História O Sumiço de Himawari - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Diadospaisfnh, Fnh, Himawari, Naruhina, Universo Original
Visualizações 327
Palavras 1.608
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Parte II


Quando Naruto se aproximou de Himawari, ela estava quieta em frente à placa que ostentava o nome de Hyuuga Neji, abraçado com o pandinha. Ambos estavam bastante molhados, em um claro sinal de que a chuva que caíra há pouco havia os pegado pelo caminho.

- Himawari! – Naruto chamou a menina que bastou olhar para o pai para esconder o rosto no pescoço do ursinho e chorar. Ela chorava porque sabia que tinha errado, chorava porque tinha medo de ser castigada como seu onii-chan era às vezes, chorava porque o papai estava procurando ela e, não menos importante, chorava porque os machucados que tinha feito ainda doíam. – Ei, não chora. O papai está aqui, com você, agora. Vai ficar tudo bem.

Ele aproximou-se da criança, sentou-se ao lado dela e colocou-a no colo. Himawari estendeu os bracinhos e, deixando o ursinho cair ao lado, agarrou o pescoço do papai, apertando-o em um abraço.

- Papai, me desculpa, me desculpa, me desculpa. – Cada ‘me desculpe’ era dito em intervalos de soluços chorosos.

- Não precisa pedir desculpa. Eu e a sua mãe estávamos muito preocupados com você, mas é claro que você não fez isso por mal – Separou o abraço da filha e olhou para ela. Limpou um rastro de lágrimas que marcavam a face de Himawari e aproveitou que o choro dela começava a abrandar para retirar sua própria camisa e com ela envolveu o corpinho da menina, com o intuito de que ela ficasse mais aquecida, já que percebera que, devido a chuva, sua pele estava gelada. – Diz pra mim, porque você saiu de casa, sem avisar a mamãe? Se queria vir aqui, ela poderia ter trazido. Você sabe disso.

Himawari olhava bem de perto os olhos do papai e sentia muita culpa pelo que tinha feito. Ela não era assim e o que antes parecia ser uma boa ideia não passava de burrice. Tinha sido malvada. Desviou os olhos do pai e tentava com muito custo não voltar a chorar.

- Me desculpa. Mamãe me chamou, mas... – Olhou para o lado – Eu queria que o onii-chan e o papai viessem também e daí falei que não queria ir junto com ela. Só que depois eu pensei no titio aqui sempre sozinho e se ele ficasse triste porque eu não trouxe flores pra ele hoje?

- Isso que você fez não foi certo, Himawari. Sua mãe estava chorando quando eu fui para casa e tinha um bando de pessoas que estavam procurando você em toda parte da vila, até eu mandar um clone avisar que eu já tinha te achado. E olha isso! Você machucou feio esse joelho – Enquanto ia dizendo isso percebeu que Himawari ficava mais e mais triste. Afinal, diferente de Boruto, ela tinha consciência de que não devia preocupar as pessoas desnecessariamente, então as palavras dele não iriam resolver o problema, até porque ele acreditava que o problema de fato era ele. – Deixa para lá, tudo isso. Nós dois precisamos ir para casa porque eu acho que enquanto sua mãe não colocar os olhos em você, ela não vai relaxar. Além disso, você precisa tratar desse machucado.

Ele até poderia ter usado um pouco de chakra de Kurama para acelerar a cura do ferimento, mas há muito tempo, da primeira vez que Boruto sofreu um corte, a raposa havia lhe dito que nem tudo precisa ser resolvido da maneira mais fácil. Se houvesse um risco de vida, a intervenção seria justificada, mas se não, todos deveriam ter de passar pelo processo natural de recuperação. E não era errado fazer isso. Existiam medicamentos e tratamentos a serem empregados, conforme o caso, e que os humanos deveriam se dedicar a aprimorar a medicina e não esperar que infusão de chakra resolvesse todos os problemas. No momento fazia sentido, mas quando ele via as mãozinhas de Himawari vermelhas e o joelho escalavrado, ele não tinha tanta certeza se não devia curá-la ali, e agora.

- Vem, com o papai. – Estendeu a mão para Himawari que, antes de aceita-la, se abaixou para pegar seu bichinho de pelúcia.

- Hum... Papai! Oração – A garota disse apontando para a placa de Neji. Ele se voltou para o túmulo do amigo e fez suas orações, agradecendo-o por tudo que tinha possibilitado à Naruto ter. Logo que terminou, os dois foram caminhando lado a lado.

Naruto percebia que a filha repuxava a perna direita e franzia o rosto sem reclamar. Então, sem dizer nada a respeito da inegável dor que ela parecia sentir, soltou a mão dela, e se abaixou, indicando que ela se apoiasse em suas costas. Himawari ficou muito emocionada. Seu coração bateu forte e ela sentiu o rosto esquentar tamanha a alegria de que seu papai estivesse deixando que ela fosse carregada por ele. Fazia tanto tempo que tinham brincado assim, com ele sendo seu cavalinho. Não pensou mais, e entregou o ursinho para ele segurar e se jogou nas costas do pai com um sorriso de gratidão e amor.

