História O Sussurro Escarlate - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~PANDAePUDIM

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Fantasia, Fim Do Mundo, Gore, Horror, Mistério, Paranormalidade, Saga, Survival, Suspense, Terror, Terror Psicológico, Yaoi, Yuri
Visualizações 38
Palavras 1.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


LEIAM AQUI PQ É IMPORTANTE.
Acho q vcs notaram q eu n posto mais nada,mas tem um motivo,e se chama frustação.

Eu sinto q estou escrevendo e ninguem se importa com todo o esforço que eu gasto,mas eu n vou apagar a historia,mas msm assim,eu to perdida,muito perdida.

Eu estava tentando evitar o maximo possivel reclamar sobre algo,mas eu sinto que o dialogo é a melhor coisa nesse momento.

Então,eu vim escrevendo e rescrevendo muitas coisas da historia,estou sempre tentando melhorar e melhorar mas eu realmente tenho um problema de insegurança muito grande,e preciso da aprovação de vcs,leitores.

Porque é por vcs que eu escrevo,querendo ou n.

Então,eu só queria dizer q eu estou num momento dificil da minha vida,e sinto que o que eu estou fazendo n esta agradando a vcs,e isso literalmente tira o meu sono.

Então eu só queria pedir,do fundo do meu core,o q vcs estão achando da historia?

Porque são pouquissimos comentarios e eu me sinto muito perdida em tudo,eu necessito saber suas opiniões sobre o que eu acertei e no q eu errei,e ultimamente eu n sinto muita vontade de continuar sem saber o q vcs acham e eu sinto q n estou sendo bom o suficiente,em nada.

Então pfv,comentem.

Pode ser no seu ato favorito,ou aqui msm,pode ser uma critica ou um elogio,mas eu peço,comente qualquer coisa,pq so assim eu vou conseguir saber como e porque continuar a historia,e ultimamente eu sinto q escrevo e ninguem nem da bola.

Mas enfim,eu sei q to sendo chata e insegura,mas entendam q é frustante fazer seu melhor para evoluir,melhorar e eu to dando o meu melhor,e é como se ninguem se importasse.

Mas enfim,eu só tenho a agradecer por toda a paciencia q vcs tem comigo,e que eu amo cada um de vcs,de vdd,e preciso de uma luz pra querer continuar.

Desculpem por demorar a atualizar,e por ser tão instavel,prometo q vou melhorar.

Era só isso msm,obg pela compreenção. ♥


(EDIT)
Algo aconteceu e o aviso acabou se apagando *????*
Então eu prefiro n repostar e apenas juntei o aviso com o capitulo,mas enfim,é a mesma coisa.
O aviso esta ai,o cap tb,então é só isso msm.
(N tentem entender oq aconteceu,nem eu entendi direito)

Dolor é latim,significa dor ou sofrimento.

Capítulo 11 - Ato XI;Dolor; Aviso Importante!


O Sussurro Escarlate,pelos olhos de Ada,Magda,Marcos e Lornie.

Ato XI

Dolor

22 de agosto,1997

A revoada de pássaros negros cortava o céu cinzento,os olhos negros de Ada fixavam a beleza triste daquele dia,e podia ter certeza que aquele era o pior dia da sua vida.

Ela invejava os pássaros,e sua única vontade agora era voar para longe,o mais distante possivel.

Mas depois de dar seu depoimento não-tão-verdadeiro aos policiais e de ter chorado a noite inteira,a tarde já estava cheia,cheia demais.

E se não fossem as nuvens no céu ou os pássaros a voar,Ada podia ter certeza que não restava nada além de dor.

A rua esfaltada e o barulho dos carros a tiraram completamente de seus sonhos,tinha que se lembrar do porque estava alí,e porque havia deixada Marcos e Lornie para imprimir os cartazes de desaparecimento de sua irmãnzinha,e ido junto a Magda para  pedir informações a polícia,e claro,Magda tinha que entrar com um pedido de guarda provisória da garota.

Ada só queria morrer agora.

