História O suspirar do vento - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Fluffy, Yaoi, Yoonmin
Exibições 97
Palavras 2.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Como eu gosto muito de fluffy, e a maioria de fanfics do BTS nessa categoria acabavam não sendo fluffy (~chora), resolvi escrever esse melzinho pra vocês.

*Alguns avisos:
- A arte que usei de capa foi feita pela Shizuma (como está creditado no próprio desenho), eu apenas editei.
- Palavras em itálico: ou falas (falas relembradas por Yoongi), ou palavras que eu quis destacar, e o Flashback;
- É toda fofinha, vai ser uma shortfic;
- Vai ser retratada pela vida do Yoongi, mas o narrador vai ser em 3ª pessoa... vocês vão entender.
- Eu vou usar o sistema de horário do brasil (sem P.M ou A.M), pra ficar mais fácil de entender.
- Caso vocês viram, nos personagens eu só listei 2, que são os principais. Mas todos os membros vão receber uma participação especial :D

Boa leitura!

Capítulo 1 - Um suspirar de dependência


Fanfic / Fanfiction O suspirar do vento - Capítulo 1 - Um suspirar de dependência

 

 1 - Um suspirar de dependência.

 

O olhar sério sobre o pequeno caderno preto, o lápis sendo balançado de um lado para o outro, qual as vezes também era parado pelos lábios do garoto que chupava levemente a ponta, deixando-o ainda mais com aquele jeito pensativo. Eram essas e outras ações que Park Jimin reparava em Yoongi a, exatamente, meia hora atrás, desde que se enfurnara na sala, visando fazer companhia ao mais velho. Yoongi não protestou, afinal tinha ganhado um grande copo de café - algo que estava realmente necessitado. Além de que, o garoto ruivo ficar lhe observando havia virado rotina. Jimin dizia: "Eu preciso te olhar, para garantir a sua e a minha sobrevivência, hyung". Em partes achava-o bonito ao ditar tais palavras, mas no fundo se incomodava.

"Jimin é muito dependente de si." 

Por quantas vezes havia ouvido aquilo das pessoa em sua volta? Isso deixava-o irritadiço, sem saber se xingava o inconveniente, ou apenas aceitava calado. Porque, no final, ele tinha que aceitar. Não era nenhuma mentira que o menino ruivo estava pendurado completamente no pescoço de Min Yoongi. A realidade deveria ser aceita, percebida, em algum momento.

"Ele só está aproveitando de você."

Também havia ouvido aquilo algumas vezes. Mas quem eram aquelas pessoas para julgar seu Park Jimin? Elas não o conheciam como Yoongi conhecia. Nenhuma delas haviam presenciado os sorrisos sinceros, o olhar curioso ou a gargalhada gostosa que faziam os olhos de seu ruivo tornarem-se dois riscos. Ninguém além de Yoongi o via chorar por não aceitar a própria aparência, ninguém conhecia o jeito carente, manhoso e emburrado do garoto. Nenhuma daquelas fúteis pessoas haviam presenciado o menino buscar os braços do loiro, enquanto se refugiava de algum pesadelo. Eles muito menos sabiam que o ruivo tinha medo de trovões, de ficar sozinho no escuro, de fogos de artifícios, de bexigas, ou de ficar cercado por muitas pessoas. Quem eram aqueles fardos, para afirmarem com tanta inveja disfarçada de aviso, sobre o seu pequeno garoto? Min Yoongi não precisava de qualquer aviso, pois, se de algum modo, aquelas palavras estivessem certas, (claro que não estavam), ele não se importaria de deixar Jimin ser seu parasita pelo resto da vida. 

E foi ele que tomou o garoto para si, ele que havia permitido se entregar para aquele estilo de vida. E, sinceramente, não se arrependia nem um pouco, amava cuidar do seu pequeno, pois era por ele que continuava ali, se esforçando, fazendo o que mais gostava. Yoongi devia tanto para Jimin, e o ruivo não ficava nem um pouco incomodado em ser recompensado com o amor do loiro, que com voracidade retribuía, talvez o quadruplo de vezes mais. Yoongi admirava-o, e não era pra menos. Seu pequeno Park era o tesouro mais precioso que havia encontrado.

