História O suicidio de Lara Araújo - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Postei e sai correndo.

Capítulo 5 - Capitulo V


Talvez tenha sido, e quem se importa? Passei dois anos sofrendo por falta de amigos, por ser confusa perante meus sentimentos, simplesmente fiquei triste, fazendo uma merda atrás da outra e assim por diante, algumas pessoas tem raiva de mim e outras tem pena, sabe-se lá o que eles acham eu não me importo, eu sou eu e dai?

A vida parece circular sobre a socialidade, ter a preocupação de tentar agradar os outros não sendo si mesmo, faço muitas coisas sem pensar eu sei mas o máximo que eu posso agradar aos outros é sendo eu mesma e talvez só talvez eu seja ignorante como as pessoas diziam e eu já tentei mudar, é tarde de mais para isso, eu sou o que eu sou:

Uma pilha de fracassos

Poço sem fundo de baixa estima

Um lixo

Um pedaço de nada gerado de alguém

Eu sou um nada...

É engraçado que quando as coisas “melhoraram” (se tornaram mais suportáveis) uma simples coisinha que eu falei de boca pra fora anos atrás e que eu nem me lembrava mais veio até mim.

Tudo ao meu redor se tornou um simples borrão, um monte de crianças passavam por ai e nos atravessavam, estavam brincando de bola, eu estava num canto esperando a bola ser jogada pra mim pra eu jogar pra alguém, e esperei, esperei até cansar de esperar, a bola só vinha por deslize das pessoas, era tipo sem querer, eu não percebia isso, mas uma hora nuvens escuras começaram a me cercar, não era só eu, era eu pequena também e ela desapareceu.

Lá estava eu novamente brincando de boneca com essas crianças, umas pegavam castelos, outras casas grandes e eu ficava com uma casinha pequena simples, eu sempre gostei dela, era uma casa com um quarto minúsculo, era tudo minúsculo mas eu gostava, eu nunca fui a melhor pessoa de brincar de boneca  e mesmo assim eu brincava com as pessoas, amigas de X, não minhas amigas de verdade, eu acho que elas também nunca me consideraram amiga, eu só as respeitava, faz tantas memorias ruins que eu vi aqui e isso nem me parece algo bom de verdade, como se tivesse algo ruim disfarçado de algo bom.

E tudo ficou transparente até sumir.

Algo no meio do branco se aproxima, ela de novo? Não, é apenas um pássaro que para a minha frente e começou a cantar, palavras se dirigem a mim de longe e outras simplesmente saem de mim, se juntam até ficarem bem firmes e formão uma gaiola, prenderam o pássaro, e ele parou de piar lentamente até ficar sem voz.

Entendi...

Eu sou uma criatura que forjou a própria prisão através da própria depressão.


Notas Finais


oi?


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