- Himawari, eu acho que precisamos terminar de ler aquele seu livro. Lembra qual é? Aquele que tinha aquela ninja que salvou os dois amigos... O da capa verde. Eu não terminei de ler para você.

- Siiiim! – A menina praticamente berrou no ouvido de Naruto, mas não seria ele a reclamar de quase ficar surdo. Tinha conseguido animar um pouco a garota – Que dia vamos ler?

- Hoje, se você quiser. Eu mandei avisar o Shikamaru que eu não ia voltar.

- Mas papai... O seu trabalho. Foi por minha causa, não é?

- Eu saí de lá para descobrir onde minha princesinha tinha se escondido, mas não vou voltar porque eu quero ficar um tempo com essa mocinha e porque eu preciso saber como termina aquela história. Isso, sem falar que eu tenho certeza que a mamãe vai fazer a comida preferida da Himawari e eu bem que queria comer um hambúrguer hoje porque comi lámen de copinho a semana inteira.

Himawari apenas apertou o rosto na camiseta de Naruto e disse um obrigado tão baixinho que se não estivessem perto, ele nem escutaria.

- Eu que agradeço por ser seu pai. – E fizeram o caminho de volta para casa, em silêncio.

Lá chegando, ele tentou transmitir, com o olhar, uma mensagem à Hinata de que uma repreensão não se fazia importante. Como sempre, ela entendeu o que ele queria e nada disse à filha, só a conduziu até o cômodo acima para tomar banho, trocar de roupa e cuidar dos machucados dela, descendo só quando tinham acabado e se deparando com Naruto sentado na mesa.

- Naruto-kun, você está bem?

- Eu queria tirar umas férias e poder passar mais tempo com você e com as crianças. Boruto quase sempre parece me odiar e Himawari que nunca foi disso, sai de casa e vai até o cemitério sozinha. Sinto como se estivesse falhando com vocês três.

- Não é isso, Naruto-kun. Boruto é um adolescente e está passando por mudanças. Só puxe pela memória para ver como você era. Quanto à Himawari, apesar de ser criança ela te entende. Já eu, não poderia ser mais feliz do que estando com você e com eles – Hinata colocou a mão sobre a de Naruto que virou a palma para cima e entrelaçou seus dedos com os da esposa, ficando assim, por algum tempo.

- Papai! Achei o livro! - Himawari vinha correndo, com um enorme sorriso no rosto, descendo as escadas. – Vamos ler? – Estendeu o livro ao pai.

- Sim, vamos ler enquanto a mamãe vai fazer a melhor comida que existe na Aldeia da Folha. – Sentou-se no sofá e Himawari sentou no chão e encostou a cabeça na perna de Naruto – Himawari, você sabe porque é a princesinha do papai? É porque você é filha da Hinata que é a rainha do coração do papai. – Naruto disse olhando na direção de Hinata que, como ele previra, estava corada com o elogio. Para ele, era tão imutável o fato de que se amavam e que estariam para sempre juntos que se esquecia de demonstrar mais vezes, com palavras, o que sentia por ela.

Abriu o livro na página marcada e reiniciou do ponto em que havia parado. Leram até Boruto chegar e, mesmo disfarçando o prazer de ter Naruto em casa, cedo, e lendo histórias à sua irmã caçula, ficou por ali, dizendo que não tinha nada melhor para fazer; Himawari ouvia feliz a história e vez ou outra pedia para o papai parar para esclarecer palavras e coisas que não tinha entendido direito. É claro que Hinata era chamada de vez em quando para dirimir dúvidas que Naruto não conseguira sanar.

Leram até terminarem e Hinata chamar os três para o jantar.

Naquela noite conversaram e riram muito. Boruto que tinha combinado de ver um filme com Denki decidiu que aquele filme nem era tão legal assim e que não ir ia economizar uns trocados dele, para o final do mês. Já passara e, muito do horário de dormirem, o que era agravado por se tratar de um dia da semana, então, por mais que não quisesse terminar aquele dia, Hinata mandou Boruto e Himawari irem para a cama. Himawari insistiu que queria que o papai a colocasse para dormir, e seu desejo foi atendido.

Naruto ficou ao lado da menina até que os olhinhos dela se fechassem. Ela dormiu com a mão segurando os dedos do pai, como se não quisesse mesmo se afastar dele. O amor que impregnava todos daquela casa penetrava a pele de Naruto que não podia imaginar haver um homem de mais sorte que ele, por ter aqueles filhos e aquela mulher.


Notas Finais


Bem, eu vou postar o epílogo na sequência.
Só separei pq não queria dar um espaço para depois a conclusão.
Beijinhos!!!


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