História O Sonho dos Três Irmãos - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Saga, Shonen-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que apreciem esse segundo capítulo de O Sonho dos Três Irmãos. Verdades serão reveladas quanto ao novos acontecimentos que estão para chegar na vida de Dante, Miguel e Thales.

Capítulo 2 - Zéfira


Fanfic / Fanfiction O Sonho dos Três Irmãos - Capítulo 2 - Zéfira

Após as luzes brilharem  no interior de cada jovem por alguns segundos, fez-se silêncio e escuridão novamente. O resto da madrugada foi algo monótono, e os sons agudos cessaram na mente dos amigos agora desmaiados. Quando amanheceu e a mãe de Dante chegava de um expediente no trabalho do hospital, ela percebeu que o rapaz estava atrasado e gritou seu nome duas vezes para que ele levantasse e se adiantasse. 

--- O que? Eu não acordei com o despertador? -- Dante coçava um de seus olhos quase fechados ainda, e com um olhar de sono olhou para o despertador. O despertador estava ligado, mas não acendiam suas luzes que mostravam o horário e nem fazia som. -- Que estranho..o despertador não está pegando. --  e levantou-se para se arrumar. Tomou um banho rápido, comeu duas torradas, pegou sua mochila, deu um beijo em sua mãe e foi para o ponto de ônibus. 

Coincidentemente, Miguel saía de sua casa e ia em direção ao ponto de ônibus também. Naquele dia o tempo estava nublado e ventava bastante. Os cabelos castanhos claro do jovem se levantavam com facilidade e sua roupa aumentava duas vezes o tamanho normal devido a força do vento. 

--- Se atrasou também?! O que foi que aconteceu ontem? -- Miguel indagava Dante, enquanto se aproximavam e trocavam um aperto de mãos. 

--- Não entendi nada. Estou meio confuso até agora, e estou me sentindo quente..isso é normal? -- disse Dante, segurando as pontas da camisa e balançando freneticamente para refrescar-se. 

--- Falando nisso, tenho me sentido com frio desde que acordei, e tenho suado bastante também. -- Miguel começara a pensar o que poderia ter acontecido com eles naquela noite. Seria o almoço do pai de Dante que os deixaram assim? 

--- Estranho. Eu acabei dormindo muito rápido, não me lembro muito bem, e o meu despertador ficou ruim. Quando olhei o bate-papo, não havia mais mensagens também. 

--- O que? Seu despertador também ficou ruim?! -- Miguel olhou com uma expressão de espanto para Dante, que retribuiu da mesma forma. 

Os dois jovens pegaram o ônibus que vinha e conversaram sobre o ocorrido quando faziam o trajeto para chegar na escola. Quando chegaram, rapidamente foram recepcionados por Thales, extremamente expressivo e espontâneo, falando sobre o mesmo assunto.

--- Cara, que foi aquilo? Eu to cagado de medo. Eu hein, coisa estranha. -- disse o rapaz, enquanto coçava seus cabelos ruivos e empinava seu fino nariz repleto de sardas. 

--- Nos sentimos da mesma forma quando acordamos,e ainda tivemos dificuldades para fazer isso. -- disse Dante, concluindo. 

Quando os jovens iam para a sua sala de aula, após o tocar do alarme, as vozes agudas começaram novamente a pertubar suas mentes. Eles tampavam seus ouvidos, mas isso não adiantava. E o barulho parecia aumentar cada vez  mais. Dante, instintivamente, correu para fora da escola, e consequentemente, o barulho ia diminuindo. Seus amigos o seguiram e perceberam que o mesmo acontecia com eles. Dante os chamou até os fundos do colégio, onde ninguém passava, devido ao temor que tinham de um certo gato que atacava os alunos aleatoriamente e o estabelecimento não se responsabilizava por isso, o que era errado. Quando chegaram nos fundos do colégio, perceberam que o barulho cessara. O que aquilo queria dizer?

--- O que está acontecendo? Isso tá me preocupando! Porra, seja lá o que for, eu vou chutar a sua bunda e mostrar do que sou capaz. -- disse Thales, de forma grosseira e irada, para as vozes agudas que perseguiam os jovens. Ele já estava de punho fechado e rangindo seus dentes, quando de repente uma luz aparece. 

