História O Terceiro Selo - Capítulo 18


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Bado de Alcor, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Hilda de Polaris, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Personagens Originais, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shaka de Virgem, Shido de Mizar, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shura de Capricórnio
Tags Ação, Guerra, Saga De Gêmeos, Saint Seiya
Exibições 27
Palavras 4.400
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Capítulo 18:


Saga, Celeste e os demais cavaleiros estavam passando pelas ruínas da Casa de Touro, quando de repente, o chão sobre seus pés praticamente explode, e de lá surge Iuvart.

 

—Cavaleiro de Touro! -ele olha com ódio mortal para Aldebaran. -Nossa luta não terminou!

 

—Você é um sujeito bem insistente, Iuvart. -fala Aldebaran.

 

—Eu só poderei aparecer diante da minha mestra depois que levar as cabeças de alguns cavaleiros. -Iuvart acende seu cosmo, mais poderoso que antes. -E começarei com a sua!

 

—Sinceramente Iuvart, não temos tempo a perder! -diz Celeste, se posicionando, mas Aldebaran dá um passo para frente.

 

—Vão vocês na frente. Cuido dele.

 

—Eu fico, Aldebaran. -Mu prontificou-se.

 

—Mas... -ela hesita.

 

—Vamos.

 

Saga coloca a mão sobre o ombro de Celeste. Pelos olhares dele e de Dohko, sabia que não haveria nada que fizesse que demoveria os cavaleiros de lutarem com o caído, além do fato que não deveriam perder mais tempo. A cada momento, Leviatha se aproximava da espada e do inocente.

 

Os cavaleiros de Gêmeos e Libra passam na frente, sendo seguidos por Celeste e Shiryu. Enquanto isso, Aldebaran e Mu se preparam para a luta.

 

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Enquanto isso, as lutas entre as Casas de Virgem e Libra seguiam cada vez mais perigosas. Siegfried e Belais mediam forças, Ikki ainda lutava com um furioso Ahanaon e os cavaleiros de bronze restantes, estavam unidos para derrotarem Olivier, mas seus golpes não pareciam surtir efeito.

 

—Droga! Não acho brechas na defesa dele. -falou Seiya, irritado.

 

—Sugiro que usemos uma tática diferente, Seiya. Deu certo quando enfrentamos Aldebaran na Batalha das Doze casas. -fala Hyoga.

 

—O que?

 

—Shun e eu iremos quebrar a defesa dele, e você o ataca. -respondeu o cavaleiro de Cisne.

 

—Certo. -Pégasus concorda, e Shun assente com a cabeça.

 

—O que tanto resmungam, Cavaleiros? -provoca Olivier. -Desistiram e aceitaram a morte?

 

—Isso nunca, Olivier! -responde Pégasus.

 

—Preparem-se! -alerta Hyoga.

 

—Sim! -respondem ao mesmo tempo Seiya e Shun.

 

Shun se posiciona e lança o ataque de suas correntes, Olivier estica o braço para segurá-las, o cavaleiro de Andrômeda sorri quando suas correntes envolvem o braço de Olivier prendendo-o.

 

—Que truque infantil é esse?

 

—Prepare-se, Olivier! -gritou Hyoga, unindo as mãos sobre a cabeça e intensificando seu Cosmos, para seu golpe: TROVÃO AURORA ATAQUE!

 

Olivier estende a mão livre para reter o ataque congelante de Hyoga, e tem seu braço inteiro congelado. O Caído ergue a sobrancelha ao ver Seiya invocando seus meteoros.

 

—Segure essa se puder, Olivier! -diz Pégasus antes de... -METEOROS DE PÉGASUS!

 

Com um braço congelado e outro preso pelas correntes de Shun, Olivier recebe diretamente os golpes de Seiya, os milhares de meteoros o atingem violentamente, fazendo com que o Caído choca-se diretamente com a parede dos fundos da Casa de Virgem, causando uma enorme rachadura em sua estrutura.

