História O sopro da vida - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Tinker Bell
Tags Captainswan, Conto, Emma Swan, Época, Família, Ficção Histórica, História, Killian Ones, Lana Parrilla, Mistério, Once Upon A Time, Outlander, Outlaw Queen, Outlawqueen, Regina Mills, Robin De Locksley, Romance, Sean Maguire, Snow White, Tinker Bell, Tragedia
Visualizações 64
Palavras 864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Queridas lírios,
Aqui estou em com o início de mais uma aventura que espero que vocês queiram embarcar. É diferente do que já escrevi e escrevo.
Essa fic está na minha cabeça há um tempo e este prólogo - que não é muito grande - já estava pronto há um tempo também, teve muitas alterações porque sempre achei que não estava bom, ainda não estou 100% certa se essa é a hora de postar, mas não quero titubear mais e continuar a mudar planos originais. Algumas amigas deram uma olhada em alguns trechos e fiquei feliz pelas respostas positivas. Então here we go!
Trata-se de ficção/fantasia e tem um pouco de história. Olhem por favor as notas finais porque lá esclarecerei alguns pontos.
A fic é de Once upon a time, especialmente do shipp Outlawqueen, com alguém-plus que vocês conhecerão logo, mas também tem bases em Outlander, não por personagens em geral, mas sim por aspectos que colocarei junto à história. Quem conhece a série perceberá, quem não, talvez se interesse por ela ;). Recomendo, aliás!
Desde já, quero deixar claro que O sopro da vida é um projeto a longo prazo, então, provavelmente eu não poste com tanta frequência, dependerá do meu tempo e da minha inspiração que às vezes está no auge e às vezes simplesmente me abandona. Assim, para aquelas que estiverem dispostas a entrar nessa, sejam bem vindas e obrigada, desde já! Realmente espero que vocês gostem dessa fic. Apesar de todo o clima de "passado" e obscuridade neste prólogo, pretendo que seja uma história bem atual e diferente, espero conseguir fazer isso.

obs: Terei uma beta, ela se ofereceu e eu fiquei contente e grata pela ajuda. Obrigada, Ju, minha luzinha. Esse cap não te passei depois das mudanças, porque quero que seja uma surpresa também para você, uma surpresa boa, i hope so :D kkk. Nos próximos te mandarei antes! Obrigada pelo seu apoio amiga.

Boa leitura a todas e claro, mwah da borboleta.

Capítulo 1 - Prólogo - O som de vidas perdidas


Fanfic / Fanfiction O sopro da vida - Capítulo 1 - Prólogo - O som de vidas perdidas

 

 

Soldados avançavam ferozes, como leões famintos, irados, implacáveis; ao menos em suas cabeças o eram. No entanto, a luta que travavam ali não se tratava de alimento, eles sabiam exatamente o que estava em jogo e ao contrário de um senso comum, o reino em nome do qual  pelejavam não dizia respeito apenas à família real, à sua austera e fria rainha que não julgavam inocente por completo das últimas acusações que lhe foram imputadas, mas também às suas próprias famílias, suscetíveis a um destino cruel caso fracassem. O prognóstico era padecer sob o domínio de uma nova majestade, cuja fama precedia seus passos e deixava qualquer homem, humilde ou nobre, cambaleante sobre os pés.

Aqueles sujeitos, fortes, corajosos, grandes ou pequenos, assim como suas espadas, foram forjados no calor de batalhas antes gloriosas, mas aquele dia, aquele exato e miserável dia, não os trouxe o tinido agudo de trompetes primitivos anunciando a vitória suada e sim o som do início de uma nova e déspota era. O som de vidas perdidas.

 

 

"Ainda que eu estivesse fora dos campos de combate, gritos selvagens chegavam até os tecidos grossos das barracas minuciosamente embutidas no alto da montanha, enquanto a Clareira de Haideen presenciava o maior conflito de toda a história de Neilland, ou pelo menos assim eu pensava ser.

Não era comum e muito menos aceitável que uma rainha se infiltrasse em meio aos guerreiros de seu reino, no entanto, regras e tradições dispensáveis não se mostravam suficientes para me deter. Arrisco-me a sorrir ao captar a lembrança. Gracejos a parte, o único pensamento coerente que pairava sobre minha cabeça no momento em que a guerra se tornou iminente, era de que nós precisávamos lutar até esgotar toda e qualquer força que mantivesse nossos corpos erguidos e isso incluía a mim. Perdi dois amores por conta de uma guerra, direta e indiretamente, não perderia também o meu povo. Apesar de muitas vezes ter agido em prol de meus próprios interesses, da confessa inconsequência em relação a alguns atos e inerente arrogância, eu realmente me importava com aquelas terras, com aquelas pessoas e de forma especial, com aquele legado, sem saber que de fato toda a inquietude fora irrelevante.