[...]

ATRASADO. 

Estava definitivamente fodido. Seu revisor iria matá-lo, o encontro dos dois para fazerem a revisão do livro estava marcado para as 21h e quando o loiro acordou, estava atrasado. Estava fodidamente atrasado duas horas do compromisso. 

Kim Hoseok deveria estar fervendo todos os cafés da cafeteria com a raiva que explodia de si. Yoongi conhecia-o bem. E, apesar de que era sempre o loiro que pisava em Hoseok, quando o homem estava certo não podia contestar.

Enquanto subia as escadas para sair do metrô a passos rápidos, podia ver o quão aquela área da cidade era perigosa às onze da noite. Um horário tremendamente tarde para os bons cidadãos e para Yoongi, apesar de que este estava em sua "hora extra". 

Pegou o celular e discou o número do revisor que minutos antes havia lhe ameaçado: "Demore mais um pouco que eu mostro para todo mundo a cara do grande escritor de romance Min Suga". Hoseok não parecia estar de brincadeira, e era óbvio que estava irritado, provavelmente este já estaria junto de Taehyung se o Loiro-Min não houvesse dado mancada, novamente. Bom, já fazia 1 ano que os dois tinham uma parceria, não era como se aquela situação já não tivesse acontecido. 

- Ainda está aí? - perguntou quando o outro atendeu. 

- Mas é claro. Onde mais eu estaria? Eu AMO ficar te esperando por 2 horas. - Yoongi revirou os olhos. 

- Pelo menos eu escrevi alguma coisa, sem bloqueio nenhum. - suspirou cansado. 

- Não me faça te bater com esse açucareiro irritante que está a minha frente. Espero que esse livro esteja bom para compensar às 2 horas que estou sendo mal encarado pelas garçonetes daqui.

O loiro desligou e continuou andando, enfiando o celular em sua bolça, no mesmo compartimento onde estava seu notebook, algumas canetas, papéis, pendrives e balas de café. 

Algumas pessoas bêbadas caminhavam em grupos pelas ruas, poucas estavam solitárias. Alguns fumantes do lado de fora dos estabelecimentos tragando seus venenosos cigarros e também algumas mulheres se ofereciam para quem passava. E Yoongi evitava totalmente erguer os olhos, olhar para os lados, ou qualquer coisa que incitasse que o mesmo estava atrás de confusão. Porque ele definitivamente só queria dormir em sua cama naquela noite, não em um hospital. Ou em um motel, forçadamente. E seria forçadamente, já que Yoongi, em todas suas fantasias eróticas, sonhava-se fodendo homens, não mulheres.

Respirou pesado quando de soslaio viu que iria passar por um grupo de homens, aparentemente perigosos. 

O loiro era da paz.

Aqueles idiotas não.

Ao tentar passar "despercebido" pelo grupo de encrenqueiros, foi abordado. Por um gigante. Meu Deus, como aquele homem era grande. Imenso. MUITO IMENSO. Evitou levantar a cabeça e tentou desviar da parede que havia surgido no meio de seu caminho, mas novamente foi barrado, na verdade rodeado pelos outros homens, também enormes. Respirou tenso. 

- O que um menino branquelo como você faz andando na rua num horário desse? Se perdeu do papai? - perguntou a parede, enquanto os outros riam. Certo, Yoongi não era feito de paciência. Muito pelo contrário, parecia que cada pedaço de sua pele havia sido projetada com uma gota de "Manda esses idiotas à merda". - Eu te fiz uma pergunta veadinho. - seu queixo foi pego com força, e este finalmente fitava o rosto nojento daquele homem. Sua expressão não era uma das melhores e, pelo que se seguiu, ela não havia agradado nem um pouco a parede. - Sua cara... eu sinto vontade de quebrar todo esse seu corpo de soco. 

