História O Teorema Kyung-Mi - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Adaptações, Bangtan Boys, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, O Teorema Kyung-mi, Shiitalk, Teorema, Yaoi
Exibições 7
Palavras 1.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ecchi, Festa, Hentai, Josei, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello!
Não era para eu por este capítulo hoje, mas sou impaciente.
AINDA VOU VOLTAR DO "HIATUS", GALERA! Só estou de castigo (sim, eu to postando isso aqui ás escondidas mesmo).
Essa história está uma delicinha e aviso que isso não é plágio, pois vi uma fic jikook baseada nesse livro, mas ela é diferente (e eu postei antes de saber que tinha uma, hehe).

Anyway, espero que gostem <3

~Shii

Capítulo 2 - (um)



 Na manhã seguinte á formatura do ensino médio e depois de ser dispensado por sua décima nona Kyung-Mi, o célebre menino prodígio Jeon Jungkook tomou um banho de banheira. Jungkook sempre preferiu banhos de emersão; uma das regras fundamentais em sua vida era nunca fazer em pé qualquer coisa que pudesse realizar, com a mesma facilidade, deitado. Ele colocou os pés na banheira assim que a água esquentou, sentou-se e ficou observando, com o rosto estranhamente sem expressão, enquanto a água subia. Foi cobrindo suas pernas, que estavam dobradas e cruzadas. Jungkook percebeu, embora sem muito ânimo, que estava muito comprido e grande demais para aquele espaço – parecia uma criatura praticamente adulta brincando de ser criança. Quando a água começou a banhar sua quase ausente, mas nada definida barriga, ele pensou em Arquimedes. Quando Jungkook tinha uns 4 anos, leu um livro sobre Arquimedes, o filósofo grego que descobriu, ao se sentar numa banheira, que o volume de qualquer corpo poderia ser calculado com base no deslocamento da água. Ao chegar a essa conclusão, dizem, gritou “Heúreka!” (do grego: Achei!) e saiu correndo pelado pela rua. O livro dizia que muitas descobertas importantes continham um momento eureca. E mesmo então, com tão pouca idade, Jungkook queria muito ser o autor de descobertas importantes, o que o fez perguntar à mãe assim que ela chegou em casa aquela noite:


— Mamãe, algum dia eu vou ter um “momento eureca”?


— Ah, meu querido — ela disse, pegando sua mão. — Qual é o problema?


— Eu quero ter um momento eureca — ele respondeu, da mesma forma que outra criança teria expressado a vontade de ter uma das Tartarugas Ninja.

Ela encostou as costas da mão na bochecha dele e sorriu, os rostos tão próximos que dava para ele sentir o cheiro de café e maquiagem.


— Mas é claro, Jungkook, filhinho. É claro que você vai ter.
Só que as mães mentem. Está na descrição do cargo delas.


 Jungkook respirou fundo e deslizou o corpo, mergulhando a cabeça. Estou chorando, pensou, abrindo as pálpebras para enxergar embaixo da água cheia de sabão que fazia seus olhos arderem. Quero chorar, então devo estar chorando, mas é impossível dizer ao certo dentro d’água. E não estava. Estranhamente, estava deprimido demais para derramar lágrimas. Magoado demais. A sensação era de que Kyung-Mi havia roubado dele a parte que chorava. Jungkook destampou o ralo, ficou de pé, enxugou-se e vestiu-se. Quando saiu do banheiro, viu os pais sentados, juntos, em sua cama. Nunca era um bom sinal quando ambos estavam em seu quarto ao mesmo tempo. Historicamente, aquilo significava:


1. Sua avó/seu avô/sua tia-Lee-que-você-não-conheceu-mas-acredite-era-legal-e-é-uma-pena morreu.


2. Você está deixando que uma garota chamada Kyung-Mi o distraia dos estudos.


3. Os nenéns são gerados por meio de um ato que em algum momento você achará interessante, mas que por enquanto só o deixará horrorizado, e, além disso, às vezes as pessoas fazem coisas que incluem algumas etapas do ato de gerar nenéns que, na verdade, não incluem a fabricação de nenéns, como beijar o outro em lugares que não ficam no rosto.


Nunca significou:


4. Uma garota chamada Kyung-Mi ligou enquanto você estava no banho. Ela sente muito. Ela ainda o ama e cometeu um erro imperdoável, e está esperando você lá embaixo.


 Mas, mesmo assim, Jungkook não pôde evitar nutrir a esperança de que seus pais estivessem no quarto para dar uma notícia do tipo 4. Em geral, o garoto era pessimista, mas parecia fazer uma exceção para as Kyungs-Mis: sempre achava que voltariam com ele. Aquela sensação de amar e ser amado invadiu seu ser, e ele pôde sentir o gosto da adrenalina no fundo da garganta – e quem sabe não acabou, e quem sabe ele iria poder sentir o toque da mão dela de novo, e ouvir aquela voz alta e aguda se transformando num sussurro na hora de dizer eu te amo do jeito rapidinho e baixinho como sempre fizera. Ela falava eu te amo como se fosse um segredo; e um dos grandes.
 O pai ficou de pé e deu um passo em sua direção.