 

Os jovens cavaleiros de bronze já comemoravam em seu íntimo a derrocada de seu oponente, mas não puderam esconder a incredulidade em suas expressões ao verem o General Infernal se erguer como se o ataque não tivesse significado nada.

 

—É louvável os esforços de vocês, garotos...mas inúteis. -ele estende a mão para lançar seu ataque. -Sintam a minha força...ESPÍRITOS MALIGNOS!

 

O ataque de Olivier, que aparece sob a forma de espíritos de aparência monstruosas atingem Pégasus, Andrômeda e Cisne. Eles são arrastados para longe, mas tentam se erguer novamente, apesar dos ferimentos e de seus corpos estarem doloridos.

 

—Hora de acabar com o pequeno incômodo que vocês se tornaram. -diz erguendo a mão e reunindo novamente suas energias para um novo ataque.

 

Nesse meio tempo, Ikki ainda enfrentava Ahanaon. Estava ficando sem forças, enquanto seu oponente parecia uma muralha indestrutível. Mas o Cavaleiro de Fênix se lembrou de tudo o que lhe era mais importante, os motivos que o levam a lutar...a família que estava para formar...Não se deixaria vencer!

 

Ikki reúne todas as suas forças, sua Cosmo Energia assume a forma da ave lendária que lhe protege e confere o título, sua armadura brilha intensamente, mudando a sua forma, ficando novamente parecida com a Kamei que usou durante a Batalha no Elíseos, contra Hades.

 

—Minha armadura! -olhou-a espantado, e depois para Ahanaon que investia com tudo para cima dele. -É o Sangue de Atena...ele ainda pulsa em minha armadura!

 

Ikki fecha os olhos e mentalmente perde perdão a esposa pelo o que fará.

 

—AVEEEEE FÊNIX!

 

O poderoso golpe atine Ahanaon com uma intensidade assustadora, o elevado Cosmo do cavaleiro de Fênix acaba atraindo a atenção de Olivier, que deteve o golpe final que iria desferir contra Seiya e os demais para observar o final da luta entre seu servo e o cavaleiro.

 

O ex-guerreiro de Hera é elevado pela fúria da Ave Fênix aos céus e cai ao chão como um boneco inanimado, ficando imóvel...caído...por longos momentos que pareciam eternos. Então, ele se mexe, apoiando suas mãos para erguer-se novamente. Ele fica novamente em pé, mas cambaleia e volta a cair, apoiando seu enorme corpo contra uma parede próxima, deslizando ao chão e ficando sentado.

 

—Fê-Fênix... -ele o chama, e volta o olhar ao cavaleiro. Não eram mais os olhos de um servo sem alma, havia vida neles. -Você...venceu...

 

—Armam?

 

—Sim. -ele se ergue apoiando-se na parede, sorrindo para Ikki. -Obrigado, Fêni...

 

Ele foi interrompido bruscamente, quando um raio escarlate atinge seu coração, varando seu corpo, causando um ferimento mortal. Espanto e revolta tomam o coração de Fênix ao se virar para o autor do ataque traiçoeiro. Era Olivier.

 

—Menos um verme inútil para atrapalhar. -declarou, olhando com desdém para o corpo de Armam.

 

A primeira reação de Ikki foi lançar-se com toda a sua fúria contra o General, mas ele ouviu Armam murmurar, agonizante e vai até ele, apoiando sua cabeça.

 

—Armam. Resista! -pedia em vão.

 

—Eu...já estou morto há tempos... -e volta a sorrir. -Poderia olhar por meus filhos...e minha esposa por mim?

 

—Eu o farei.

 

—Obrigado...queria ter te conhecido...antes... -e fechou os olhos. -Minha irmãzinha soube escolher bem...Ikki.

 

O corpo de Armam começa a se desfazer, tornando-se cinzas e uma brisa as leva para longe. Lana no Templo de Atena sente uma dor inexplicável em seu coração, e lágrimas em seus olhos...depois olha para os céus e sorri...a alma de seu irmão estava livre.