Yoongi definitivamente não se importava. Seu orgulho não sairia dali, muito menos seu olhar desafiador, a única coisa que saiu de si foi o cuspe que soltou na cara daquele ogro nojento. Fechou os olhos assim que o homem estava prestes a lhe socar o rosto, e esperou, com um sorriso satisfatório de dever cumprido esperou. Mas este não veio. Quando abriu os olhos percebeu um garoto que antes não havia visto, provavelmente por este ser pequeno, basicamente do tamanho do loiro. O menino segurava o braço do homem imenso, qual enrugou a cara assim que percebeu o que lhe impedia de socar o rosto branco de sua vítima. 

- Jimin. - sua voz saiu arranhada, assustadora - Solte meu braço, ou eu vou descontar tudo em você. 

- Não vai bater nele. - o moreno respondeu, deixando o loiro levemente perdido. O que estava acontecendo ali? - Não precisa bater em ninguém. Ele não fez nada pra você e-

O garoto foi cortado pelo murro que o homem havia lhe dado, assustando Yoongi que tropeçou nos próprios pés enquanto recuava, caindo para trás. O barulho dentro de sua bolça o fez entrar em desespero, não havia salvado nada no pendrive. Se aquela merda quebrasse... sua vida que se tornaria uma merda. 

Encarava a cena em choque: enquanto os outros seguravam o menino, o provável chefe socava-lhe a barriga. Mas que droga aquele pirralho tinha na cabeça para tentar bancar o herói? Yoongi não entendia, e, enquanto sua respiração se desregulava rapidamente, o menino moreno virou-se para si, movendo os lábios num pedido mudo para Yoongi correr. E Yoongi correu, o mais rápido possível. Não correu por ser um covarde, mas para ir atrás de Hoseok, para irem atrás da polícia, para irem atrás de qualquer ajuda que não fizesse o loiro se sentir culpado por ter aceitado que o pirralho fosse agredido em seu lugar. 

[...]

- Certo. - confirmou enquanto recebia e anotava no caderno as instruções do revisor, que lia fixadamente o texto. 

O ambiente que estavam era branco e silencioso. Um lugar perfeito para trabalharem em paz. Definitivamente melhor que a cafeteria 24h da rua de Hoseok. E esse tinha que concordar. O quarto do hospital era um ótimo local, seu único defeito era que... era um quarto de hospital. E quando se estava em um quarto de hospital não significava coisa boa. 

O que ocorria exatamente naquele local com cheiro de desinfetante, soro, pó de luvas e álcool gel: enquanto um garoto desconhecido dormia tranquilamente, por causa de anestesias para dor, os outros dois estavam em um provável "horário de trabalho independente". A rachadura na carcaça do computador de Yoongi o deixava levemente tristonho, aquele era o notebook, recém lançado, novíssimo, MARAVILHOSO. E estava ali, com um corte no meio de sua capa escarlate. 

- Preste atenção nessas linhas. Está com muitos detalhes, ser simplista as vezes é bom. - Hoseok analisou o conteúdo - Essa personagem não é tão importante na história para ser detalhada tão minuciosamente, Suga. - antes do loiro poder contestar a atenção dos dois foi tomada pelo garoto que gemeu rouco, quando se remexeu na cama.

O menino machucado encarava os dois, cansado. Seu corpo com algumas partes arroxeadas junto de seu lábio inferior que tinha um corte no canto, tudo dolorido. O menino segurou as lágrimas que queimavam seus olhos, não iria chorar na frente de dois desconhecidos. Não podia. 

- Estou indo Suga. - Hoseok tomou a atenção do loiro para si. Pegou o pendrive, onde a pouco havia armazenado o capítulo escrito, e acenou para o garoto machucado na cama. - Fique bem criança. E hyung, eu espero que não se atrase na semana que vem. - Hoseok saiu do quarto, fazendo Yoongi relaxar os ombros e voltar a atenção para o outro ser vivo no espaço, este cujo a expressão não estava tão viva, por assim dizer. 

