Billy e Trixie certamente não era graças a ela e seu apetite voraz por aventuras, provavelmente o respeito e consideração de Billy por Jack o impediram antes de fazer qualquer coisa ou dar qualquer chance. Agora, sozinhos, as piadas picantes já eram sugestivas demais.

Foram mais alguns minutos de caminhada até cruzarem o rio e finalmente chegarem na rua Cruzen, próxima ao cemitério de Woodlawn, onde Trixie tinha conseguido alugar um sobrado sem precisar comprovar fundos ou fazer um pré-depósito. Ela basicamente vivia numa casa pequena em anexo à um casarão de alguma família abastada que raramente estava em casa.

Billy só a acompanhou até a caixa de correio. Ali ele estancou enquanto encarava uma sombra abaixo da castanheira só para ter certeza que não era um daqueles babacas fantasiados de palhaço tentando assustar a vizinhança. Era apenas um gato remexendo os sacos de lixo que cruzou a rua rapidamente e desapareceu no breu de onde os postes não conseguiam iluminar. Ao virar-se para a casa ele notou Trixie com o olhar sugestivo.

– O que foi? – perguntou mesmo sabendo que era melhor não ter perguntado.

– Não quer entrar? – ela não era delicada, não tinha papas na língua. Trixie Fields era um espírito livre. Sedutora e agradável, o tipo de mulher que você se vicia, mas que sabe quem sempre vai escapar.

– Não, acho que vou até o ponto do cemitério e esperar dar umas cinco horas. Meu ônibus deve passar a essa hora. – comentou desviando o olhar, ou melhor, se forçando a desviar para dissipar qualquer ideia que não deveria ter.

Trixie se aproximou, ela sabia seduzir um homem, aliás pareceu nascer sabendo fazer isso. Ele chegou perto o suficiente para que ele sentisse seus seios contra o seu corpo e seu hálito indo direto contra o seu queixo. – Você tem medo de mim Billy? Ou você acha que está cumprindo algum código de honra dos cavaleiros por eu dormir com o Jack as vezes?

Era sem dúvida meio desconfortável a cena e a situação. Ele lutava por algo que queria e ao mesmo tempo não queria. Relutantemente ele revirou os olhos sorrindo debochadamente, ironia surgia como a salvadora da situação, mas talvez não fosse o suficiente para aquele caso. – Medo de você? Trixie, em outras condições eu entraria lá e faria amor com você até não ter mais forças, mas...é complicado. – a sinceridade surgiu para Billy de uma forma tão calma e sutil que ele nem mesmo se reconhecia.

Aquilo não bastou para a quase-mexicana. Ela o envolveu em seus braços transpassando-os em volta de seu pescoço. Billy relutou, pensou em se soltar, pensou em empurrá-la, pensou em resistir, mas só pensou mesmo. Logo escorregou as mãos pela cintura dela apreciando cada parte pecaminosa daquele deleite. Parou somente quando chegou à sua bunda e a apertou com bastante vontade. Trixie mais do que aprovou a situação. Ela empinou a bunda e distribuiu vários beijos ao longo do pescoço dele. E ali, juntos, ela lançou o golpe fatal. Começaram a trocar beijos de forma até necessitada. Ele queria, ela queria, ponto.

Aquela mulher era uma arma fatal, um golpe e pronto, você está no chão pedindo por rendição. Ela aproximou seus lábios da orelha dela, proferiu e profanou em dizeres eróticos que tiraram totalmente o chão de William Gates. De forma muito simples Trixie garantiu toda a bagunça que fariam na cama em questão de instantes. – Só para você saber. Eu não faço amor Billy, eu fodo com força. – e o fim desse diálogo vocês já podem imaginar como foi.

Já do outro lado da cidade Seth e Cattleya não estavam tão entrosados. À eles coube uma conversa tímida e superficial. Não falaram muito um por outro com exceção de seus gostos musicais e um par de histórias engraçadas. Cattleya que sempre foi muito bem observadora parecia não encontrar uma brecha para ver além de Bullock ou já tinha enxergado ele a fundo e não percebido ainda.

Ali parados frente a casa que ela, Jason e Dave mantinham com muito suor apenas o ronco do motor de algum carro potente passando a algumas quadras de distância e o assovio de Seth enquanto encarava a casa.

– É um belo lugar. – comentou sem manter contato visual com ela.

– E você Seth, tem um lugar pra passar a noite? – ela falou enquanto também disfarçava e olhava para os lados.

– Não. – ajeitou a mochila nas costas e passou a alça da capa do banjo pelo ombro direito. – Mas já passei a noite em lugares bem piores. – era isso que havia de curioso em Seth. Ele falava, porém nunca dizia tudo.