— A Kyung-Mi ligou para o meu celular — ele disse. — Está preocupada com você.
Jungkook sentiu a mão do pai em seu ombro e, em seguida, os dois se aproximaram e se abraçaram.


— Estamos muito preocupados — a mãe falou. Ela era baixa e tinha cabelos castanhos e lisos com uma única mecha branca na frente. — E surpresos — acrescentou. — O que aconteceu?


— Não sei — Jungkook disse, baixinho, encostado no ombro do pai. — Ela simplesmente... não me aguentava mais. Cansou de mim. Foi o que ela disse.


 Aí a mãe se levantou e foi um tal de se abraçarem, braços para todo lado, até que ela começou a chorar. Jungkook se desvencilhou dos abraços e sentou-se na cama. Sentiu uma necessidade absurda de expulsá-los do quarto imediatamente, como se fosse explodir se não saíssem. Literalmente. As vísceras espalhadas pelas paredes; o cérebro prodigioso jogado na colcha da cama.


— Bom, em algum momento precisaremos sentar e avaliar suas opções — o pai disse. Ele era fã de avaliações. — Não estou tentando ver o lado bom, nem nada, mas parece que agora você terá tempo livre no verão. Um curso de férias na Universidade Northwestern, talvez?


— Quero muito ficar sozinho, só hoje — Jungkook respondeu, tentando transmitir uma aura de tranquilidade para que os dois fossem embora e ele não explodisse. — Então, podemos fazer essa avaliação amanhã?


— É claro, querido — a mãe respondeu. — Estaremos aqui o dia todo. Desça a hora que quiser, e nós o amamos, e você é tão, tão especial, Jungkook, e não pode de jeito nenhum deixar que essa garota o faça sentir qualquer coisa diferente disso, porque você é um garoto magnífico e genial...
 E, naquele exato momento, o garoto mais especial, magnífico e genial do mundo correu para o banheiro e botou os bofes para fora. Uma explosão, por assim dizer.


— Ah, Jungkook! — a mãe gritou.


— Só preciso ficar sozinho — ele insistiu, do banheiro. — Por favor.


 Quando saiu, os pais tinham ido embora.
 Pelas quatorze horas que se seguiram, sem fazer uma pausa sequer para comer, beber ou vomitar de novo, Jungkook leu e releu o anuário da escola, que recebera apenas quatro dias antes. Tirando o blá-blá-blá costumeiro dos anuários, o seu continha setenta e duas assinaturas. Doze eram só as assinaturas mesmo, cinquenta e seis mencionavam sua inteligência, vinte e cinco diziam que gostariam de tê-lo conhecido melhor, onze falavam que foi legal tê-lo como colega de turma na aula de inglês, sete incluíam as palavras “esfíncter da pupila” (mais sobre isso adiante) e impressionantes dezessete terminavam com “Fique tranquilo!”. Jeon Jungkook não poderia ficar tranquilo mais que uma baleia-azul poderia ficar magrinha ou Bangladesh poderia ficar rico. Provavelmente, aquelas dezessete pessoas estavam brincando. Pensou naquilo – e refletiu sobre como vinte e cinco de seus colegas de turma, alguns dos quais haviam frequentado a escola ao seu lado doze anos seguidos, poderiam ter desejado “conhecê-lo melhor”. Como se não tivessem tido oportunidade.
Mas, acima de tudo, naquelas quatorze horas, ele leu e releu a dedicatória de Kyung-Mi XIX:


Kook,
A todos os lugares aonde fomos. E a todos aonde iremos. E a mim, aqui sussurrando de novo, de novo, de novo e de novo: euteamo.
Para sempre sua, K-y-u-n-g-M-i


• • •


 Por fim, Jungkook achou que a cama estava confortável demais para seu estado de espírito e, por isso, deitou de barriga para cima com as pernas esparramadas pelo carpete. Ele começou a criar anagramas de “para sempre sua” até que achou um que lhe agradou: se um pesar para. Então ficou deitado ali imaginando se o seu pesar pararia, e repetiu mentalmente a já decorada mensagem, e quis cair no choro, mas em vez disso sentiu apenas uma dor no plexo solar. Chorar é algo a mais: é você mais as lágrimas. Mas o sentimento que Jungkook carregava era um macabro choro ao contrário. Era você menos alguma coisa. Ele ficou pensando naquela expressão – para sempre – e sentiu uma queimação logo abaixo da caixa torácica.
 Doía como a pior surra que já tomara. E ele já havia tomado muitas.
 


Notas Finais


E ESSA FOI A DELÍCIA DE HOJE!
Não prometo atualizar logo, sou do mal B)
Kissões <3

~Shii


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