Mesmo apreensivo, o loiro se aproximou da cama onde o outro estava deitado, encarando as próprias mão unidas por cima do cobertor, apoiadas na barriga.

- Que bom... - foi um sussurro quase inaudível do menino, se Yoongi não estivesse se aproximando, provavelmente não teria ouvido - ... que bom que o hyung está bem. - e se Yoongi não estivesse próximo o suficiente não teria reparado no brilho nos olhos do menino, que na verdade eram lágrimas impedidas de rolarem pelo rosto machucado. 

Não soube o porque, na verdade nem viu sua ação se realizando, mas sua mão esquerda acariciava os cabelos escuros macios de Jimin - seria esse o nome que havia ouvido antes? O menino fechou os olhos com o afago repentino, ele gostava daquilo, de carinho, mesmo que estivesse sendo feito por um desconhecido.

- Você o conhece? - Yoongi perguntou, e se repreendeu mentalmente por não ter cogitado na possibilidade que o menino estivesse tentando esquecer aquilo tudo. E ele realmente estava, mas não seria por isso que não responderia a questão. 

- Ele... - sua voz saiu embargada, num fio de sonoridade. - Ele "cuida" de mim em troca de...- e as lágrimas grossas escorriam finalmente pelo rosto marcado, junto com soluços horríveis que feriam o coração do mais velho. Yoongi havia entendido, e foi como se um caco de vidro houvesse furado seu coração. Aquele garoto... não podia deixá-lo sofrer, nunca mais. 

[...]

O homem largou o lápis que era seu instrumento para suas lembranças. Sorriu. Jimin merecia todo o mimo do mundo, merecia ser tratado como um príncipe. E o que todas as pessoas falavam, de nada fazia diferença. E daí? Só Yoongi conhecia seus próprios motivos para tratar seu bebê daquele jeito, mimá-lo. Só Yoongi sabia os motivos para o ruivo adorar ser tratado daquele jeito. Ele não deixaria, nunca, as pessoas destruírem o que os dois tinham. Naquele caso, amor. Afinal, seria meio impossível o mais velho se deixar levar por palavras de corações artificiais.

O loiro olhou para o menino que antes lhe observava. Jimin dormia calmamente, deitado no sofá de couro, todo encolhido. Yoongi estava acostumado com aquela rotina, de pegar o menino no colo e seguir para o quarto dos dois, para aconchegá-los no meio dos edredons acolhedores. E seguiu até o mais novo, acariciando as bochechas fofas e macias, admirando o bico que Jimin tinha nos lábios fartos ao dormir. Tão fofo... 

O escritor-Min beijou levemente os lábios do menino, para não acordá-lo.

"Jimin é muito dependente de si." 

Errado. 

Era diferente, ninguém compreenderia. Jimin não era dependente de si, mas sim uma parte de si. Jimin era como um flor, ele havia florescido em cada parte do corpo, da casa, da vida de Yoongi. E o loiro era simplesmente uma terra vazia antes do menino entrar em seu coração, salvando-o. Park Jimin havia salvado o homem de viver o resto de sua vida num terreno baldio. 

E quando aquelas pessoas fúteis novamente lhe dissessem isso, saberia o que responder, com um sorriso nos lábios e orgulho nas palavras. 

"Reparem melhor, é realmente ele que depende de mim? Aproximem-se mais, assim como eu me aproximei o suficiente para ouvi-lo murmurar e vê-lo chorar aliviado em uma cama de hospital ao saber que eu estava bem, mesmo sem fazer ideia de quem eu era. Sou totalmente dependente do meu Jiminnie, dependo dele para ter meu jardim repleto das únicas flores que eu já admirei em toda minha vida. As flores que vem daquele que vocês julgam. E com todo o 'carinho' que posso oferecer, meu grande vão atrás de chupar uma rola pra ocupar essas bocas que só sabem defecar inveja na nossa vida."


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Saranghae babies ♥


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