História O tempo será nosso maior aliado - Capítulo 68


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Dakota
Tags Castiel
Visualizações 48
Palavras 2.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esqueci de publicar ontem, desculpem kk
Boa leitura :D

Capítulo 68 - Meu amor


Castiel on.

Passamos o resto do dia todo com Luma. Mesmo que ela não pudesse falar nós conversamos sobre coisas boas e engraçadas e eu conseguia notar em seus olhos que ela estava alegre por isso.

Passei um tempão lá fora para me preparar pelo que iria fazer, decidi de vez não demonstrar algo entre a gente para evitar alguma confusão, mas não aguentei quando a vi, e corri para abraça-la. No fim, consegui crer realmente que aquilo estava acontecendo, e ainda que só ali do lado dela, sem toques e nada demais, eu me sentia realizado, como se valesse a pena cada coisa que tive que passar sozinho.

No momento em que disse que senti saudades, uma lágrima escorreu pelo seu rosto e aí tive completa certeza de que ela não havia se esquecido de nós, pelo menos não de tudo.

Durante as conversas – principalmente de Alexy falando sem findar – ela só mexia seu rosto lentamente, olhando para quem estava com a voz, demostrando todo seu interesse pelos assuntos paralelos.

Foi uma alegria para nós e para mim principalmente, saber que só com um pouco mais de paciência tudo iria voltar a ser como antes, não conseguia nem expressar o quão feliz eu estava por ver os lindos olhos azuis novamente focando-se nos meus.

No entanto, a culpa que sentia por Alexy estava me corroendo mais do que eu imaginava e mesmo transbordando sorrisos com minha menina ao lado eu alternava minha mente no agora e de volta à situação de alguns minutos.

Quando a noite foi surgindo meus pais tiveram de ir, o descanso gestacional era necessário, e eles foram para casa depois de se despedir de Luma com beijos e abraços. Senti mais liberdade com a saída dos velhos, ainda que Alexy não parasse de falar, eu não conseguia parar de acariciar seus cabelos e soltar sua mão. Eu não me permiti falar nada, só queria sentir, e só reafirmava a paixão e amor que tinha por aquela garota a cada vez que ela fixava seus olhos em meu rosto, como que quisesse dizer algo.

Algumas horas mais tarde o doutor pediu que saíssemos, ela teria que descansar para ver como as coisas fluiriam dali. O meu egoísmo em querer ficar queria dizer: porra, ela já dormiu por três meses. Mas o zelo pelo bem-estar dela falava mais alto do que qualquer coisa para mim desde que isso começou, então obedecemos, após claro, nos despedirmos de forma demorada.

Assim que cruzamos a porta de saída do quarto, Alexy apertou seu passo, sem me olhar uma vez sequer, e eu percebi a tentativa de me evitar, mas o Castiel de agora não deixaria isso acontecer, eu precisava pelo menos me explicar e tentar concertar tudo.

– Alexy. – Eu o chamei, acompanhando sua aceleração. – Alexy! Qual é...

– Me deixa quieto, por favor Castiel! – Ele continuou.

– Vamos conversar, por favor. – Eu insisti. – Você não precisa me desculpar, eu só preciso que me escute.

Ele parou de repente e me encarou, seus olhos transpassavam tristeza e exaustão, mas firme ele disse:

– Você não tinha o direito, Castiel! – Ele apontou seu dedo alto o suficiente para que eu pudesse ver. – Você não tinha! Isso é ser invasivo, Castiel. Eu nunca fiz algo desse nível com você. Por que isso agora?

– Eu não tinha a intenção, de verdade...

– Ah não? – Ele uniu suas sobrancelhas com frieza. – E o que você queria Castiel? Acho que meu diário não se abriu sozinho e recitou as palavras em voz alta pra você... se eu escrevi num diário era a minha vontade isso permanecer em segredo, se eu quisesse divulgar minha vida eu publicaria numa rede social ou sairia com um megafone pelas ruas! Eu já estava me sentindo humilhado pela situação, agora que você sabe eu estou o dobro, você entende o que é isso?

– Alexy, eu não tô tentando justificar, eu poderia sim ter te perguntado e mesmo assim optei pela forma mais rápida. Sou um filho da puta? Sou um filho da puta. Mas eu fiz isso porque eu queria realmente te ajudar. Foi a única alternativa pra mim na hora. Eu juro que se soubesse que seu problema era algo tão íntimo eu não teria o feito.

– Eu não quero a sua ajuda, eu não tenho nada a fazer, entendeu? – Ele bateu o pé no chão. – O que você leu já aconteceu e já ficou pra trás. Não se sinta no direito de invadir minha privacidade só porque eu não estou sorrindo mais. O que você quer? Que eu fique distribuindo alegria com tudo isso acontecendo? Olha... quer saber, mesmo com tudo, hoje sim eu tô feliz porque a Luma voltou, e sei que você também está, então vamos parar de falar sobre isso, você esquece e eu esqueço. Tchau Castiel!

– Ok, Alexy... – eu desisti. – Foi mal.