 

—Esse ataque covarde não ficará sem punição! -diz Ikki se levantando e encarando Olivier com fúria. -Prepare-se para conhecer o verdadeiro significado do Inferno, Maldito!

 

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Na Casa de Libra.

 

Lévy e Shina mal continham a ansiedade de correr pelas escadas abaixo e se juntarem aos outros nas lutas que se seguiam. Mas haviam sido instruídos a não abandonarem a casa de Libra, e era o que fariam.

 

—Maldição! -resmunga Lévy. -Eu não aguento mais esperar!

 

—Eu também não. -responde a amazona, de braços cruzados, olhando com preocupação para os eventos abaixo. -Eu vou...

 

—Ficar aqui. -diz uma voz jovem, mas séria e autoritária.

 

Os dois se voltam para quem chegava, um cavaleiro com sua armadura dourada, cabelos castanhos claros e olhos verdes, andar confiante, que atravessava a casa naquele momento.

 

—Aiolos! -espantou-se Shina. -O que faz aqui? Deveria estar na Casa de Sagitário!

 

—Eu sei... -respondeu. -Mas creio que devo ajudar nossos amigos, para que a luta nem chegue perto dessa Casa.

 

—Vai descer e lutar? E nós? -pergunta Lévy.

 

—Se falharmos...alguém tem que ficar e proteger esse lugar. Não concordam? -respondeu descendo as escadarias, sem olhar para trás.

 

—Hunf! -Lévy cruza os braços e senta no chão como uma criança. -Às vezes eu odeio a maneira que os cavaleiros se portam...como os todos poderosos!

 

—Aiolos não é assim. -respondeu Shina.

 

Lévy a olhou sem entender.

 

—Ele seria capaz de se sacrificar para proteger um inocente ou deter o inimigo e evitar mais mortes, como as de seu amigo. –ela diz, cruzando os braços e se concentrando nos cosmos em batalha.

 

—Sério?

 

—Sim. Aiolos é esse tipo de pessoa. –ela o observa descendo as escadas.

 

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Na Casa de Virgem.

 

—LIGHTING PLASMA!

 

—ONDAS DO INFERNO!

 

—SEI SAN SARA!

 

Os três golpes dos Cavaleiros de Ouro foram direcionados a Leviatha, que os recebeu com os braços abertos e um sorriso insano nos rosto. Foi possível ver o corpo dela ser lançado contra os pilares da Casa de Virgem, destruindo alguns antes de sua trajetória ser interrompida e cair ao chão.

 

—Conseguimos! -comemorou Máscara da Morte.

 

—Ainda não. -responde Shaka.

 

—O que disse? -Aiolia espanta-se e olha na direção que a adversária fora jogada.

 

Entre as nuvens de poeira e escombros, é possível ver um vulto tomando as formas femininas do corpo de Leviatha, o Cosmo dela aumentando e atrás de si, os Cavaleiros viram a forma do temível monstro infernal que recebeu seu nome também.

 

—Está divertido. -ela diz. -Mas logo minha insistente irmã chegará, e eu não quero enfrentá-la aqui. Tenho planos para que ela veja minha vitória antes...que ela veja que não importa o tanto que ela lutou, sacrificou-se, as vidas que ceifou e viu serem consumidas...que tudo isso foi em vão. -e gargalha. -Tola! Espera ganhar os céus novamente lutando contra o seu próprio povo? Sua raça? Seus irmãos? Nós que fomos expulsos, jamais retornaremos...pois Ele assim determinou! Mas eu irei abrir meu próprio caminho de volta!

 

—Ela está louca! -murmura o Cavaleiro de Leão.

 

—Certamente que está. -concorda Shaka. -E está cada vez mais forte! Como...? Sim!

 

—O que foi? -indaga Máscara da Morte. -Fala logo, maldito!

