História O Terceiro Filho - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boyxboy, Crime, Lemon, Lgbt, Policial, Romance, Yaoi
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Palavras 1.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Os negócios da Família Romano (Parte 2)


MATTHEW

Meu pai pedira a secretária que nos trouxesse duas xícaras de café e enquanto esperávamos, ele me apresentou tudo o que eu tinha de ler para a primeira reunião: Basicamente números, estatísticas e o que eu precisava saber sobre os negócios da Romano. Stanley viria de Nova York junto aos representantes e seriam dias movimentados para todos os empregados da empresa, desde a recepção até os dos grandes executivos no topo.

Eu trabalharia um andar á baixo da presidência e da diretoria, basicamente, eu seria responsável por garantir que todos os balanços chegassem a eles, participaria das reuniões, ainda que não pudesse opinar diretamente nas decisões, já que Angie nos representava como acionistas desde a morte de minha mãe, quando automaticamente herdamos vinte por cento dos títulos.

Pode não parecer muito, mas com o dinheiro que entrava na minha conta, eu pagara meus estudos e sustentara, com um padrão elevado, os anos de universidade, sem nunca economizar um centavo e ainda ajudando Luke a se manter em seus estudos para se tornar professor. É claro que ele relutara e prometera me pagar cada centavo, mas não se fazia necessário, eu podia gastar.

— Então, até a reunião você precisa ter entendido tudo isso, seu escritório já está pronto e você começa a trabalhar na semana que vem. Precisa conciliar essas duas coisas, os afazeres cotidianos de seu cargo e os dados já preparados para a reunião, acha que consegue isso, Matthew? — meu pai perguntou, escondendo-se atrás da xícara enquanto eu folhava aleatoriamente as páginas recém recebidas.

Parecia muita coisa, ainda mais para um novato, mas o senhor Romano costumava dizer que era assim que se aprendia: Começando o trabalho de forma desafiadora. Ele queria nos preparar, tal como o pai dele preparou os filhos, para assumir a sua posição. Queria que fossemos impecáveis.

— Pode contar comigo pai, eu vou ter tudo esquematizado na reunião e vou cumprir com as minhas obrigações do cargo — eu disse tentando passar confiança.

Me faltaria tempo para dedicar a Luke, pois para tornar possível o cumprimento de todos meus afazeres, era preciso ler todos os documentos até que a próxima semana - e o emprego - começasse. Ele ficaria furioso, mas nosso sábado na cama seria adiado, a menos que se contentasse em ficar me observando trabalhar o dia inteiro, o que eu duvidava muito.

Luke precisava entender, era mais que meu trabalho, era meu nome e o nome da minha família, eu compreendia seu cansaço depois de sair da escola e merecia receber o mesmo tipo de tratamento da parte dele.

— Eu sei que está vivendo sua vida de recém casado — meu pai disse — é injusto pedir isso agora, mas é preciso. Depois que essa época do ano passar, você vai ter menos trabalho e poderá resolver suas questões pessoais.

Ele entendia!

Nenhuma marca em seu semblante demonstrava compreensão, mas como o homem importante que era, meu pai teve de deixar de lado muitos momentos em família para se dedicar a empresa. Eu chegara a ver isso com maus olhos, sem a valiar a complexidade da vida de Rodrick Romano, mas agora, diante a escolha difícil entre os balanços e o dia com Luke, conseguia compreender que meu pai, ao focar-se nos negócios, só visava nosso bem.

Era um bom homem, um grande exemplo!

Me arrependia de não ter contado antes a decisão de trocar alianças com Luke, ele parecera comovido e magoado com a ideia de eu não ter lhe dito nada sobre isso.

— Tudo bem, Luke vai compreender! — respondi ainda focado nas páginas diante de mim.

A curiosidade se alastrou rápido. Durante toda a vida, eu fora criado para ser uma pessoa importante, trabalhar com aquele tipo de coisa. Eu simplesmente não conseguia desviar a atenção dos balanços, afinal, os valores presentes ali eram a prática do que eu passara anos estudando na universidade.

Só ergui os olhos quando um último tópico a tratar com meu pai veio a mente.

— Pai... O senhor pode conversar com o Stan? — eu disse um tanto nervoso. Não gostava de pedir algo assim a Rodrick Romano, mas era preciso, por Luke, para que ele se sentisse seguro no meio de minha família.

— Sobre? — ergueu um pouco as sobrancelhas.