Neilland, meu pequeno país, diga-se de passagem, ficava situado à costa sudeste da Irlanda e era banhado pelo Mar Celta. Sim, era. Um total pretérito. Hoje, é como se não tivesse existido e ninguém alega saber sua história. Minha história. Tudo parece perdido em meio ao caos intrínseco às minhas lembranças.

É de meu conhecimento a derrota no Confronto de Haideen, todavia, o que veio depois, quando me vi empunhando uma espada contra o peito de um combatente inimigo, que diante do sobressalto ao avistar a mulher que era precariamente acusada de bruxaria e de fazer pactos com o profano, restou inerte e não teve um destino promissor. Minhas mãos capturaram sua vida, minha lâmina fora manchada com seu sangue e o meu medo, por alguma razão, convertido em coragem. Oh pobre rainha se chegou a pensar que estava livre para fugir. Havia mais guerreiros triunfantes, os quais esqueciam qualquer pavor frente às ordens severas de seu soberano, para então capturarem-me e arrastarem-me sem piedade morro abaixo.

Eu lutei, contorci-me, roguei pragas, mas nada foi o suficiente para que conseguisse me libertar até o momento em que a ponta de um punhal reluziu diante dos meus olhos. Poderia ter sido o fim? Certamente.

Não foi.

Há oito anos vivo em uma espécie de limbo da memória e da percepção, do outro lado do mar de minha pátria. Poderia se tratar de um acontecimento considerado bastante corriqueiro, causado por alguma lesão na cabeça, não fosse pelo episódio de que uma força desconhecida tivesse me feito percorrer as barreiras do tempo e habitar em um mundo cinco séculos provecto. Tenho aprendido rápido, misturado-me, adaptado-me, agido o mais normalmente possível, escondido a história escrita para mim. Fiz amigos, mas sei que haverão inimigos em maior número caso a verdade venha à tona. Preciso descobrir esse mistério ao mesmo passo em que tenho a necessidade de me proteger. 

O mistério de Regina.

Aquela descida escarpada por onde os militantes me levaram perfaz minha última recordação daquela época, mais especificamente o brilho prateado da espada que deveria ser de um soldado inimigo, ou até mesmo do calhorda e provavelmente futuro rei, Arthur Ballard. Bem, com efeito, não sei, nada sei.

Estou deslocada, sou um anacronismo, em uma vida nova, em uma terra nova, com um coração que não é meu batendo no peito. Quando me entrego ao repleto silêncio quase posso ouvi-lo reproduzindo aqueles sons mórbidos e derrotados da clareira, mas também sinto em minha pele o presságio que não abandona meus sonhos e que malgrado soe amedrontador, ainda oferece-me uma espécie de âncora a qual me agarrar em busca de alguma explicação plausível e quem sabe, que atraque no caminho de volta:

Batidas intermitentes se converteram.

O conto real recomeçará.

Para que o ontem e o hoje sejam tecidos,

É o sopro da vida que retorna.

Minha existência não é a mesma, minha história encontra-se cindida e eu não faço ideia alguma de como fiá-la novamente."

 

- Regina Leonor Mills

 


Notas Finais


Esclarecimentos:

* Neilland - Foi um país criado, mas acho que vocês já imaginaram isso kkk. Pretendo fazer um mapa para colocar em uma das capas dos capítulos onde dê para visualizar a antiga pátria de Regina localizada à costa sudeste da Irlanda e banhada pelo Mar Celta ;)
* Storybrooke não fica mais situada no Maine e sim ao norte da Inglaterra.
* Provecto - adiantado; que tem progredido, avançado em anos.
* Prognóstico - previsão; ação que, se pautando em dados reais, indica o que poderá acontecer.
* Anacronismo - falta contra a cronologia, fora de seu tempo.

Em fim, obrigada a vocês que leram e por favor, deixem-me saber o que acharam desse pequeno prólogo, isso me ajuda muito! Sei que agora está meio confuso mas ao longo dos capítulos vocês começarão a entender, um mistério é bem... Um mistério ;)

ps: Este, Mands, Anna, Marina e Vic, obrigada pelo seu apoio quando eu falei sobre a fic e mostrei algumas coisas <3

mwah


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