 

—As energias que sentimos dela, não são próprias de uma Cosmo energia...há tanta negatividade envolvendo ela...tanta podridão...tanta maldade...que a única explicação é que a fonte de seu poder é o próprio Trono do Inferno!

 

—O que disse? -espantam-se os dois cavaleiros.

 

—Que certamente o próprio Inferno está em colapso, para alimentá-la. -Shaka estreita o olhar. -Nenhum ser aguenta tanto poder. Nem os deuses...sem um preço a pagar. O poder a está enlouquecendo!

 

—Certo...ela é psicopata! Já percebi isso há tempos! -concorda o Cavaleiro de Câncer. -E como detemos ela?

 

—Só nos resta um último recurso!

 

—Está dizendo que...?! -Máscara da Morte espanta-se.

 

—Tem certeza, Shaka?

 

—Sim. Só nos resta a Exclamação de Atena para deter alguém tão poderoso!

 

—Sabe que esta técnica é proibida! -exclamou Aiolia, indignado.

 

—Ela bateu quantas vezes em sua cabeça? -diz o Cavaleiro de Câncer. -E aquele papo de que ela é imortal?

 

—Se não a destruir completamente... seu corpo será reduzido a átomos. Acaso isso não a detenha, espero que ganhemos tempo para que Saga chegue com a sua aliada.

 

—Como é?

 

—Do que estão falando?-pergunta Leviatha erguendo sua espada e reunindo suas energias. -Não posso ser detida! Não importa o que façam!

 

Com a espada, ela corta o ar. As energias de seu poder sombrio vão até os cavaleiros que se desviam a tempo, mas por onde o ataque passa, deixa uma trilha de destruição.

 

—Não temos tempo! -alerta Shaka. -Vamos usar a Exclamação de Atena!

 

—Quer que usemos o golpe que Atena proibiu contra ela? -pergunta Máscara da Morte.-Bah! E depois eu que sou o perturbado!

 

—Sim e agora!

 

—Então...vamos fazer isso. -diz o Leão, cerrando o punho.

 

—Pra uma técnica proibida, a gente tá usando ela demais, não acha? -Máscara da Morte dá os ombros e concorda. –Acho que a Atena vai ficar puta da vida conosco.

 

—Pediremos desculpas depois a ela. –diz Aiolia sorrindo.

 

Os três se posicionam, aumentando seus cosmos. Shaka de Virgem no centro, Aiolia de Leão do seu lado esquerdo e Máscara da Morte de Câncer em seu lado direito...todos se preparando para o golpe final.

 

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—O que? -Saga para de repente e Dohko olha espantado para o cavaleiro de Gêmeos. -Estão se preparando para a Exclamação de Atena! Estou sentindo suas Cosmos Energias cada vez mais poderosas!

 

—Mas...esse golpe... -Shiryu para ao lado dos Cavaleiros, e se lembra da primeira vez que presenciou tal poder.

 

—Sim. Se Aiolia, Shaka e Máscara da Morte estão usando tal recurso, é porque Leviatha está poderosa demais. -diz Dohko.

 

—Está sim. -concorda Celeste, passando por eles. -Por isso eu devo enfrentá-la.

 

—Enlouqueceu? -Saga a segura pelo braço. -Se antes havia um equilíbrio de forças entre vocês, este não existe mais! Ela está poderosa demais para que a enfrente!

 

—Sempre foi meu destino enfrentá-la e morrer lutando. -a mulher responde sem titubear.

 

—Ainda não aceitei isso! -Saga diz.

 

Eles se encaram. Dohko faz um sinal para que Shiryu o acompanhe e o cavaleiro de Dragão segue seu antigo mestre escada acima, deixando o casal para trás.

 

—Esse discurso de sacrifício. Não parece você! -ele diz.