A garota virou o rosto ao sentir a mão da mulher sobre seu ombro,havia acabado de saír da delegacia e guardava alguns papeis na bolsa,a olhando com um olhar bondoso e gentil.

Era da gentileza que Ada sentia mais falta.

-O quê você resolveu?Eles tem notícias da Nikki?E o qu...

-Ada,por favor.-Mulher a cortou com olhos piedosos,fazendo a menor suspirar e abraçar o próprio corpo,aquela cena cortada o coração da mais velha,que apenas pegou as chaves do carro e enfim falou;-Vamos,você tem um funeral para ir.

Ada assentiu de cabeça baixa,e as duas andaram em direção ao carro em silêncio total.



-O que você acha que vai acontecer?

-Em relação a quê?

-A isso tudo,a essa coisa com monstros e tal.-Lornie tentava quebrar o silêncio entre ela e o amigo,que esperavam ansiosos as duas voltarem logo,e a espera era longo,muito longa.-Eu não faço ideia do que fazer,nós nem sabemos se tudo é verdade mesmo.

-Eu acredito na Ada,e você devia acreditar também.-Marcos falava com um tom distante,enquanto despetalava uma rosa amarela,ele ainda parecia atordoado com aquilo.

E cada petála que arrancava era como um pedaço de sua mente caíndo no chão frio da ígreja.

O amarelo estava dispotado,e igual a energia dos garotos presos aquela situação tão pesada e dolorosa.

Era um tom feio de amarelo,como o sol iluminando as janelas da ígreja barroca,e Marcos ainda achava que aquilo tudo podia ser só um sonho.

-Eu sei,mas eu não consigo.-Ela falou,lamentando-se,o que era uma coisa muito rara vindo dela.

O mundo estava de pernas para o ar,e se acabasse algum dia,não acabaria da forma que começou.

-Porque?

-Porque é tudo uma merda absurda,tipo,como vocês querem que eu acredite que tem um Satánas de oito mil braços querendo pegar uma menina de menos de 10 anos?

Marcos riu,o clima parecia ficar menos pesado entre os dois,e naquele momento tudo que precisavam era de um pouco de calmaria.

-Você acha que estamos em perigo?

-Uma menina sumiu e nós estamos no velório do pai dela,a Ada tá quase enlouquecendo e ninguém sabe o motivo da morte do cara.-Marcos irônizou,largando a flor no chão e se virando para a amiga.-Eu acho que o minímo que nós estamos é em perigo.

-Risco de morte?

-Talvez.

-Eu tenho quase certeza que a Ada sabe mais sobre isso.

-Então fala com ela.

Lornie se calou,seu peito já doía pelo fato da namorada estar frágil como vidro,e não poder ser precionada por nada.

Era sufocante não poder falar com ela.

-Eu não tenho ideia do que falar.-Lornie via o teto da ígreja com um grande pesa na mente,era como se o mundo houvesse virado de cabeça pra baixo naquele momento.

-Então não diz nada,ué.

-Mas eu preciso conversar com ela,de verdade.

-Então conversa,ué.

Marcos retrucou,sentado em um dos bancos do lugar,era estranho como eram os únicos em um fúneral,esse cara não tinha amigos não?

-Porque você não pergunta as coisas que ela sabe de verdade?

-Como?

-Ah,qual é,vocês são namoradas,precisam confiar uma na outra.

-Não é tão facil assim,idiota.

-Então o que te impede,lobinha depressiva?

O garoto se virou a sua frente,os dois estavam em bancos opostos nos lados da ígreja,e ele podia olha-la bem nos olhos.

-Ultimamente,tudo.

O cheiro de rosas e morte encobriam o ermo naquele lugar,e fazia os dois jovens repletos de problemas refletirem sobre suas vidas.

-Tudo?Como o fato de estarmos metidos em uma busca maluca sobre uma garota japonesa que é atormentada por um monstro que mais parece o It com mil braços?-Marcos falava em tom de irónia,como se no fundo não temesse tudo que estava caíndo nos seus ombros.

-Isso também,mas eu to encucada com a Ada!

-Porquê?

