História O Templo Dos Elementos - Capítulo 8


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Categorias Lendas Urbanas
Exibições 2
Palavras 958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 8 - Treinamento


Olá, eu sou o Petrus. Todos meus amigos já se apresentaram, e agora é minha vez. Apesar de o Carlos ser o mais velho de idade, por poucos meses, eu sou o mais responsável e centrado da turma.

Passado os sustos iniciais, das descobertas dos guardiões e do provável inicio da “era do mal”. Nosso treinamento finalmente começou, era bem simples, precisava que nós dormíamos e encontrássemos com nossos guardiões em sonhos. Não pense que era tão fácil, apesar de serem sonhos, eles pareciam reais e muitas vezes acordávamos gritando ou com hematomas pelo corpo.

No primeiro dos meus treinamentos, fui puxado pelo Kraken para dentro da água, inconscientemente fechei a boca para não beber a água e afogar, apesar do Kraken me alertar que eu poderia respirar normalmente, eu tinha a impressão que me afogaria e minha lembrança dos tempos de bronquite e falta de ar, me ajudaram a fechar a boca. Consegui ficar por 1minuto sem respirar e finalmente puxei a água com todas minhas forças e imaginando o sufocante desespero...

Respirei normalmente. Depois de algumas respiradas, me acalmei e voltei ao normal.

–Eu te avisei, que poderia respirar normalmente, porem você só pode fazer isso aqui, nunca na vida real! Disse o Kraken.

–Entendo, mas foi assustador!

–Você se acostumará, seu problema de bronquite na infância, foi preparatório para este treinamento.

–Quer dizer que sofri de bronquite na infância, para conseguir fazer o treinamento?

–Sim, apesar de seu corpo físico estar na vida real, você está em outra dimensão e nesta dimensão o ar é mais rarefeito, portanto sua bronquite te ajudou a respirar normalmente aqui.

Em outro treinamento, fui solto em um mar infestado de tubarões, tubarões brancos, são um dos mais agressivos, atacam e comem de tudo, inclusive mergulhadores.

Acho que deviam ter uns 30 tubarões me rodeando, eu de pé, no fundo do mar, e uma nuvem de tubarões me rodeando. O objetivo era afastar eles, já que eu não tinha habilidade para manipula-los ainda. Eu estava vestido apenas com uma bermuda, e agua cristalina, e a visibilidade era de uns 50mts, parecia que eu estava numa piscina com criaturas mortais.

–Respire com calma, concentre-se e foque nos tubarões, disse o Kraken em minha cabeça. Diga a eles que você não é comida e que devem se afastar.

Fiz o que ele disse, mas os tubarões se tornaram mais frenéticos, diminuindo o circulo, alguns passando a poucos centímetros de mim. Eu não conseguia me concentrar, eles me davam medo, parecia que a qualquer momento, iriam atacar. 

–Concentre nas palavras. Não pense em mais nada. Disse o kraken para mim.

–Estou tentando!!!

Um tubarão bateu com a calda em minhas costas, foi forte e me jogou para frente, e os tubarões se aproximaram mais, eles estavam a uns 40cms de mim, vários, passavam perto da cabeça, nas costas, nas pernas...Não dava para ver mais nada, apenas os tubarões circulando, a luminosidade caiu bastante, parecia noite, de tantos tubarões.

–Petrus! Petrus! Foco!! Pense nas palavras!!!

Fechei os olhos, respirei fundo e mentalmente gritei: NÃO SOU COMIDA E VÃO EMBORA! NÃO SOU COMIDA E VÃO EMBORA! NÃO SOU COMIDA E VÃO EMBORA!

Não sei quanto tempo passou, mas quando abri os olhos, estava deitado no chão, suando, minha camiseta estava encharcada, e eu estava com dor nas costas e é claro hematomas. Demorei  para voltar ao normal.

Nossos treinamentos aconteciam também em nossa realidade, acordados, às vezes, quando estamos nos recuperando dos treinamentos, assistíamos os outros treinamentos.

Os exercícios da Paloma eram concentrados em plantar algumas plantas comestíveis, com a ajuda de nossos guardiões, as plantas cresciam mais rápido, porem ela tinha de constantemente aguar e monitorar as plantas.

A Alice, no inicio do treinamento, tinha de mexer com cata-ventos, ou melhor, com os ventos para mover o cata-vento. Um dia, ela estava manipulando um mini tornado, de uns 2 mts, ela tentou levar ele para um lado e ele se moveu para o lado contrário, indo direto para um varal de roupas limpas, todas as roupas foram jogadas longe, ela apenas correu para se esconder. O treinamento mais incrível dela foi um dia que ela descobriu que pode fazer uma bolha de vácuo, isso mesmo, ela retirou o ar de dentro de uma bolha, ela sem querer, descobriu isso, tentando aumentar as chamas de uma fogueira e ao invés de aumentar as labaredas, apagou o fogo, com a bolha de vácuo.

O treinamento do Carlos era o mais impressionante e perigoso, ele devia fazer uma chuva de fogo, imagina um chuveiro de água, e ao invés da água, saia pequenas gotas de fogo, isso tudo concentrado e com uma intensidade muito grande, chegava a derreter o chão em que caia a ducha mortal. Como sempre, o inicio foi desmotivante para ele, surgiam apenas algumas gotas, que desapareciam antes mesmo de chegar ao chão. Mas com insistência e apoio da Fênix, ele foi aumentando a chuva. É claro, que apesar dele ser protegido do fogo, suas roupas não eram, e um dia ele ficou com a roupa totalmente queimada. Foi hilário ver chegando naquele dia, praticamente sem as roupas, apenas farrapos...

 O meu era em laguinho próximo, fazer com que os pequenos peixes, andassem para o lado que eu quisesse. Tudo mentalmente, era cansativo, no final do dia estávamos moídos, só conseguíamos comer e dormir...

Nós nos víamos no final da tarde, e mesmo assim não conseguíamos trocar muitas palavras.

Eu acreditava que não conseguíamos lutar contra o mal, pois não conseguíamos evoluir no treinamento. Eu não falava disso abertamente, mas sabendo que não era um filme, eu tinha a certeza que íamos morrer, eu só pensava nisso.

A data para nossa passagem ao outro plano, parecia próximo, mas ainda não tínhamos descoberto como fazer.



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