História O Sussurro Escarlate - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Demonios, Fantasia, Horror, Mistério, Paranormalidade, Suspense, Terror Psicológico
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Palavras 590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Opa
Algumas pessoas pediram e ai esta
N tenho muito a dizer então apenas curtam o capitulo,bjinkx.

Capítulo 11 - Ato IV;Sonhos em Azul


 O Sussurro Escarlate,pelos olhos de Lucius.

Ato IV

Sonhos em Azul

20 de agosto,1997

Os dias se passaram,e a vida havia continuado.

Mas sempre havia algo que impedia que a paz reinasse na vida de Lucius.

As vezes,os problemas com o próprio corpo gritavam de dentro para fora,com um animal querendo sair,que arranhava seu interior.

As vezes,as lembranças de Marta invadiam sua cabeça,e as vezes,os seus demônios tentavam devorar sua vida,seu corpo,e sua alma.

Mas agora,Lucius só conseguia pensar em uma coisa:a mulher que viu em sua mente.

Parecia que seus problemas haviam sumido e sido substituidos por um sentimento de saúdade,prenchendo seu peito como água em um copo.

E a água estava transbordando.

Lucius encontrava-se embaralhando cartas em sua cama,vestia um short cinza meio rasgado que chegava um pouco acima da metade de sua coxa,seu suéter de lã,que tinha lavado no rio alguns dias atrás,uma espécie de meia-calça de cor vinho que tinha feito com as sobras de uma cortina,e claro,uma dúvida que enrolava sua mente e ecoava em seus pensamentos.

Quem era aquela mulher,e porquê tinha lembrado dela?

O feitiço provocava lembranças dolorosas a quem o conjurava,como uma forma de selar o seu efeito,e claro,a magia se alimentava de intenção.

A dor,talvez causada por algum veneno psíquico no sangue de demônio,provocava lembranças na feiticeira,e o porquê talvez somente a própria estrela pudesse responder.

A magia era algo complicado,assim como a mente humana.

Lucius formou o arco de cartas na cama com cuidado,estendeu os dedos até a primeira carta,fechou os olhos e perguntou a sí:quêm era aquela mulher?

A mão rastejava pelas cartas sem toca-las,e a mente focada aguardava a hora em que sentisse que precisava parar.

Quando chegou as últimas cartas,Lucius abaixou um dos dedos e puxou uma carta para fora do arco.

Abriu os olhos e a virou,soltando um suspiro longo logo em seguida.

O Enforcado,aquilo não era coisa boa.

Por um minuto,sentiu ainda mais certeza que ela era algum parente,ou algo parecido,e a carta falava claramente,era uma vítima.

Alguêm que sofreu e se entregou a própria dor,ou se sacrificou por alguêm.

Têria se sacrificado por Lucius?

Ou sido vítima de mais alguêm?

Aquilo só aguçava a curiosidade imensa de Lucius,mas queria parar por alí.

As respostas iriam aparecer,sempre apareciam.

Mas a verdade nunca era menos dolorosa por isso.

Desmanchou o arco e guardou as cartas na caixa novamente,colocando-as de lado na cama e se deitando de bartiga para cima,como fazia quando criança.

E se sentiu criança mais uma vez,sonhando com a vida que podêria ter sido.

Imaginou o carinho que poderia ter recebido,os amigos que teria tido.

Imaginou como contária para sua "mãe" sobre sua condição,sobre como se via no mundo,e se ela teria lhe apoiado.

Desejava ter sido amada,ter mais tempo de conversado com Marta,ter mais chances de se abrir,de se conhecer,de se aceitar.

Pensou numa vida fora da floresta,onde o azul do céu da noite não séria pressagio de morte e sofrimento.

Fechou os olhos,e sorriu.

Imaginou seu primeiro beijo,como Marta contava sobre o amor que queria ter recebido,mas nunca teve.

Imaginou sobre o mar,que Marta contava como era grande,profundo e transformador.

Pensou se poderia tira-la da mata,cuidar dela em seus últimos dias de vida,e ter a enterrado como merecia.

Imaginou como será ser normal,como seria ser feliz.

Mas quando abriu os olhos,o teto de madeira encobria o céu azulado,ainda estava lá,dentro da sua caixa velha e sombria,sem ninguêm por perto.

Lucius sentiu a solidão do mundo dentro de sí,e imaginou se alguém embaixo do mesmo céu azul marinho poderia sentir a mesma coisa.

Talvez Marcos sentisse,talvez Marcos fosse feliz agora.

Talvez Lucius fosse feliz um dia.

Mas só talvez,pudesse ver o azul do mar e o azul do céu longe da floresta,longe daquele inferno,longe de tudo,mas extremamente próxima da liberdade.

Longe do azul,e próxima de ser feliz.






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