História O tempo será nosso maior aliado. - Capítulo 48


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Dakota
Tags Castiel
Exibições 29
Palavras 1.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hoola chicas, boa leitura!!

Capítulo 48 - O que faltava para minha desgraça


                O tempo hoje estava nublado, as ruas estavam praticamente vazias – todos no trabalho, provavelmente. Não me dei o trabalho de passar em casa para deixar as coisas, fui diretamente ao hospital.

         Me arrependi durante o caminho todo por não ter vestido uma blusa de frio mais quente, a jaqueta que usava não fazia efeito algum e tivera que aguentar as rajadas de vento contra mim.

         Para minha sorte, o hospital tinha ar-condicionado e pude estabilizar minha temperatura. Assim que cheguei fui até a recepção, um homem estava lá dessa vez.

         -Oi. Vim visitar a Luma. – Disse, um pouco impaciente. Já estava cansado de todos os dias ter que pedir permissão para entrar no quarto.

         -Hum... – Ele olhou para alguns papéis no balcão. - Você pode entrar, mas aqui diz que ela já tem uma visita agora.

         -Quem? – Perguntei. Ninguém viria aqui agora, que eu saiba.

         -Eu não sei te dizer, estou substituindo esse posto só por alguns minutos. Ela provavelmente levou o papel com o nome.

         -Que irresponsabilidade. – Resmunguei. – Vou lá.

         Sai do local e me dirigi ao corredor. Era horrível perceber que todo esse processo estava se tornando rotina, a minha rotina. E por mais que odiasse tudo isso, não deixaria de o fazer, pois não duraria para sempre. Eu sabia que não!

         Puxei a maçaneta da porta e ao abrir pude sentir o meu coração parar por alguns segundos, mas logo compensar os batimentos perdidos com toda a rapidez possível. Sentado ao lado de Luma, cabelos castanhos era possível ver, e suas roupas... eu sabia bem de quem se tratava. Debrah!

         -O que faz aqui? – Perguntei, engolindo todo o meu nervosismo, toda a emoção, seja qual tipo de emoção que fosse.

         -Meu Deus, Castiel... – Ela se virou. Expressão surpresa ela mantinha no rosto.

         Logo Debrah se levantou com os braços estendidos, como quem fosse me abraçar. Voltei alguns passos para trás e permaneci sem emoção alguma em minha feição. Mas era raiva que eu sentia, não poderia ser outro sentimento a não ser raiva!

         -O que você está fazendo aqui? – Perguntei novamente, num tom bem mais alto, dessa vez.

         -Eu sei que deveria ter avisado... – Ela deu uma breve pausa. – Eu voltei, para ficar. Fiquei sabendo do que aconteceu, não podia deixar de vir o mais rápido possível...

         -Não seja idiota. – Arqueei a sobrancelha. – Você não se importa com nada, não tem motivo algum para estar aqui!

         -Gatinho... eu sei que você ainda está chateado pelo que aconteceu, eu entendo. Mas você não pode pensar isso de mim, isso já é demais! – Ela disse, da forma mais inocente que podia.

         -Não me chama assim! – Verberei. – Vai embora! Eu não quero mais ver você aqui. Você não tem o direito de estar aqui, você nem deveria ter voltado, na verdade. Então faça o favor de sair logo daqui!

         -Castiel...

         -Vai! Você quer que eu chame os seguranças, é isso?! – Gritei. Sua expressão de cachorro abandonado era evidente, e mesmo assim eu não conseguia sentir dó alguma. Não agora. – Sai daqui porra.

         -Tudo bem... eu vou. Desculpa se incomodei. – Ela disse antes de segurar as mãos de Luma e sair. Falsa!

         Eu não acreditava que isso fosse possível. Ao mesmo que eu tinha certeza, eu não queria acreditar que ela era a nova aluna que o povo não parava de falar! Deveria ter imaginado – me repreendi. Vê-la junto à Luma me abalou, vê-la me abalou. O conjunto da obra me deixou sem reação, e a primeira coisa que fiz foi expulsá-la. Apesar de que, faria isso de qualquer maneira, numa outra situação.

         Me sentei no banco ao lado da cama, e peguei as mãos de Lu depois de beijar suas bochechas pálidas.

         Lysandre sabia disso... com certeza sabia! Eu deveria ter dado mais bola às fofocas da escola, agora esse assunto não saía mais da minha mente.