 

—O que sabe de mim, Saga? Nos conhecemos há pouco tempo. Até Dohko e Shion, que me foram meus amigos por mais de dois séculos, não me conhecem completamente. -ela suspira. -Eu nasci para lutar e caçar os meus irmãos que perderam as Grandes Rebeliões, muitos dos quis amei e vi se tornarem seres abomináveis devido ao rancor e a dor do exílio, seduzidos pelas promessas de vingança contra a criação do Pai, aos quais responsabilizam pelas suas desgraças. Nasci para proteger a humanidade deles. Estive em todas as guerras, em todos os conflitos que tiveram origem nas palavras vis de um demônio, que incitou palavras de preconceito, ódio e intolerância em líderes. Vi horrores que nem você faz ideia...vi o pior e o melhor dos homens.

 

—Celeste...

 

—E agora...eu vi o amor. Em você. -ela toca em seu rosto. -Acha que é fácil para mim lutar sabendo que para deter minha irmã tenho que sacrificar minha vida ou minha alma? Sabendo que perderei você também?

 

Ela o beija ternamente e acrescenta com um sorriso.

 

—Fiz uma escolha...escolhi a vida. E vou protegê-la ao custa da minha se necessário for, pois quero que viva.

 

—Não desejo viver sem você.

 

—Não diga isso. Se me perguntassem agora...se houvesse um meio de retornar aos céus novamente...eu responderia que não voltaria. Prefiro os meros anos mortais ao seu lado, do que a Eternidade longe de você, Saga de Gêmeos.

 

—VAMOS! -Dohko chama ao longe, tirando o casal daquele momento.

 

—E eu não a deixarei que se mate para deter Leviatha. -Saga acrescenta. -Deve haver outro meio...sempre há!

 

—E há...mas não sei se é o certo. -ela responde, deixando mais confuso com aquela declaração. O que ela queria dizer com isso?

 

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Biblioteca do Templo do Grande Mestre.

 

—Eis o que desejo. -Elahel diz, esperando a resposta de Joan. O que ele pede poderia ser considerado insano, mas diante dos fatos, ela acredita que nunca o Marechal Infernal terá o que deseja. -Então? Tenho a Eternidade...mas você não. Aceita o que desejo?

 

—Sim.

 

—HAHAHAHAHAHAHAHAHAAHA!!!!! -a risada de Elahel seria capaz de congelar a alma até de seres que se consideram sem uma, brincando com a caixa de Anupus em sua mão. –Isso terá uma serventia afinal! Farei o que me pede, donzela.

 

O ser profano, ali conjurado, parte. Levando consigo sua presença, a caixa e as trevas. Joan respira profundamente, como se todo o ar da sala estivesse sufocando-a, ela corre para fora da biblioteca, caindo de joelhos. Ela levanta a cabeça rapidamente ao sentir um toque macio em seu ombro. Era Atena.

 

—Joan... o que fez? -Aud indaga com o olhar angustiado, abalada pela presença maligna que estivera ali a pouco.

 

—Espero ser perdoada pelo o que fiz. -responde, com lágrimas nos olhos, fitando Atena ao seu lado. -Oh, Pai...perdoe-me pelo o que faremos. Pelo o que tive que prometer.

 

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Em um lugar, onde o desespero começa e a esperança não existe mais...chamado Inferno...ou o que resta dele.

 

—Aqui nunca foi um lugar que eu chamaria de...bonito. Mas... -Rahel olha ao redor, e Lúcifer lança um olhar frio para ele. -Que foi? Eu tenho culpa se você deixou isso ao Deus dará?

 

—Não diga o Santo Nome Dele em vão. -repreende Ariel.

 

—Desculpe. -Rahel olha para a paisagem desolada, que parecia desmoronar e perder um pedaço a cada tremor, como se o Nada engolisse aquele reino. -Para onde? Se não sabe, é a primeira vez que venho nesse lugar infecto.

 

—Ao meu palácio. -diz Lúcifer, apontando para uma certa região.

 

—Por ali? -Rahel aponta.

 

—Sim. O Deserto habitado pelas almas dos Suicidas. -diz calmamente o senhor daquele reino, andando na frente.

