História O tempo será nosso maior aliado - Capítulo 62


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Dakota
Tags Castiel
Visualizações 61
Palavras 2.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ❤ ❤

Capítulo 62 - A verdade!


– Gente, por favor né. – Eu resmunguei para todos na sala. – Luma, eu tô com saudade. Você não vai me dar nem um pouco de atenção?

Estávamos no quarto de minha mãe, um bebê estava no colo de Luma e Alexy, Isaac, Lysandre e Íris estavam babando em volta, além dos meus pais claro.

– Castiel, fica quieto. – Ela deu de ombros. – Veja que coisa linda!

Ela sorriu para o bebê.

– Alexy... – eu comecei, mas ele não me deixou terminar.

– Ah Castiel, não torra! Quando eu quis te ajudar você não me deu a mínima! – Ele voltou-se ao ser pequenino. – Você vai ser o orgulho da família. Vai sim!!

– Não é a coisa mais linda que você já viu?

– Sim, bebê. Você nunca vai me dar desgosto. Não, não vai.

Todos começaram a ninar a criança, e as vozes começaram a aumentar, me fazendo perder o entendimento de parte das coisas que diziam.

– Luma... – tentei dizer em meio aos sons.

– Sai do meu pé! – Ela gritou, e todas as vozes pararam para me olhar com nojo. – Você não cansa disso não?

– Luma... por favor... – meus pés pareciam tomar conta do meu cérebro. Estava me afastando sem intuito algum. – Luma...

– Filho!! – Abri meus olhos. Um alívio fez amolecer meu corpo ao ver que era só um pesadelo. – Você está bem?

– S-sim. Não foi nada. – A tranquilizei.

 

---

 

No final do dia na sexta-feira Isaac e eu saímos para comer uma pizza em um lugar próximo à escola. Foi bom me distrair um pouquinho, confesso que já estava com saudade de fazer esse tipo de coisa. Não muito tarde voltei para casa, minha mãe já estava na cama e Alexy já havia ido embora.

No final de semana eu não fiz muita coisa, o que fiz na verdade, incluia comer, dormir, beber, tomar banho e cagar. Apenas isso.

Nessa madrugada de domingo eu tive um pesadelo que foi confuso até mesmo para mim; minha mãe que me acordou – disse que ouviu eu resmungar o nome de Luma –, fiquei muito constrangido mas disfarcei. Após alguns minutos tentando convencê-la de que estava bem, ela voltou para seu quarto. Mas eu e ela sabíamos que ela não estava totalmente convencida.

O Alexy não deu mais as caras depois que viu como a velha estava, isso só fortificava mais a minha intuição de que algo não estava certo. Mas deixei como estava!

Fui para a escola de manhã cedo e enrolei nas primeiras aulas pra variar! Hoje era meu último dia e sabia que de hoje em diante eu teria que camuflar minha expulsão até certo ponto – a gravidez era de risco, tentava me lembrar. Já havia feito todo o planejamento. Iria “cabular” nos primeiros dias, e quem sabe, arrumar um emprego para não gastar tempo em vão – eu sabia que o ano já estava perdido. Me matricular em outra ainda esse ano só me traria dor de cabeça.

Peguei um lanche na cantina, já era intervalo e eu precisava muito comer já que a última coisa que coloquei na boca foi a pizza de ontem. Na sala minha barriga roncou algumas vezes e eu fiz de tudo para abafar o barulho. Não tive muito sucesso!

Pouco tempo se passou e ainda com meu sanduíche em mãos eu esperava pelo fim do intervalo. Da escadaria eu fiquei olhando o movimento no pátio. As conversas paralelas vindas de todas as direções faziam com que – mesmo de longe – eu não conseguisse ouvir meus próprios pensamentos. O agitado agir dos alunos entediados deixavam minhas pupilas cansadas e, em meio a dispersão eu pude sentir a ausência de alguns alunos no centro do local.

Alexy não estava em seu grupo como de costume. Se bem que o grupo todo estava fragmentado. Rosalya também não estava. E até Violette havia sumido. O núcleo do grupinho mais animado e barulhento da escola estava desfeito e isso era algo impossível de não notar. Somente restaram os demais da classe, que comendo nem se importavam com nada em suas voltas.

Mais para frente, num outro canto do pátio Debrah estava, acompanhada por Ambre, Li e Charllote. Outro fato inusitado. O que se podia perceber ali era que uma discussão se iniciava entre as duas rivais, mas pouca atenção era dada para o fato pelas pessoas próximas.

