História O som do coração - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Kara, Lena, Supercorp, Supergirl
Visualizações 190
Palavras 1.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha quem voltei! Como prometido não demorei com o capítulo novo e eu espero que vocês gostem. Leiam com atenção, pois esse capítulo é uma ponte importante para todos os acontecimentos que estão por vir.
Boa leitura!

Capítulo 12 - Uma decisão importante


Fanfic / Fanfiction O som do coração - Capítulo 12 - Uma decisão importante

Kara’s POV

Já era noite quando olhei pela janela do meu quarto e vi o céu escuro iluminado por infinitas estrelas e a lua tímida dando seus primeiros sinais. Há dois dias li um anúncio no quadro de recados da faculdade que uma das melhores escolas de música do mundo estava distribuindo bolsas para alunos de todos os cantos do planeta. A Royal Academy of Music, em Londres, sempre foi um sonho inalcançável demais para mim, quando contei para Alex que a escola dos meus sonhos estava oferecendo bolsas para os melhores candidatos ela sentou – se comigo em frente ao computador e fez minha inscrição na mesma hora.

Passei todo o fim de semana praticando com o violino, o instrumento que escolhi para tentar me ingressar na Royal. Saí do quarto apenas para comer algumas vezes no dia e para ir ao banheiro, durante todo o resto do tempo eu pratiquei incansavelmente. De vez em quando, Alex aparecia na porta do quarto para ver se eu estava bem e eu apenas meneava com a cabeça, não podia perder o foco. Lena me mandou uma mensagem no sábado e eu respondi que não poderia encontrá – la, inventei uma desculpa qualquer e me esquivei de contar a verdade. Eu não tinha contado a ela que me inscrevi para concorrer a uma bolsa na melhor escola de Londres, estava com medo de olhar em seus olhos e dizer que talvez eu fosse para longe.

Coloquei o violino sobre a cama e massageei meus dedos que estavam doloridos devido à intensidade e o tempo que eu estava tocando sem fazer um intervalo, caminhei até a janela e me permiti olhar o céu por alguns instantes. Pensei em meus pais e meu coração se apertou dentro do peito, se eles estivessem aqui provavelmente tudo seria diferente. Minha mãe me daria os conselhos que só ela era capaz de dar e eu me acalmaria instantaneamente, como se fosse mágica. É impossível mensurar o tamanho da saudade que sinto todos os dias. Uma estrela cadente cruzou o céu, fechei os olhos e fiz um pedido. Desejei com todo o meu ser que aquele pedido que fiz com tanta fé se concretizasse.

- Kara, posso entrar? – Alex abriu a porta do quarto devagar e eu me virei para ela – Maggie me chamou para dar uma volta, tudo bem para você se eu for?

Sempre que eu estou tensa ou preocupada com alguma coisa Alex não sai do meu lado, desde que nossos pais morreram ela passa por todas as minhas crises comigo. Minha irmã nunca me deixa só. Mas ela tem uma vida e precisa ter seus momentos de diversão também, essa tal Maggie parece fazer muito bem a ela.

- Eu acho que você já deveria ter ido, vou ficar bem. Não se preocupe – segurei minha irmã pelos ombros e caminhei ao seu lado até o corredor – apenas traga comida tailandesa para sua irmãzinha que tanto te ama.

Dei um beijo em seu rosto e voltei para o quarto, precisava continuar praticando. Amanhã teria aula normalmente e eu ficaria com metade do tempo disponível para corrigir os mesmos erros que tenho cometido, tomei um copo d’água e voltei a tocar como se minha vida dependesse disso. Já era madrugada quando ouvi Alex chegando e jogando as chaves sobre o balcão da cozinha, meu estômago roncou quando me lembrei da comida que ela certamente havia trago.

- Vai devagar mocinha, desse jeito você vai passar mal – Alex bronqueou quando me viu comendo rápido demais – e chega de praticar, a essa hora você deveria estar dormindo. Não se esqueça que você tem aula dentro de exatas seis horas.

Minha irmã foi para seu quarto e eu fiquei na cozinha devorando minha comida favorita em todo o mundo. Quando comi até a última migalha coloquei a embalagem no lixo e fui para meu quarto, me joguei na cama sem ao menos trocar de roupa ou escovar os dentes, estava cansada demais para isso.

- Kara levanta logo, ou nós vamos nos atrasar – Alex disse se jogando sobre mim e bagunçando meus cabelos – estou te esperando na cozinha.

Com muito esforço me levantei e fui até o banheiro tomar um banho que não demorou nem dez minutos, não queria ser a responsável por atrasar minha irmã. Ela odeia atrasos. Troquei de roupa e fui para a cozinha fazendo um rabo de cavalo em meu cabelo durante o trajeto.

- Sem atrasos, doutora. Nós já podemos ir – peguei o copo de café e uma rosquinha em cima do balcão e corremos rumo ao elevador.

Às sete horas em ponto Alex estacionou em frente à Universidade e eu desci rápido para não atrasá – la, como eu disse antes, ela odeia atrasos. Encontrei com Winn nas escadas e subimos juntos para a sala de aula, perguntei se ele havia se inscrito para concorrer às vagas da Royal e para minha surpresa sua resposta foi negativa. “Não sou bom o suficiente, você é” foi o que ele disse.