Eu saí na direção oposta, indo de taxi até minha casa.

Mesmo com a dispensa de Alexy eu queria de verdade poder não só retribuir o que ele fez por mim, mas ajudar mesmo, e aí decidi ir até a casa de Isaac, porém, não hoje e sim quando toda essa poeira baixasse.

 

---

 

Quando acordei no dia seguinte, tive de ignorar a vontade incessante de ir até o hospital e ir para a escola. Não poderia medir esforços para conseguir passar de ano depois de tudo que aconteceu.

 Lá, as pessoas que já estavam sabendo das boas novas vieram até mim fazer perguntas e eu tive que “fugir” na maior parte do tempo livre. Alexy não se aproximou também, mas deixei que ele esfriasse a cabeça.

Depois que o sinal de fim de aula soou eu fui correndo, literalmente, até o hospital, já sentia uma enorme saudade de Luma e não fazia nem doze horas desde que a vi.

Não demorou muito para que chegasse. Caminhando sobre o extenso e vazio corredor pude ouvir um choro acompanhado por gritos altos ecoando pelo corredor. Eu reconhecia a voz... saí correndo mais uma vez até o quarto.

Luma estava deitada sobre a cama, corada, com olhos encharcados. Um médico estava na sala com uma prancheta enquanto que Helena tentava a acalmar, afagando seus ombros.

– O que tá acontecendo? – Eu fui até o outro lado da cama e segurei uma das suas mãos gélidas.

– Luma, você precisa se acalmar... você não pode ter tantas alterações. – O doutor disse em meio ao choro contínuo da garota. – Se não parar por si só nós teremos que te dar outro remédio pra dormir.

– Não! – Ela exclamou com rouquidão e aos soluços. – Eu quero ficar sozinha.

Me senti um pouco mal e engoli em seco, mas soltei sua mão sobre a cama e acompanhei os dois que assentiram, mas ela segurou o último dedo.

– Fica. – Ela disse mordendo os lábios, na intenção de evitar a onda de choro eminente.

– O que... – tentei dizer, mas depois de dar dois passos de volta até sua cama, ela agarrou-me sobre seus braços e buscou apoio em meu peito. Me senti em casa....

– Castiel... – ela tentava dizer em meio às constantes lágrimas e expressões que a tomaram. – Eu não consigo... e-eu não posso mover as... as minhas pernas

Ela foi diminuindo sua voz até chegar numa espécie de sussurro cansado e mais rouco. Meu coração congelou e eu procurei manter a calma para não a desmoronar de vez.

– Explica pra mim... devagar. – Eu a incentivei.

– Eu não sei... – Ela soluçava e me olhava com desespero. Me cortava o coração. – Eu só não consigo!

– Não, não, não, não. – Eu passei as mãos pela testa e cabelo convencendo a mim mesmo. – Espera um segundo, eu vou falar com o doutor. Por favor, se acalma.

Eu beijei sua testa antes de me retirar e ir em busca do homem. Tudo que havia em mim era completo desespero, mas minha única reação na frente da Luma era transpassar delicadeza e segurança.

– Como assim a Luma não vai poder andar?! – Eu questionei firmemente assim que o avistei na recepção, ignorando completamente o outro paciente com quem ele falava.

– Não é bem assim Castiel, veja bem... não é permanente. Se ela fizer a fisioterapia direitinho ela tem grandes chances...

– Grandes chances? – O interrompi. – Então ela pode mesmo ficar sem andar?!

– É bom não pensar nisso e nem dizer isso a ela. É importante que ela tenha apoio, o resto fica por nossa conta e dela.

– Eu não acredito... – passei a mão pelos cabelos, perplexo.

– Fica calmo. Ela já passou pelo pior!

Eu virei as costas e o deixei sem nem ao menos responder, me fiz de despreocupado quando entrei e me deparei com ela um pouco mais calma.

– Amor... – Tossi na intenção de camuflar o que acabara de dizer sem querer. – Lu... escuta, nós iremos cuidar de você, não se preocupe. Você vai ter um acompanhamento e isso vai se reverter, ok?

Enxuguei seus olhos com as pontas dos dedos.

– Cast... – ela murmurou com dificuldade, era ruim ver que a cada esforço uma tosse acompanhava-a, mas ela continuou olhando em meus olhos. Tive de me controlar. Fiquei tão preocupado ao vê-la chorando e depois com a notícia que nem reparei que voltei a ouvir realmente a voz dela. Quem diria que isso seria possível.... Chupa Debrah!

– Sim?       

– Obrigada...

– Por? – Passei as mãos pelos seus cabelos. Eu não podia evitar o toque, era impossível, eu ansiava pela minha namorada e não podia admitir.

– Por cuidar de mim. – Ela fungou ao terminar sua frase.

Eu sorri mas não disse nada, apenas segui observando-a de perto e arrumando seus cabelos, como se estivesse gravando cada detalhe seu.

– Não era só isso que eu queria falar...

– Ah não? – Eu a olhei com atenção. – Pode falar.