Fui voltar a mim mesmo quando alguns barulhos saídos das caixas de som produziram um ruído forte. Todos esperavam que um anuncio se seguisse, mas não aconteceu. Um vácuo se formou entre o período de espera até que todos voltassem a cuidar de suas vidas.

– Castiel! – Ághata, a inspetora se aproximou de mim. – A diretora está te esperando.

– Tá. – Assenti para a moça e me levantei assim que ela saiu de minha frente.

À passos lentos eu fui andando nos corredores, só de imaginar que essa seria a última vez que iria entrar na sala da velha me dava um certo embrulho no estômago. Eu não queria sair. Não desse modo pelo menos! Mas sabia que momentaneamente, isso me faria um bem danado.

Toquei duas vezes na porta. Os alunos encostados sobre os armários pararam para vigiar a mim e a diretora que em alguns segundos abriu a porta.

Ela pediu que eu entrasse e eu obedeci. Ela checou alguns papéis de maneira lenta e agoniante quando se posicionou frente à sua mesa. Eu já havia me sentado e observava suas ações atentamente.

– Bem. – Ela sentou-se finalmente. Me olhou por cima dos óculos e limpou a garganta antes de prosseguir. – Você sabe por quê está aqui, não é? 

– Claro. – Respondi sem emoção.

– Então eu não preciso... – ela tentou dizer, mas novamente o barulho das caixas de som ecoaram a interferência evidente. – Mas que diabos é...

– Boa tarde... – Uma terceira voz, nervosa e tímida tomou o ambiente. A ver a cara da velha surpresa em minha frente ela não imaginava que alguém tentava dizer algo pelos autofalantes. – Eu peço que prestem a atenção um minutinho.

– O que está acontecendo aqui? – Ela levantou e questionou nervosa e retoricamente.

Eu permaneci ali, tentando reconhecer a voz levemente modificada pelo aparelho de som barato.

– Peço desculpas a diretora por estar usando o equipamento da escola sem permissão, mas é realmente necessário. – O garoto parou por um momento. – Aqui é o Lysandre!

Eu também me remexi bruscamente, confuso e um tanto quanto nervoso. O dia não poderia estar mais estranho.

– Se eu pego esse garoto... – ela resmungou para si.

– Deixe-o falar. – Sugeri num tom mais grave e ela franziu o cenho. Eu concertei. Estava curioso, não é sempre que Lysandre faz esse tipo de coisa. – Por favor.

– O que eu tenho a falar é a respeito do Castiel. – Ele disse do outro lado. Eu comecei a batucar os dedos no móvel, surpreso e curioso, talvez preocupado também, e pude notar a velha me acompanhando com os olhos. – Bom. Acredito que todos aqui tenham motivos para achar o Castiel uma pessoa péssima, e os últimos acontecimentos não ajudaram muito na mudança dessa imagem. Eu sei que estão por dentro dos rumores, pelo menos.

Ele foi até o alto-falante falar mal de mim?

– Anda logo, Lysandre. – Alguém murmurou ao fundo.

– Escutem. Acontece que tudo que vem acontecendo nos últimos dias é um grande mal entendido, e nós, como amigos deles, não podemos deixar que ele seja expulso dessa forma. – A voz de Rosa tomou a sala.

– Explica, Lys.

– Como eu já disse, creio que vocês sabem sobre o caso do Castiel ter agredido a Debrah e também sobre as pichações... por conta disso ele está sendo expulso hoje.... – Ele limpou sua garganta, e eu estava tentando desvendar onde ele gostaria de chegar. – Vou ser breve na minha explicação pois nada disso é pra convencer outra pessoa além da nossa diretora, então...

– Enfim, quem é amigo do Lysandre sabe que ele tem uma colega chamada Nina, ela é esquisitinha, se mudou pra cá tem um tempo, é mais nova e estuda aqui a tarde e Debrah se tornou sua babá nas horas vagas. – Rosa parecia ter puxado o microfone do Lysandre.

Quando ela falou sobre a agressão a velha me olhou perplexa e eu amoleci os ombros, revirando os olhos para a sua dedução evidente. Me obriguei a continuar ouvindo.