A professora já estava na sala e nos olhou torto quando meu amigo e eu entramos, ela é do tipo que não gosta que ninguém chegue depois dela. Quando pensei que aquela aula não fosse ter mais fim o relógio indicou que aquele martírio tinha acabado, Winn e eu juntamos nossas coisas e fomos nos encontrar com Lucy no lugar de sempre.

- Pela cara de vocês eu aposto meu cello que acabaram de sair da aula da professora Catherine – Lucy disse convencida de que estava certa, e ela estava.

Conversamos por algum tempo até o namorado de Lucy aparecer e ela ir se esconder com ele em algum lugar do campus, contei para Winn que passei todo o fim de semana praticando para a primeira eliminatória que aconteceria na próxima quinta, eu tinha que passar com êxito pela primeira fase do processo de seleção.

- Eu não tenho nenhuma dúvida que você vai passar fácil, você é a melhor da nossa turma, a queridinha dos professores e não é por causa do seu rostinho bonito, você conquistou a todos com seu talento – Winn disse roubando um pedaço do meu sanduíche – agora vamos, está na hora de vermos a sua musa.

Seguimos rumo ao teatro e a cada passo que eu dava meu coração batia mais acelerado, mais cedo ou mais tarde eu teria que contar para Lena que havia me inscrito na Royal.

Lena conversava com alguns alunos e pareceu não notar minha presença, ela prestava atenção no que uma garota falava e ria vez ou outra. Entrelacei meu braço na cintura de Winn e pigarreei chamando a atenção da mulher para mim cumprimentei – a e me sentei no lugar de sempre com meu amigo ao meu lado.

Quando todos os alunos se acomodaram em seus lugares Lena disse que hoje seria uma aula diferente, ela propôs que formássemos duplas com pessoas e instrumentos com os quais não éramos tão familiarizados assim, desse modo eu fiquei com a harpa e de quebra Mike foi minha dupla.

- Não se preocupe, você está com o melhor – ele disse perto do meu ouvido, perto demais. Empurrei o sem noção para longe e voltei minha atenção para Lena que explicava a dinâmica da aula.

Não preciso nem dizer que fui um desastre com a harpa, nunca havia tocado o instrumento, apenas me lembro de minha mãe tocando em frente à lareira numa noite de Natal. Confesso que me senti vulnerável na frente de todas aquelas pessoas e pela primeira vez agradeci ao universo pela aula de Lena ter chegado ao fim. Era exatamente isso que ela queria mostrar, nossa fraqueza. Seu intuito era mostrar que não somos bons em tudo e nem temos a obrigação de ser. Ela estava nos ensinando a lidar com nossas decepções e vulnerabilidades.

- Pelo visto a queridinha da professora não é tão boa assim – Mike disse colocando as mãos em meus ombros me deixando desconfortável com a situação – eu posso te ensinar algumas coisas...

Eu estava me sentindo coagida e ele estava perto demais, eu não conseguia me mover ou abrir a boca para pedir que ele parasse.

- Algum problema por aqui? – Lena se materializou ao nosso lado me fazendo soltar o ar que estava preso em meus pulmões.

Mike olhou em seus olhos e lhe mostrou um sorriso debochado, em nenhum momento ela desviou o olhar e retribuiu o sorriso com o mesmo ar de deboche.

- Nenhum problema, senhorita Luthor – ele respondeu se afastando – só estava oferecendo algumas aulas para minha colega, mas já estou de saída.

Mike foi embora restando apenas Lena e eu ali, meu coração ainda batia descompensado e meus olhos se encheram de lágrimas, não pensei duas vezes antes de me jogar em seus braços e chorar de alívio por ela ter aparecido.

- Está tudo bem agora, você está bem. Eu estou aqui com você - Lena falava baixo em meu ouvido e acariciava meus cabelos.

Depois de alguns minutos com o rosto escondido entre a curva de seu pescoço, meu coração batia mais aliviado e eu conseguia respirar normalmente. Lembrei – me que ainda não havia contado para ela sobre a bolsa e resolvi falar agora, depois eu não sei se conseguiria.

- Eu me inscrevi no programa de bolsas da Royal – disse rápido e baixo demais, porém ela havia entendido.

Fiquei confusa quando um sorriso discreto se formou no canto de seus lábios e ela acariciou meu rosto com a ponta dos dedos me fazendo fechar os olhos automaticamente.

- Eu não esperava outra coisa de você, Kara Danvers. Aliás, eu ficaria decepcionada caso você perdesse essa oportunidade única. Você é a melhor aluna que eu já tive a oportunidade de ver tocar por aqui, nunca vi alguém com mãos tão ágeis e firmes, nunca vi ninguém com tanta paixão igual a você – Lena sorriu abertamente e eu senti um peso sair dos meus ombros – você precisa de alguém que saiba potencializar seu talento e lapidar esse dom incrível que você tem, eu não conheço um lugar melhor que a Royal para fazer isso.

Lena e eu ficamos ali abraçadas por muito tempo, ela não tinha nenhuma aula e eu não me importei em perder a minha. Eu estava feliz e segura em seus braços, apesar de temer o que estava por vir, naquele momento eu apenas aproveitaria o calor do seu corpo contra o meu e nossos corações batendo no mesmo ritmo produzindo a música mais linda que esse universo já ouviu.


Notas Finais


E então, como estamos? Comentem o que vocês acharam, eu mereço por não ter demorado dessa vez. Assim que der prometo postar outro capítulo o mais rápido possível.
Beijos no core sz


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