— A festa. Luke não quer ir, em parte por causa do Stan, da última vez ele fez o sinal da cruz quando Luke pediu para que ele alcançasse as torradas no café da manhã, isso é um pouco desconfortável — expliquei da forma mais tranquila possível.

Um desentendimento agora não fazia parte de meus planos, e era exatamente por isso que eu pedia a intervenção de meu pai, pois Stanley o respeitava.

Soava absurdo. Conter os cochichos e palavras de meu irmão não solucionava nada permanentemente, porém, era a única arma que eu tinha por enquanto.

— Seu irmão não vai ser um problema, eu falarei com ele — meu pai respondeu, sempre com seus ares sérios e seu semblante indecifrável — Diga a Luke que é melhor comprar um Armani, precisamos passar uma boa impressão para esses loucos de Wall Street.

Concordei com a cabeça e abri um sorriso, gostava de como meu pai dava um jeito de incluir Luke na família.

— Muito bem, Matt, acho que resolvemos tudo por hoje, não esqueça de se preparar para a reunião e por favor, a presença de Luke na festa é importante, não só porque ele é seu... Marido, como também porque a mídia precisa saber que tudo está correndo bem dentro de nosso círculo. Representar estabilidade é essencial, ninguém investe seu dinheiro em um negócio cujos representantes não parecem confiáveis — ele disse sério e eu concordei.

— Tudo bem, obrigado, pai. — respondi me levantando e organizando a pilha de pastas que seriam minhas melhores amigas durante o resto da semana.

— Hey, Matt, passe em seu escritório antes de ir e veja se está tudo do jeito que você quer, ainda podemos mudar algum detalhe de última hora. — ele falou e logo baixou o rosto, encarando as pilhas e pilhas de papel a sua frente.

Eu saí de sua sala, passei pela secretária e também por uma das diretoras, cumprimentei ambas antes de entrar no elevador e apertar o botão que levaria ao andar onde eu trabalharia.

Basicamente era um espaço caótico: contadores em cubículos com camisas sociais, suando frio, falando em seus telefones ou então com os olhos voltados para as telas dos computadores. Eu simplesmente não conseguia imaginar Luke ali, ou melhor, até era possível vê-lo diante de uma das mesas, com o rosto rubro pelo stress, surtando entre seus preciosos expressos e quase implodindo de raiva.

 Não servia para ele, eu o conhecia, era explosivo demais para lidar com contabilidade, se demitiria na primeira semana, ou acabaria matando alguém no primeiro mês... Como professor ele parecia mais satisfeito. Preparava suas aulas todos os domingos, sentado na bancada, com seus fones de ouvido, as vezes cantarolando em voz alta as músicas de sua playlist sem perder os ares concentrados.

Passei por todas as pessoas e rumei até o escritório, um lugar grande, com uma bela vista panorâmica, localizado no fim do setor, depois dos cubículos dos contadores.

Assim como a sala de meu pai, só haviam paredes nas laterais do escritório, a parte da frente era de vidro e assim como eu podia ver os demais empregados, eles também podiam acompanhar minhas ações. 

Algo quase poético na verdade, representava transparência: Nós da Romano não temos nada a esconder de ninguém.

Entrei e sentei na cadeira dedicada a mim. Meu nome já estava gravado em uma placa de metal na mesa, o computador já estava instalado, bem como todos os programas necessários para que eu pudesse fazer meu trabalho.

O tom azul claro que contrastava com a mesa de madeira escura era perfeito, as prateleiras vazias que eu poderia encher de porta-retratos e alguns livros, as paredes onde eu colocaria algum quadro legal que combinasse com a vista. 

Tudo o que eu faria para tornar o local um ambiente confortável para se trabalhar.

Sobre a mesa estava meu cartão de identificação, aquele que eu passaria a usar na segunda-feira e que basicamente me dava acesso a todos os setores do prédio, sem que fosse necessário pegar um passe de visitante na portaria toda vez que eu subisse até ali.

Eu abri um sorriso e me joguei um pouco para trás, não consegui resistir a ideia de examinar uma das pastas ali mesmo e começar a ler no escritório, queria me familiarizar ao trabalho, orgulhar meu pai e meus irmãos, fazer tudo certo, colocar em prática o que eu aprendi.

Eu mal podia acreditar... Estava casado, vivendo a minha vida e começando a carreira que sempre fora minha, como uma marca de nascença.



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