– Vocês devem estar confusos, eu sei... – Agora Lysandre retornava na voz. Mais alguns murmúrios se ouviam atrás e eu tinha quase certeza que, um, era de Alexy. – O fato é que, Castiel tentou se explicar e ninguém sequer o deixou falar. Bom, essa é hora de vocês pararem um pouco e escutar.... A Nina, como a Rosa fez questão de apresentar, ficou sabendo por mim dos acontecimentos em questão e sem me dizer nada ela conseguir acesso à mensagens e até diário, creio eu, onde ela tem registrado o que realmente aconteceu, motivos e tudo... resumindo, tudo que Debrah estava fazendo era atuar na frente todos, e deixá-los contra Castiel pra chantageá-lo. Alexy sabe mais do que ninguém disso! Mesmo que tudo seja inimaginável e confuso para todos vocês, ela conseguiu enganar todo mundo. Ela tinha os motivos dela que relaciona o Castiel, não cabe a mim dizer quais são e nem como ela fez, mas eu achei que tinha a obrigação te tentar amenizar essa tensão que vocês estão provocando apenas por ouvir boatos.

          Meu coração se acelerou por um momento, e a diretora relaxou os ombros – pronta para se expressar novamente para o resto do anuncio. Ele prosseguiu.

– E não é só isso... Isso que disse agora eu não espero que acreditem totalmente, afinal, quem sou eu? Eu não irei provar nada pra vocês, mas tem outra coisa que talvez ajude vocês a perceber um pouco as coisas erradas ou talvez não... enfim – ele parou por pouquíssimos segundos e o som de passos baixos tomou as caixas de som. – Pode falar Violette, não tenha medo.

– E-eu... – Ela hesitou e alguém pareceu encoraja-la. – Vi Debrah colocar algum papel sobre a brecha do armário do Castiel... n-não sei. Acho que poderia ser o recibo dos sprays.... E-eu não disse nada antes por...

Sons de batidas fortes interromperam a garota, seguidas das vozes que eu sabia ser de Debrah, do lado de fora do cômodo.

– Enfim. – Lysandre tomou a frente. – O objetivo aqui não é convencer todos vocês de que tudo que estamos falando é verdade. As mensagens estão conosco e serão mostradas somente para a diretora, vocês só terão a nossa palavra, a escolha de acreditar é de vocês. Eu sei que o Castiel, meu amigo – ele reforçou em uma breve pausa. Senti meus olhos queimarem de forma leve – não se importa do que pensam dele. Eu sei que pra ele só a confiança dos amigos basta. Eu escolhi dizer para todos para amenizar todo esse clima e principalmente para me desculpar com você, Castiel, pois eu preferi omitir que estava jogando com a Debrah e me privei de te apoiar.

Em meio ao discurso o sinal do intervalo soou e eu esperei, nervoso sobre a cadeira, com o coração quase na boca. Sei lá. Só estava absorvendo tanta informação. A diretora continuou parada, atenta às próximas palavras, mas sua expressão não estava nada boa.

– Eu sabia desde o início que aquele show de Debrah te traria problemas e eu me sujeitei a ficar com ela para achar uma solução. Isso não justifica, claro – ele se defendeu – e por isso eu quero te pedir desculpa. Eu nunca te deixaria dessa forma se houvesse outro jeito. E bem, se não fosse Alexy e Rosa, e Violette... – ele deu uma risadinha – nós não resolveríamos nada.

– E ah. – Dessa vez Alexy se pronunciou. – Sei que você é um brutamontes que não gosta de exposição, mas tentamos falar com você e não deu certo. Esse foi a maneira que achamos pra isso.

– A-alexy, que isso... – Violette o repreendeu.

Só ouvi até aí e o microfone foi desligado.

A velha e eu nos entreolhamos. Ela parecia ter lido meus pensamentos e assentiu com a cabeça para que eu saísse da sala com pressa.

Do lado de fora o alvoroço era evidente e mesmo assim lutei para passar entre as pessoas sem muito contato visual. Agora eu só queria chegar até a sala dos professores.

Quando cheguei, não precisei nem bater. A porta estava escancarada, Debrah estava sob ela, furiosa como eu nunca vi. Ela me acompanhou com os olhos semicerrados e eu fiz questão de passar por ela sem dizer uma palavra. Alexy estava na nossa direção, em posição de ataque para a coisa com pedaços de pano.

Lysandre estava de costas, acalmando a pequena de cabelos violeta. Rosa recostada sobre uma mesa com uma garrafa d’água nas mãos.

– Quantas vezes eu vou ter que dizer pra você sair daqui? Acabou, meu bem. Tchau! – Alexy reclamou mais uma vez, impedindo que a garota entrasse aos nervos.

Lysandre quando me viu ficou um tanto quanto sem jeito, percebi quando ele retirou uma das mãos da garota e deu um pequeno passo para trás. Sem pensar muito eu fui até ele e o abracei como nunca havia antes. Ao fundo se ouvia a diretora aos gritos com Debrah, mas dei pouca importância. Era meu amigo quem estava ali.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤


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