 

—Odeio esse lugar! -diz Rahel, que olha para o companheiro. -Por que ainda estamos com ...com...esta abominação? Por que não voltamos logo para casa?

 

—Nossa missão termina quando ele voltar a sentar em seu Trono. -responde Ariel, andando na frente. -E sabe que haverá aqueles que se colocarão entre nós.

 

—É...eu sei. -e Rahel caminha atrás de seu amigo.

 

Atravessaram o Bosque dos Suicidas, vales de onde rios de sangue e fogo serpenteavam suas terras estéreis. Caminharam por um extenso deserto, até avistarem ao longe uma enorme construção feita de pedras negras. Era o castelo que procuravam. Com o porte de um senhor que retornava ao lar, Lúcifer caminhou até os portões, que não se abriram de imediato. Um breve momento e este se abriu, e um belo homem de aparência jovem, longos cabelos cor de prata e olhos dourados apareceu, sorrindo sarcasticamente ao ver quem estavam chegando.

 

—Bem-vindo...pai. -saudou o rapaz.

 

—Mamon. -Lúcifer deu um passo à frente e parou. A sua frente uma muralha de fogo se colocou entre ele e seu domínio. -O que significa isso?

 

—Acho que você não é bem-vindo. Novidade. -responde Rahel.

 

—Cale-se, insolente. -resmunga Lúcifer. -Vai se interpor entre mim e meu trono, Mamom?

 

—Há tempos que espero por isso...pai. –os olhos de Mamom brilharam e um sorriso maligno transfigurou sua face.

 

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Finalmente Kanon de Dragão Marinho, Marin de Águia, June de Camaleão e Kyra de Raposa haviam derrotado os últimos soldados de Leviatha, que haviam sido enviados para matarem as pessoas que residiam nas proximidades do Santuário.

 

—Era o último? -pergunta June, recolhendo seu chicote.

 

—Sim. -confirma Kanon, que coloca a mão em seguida em seu braço ferido por Saga.

 

—Se está quebrado, deveria procurar se cuidar. -diz Kyra.

 

—Estou bem...o que foi, Marin? -pergunta.

 

A amazona de Águia tinha o olhar fixo em direção as Doze Casas.

 

—Estão sentindo? -ela pergunta, Kanon olha na mesma direção e sente um calafrio.

 

—Eles...Exclamação de Atena?!

 

—Sim. -de repente, ela sente algo errado, como se o perigo estivesse próximo.

 

Risadas femininas e malignas preenchem o ar, antes que sombras se projetassem nos céus e os cercassem.

 

—O que...quem são vocês? -pergunta Marin, em posição de defesa.

 

—Eu sou Astarte. -se apresenta uma bela mulher de cabelos longos e negros e seus olhos eram totalmente enegrecidos como a noite, sua armadura era negra e azul, e lembrava uma serpente. -E essas são as Súcubos.

 

—Súcubos? -Kanon observa ao redor, as mulheres com expressões malignas.

 

—Com a morte de Baeta, pela maldita Celeste...as Súcubos precisavam de uma nova líder. E lady Leviatha não hesitou em me dar o posto. -Astarte sorri. -E como meu primeiro comando...Súcubos! Tragam a cabeça desses atrevidos que ousaram se colocar contra a vontade de nossa mestra!

 

—SIM! -responderam as mulheres antes de atacarem.

 

Kanon apenas deu um meio sorriso e disparou sua Cosmo energia contra as Súcubos, derrubando-as.

 

—Precisa mais do que isso para me deter. -declara o General Marina.

 

—Que assim seja. -Astarte eleva seu cosmo. -GRITO DOS MALDITOS!

 

O ataque os atinge, desnorteando Kanon e as amazonas. Astarte sorri com confiança e se dirige às suas subordinadas.

 

—A mestra quer um massacre digno de sua pessoa. Matem todos que aqui residem e servem Atena. -ordenou, apontando para a vila.