-Porque ela possou por isso tudo sozinha.-Lornie suspirou,Marcos sentia que havia sido injusta com a garota.-Eu pensei que ela queria terminar,ou estava me evitando,eu nunca pude imaginar que haviam demônios na história.

-Você foi injusta?

-Eu fui uma cuzona.

Ela se deitou no banco da ígreja,observando o teto com olhos pesados,pesados como pedras.

-Não tinha como você imaginar que isso tava acontecendo.

-Mas eu podia ter ajudado.

-Mas tá ajudando agora,não é?

Lornie olhou para o amigo,não podia imaginar o que ele havia visto,e havia passado por isso sozinho também.

-Foi mal não ter atendido suas ligações.

-E porque isso agora?

-Porque você é meu amigo,e você é importante pra mim.

Marcos soltou um sorrisinho de "obrigado" e desviou o olhar,mas algo passou pela sua cabeça.

-Ei!

-Que foi?

-Eu também ví o monstro.-Ele disse,com uma sobrancelha para cima e com um tom confuso na voz.-Então porque ele não veio atrás de mim?

-Mas você sonhou com ele,né?

-Mas foi só um sonho!-Ele se levantou,o peito apertava e doía ao mesmo tempo,era como se a verdade fosse cuspida na sua cara mais uma vez.-Isso quer dizer que eu sou o próximo?

-Marcos,de que merda você tá falando?

-Eu...eu to muito fodido cara.

Ele caminhava de um lado para o outro,sussurrando xingamentos e quase arrancando os cabelos,ele estava tendo (outro) surto.

-Calma!-Ela tentou acalmar o amigo,que tremia da cabeça aos pés,e parecia querer desabar a qualquer momento.-Olha,vamos esperar elas voltarem e vamos contar tudo para a Ada,ela não deve ter notado esse detalhe com tanta merda acontecendo de uma só vez.

-Um detalhe?-Ele quase gritou alí mesmo,ele parecia estar ainda pior a cada segundo que passava.-A porra de um detalhe que pode me matar.

-Marcos,não vai acontecer nada com você,okay?-Ela abraçou o amigo,deitando a cabeça dele em seu ombro e tentando acalmar a própria mente.-Eu prometo.

Os dois se manteram alí,num profundo sentimento de medo e fóbia,que os segurava aquela realidade terrível.

Aquele dia precisava acabar logo,mas ainda assim,eles sentiam que não iría acabar tão bem.

E por enquanto, eles ouviam vozes, vindas do mundo de fora,de uma atmosfera diferente, de um lugar diferente, bem longe de tudo, bem longe da dor daquele lugar, e como as pessoas que exalavam aquelas vozes e não se importavam com as dores dos outros, porque estavam mergulhados na sua própria dor.




A viagem parecia não ter fim para as duas,que se mantiam em um estado profundo de auto-piedade,mas Ada não ligava mais.

Magda se matava de curiosidade sobre tudo,porque sabia que as explicações que as garotas deram não eram nem um pouco coêrentes,e ela sabia que o buraco era bem mais embaixo.

Mas agora,Ada não podia mais ser pressionada por nada nem ninguém,e Magda só queria ajudar.

Ada olhava fixamente a janela do carro,e tentava manter a mente sã,por mais dificil que fosse.

-Você conseguiu a licença?

-Ela saí daquí a alguns dias,por enquanto você fica lá em casa.

-Okay,e o velório?

-Já esta tudo resolvido,só estão esperando a gente chegar.

-Quem vai pra lá?

-Além de Marcos e Lornie,só nós.

-Tudo bem.

Um silêncio constrangedor se formou naquele lugar,e aquilo parecia destruir as duas.

-Ada?-Magda havia cortado o silêncio entre as duas,fazendo a garota virar o rosto para a mulher,que logo falou.-Você esta bem?

Magda queria se jogar do carro naquela hora,era a pergunta mais idiota que podia ter feito.

-Hãm...não.

-Ah,claro.

-Olha,você não precisa ter pena de mim.-A garota retrucou,tentando cortar o assunto,mas Magda insistiu.

