História .o tal ''bom motivo'' - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens V
Tags Drabble, Música Brasileira, Taehyung!centric, Triste
Visualizações 14
Palavras 1.178
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Droubble, Musical (Songfic)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Viadxs! Olá. É, aqui sou eu, Amenda, subversivo, blowmevic. Eu quis botar o Taehyung como quem fala porque... eu gosto. Me identifico mUITO com ele na questão de estranheza e coisa e tal. Apesar de não ter nada explicito sobre ser ele ou não quem narra, gosto de pensar nele como eu lírico. Entendam como quiser, cheirosos!

Essa fic é uma crônica (coisa que eu mais sei fazer) inspirada a partir da música Bom Motivo, de Toco & Rosalia, botarei o link nas notas finais! Espero que gostem.

Capítulo 1 - É único pra combinar com o meu cérebro.


Fanfic / Fanfiction .o tal ''bom motivo'' - Capítulo 1 - É único pra combinar com o meu cérebro.

@KimTaeHyung – Social Spirit

O tal ''bom motivo''?!
postado há 1 minuto atrás

 

Nunca mais peguei o meu violão.

Acho que tudo começou com o canto. Os concursos de canto que eu nunca ganhava, por três anos seguidos. A minha voz sempre teve um tom estranho, não era aquela ideal para o que eles procuravam. Isso me levava a perder várias vezes, tenho certeza que foi esse o problema. Querer algo que não se pode é, no mínimo, uma burrice.

Depois, quando destilei meu veneno pelo mundo querendo cantar em bandas, tive novamente essa parede na minha frente – a impotência vocal.

Tudo na minha vida pode se resumir ao meu desempenho com o canto; fracassos e mais fracassos anotados em cadernos de psicólogas.

Estou sempre querendo coisas que não posso ter, colecionando frustrações e as anotando em meus cadernos.

Culpando o universo e os quatro ventos por não alcançar meus objetivos. Não vendo que na verdade sou eu o culpado por ter sonhos tão grandes - eles voam, eles flutuam.

Eu encaro o céu como dizendo ‘’por quê?!’’. O céu não merece meus múrmuros, na verdade. O céu é meu melhor amigo, fico observando-o hipnotizado, me distraindo um pouco de minha vida, focado em respostas que nunca terei.

Não me conformo com esse monte de azares. As pessoas ficam entrando e saindo de minha vida, dizendo belas coisas e depois indo embora, como se suas palavras não tivessem o mínimo efeito, como se fossem músicas que falam de amor e sexo sem sentido. E eu fico catando seus significados minúsculos e transformando-os em grandes reflexões, enquanto eles apenas queriam dizer que querem transar e que me acham bonito essa noite.

Não me conformo com esse vazio todo, as amizades se resumem a pequenas competições e ainda mais mentiras; isso não há música que explique. Ninguém consegue explicar o porquê das amizades serem uma completa mentira, você sabe? Eles dizem que só tem dois amigos fiéis e dizem que amam outros quinhentos amigos. Eu faço isso também, todos fazem. Olhamos os outros pelas costas e ainda os chamamos de amigos, ainda andamos mais com eles, damos mais amor a eles, por quê? Porque não damos o devido amor aos nossos amigos verdadeiros? Não estou dizendo que devemos morar com eles, estou dizendo para dar-lhes o valor que merecem antes que vão embora.

Porque as pessoas vão, meu bem. Elas voam, elas flutuam. Sou constantemente deixado por todos, todos são deixados por mim também. Me sinto vazio por causa disso, me sinto profundamente triste, penso em sumir para sempre para não ser encontrado e para não encontrar ninguém. Esses foram os tempos mais estranhos da minha vida.

Sou tão machucado por esses relacionamentos em curto prazo. Acostumei-me com a área de conforto, amizades de anos, amores de anos, paixões de anos;;;

Tomo um banho de água fria para me distrair da solidão que me domina aos dezessete. Tento lavar a minha mente do corpo ideal que não tenho, da voz potente e no tom que não tenho, da extroversão que pareço ter e não tenho, da constante maneira com que as pessoas chegam até mim, me cativam e depois vão embora.