 

—Sim! -as Súcubos se dirigem a vila.

 

—Vão atrás delas! -ordena Kanon à Marin e as outras.

 

—Pode enfrentá-la com esse braço quebrado assim? -indaga June.

 

—Sim.

 

–Vamos. -ordena Marin.

 

—Mas... -Kyra tenta argumentar, olhando para Kanon que encarava Astarte.

 

—Não percamos tempo, Kyra. É nosso dever proteger o Santuário...e isso incluía a vila. -chama Marin com autoridade. -Kanon ficará bem!

 

As três amazonas então, partem atrás das Súcubos. Astarte ergue uma mão como se fosse uma garra e se coloca em posição de ataque.

 

—Pronto?

 

—Se for para derrotá-la? Sim. -Kanon sorri confiante, mantendo um olhar frio sobre a adversário. -E pouco me importa se é uma mulher.

 

—Gostei de você...quem sabe na próxima ordem eu o mantenha por perto como meu escravo particular.

 

–Perdoe-me mas, prefiro o pior poço do inferno a ficar com você. -e eleva seu Cosmo.

 

Astarte, com uma expressão que demonstrava seu desagrado com o comentário do General marina, o ataca com toda a fúria.

 

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Siegfried e Belais mediam forças com suas espadas. Apesar da aparência frágil do General do Inferno, ele tinha uma enorme força. O golpe que Belais desfere contra Siegfried só não foi fatal, pois este usava a Armadura de Odin.

 

—Deveria tê-lo eliminado em Asgard, Guerreiro deus. -diz Belais. -Pouparia esse transtorno todo.

 

—Você nunca seria capaz disso, Belais. Pois eu me lembro que usou de um truque sujo para me derrotar. Agora, não há mulheres aqui para que as use como escudos. -diz Siegfried, sentindo seu sangue ferver ao se lembrar de que Belais ousou atentar contra a vida de Hilda.

 

—Aquele infeliz incidente? -zomba Belais. -Está rancoroso com isso?

 

—Farei com que engula esses comentários, junto com seu sorriso debochado. -avisa Siegfried com uma frieza que incomoda Belais. -Hoje, eu o matarei.

 

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Olivier desviava-se mais uma vez dos ataques de Fênix. A cada investida do cavaleiro, ele sentia que este ficava mais rápido e mais forte! Cansado de ficar apenas fugindo, o General Infernal resolve partir para o ataque, segurando Ikki pelo punho e desferindo um chute em seu rosto, jogando-o longe.

 

Pronto a dar o golpe de misericórdia, teve que parar e saltar, para evitar que as correntes de Andrômeda o envolvem em um aperto mortal. Shun se colocava entre Olivier e seu irmão, pronto a protege-lo a todo o custo.

 

De repente, Olivier sente os Cosmos de Seiya e Hyoga também. Ikki já se levantava e ficou ao lado de Shun. O General estava cercado pelos quatro Cavaleiros de Bronze, mas parecia não se intimidar com isso.

 

—Há tempos que não me divertia tanto em uma luta. -disse com um sorriso. -ESPÍRITOS MALIGNOS!

 

Mas desta vez, os cavaleiros conseguem se desviar do ataque do General que parecia não acreditar nisso.

 

—–Deixa eu te contar uma coisa, Olivier. -fala Seiya. -Um mesmo golpe não funciona duas vezes com um Cavaleiro.

 

—Moleque insolente! -diz Olivier entre os dentes. -Não vou mais brincar com vocês! Tenho uma espada para pegar e entregar a minha mestra!

 

Seu cosmo se eleva assustadoramente, fazendo com que os cavaleiros de Bronze sejam jogados contra as paredes de pedras e nas da Casa de Virgem.

 

—Hora de morrer, Cavaleiro. -diz dirigindo uma enorme Cosmo energia a Seiya.

 

Mas um cosmo dourado quase o atinge, passando a milímetros dele, e ferindo sua mão. Olivier se vira para o autor do ataque e encontra um Cavaleiro de Ouro.