-Eu não estou com pena de você.-Magda não sabia mais o que falava,mas ela sentia que podia retirar a garota daquele estado de culpa,e continuou.-Você também não deveria ter pena de sí mesma.

-Eu não tenho pena de mim mesma.

-Ah,claro,não é o que parece.

Mais uma vez,um silêncio constrangedor sí fez presente alí.

-Eu entendo o que está sentindo.

-Jura?

-Sim.-Magda tentou ignorar o tom sarcastico da garota,mas era um pouco dificil.-Eu também perdi alguém importante uma vez.

Ada virou os olhos para ela,que parecia estar sendo sincera.

Por um minuto,ela abaixou a guarda.

-Quem?

-Minha mãe.-Magda mostrava uma certa tristeza em sua fala,o que parecia exalar de sua pele.-Ela morreu um pouco depois da Lornie nascer.

-Sinto muito.

-Tudo bem.

-Ela morreu antes da sua...

Ada quase bateu na própria testa por falar tão indelicado.

-Na verdade,ela já sabia bem antes.-Magda fez uma pausa.-Nós ficamos brigadas por isso,e quando nós conseguimos nos entender,ela...

Magda parou de falar,aquilo parecia ser uma ferida ainda recente,que ainda doía.

-Desculpa.

Ada resmungou,abaixando a cabeça e fazendo Magda a olhar um tanto quanto confusa.

-Desculpa por quê?

-Por ter sido idiota,e ter ficado na defensiva com você.Eu sei que você só quer ajudar e eu...

-Ei!-Magda levantou o queixo da garota,a fitando com um sorriso gentil e sincero.-Não precisa pedir desculpa,eu entendo.

-Obrigada.-Ada sussurrou,tirando uma mecha de cabelo dos olhos e voltando sua atenção para a paisagem lá fora.

-Obrigada pelo quê?

-Por entender.



O resto da viagem foi calmo,as duas não falaram sobre documentos ou monstros paranormais intergaláticos,e quando chegaram ao velório,Marcos e Lornie eram os únicos na ígreja.

Os dois esperavam impacientes,já faziam horas desde que saíram do hospital,e aquele era um dia muito cansativo.

-Você está pronta?

Magda a perguntou com uma voz calma,a outra assentiu de cabeça baixa,tentando segurar as lágrimas dentro dos olhos.

As duas saíram do carro,Ada andava lentamente,como se a dor se tornasse maior a cada passo.

Magda a segurava com calma,e a cada degrau que subia,Ada sentia seu mundo desabar.

No primeiro degrau ela sentiu o cheiro de rosas,e lembrou de como seus pais eram apaixonados,e que agora,nenhum dos dois estava alí por ela.

Porque ela estava sozinha.

No segundo degrau,seu coração corroeu-se ao ver o sol poente,e quando sua familía saía para acampar,e observava a noite devorar o dia,e como eram dias felizes que não voltariam.

Porque ela já não tinha mais esperança.

No terceiro degrau,ela lembrou de Nikki,e do porque estar enterrando seu pai alí,sem ela do lado.

Porque o mundo estava caíndo abaixo dos seus pais.

No quarto degrau,ela podia ver os olhos de Lornie nos seus,e no quinto degrau,ela caíu de joelhos.

Porque estava vencida,vencida pela dor e pela perda,o vento aumentava lá fora,e era como se uma tempestade se formasse dentro de sí.

E lá fora também.

Bem antes de sentir qualauer outra coisa,uma gota vermelha decaíu na sua bochecha.

E o vento aumentou como um furacão,a mente de Ada apagou,e logo que o céu chorava uma chuva sangrenta,gritos de pânico e o barulho de algo sólido caíndo no chão a fez acordar.

E logo que acordou,ela viu algo ainda pior do que a morte.

Uma dança vermelha entre as gotas de sangue e o frio do vento ocupava o lugar dos gritos de desespero que saíam aos montes,as duas correram para dentro da ígreja enquanto Ada via uma cabeça inteira se partindo em mil pedaços pelo chão.

Era sangue,carne e ossos,e como se o inferno houvesse caído do céu,o escarlate manchou não só a terra,mas as mentes das pessoas também.



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