História O tempo será nosso maior aliado. - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Dakota
Tags Castiel
Exibições 53
Palavras 1.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Booa noite, suas lindas, e boa leitura!

Capítulo 43 - Sensações novas?


Fanfic / Fanfiction O tempo será nosso maior aliado. - Capítulo 43 - Sensações novas?

Sem muita opção, ao sair do elevador e ir até a rua eu liguei para um taxi que chegou até mim em menos de vinte minutos. O carro estava aquecido – diferente do clima lá fora, e cheirava a cigarro. No ar pairava um baixo som com música de velho, as quais mais pareciam de enterro. Em outra circunstância, talvez, eu reclamaria e o obrigaria a tirar, mas o que eu queria afinal? O clima não era outro a não ser de “enterro” mesmo! No hospital ficou a Luma e comigo, só as esperanças de que ela ressuscite desse sono, esperava não acabar enterrando elas também por mais que estivesse relutando para pensar somente nas coisas positivas.

Por fim, paguei o senhor que me trouxe e sai do carro, indo logo em seguida até a porta de casa. Abri a porta e após despejar o chaveiro na mesinha da sala, fui diretamente ao meu quarto. Estava pouco bagunçado, assim como deixei há um dia atrás. Um dia.... Sentei-me na beira da cama e com as mãos no cabelo e o corpo reclinado em direção as pernas me permiti suspirar, suspiro que sem perceber estava esperando soltar há tempos.

Decidi então tomar um banho, esfriar a cabeça e ao menos tirar o cheiro horrível de cachorro molhado que saia das minhas madeixas; quase que não lembrava da chuva que tomara na noite anterior – e que noite....

Ao entrar no banheiro nem me dei o trabalho de fechar a porta, apenas a empurrei de leve fazendo-a tocar no batente da porta. Depositei a toalha que apanhei durante o trajeto até o local em cima da privada e, parei por um momento para olhar-me no espelho, recostado na pia. Estava horrível, definitivamente exausto. Debaixo de meus olhos cinzas só havia roxidão enquanto que o resto estava pálido; ainda com os olhos fundos eu podia notar um pequeno brilho em meu olhar, brilho que ameaçava se transformar em lágrima – a última coisa que eu gostaria de fazer. E não vou!

Num gesto firme e rápido abri a porta do espelho e peguei um dos desodorantes que lá haviam, afastando meus pensamentos eu o coloquei em cima da pia e ao fechar a porta novamente eu me direcionei até o box.

Abri o chuveiro e a água quente me tocou como uma corrente elétrica antes que a temperatura se estabilizasse. Por fim, eu adentrei definitivamente embaixo da ducha, de modo que toda a água caísse sobre meus cabelos e depois, por entre as curvas de meus músculos. Durante alguns segundos fiquei parado ali, aproveitando por um instante esse momento relaxante. Era como se toda essa água estivesse levando parte da minha angústia, parte dos pensamentos ruins. Depois, me higienizei normalmente e lavei os cabelos, saindo com a toalha abaixo do quadril quando finalizei.

Já eram cinco e meia quando peguei o celular para ver as horas e minha barriga me lembrou de que desde a festa eu não coloquei nada na boca. Desci as escadas do mesmo modo em que estava e como eu previa, ainda não havia nenhum movimento na casa. Fui até a cozinha e me virei com o que havia na geladeira, após isso eu voltei ao quarto, coloquei uma cueca e me joguei na cama, eu precisava me forçar a dormir. Apaguei!

 

---

 

-Não, eu não sei.... – Ainda com os olhos fechados eu pude escutar uma voz masculina falando, não sabia o quanto havia dormido, mas pelos sons vindos da rua provavelmente já tinha amanhecido.

-Eu tô tão preocupada, Alexy. – Agora minha mãe falava para Alexy, claro.  – Eu não quero que ele sofra.

A essa altura o meu consciente já havia acordado e eu me forcei a levantar logo, precisava ver a Luma, era o único motivo de levantar a essa hora – seja qual for, pois nem olhar havia ainda. Apertando os olhos entre as mãos fui levantando aos poucos.

-Não se preocupe, dona Val. – Afinal, de que diabos estão falando? Era o que me perguntava enquanto me locomovia até a porta do banheiro. – Todos ficaremos bem, inclusive ela. Eu sei que vai. – Ele reforçou, e eu só ouço até aí antes de abafar o som de suas vozes no banheiro.

Aparentemente dormir um pouco fez bem pra mim, as olheiras mais profundas deixaram de existir; porém, não reconstruiu o meu coração que continuava doendo. Chegava a ser deprimente todos esses pensamentos e sentimentos que estavam me invadindo desde que... sei lá. Desde o momento em que a vi naquele estado. Era como se tivesse a perdido depois de a ter ganhado da forma mais linda possível. Eu nunca havia sentido nada assim por ninguém e quando se é perdido após tudo, a dor é imensamente maior do que seria se talvez nada entre nós tivesse acontecido. Nós nos conectamos e agora ela levou parte de mim àquele hospital.