Caminhava na direção dos jovens uma linda mulher negra, com seus cabelos cacheados e traços incrivelmente belos. Seu corpo era mais bruto e modulado, e usava um belo vestido vermelho, meio transparente em algumas partes das penas, deixando as coxas grossas, porém delicadas visíveis. Ela andava descalça e não expressava muito suas feições. 

--- Quem..é você? -- disse Thales, relaxando seu punho e voltando a ficar tranquilo novamente. 

--- Deveria ser mais calmo para alguém com a energia da natureza, Thales. As árvores são rígidas, mas quando precisam, são flexíveis e pacientes. -- disse a mulher misteriosa, enquanto caminhava em sua direção, fitando com seus olhos negros os olhos castanhos do rapaz. 

--- Quem..é você? Como sabe meu nome? -- disse Thales mais uma vez, indagando o conhecimento pessoal da mulher. 

--- Eu sou Zéfira. Eu sou a mulher que vem interagindo com vocês desde a última noite. Vocês, por ordem do Mundo Além, foram selecionados bem antes de serem encarnados para executarem a missão de lutar ao meu lado, para derrotar o nosso maior inimigo, Zero! -- disse a Zéfira, caminhando ao redor dos jovens, e observando cada um de forma sagaz. --- Cada um de vocês está com uma energia da natureza, de forma pequena, muito pequena. Essas energias foram emprestadas para que vocês executassem um trabalho que as forças astrais não podem fazer neste momento, e vocês sabem disso. Eles estão enfrentando uma rebelião de forças muito mais poderosas, e que estão assolando o Mundo Além. 

--- Espera..isso é muita coisa para absorver. Eu não sei se posso acreditar em você de uma hora para outra. -- disse Dante, meio confuso. Miguel estava calado, analisando a situação, e mostrava-se ligeiramente animado, porque amava essa realidade diferente, fantasiosa para os humanos.

Zéfira, para provar que estava falando a verdade, disse que é ela  que cria tudo que envolve o ar. Ela utiliza disso para limpar os sentimentos negativos em excesso e fazer a manutenção das coisas boas por meio do recomeço. Com extrema facilidade, ela criou um pequeno tornado e deixou-o na palma de sua mão. 

--- Estão vendo esse projeto de furacão? Posso torná-lo muito maior, e se quiser acabar com todo esse materialismo nesta cidade, eu poderia. Mas, não é necessário. -- desfazendo o furacão, voltou a observar os garotos com seu semblante sério. Eles estavam de boca aberta, e sorriam levemente, animados, com as coisas novas que estavam por vir. 

--- Isso é fantástico! Eu quero aprender com você, Zéfira! Destruiremos qualquer mal juntos! -- disse Miguel, sorrindo para a suposta deusa. 

--- Nossa, mas que mancada a gente foi cair. Bem, eu vou aceitar isso, porque quero estar com vocês e porque sempre quis ser um herói. -- disse Thales, meio sem graça, dirigindo-se aos amigos e revirando os olhos de um lado para o outro. 

--- Bem..eu estou um pouco inseguro quanto a isso.. -- disse Dante, meio cabisbaixo, enquanto mexia seus pés contra uma pedra, rolando-a para frente e para trás. 

--- Vamos, Dante! Iremos descobrir coisas que sempre buscávamos entender, e poderemos ser verdadeiros heróis! Sei que somos! Sempre foi nosso sonho..seja curando alguém ferido, julgando os homens ruins ou ensinando o valor do conhecimento..Isso é ser um herói, e com poderes, seria melhor ainda! -- Miguel tentava convencer Dante com seus discursos otimistas e idealistas, e ele conseguia, pois falava muito bem e tinha uma moral inigualável. 

--- Tudo bem, eu aceito. -- e sorrindo, apertou a mão de Zéfira, fitando seus olhos. 

--- Vocês, a partir de agora, seguirão seus intuitos e fortalecerão suas energias. -- disse Zéfira - Façam orações e pensem em mim, que ao lado de vocês eu estarei. 

--- Mas eu não sou religioso..-- disse Thales. 

--- Não precisa ser religioso para rezar pela ordem universal, pelo bem comum e pelo amor. -- disse Zéfira, que após o breve aviso, desapareceu em uma velocidade absurda, junto com o vento. A chuva começara a cair na Zona Oeste do Rio de Janeiro. 


Notas Finais


Obrigado por acompanhar mais um capítulo! Gratidão imensa, meus caros leitores. Até o próximo capítulo! Espero que tenham gostado.


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