         -Era só o que me faltava... – resmunguei, recostando minha testa em seu ombro.

 

---

 

         Depois de passar algumas horas com a pequena, fui até a recepção e deixei bem claro que não era para deixar aquela criatura entrar aqui novamente, após isso voltei para casa. Jantei com meus pais que estavam animados essa tarde. Os dois disseram que amanhã visitariam a Lu.

         Depois, subi ao meu quarto. Joguei as papeladas enviadas pela diretora na escrivaninha e me deitei por alguns minutos em minha cama. Olhando para o telefone em cima do criado-mudo resolvi ligar para Lysandre. Estava nervoso demais para ignorar esse sentimento e dormir como se nada tivesse acontecido.

         -Lysandre. – Disse assim que o telefone parou de chamar.

         -Tudo bem? – Ele perguntou, sua voz denunciou a preocupação.

         -Não. Não está nada bem! – Suspirei. – Você sabia da tal aluna nova, não é?

         -O quê? – Ele perguntou.

         -Da Debrah, Lysandre. – Revirei os olhos, aí ele pareceu se dar conta. – Debrah!

         -Oh... você já ficou sabendo? – Suspirou, cansado.

         -Por que você não me falou?! Que saco Lysandre, você sabe que eu odeio que me escondam as coisas!

         -Você iria ficar nervoso. – Ele respondeu. – Sua cabeça já está com problemas demais, tentei prolongar isso. Foi uma atitude idiota, eu sei.

         -E como acha que estou agora? Eu não preciso que me esconda as coisas só por causa das outras coisas que estou passando, quantas vezes tenho que dizer isso? – Eu gritei, descontrolado, mas ao perceber voltei a abaixar a voz. – Eu não sou nenhum coitado, um problema a mais, um problema a menos... tanto faz. Não tem como ficar pior!

         -Não foi isso que pensei na hora. – Ele justificou, enquanto se remexia no lugar que estava sentado, podia ouvir.

         -Eu sei que pensou. – Minha paciência acabara de acabar. – Tchau, Lysandre. Até amanhã!

         Desliguei sem que recebesse uma resposta. Precisava dormir, precisava me desligar. Nem mesmo os trabalhos tive coragem de começar hoje. Dormi ali, do jeito que estava mesmo.

         No dia seguinte, acordei atrasado, ninguém fez o favor de me acordar hoje, com certeza os dois foram visitar a Luma como haviam dito.

         Tive exatos dez minutos para vestir uma roupa, pegar o material e sair de casa. Até peguei algumas das folhas que a diretora mandou para tentar fazer durante a aula – sem bem que com a cabeça cheia, como está, seria difícil fazer qualquer coisa.

         Cheguei na escola quando já estava vazia, todos em suas salas. Daí, guardei algumas coisas desnecessárias em meu armário e segui até a sala de aula.

         Para minha sorte, a aula era de Faraize, e ele deixou-me entrar assim que abriu ao meu toque. Quando olhei a animação da sala, me arrependi de não ter perdido a hora completamente.

         Debrah estava lá, e para piorar a situação, estava em meu lugar. No meu lugar! A encarei por um momento, e ao me ver, ela abaixou os olhos. Logo, passei para a cadeira de trás, Lysandre me olhava, um pouco contrariado, e preocupado talvez. Dane-se!

         Fui andando, sem dar bola para a rodinha reunida em volta daquele ser. Bando de idiotas! Cruzei meus braços assim que cheguei em meu lugar.

         -Você está sentada no meu lugar. – Disse com toda a seriedade que tinha.

         -Desculpe, Ga-Castiel. Eu não sabia. – Ela disse. Todos olharam para a gente.

         -Tudo bem, agora sabe. – Retruquei. – Já pode sair.

         -Okay. – Ela levantou-se com suas coisas e todos me olharam como se eu fosse um monstro.

         E foi assim que demos as boas-vindas à nova aluna. Ou para os alunos antigos... “recebemos de volta”. O fato era que todos a adoravam, apesar de terem a conhecido depois da época de Luma. Ela era assim... simpática, sorridente, mas só quando ela queria – e para esse povo que lambe os pés dela, ela é a bondade em pessoa.

         Não vou negar, me irritava a sua falsidade e principalmente a sua presença, mas eu poderia até lidar se só for isso que eu tiver que aguentar. Eu não tenho que me importar com a vida alheia, é o que sempre digo.

        

        

        

         


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤


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