– É que... eu não sei como dizer. – Ela tossiu mais algumas vezes e escondeu seu rosto com as mãos. – Eu lembro de coisas..., mas eu não consigo decifrar o que é real e o que não é. Eu estou muito confusa.

– O médico disse que você irá se lembrar em breve.

– Eu sei, mas, é que eu lembro de coisas entre... – ela passou a gesticular para mim e ela. – Eu preciso saber se..

Castiel off.

 

Fui pega de surpresa quando Castiel abaixou as mãos sobre meus cabelos e selou com pressão seus lábios contra o meu. Isso era um sim. ISSO ERA UM SIM! Aconteceu e eu me sentia feliz apenas por saber que ele me esperou – não que fosse algo impossível – mas ele ainda gosta de mim e... porra como eu amo esse cara! Não necessitava de minhas lembranças e mente intactas para saber do que sinto, o meu coração sabia bem.

Só esse beijo era capaz de sarar toda a minha dor e fazer-me esquecer por um momento que posso ter rodas ao invés de pernas. Eu só queria aproveita-lo pois eu me sentia a garota mais sortuda por tê-lo.

– Eu te amo. – Ele disse quase sem folego quando desprendeu-se de meus lábios. Ainda podia sentir sua respiração contra meu rosto.

– Eu amo você. – Eu sorri abertamente antes que nossos lábios se unissem novamente num beijo caloroso.

– Ai. – Suspirei com um riso de leve e tossi mais algumas vezes. A respiração de Castiel estava pesada. – Eu devo estar horrível.

– Você está linda. – Ele sorriu com a mão entrelaçada à minha.

– Comparada a uma morta talvez... – sorri, comentando. – Ah, desculpa, não posso fazer esse tipo de piada! Que besta... rindo da própria desgraça.

Ele riu, e eu o acompanhei.

– Você é linda até quando está feia, se quer saber. – Ele arqueou sua sobrancelha.

– Claro... – Concordei sorrindo.

– Como você está se sentindo? – Ele perguntou, acomodando-se mais para meu lado.

– Cansada... confusa, triste..., mas feliz. – Eu o olhei intuitivamente, sorrindo de orelha a orelha.

– Cansada? Como assim criatura? – Revirei os olhos.

– Cansada desse hospital. – Disse.

– Eu que o diga...

– Nós temos muito a conversar... porque eu tenho muitas dúvidas e você como meu... – eu não sabia realmente o que era, dei uma super bola fora – meu primo/amigo/cara que beija, tem o dever de me explicar.

– Ok. – Ele franziu o cenho. – Tem alguma coisa que queira perguntar agora?

Ele estava desconfiado, eu sabia.

– Na verdade sim. – Cerrei os dentes.

– Diga. – Ele incentivou.

– É que... o Dake era meu namorado... eu terminei com ele, ou...

– Sim. Você terminou com ele. Foi o que ele disse. Você não se lembra? – Senti uma leve rispidez, como se isso incomodasse a ele. Acho que eu o entendia.

– Não. – Respondi cabisbaixa.

– É importante que lembre... – comentou. – Mas sem pressão, ok?

– Tá. – Ri baixinho desse seu “sem pressão, mas já pressionando”. – Não deveria ter me falado então.

– Desculpe. – Ele abriu um sorriso malicioso como só ele sabia dar.

Eu não resisti e o beijei novamente. Passando intermináveis segundos aproveitando o gostinho e cada movimento lento feito por ele dentro de minha boca. Como senti falta.... Por que não se dá pra beijar em coma?

– Será que o médico me deixa dormir aqui? – Ele sorriu, olhando em meus olhos.

– Você não muda nunca né?

– Algumas coisas nunca mudam. – Eu sorri para ele e o abracei.

Era bom ter esse momento com ele agora e vermos o quanto tempo perdemos e o quanto tínhamos que compensar, nosso amor era recente e mal tivemos tempo para fazer isso crescer, apesar de já ser algo grande. O fato era que não podíamos deixar tudo vir a secar junto com os problemas, acredito que já passamos pelo mais difícil.

– Cast.

– Hum? – Ele ainda “brincava” com as cutículas de minhas unhas, estava até me envergonhando. Me sentia mais uma vez um objeto cientifico pois tudo que ele podia tocar e observar em mim ele fazia, como se a ficha dele ainda não tivesse caído.

– Hum... não nada. – Desisti.

– Amor, você pode me dizer qualquer coisa, já falei. – Ele me encarou.

– Não, é que... você pode chamar a Helena aqui?

– Quê? Pra quê? – Ele franziu o cenho.

– Eu preciso falar com ela... – revirei os olhos.

– Só vou se me disser. – Ele sorriu.

– Por favor, é importante.

– Só se me disser... – ele olhou para os lados, provocando-me.

– Eu preciso... – mordi os lábios envergonhada – ir ao banheiro.

– O que? Não ouvi. – Ele se aproximou.

– IR AO BANHEIRO! Eu quero mijar!

Ele deu um pequeno sorriso, apertou minha mão e levantou-se em direção à porta. E eu fiquei ali com cara de idiota.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...