Eu entendo que elas irão em algum momento, e que isso é sim parte da nossa vida, no entanto não consigo evitar de ficar triste. É impossível não pensar no que poderíamos ter sido, do que mais poderíamos ter conversado, se eu te daria um presente ou não, se iriamos nos odiar no mês que vem... Isso é interrompido de maneira desrespeitosa quando você some sem voltar. Quando você passa na minha frente no dia seguinte e finge não me ver.  Me questiono onde errei.

Penso também que não mereço uma coisa dessas! Eu mereço é uma amizade duradoura, gostosa, que me dê marshmallow enquanto dou o café. Mereço dias de caminhada e sentar na grama, rolar nela, falar de homens, mulheres e cachaça. Mereço aqueles que choram comigo ou que me dizem ‘cara, relaxa, amanhã tu tá bem, tô contigo’. Não mereço essas pessoas que não valorizam o meu sofá, que não valorizam meu carinho, que não pretendem ficar.

Eu não mereço pessoas que não pretendem ficar! E se eu não pretender ficar, é melhor nem ir. O arrependimento me domina intensamente quando faço uma coisa dessas, afinal, também não sou livre de erros e gosto de reclamar de coisas que costumo fazer.
 

Escrevendo assim até pareço um escritor meia boca, não é? Bem, estou ouvindo uma bossa-nova. Estou pensando nas desgraças enquanto a água esquenta, vendo todos os rostos dos que se foram, dos que virão, dos que queria que viessem. Vendo o limite do meu canto, o abandono de meu violão e desistência de existência. Ah! Como eu queria te dizer que nem se passassem meses eu deixaria de querer te ver. Se eu me mudasse para o Vietnam, eu ainda gostaria de te encontrar numa tarde e gastar quinze reais em comida com você. Se você me der um cigarro e eu não fumar, eu fumo só para a gente ter um ritual.

Não me abandone, meu bem. Eu costumo ir e vir o tempo todo, entretanto nunca vou embora de verdade. É pra te dar o gosto de minha presença, porque já estou cansado de ser rejeitado. Se gostar de mim, fica grudado, depois me acostumo. A gente tem que se adaptar a quem gosta da gente, pois elas são um presente. Assim como o canto, as músicas tem seu próprio percurso, não podemos determinar por meio da voz.

Somos a voz. Temos um limite. Temos um sonho, a gente flutua, amor, a gente voa. A gente deixa a tomada ligada, a gente esquece de guardar a maconha, a gente falha o tempo todo, a gente se enche de cerveja, a gente machuca os outros, a gente é decepcionado pelas nossas expectativas.

Claro que tenho o direito de ficar em prantos pelas situações e barreiras que a vida coloca em minha frente. Não sou o Jon Snow para escalar muralhas. Sempre terei um motivo para reclamar desses ferimentos que os outros me deixam. Sou piegas, afinal.

As vezes é bom fazer bico e querer colo, sentir o cafuné e dar uma dormida com presenças descartáveis. É bom se distrair da correria matinal, do preço alto que pagamos por tudo, da pequenez de nossos dramas rotineiros. 

Ora, perdoe o meu discurso, é gostoso fazê-lo. Já dizia aquela bossa:

tem quem sim
tem quem não
quero encontrar a solução

tem quem sai
tem quem não tem
mas ainda não passou

o amor tem no sofrer
bom motivo pra cantar

cada um tem seu porque
tem mais um pouco pra contar

 

Vou aprender a lamber essas minhas feridas, quem sabe daqui a cinquenta anos. Por enquanto, prefiro ouvir músicas, cantar sem voz e chorar vendo filmes de romances que não viverei.

E procurar esse bom motivo nos olhos daqueles que estão comigo hoje. Onde será que ele está? 

Boa noite, doce poesia.

Se tu me disser que está vindo, duas horas antes já estarei te esperando feliz, feliz. 


Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=wPT1FBFJayc ouçam isso!!!!!! e a original também: https://www.youtube.com/watch?v=_iMqobP1KOs

me despeço, colegas. Me perdoem a falta de poesia, qualquer dia eu volto com palavras chiques.


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