– Me empresta o seu celular. – sem pensar duas vezes ele retirou um Asus do bolso direito da mochila e a entregou. Cattleya não se impressionou em ver como papel de parede a imagem com o refrão da música I Walk The Line de Johnny Cash. Ela deslizou o dedo pelo visor e foi até a agenda concluindo que Jack, Billy e até Trixie já tinham colocado os números deles ali. Ela colocou o dela rapidamente o entregou. – Se não conseguir um lugar para passar a noite ligue para mim. Não posso te oferecer mais do que um colchão de ar na sala ou no corredor, mas sem dúvida é melhor do que dormir ao relento.

O celular foi parar no bolso novamente. Ele sorriu, a encarou diretamente deixando os orbes castanhos se encontrarem com os verdes. De um jeito muito sincero ele acenou com a cabeça e decretou antes de seguir caminho: – Boa noite madame Von der Rousse. – o francês dele era certamente sofrível, mas isso não importou muito. Cattleya observou a figura de Seth sumir na escuridão enquanto xingava Jason que já começou com as piadinhas.

Sem rumo ele vagou indecifravelmente pelas ruas. Segundo o Google Maps havia um albergue umas quadras à frente, e tudo o que ele precisava naquele momento era um banho frio e uma cama quente. Desejos deixados no plano das ideias à medida que andava ele notou duas luzes piscando no lado direito da rua. Aproximou-se até finalmente constatar a imagem de uma mulher sentada na calçada com as costas apoiadas na roda do carro.

O destemido Bullock ignorou o quanto seria suspeito um homem surgir com uma mochila pesada e outro compartimento no meio da noite. Sem dúvida seria completamente compreensível que pensassem que ele tinha esquartejado um corpo e colocado ali dentro. De um modo ou de outro ele decidiu se aproximar, ainda mais vendo o triângulo colocado a trinta passos do veículo e o pisca-alerta ligado.

– Precisa de uma mão? – a voz assustou a mulher que levantou apressadamente e de forma desengonçada. Seth ficou em alerta por pura precaução, afinal as piores coisas podem ocorrer mesmo com a melhor das intenções.

– Parado aí. Não chegue mais perto! – a voz trêmula da mulher denunciava que algo não estava certo. Por puro reflexo ele ergueu os braços como um meliante faz ao ser abordado. Sem pensar duas vezes a morena que vestia saia curta, botas marrom e blusa com babado puxou a bolsa e sacou uma arma de choque. – Estou te avisando, nem mais um passo.

Apesar do claro mal entendido Bullock não conseguia não achar graça naquilo. Não tirava razão da mulher, muito pelo contrário, se fosse com ele era capaz dele até mesmo carregar um revólver consigo mesmo.

Dessa vez ele pensou nas palavras. Nenhuma escolha era muito clara ou certa, mas tentar era melhor que ficar calado. – Eu só quero ajudar, não vou te fazer mal. Se quiser pode ver aqui, sou ex soldado do exército. Décima Primeira Infantaria de Oklahoma, soldado Seth Bullock. – por mais surreal que possa parecer para pessoas de realidade diferente nos EUA há um enorme respeito e consideração por todos aqueles que fazem parte das forças armadas do país. Estes soldados são vistos como heróis, cidadãos-modelo capazes de ir às armas para a defesa da nação. Este fato acalmou a mulher, junto é claro, da documentação que Seth apresentou para comprovar suas palavras.

Sem ter uma arma de choque apontada para a sua cabeça ele se aproximou com mais segurança para constatar que o Elantra modelo 2015 da Hyundai possuía um pneu furado. Constatando além do capitão óbvio ele se ofereceu para ajudar. Buscou o macaco na mala e retirou o step. Não lhe parecia a melhor situação para longas conversas, contudo ele não pode se conter em quebrar aquele silêncio gritante que se formou depois dela tê-lo ameaçado.

– Quer me dizer o que houve para alguém furar o pneu do seu carro com um prego do tamanho de um dedo? – um pouco de sujeira caiu sobre seu rosto e na camisa, mas ele não se importava. Segurou a chave com a boca enquanto tentava soltar o parafuso, já quase solto, com as mãos nuas.

– Eu posso ter brigado com meu namorado. – resposta curta e seca, não duvidava que ela seria mais simpática bebendo uma cerveja em algum bar, mas não era o caso.

– E a moça brigona tem um nome? – observemos bem que não era exatamente o forte dele desenvolver diálogos com desconhecidos, muito menos com aqueles mais desconfiados.

– Grace... – respondeu enquanto o tom da voz diminuía a cada letra falada. – E você, o que faz as quatro e quinze da manhã na rua deserta. Não vou acreditar que é uma espécie de agente secreto...

Seth deslizou para fora. Levantou-se e limpou as mãos sujas e suadas na calça. Já não fazia mais tanto sentido tentar se manter limpo. – Estou procurando um albergue que deveria ficar aqui perto. Então me deparei com um madame um pouco mal humorada que pretendia me fritar. – o sorriso característico veio seguido das palavras. Ela claramente bufou descontenta com a ironia e virou o rosto para o outro lado.