-Chega, Castiel! – Me repreendi assim que terminei a minha higiene.

Logo, me coloquei pra fora do quarto já com uma bermuda no corpo. Me dirigi a cozinha onde estavam os dois. Me sentei fazendo um pequeno aceno com a cabeça, claro que eles perceberam que não era hora de conversar. O que Alexy está fazendo aqui, na verdade? Me perguntei enquanto devorava um pedaço de croissant. Para minha sorte eles permaneceram calados.

Contudo, após terminar de comer o mais rápido que pude eu me levantei fazendo os dois se voltarem para mim, surpresos talvez.

-Eu vou ver a Luma. – Disse sem emoção antes que perguntassem e comecei a andar em seguida.

-Vista uma camisa primeiro. – Alexy disse para que eu me desse conta de que estava sem. Fiz um gesto com os dedos em resposta e subi lá em cima antes de sair para o hospital.

 

---

 

Depois de muito insistir, uma das enfermeiras me deixou passar, no início alegou que já havia um visitante no quarto com Luma – me perguntava quem era..., mas ela acabou cedendo tendo em vista que eu não a deixaria trabalhar caso contrário.

Quando finalmente apertei a maçaneta de seu quarto avistei cabelos ruivos – Íris, claro. Estava de costas segurando as mãos da pequena, assim como ontem eu fiz. Intuitivamente ela se virou para mim e a minha primeira reação foi franzir o cenho.

-Por que só apareceu agora? – Essa foi a primeira coisa que acabei soltando, não era o que queria, mas foi.

-Eu não pude vir com vocês na hora do acidente, Alexy se ofereceu para vir e eu não neguei... ajudei o Lys a fechar todo o salão da festa, alguém precisava resolver esse problema, ele ficou arrasado. – Ela fez uma breve pausa. – Assim que consegui o endereço ontem eu tentei vir, mas as visitas não estavam liberadas. Eu estava tão ansiosa pra vê-la...

-Mas, por que está perguntando isso? – Ela perguntou olhando ainda para mim, que no momento estava focando no vidro cheio de digitais da janela do quarto.

-Achei que não tivesse se importado, acho. – Disse. Nunca admitiria que precisava de apoio e o dela talvez fosse o único que me ajudaria nessa situação. – Na verdade eu nem cheguei a pensar em ti, eu estava preocupado demais com ela, mas agora que está aqui que eu notei... esquece o que eu disse.

-Cast, eu não vou perguntar se tá tudo bem, porque sei que não está. – Ela se levantou e se aproximou. – Mas você sabe que eu tô aqui, se quiser conversar, eu não sei... não tem como amenizar isso, mas guardar a tristeza pra si faz mal, eu sei que você sente apesar de esconder.

-Eu não tenho nada pra conversar, eu só queria que ela não estivesse nessa situação. – Meio que fugindo da sua aproximação eu fui até a cama de Luma e acariciei o seu rosto imóvel.

-Cast... não seja assim, eu sei que quer, todos queremos. – Apesar de confiante dava pra notar na sua voz que ela convencia a si mesma nesse discurso de força e baboseiras. – Se permita sentir, você não pode guardar tudo dentro de você, isso só vai piorar sua situação. Tem muita gente aqui pra te ajudar, e você sabe disso!

Por um momento eu fiquei em silêncio assim como ela, ainda com os olhos totalmente focados em minha pequena ali acamada.

-Isso dói. – Eu murmurei quase que sem som e pude ouvir Íris suspirar de onde estava.

-Eu sei que sim... – quando me dei conta, ela já me abraçava e eu apoiei minhas mãos em suas costas quando se inclinou para ficar da minha altura, sentado.

-Hum... – eu limpei a garganta e ela logo me soltou. – Alguém mais veio aqui vê-la?

-Não que eu saiba, só os que já vieram... – ela começou gesticulando mas parou com o cenho franzido. – O Dake por acaso apareceu?

-Não, e eu espero que não apareça. – Suspirei, passando a mão por entre o cabelo. – Agora todos vão ver a importância que ele dá para a Luma.

-Eu não acredito... – ela suspirou. A inocência de Íris me comove... blé. – Ele deveria ser o mais interessado nisso!

-Ele é um idiota, já falei diversas vezes. Até agora não notaram a ausência dele, mas uma hora vão perceber. E quer saber? Tomara que isso continue assim... – por um momento pensei em abrir o jogo e contar que a relação deles iria acabar e que ela já estava comigo, mas hesitei. – Ele não a merece, e ela não precisa dele!

Ela abriu um sorriso, mas não um sorriso normal, um sorriso triste e apertou os olhos. Ela sabia que eu estava entupido de emoções, tristeza, raiva, incerteza..., mas ela sabia ainda mais, que tentar me convencer que estava tudo bem – como as pessoas geralmente fazem – não iria adiantar e nem resolver meus problemas. Eu só precisava de apoio, e nem mesmo isso estava ajudando.


Notas Finais


Beijinhos ❤❤


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