Bullock conseguiu soltar o pneu e já encaixava o outro quando Grace decidiu ser um pouco menos grossa. Não fazia sentido descontar as frustrações no soldado que a ajudava no meio da noite, foi uma baita sorte alguém para trocar o pneu do carro uma vez que o guincho só ia abrir em duas horas e o seguro resolveu não atender as suas chamadas. – O albergue que tinha aqui está desativado, mas tem vários no centro. Posso te deixar lá e pagar a dívida, se quiser.

Seth não negou. Terminou de fixar bem o step, guardou as ferramentas, o macaco e o pneu velho. Entrou no carro e quase teve infarto enquanto ela dirigia parecendo o Van Diesel em Velozes e Furiosos. De alguma forma dirigir parecia ter um tanto quanto terapêutico para ela, o rosto estava amenizado se comparado a antes. Em algum momento ele acabou dormindo. Pegou num sono tão profundo quanto um bebê. Só acordou alguns minutos depois quando o som do ronco do motor não era mais ouvido. Olhou para um dos lados, viu Grace contendo o choro com o rosto contra o volante. Olhou para o outro viu o letreiro luminoso com a figura de uma mulher de pouca roupa e duas botas enormes escrito “Cowboy Boots 24hs”.

– Ei, acho que posso conhecer um jeito de te ajudar, de novo. – falou enquanto tocava seu ombro.

Não foi difícil convencê-la a entrar no tal Cowboy Boots. Lá dentro a casa de show iluminava com destaque o palco ocupado por uma banda. O anfitrião anunciava no microfone o show Kai Oswald e Abigail MacGregor. Era um palco invejável equipado com som de qualidade, amplo espaço e um aparato de luz de tirar o fôlego de qualquer um. No resto do local uma pista de dança e uma área com mesas e cadeias. O local estava cheio, mas ainda dava para andar sem esbarrar em ninguém. Eles sentaram numa mesa livre e pediram duas cervejas para a atendente vestida a caráter.

– Sabe, você não precisa contar o que aconteceu mais cedo se não quiser. – falou levando a garrafa à boca e tendo algum alívio momentâneo. Nashville era mais movimentada do que haviam lhe dito, ou simplesmente ele passava por um dia cheio.

– É mais complicado do que parece. – respondeu ela virando a garrafa a goladas.

– Nada deve ser tão complicado assim para a filha de Margaret Cameron. – o olhar de Seth deslizou sutilmente até o rosto da Grace. Ela era de fato uma mulher, mas ainda dava para enxergar uns traços de menina. Principalmente o jeito como ela bufava e desviava o olhar quando contrariada.

– Como você sabia disso? – a pergunta era um tanto quanto certa. Percebia-se em Grace uma espécie de instinto de auto-preservação e também o choque por ver alguém lhe tratar como uma pessoa normal e não um anjo de cristal depois de saber de quem ela era filha.

Margaret Cameron foi uma famosa cantora de country nos anos oitenta e noventa. Fez participações em programas da TV e consolidou-se no ramo country principalmente por criar uma gravadora independente para ajudar jovens artistas sem renome a subirem para os holofotes. Sua morte no início do século XX criou uma comoção nacional, afinal Margaret era cantora, atriz, empresária e coordenava vários projetos sociais que sustentava com os ganhos de seus discos. Ela deixou um legado enorme para a música country, não tão grande quanto o de Johnny Cash ou Dolly Parton, mas sem dúvida grande o suficiente para influenciar as futuras gerações.

– Minha mãe era obcecada pela sua. Ela ganhou o CD Free Bird e me obrigou a aprender a tocar todas as músicas. Ela era tão fã que assistia sempre os shows e até entrou na igreja ao som da canção Loving You da sua mãe. – ele olhou para ela de relance, mas logo voltou seus olhos para o palco onde a dupla terminava o que parecia ser a sua primeira música.

O amanhecer deveria estar se aproximando, bem como o sorriso no rosto de Grace ao relembrar rapidamente a trajetória da mãe. No palco o canto Kai Oswald tomou o microfone para cumprimentar a plateia e anunciar a próxima música: Live Forever da The Band Perry.

– Me concede essa dança madame? – ele já tinha se levantado e extendido a mão para Grace quando Abigail tomou o microfone principal e deixou Kai fazendo o backingvocal.

Grace não recusou e foi isso que retirou o olhar temerário de seu rosto. Era o poder da música, de abrandar os corações mais agitados ou acalentar aqueles que precisam de um abraço.


Notas Finais


Agora me digam, o que acharam dessa dona Trixie? E da atitude da Cattleya e do Seth? A voz do povo é a voz de Deus e eu atendi ela. Espero poder sempre fornecer alguma maneira de vocês participarem da quest mais ativamente. Inclusive sugestões de enredo ou música podem me mandar também!

Não perdendo a boa forma, a música que o Kai Oswald e a Abigail tocaram no final do capítulo é a Live Forever da The Band Perry, vocês podem conferir ela aqui: https://youtu.be/0-yBejAuns4

Vou tentar fazer outro capítulo sair no meio da semana, lá para quarta, se não sair, só no próximo final de semana mesmo. Até a próxima!


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