 

—Você é o tal General do Inferno? -pergunta. -Eu sou o seu adversário agora.

 

–E quem é você?

 

—Aiolos, Cavaleiro de Ouro de Sagitário.

 

Ambos se encaram e seus cosmos se inflamam.

 

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Enquanto isso, Aldebaran e Iuvart lutavam. O General infernal desferiu um golpe, prontamente defendido pelo Cavaleiro de Touro, mas cuja força o impulsionou para trás. Mu ataca, mas Iuvart defende.

 

—Não pretendo ser derrotado por meros humanos! -declara Iuvart.

 

—Acho que se equivocou, demônio. -diz Mu, elevando seu Cosmo e olhando friamente para seu adversário. -Não somos meros humanos.

 

—Que? -Iuvart começa a suar frio ao perceber o poder que Mu possuía.-“Ele esteve ocultando seu real poder o tempo todo? Por que estou sentindo esse calafrio? É um humano...não deveria temê-lo... mas...que poder é esse que os Cavaleiros de Ouro ocultam?”

 

—Está na hora de expulsar você e sua mestra não apenas do Santuário, mas da Terra! -declara Aldebaran, também inflamando ao máximo seu poder.

 

—Esses homens... -Iuvart pensa, dando um passo para trás. -Eles ocultaram de mim o real poder que possuem! Nunca vi nada assim!

 

—Adeus, Iuvart! -diz Mu, erguendo os braços. -REVOLUÇÃO ESTELAR!

 

—GRANDE CHIFRE!

 

O poder combinado desses dois Cavaleiros vai em direção a Iuvart, que inutilmente tenta se defender, mas é levado pela força dos golpes, que termina com a sua existência.

 

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Dentro da Casa de Virgem.

 

Leviatha encara os três cavaleiros de Ouro, que elevam seus cosmos até o máximo.

 

–EXCLAMAÇÃO DE ATENA!!!!

 

O mais poderoso golpe que os Cavaleiros de Ouro conhecem atinge a Líder dos caídos, que o recebe de braços abertos. A poderosa energia estremece a tudo ao redor, assustando os que lutavam do lado de fora da Casa Zodiacal, todos que estavam no Santuário.

 

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Celeste cai ao chão, colocando a mão em seu peito, a respiração ofegante como se sentisse uma dor indescritível. Ela chega a cuspir sangue, colocando a mão sobre a boca.

 

—O que houve? -Saga a ampara.

 

—N-Nada.- ela responde arfante, tentando esconder o quanto seu corpo estava sofrendo com os golpes que sua outra metade recebia.

 

—Como nada? Está sangrando!

 

—Você a sente, não é? Quando estão muito próximas, como se fossem uma só. -Dohko responde por ela. -Sentiu a dor dela, seu corpo está até mesmo reagindo aos golpes que ela recebe.

 

—S-Sim. Isso nunca aconteceu com tamanha intensidade...

 

—Leviatha recebeu o poder da Exclamação de Atena de Shaka, Aiolia e Máscara da Morte. -diz Shiryu. -Certamente está morta.

 

—Celeste está aqui ainda. -Dohko aponta a amiga. -Leviatha também está.

 

—A sádica está se divertindo... -diz Celeste.

 

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Shaka, Aiolia e Máscara da Morte já enfrentaram muitas batalhas. Derrotaram deuses, demônios, morreram mais de uma vez e retornaram a vida por Atena e por seu poder. Mas nunca viram algo assim antes. Um ser que não pode morrer...cujo poder é alimentado pelo próprio Inferno...um ser determinado a destruir a criação...um Anjo Caído...um Demônio...que mesmo com o corpo totalmente ferido, que se fosse um ser normal já estaria morto, caminha cambaleante até eles.

 

Diante de seus olhos, cada ferida aberta se cicatrizada, cada osso quebrado voltava ao seu lugar, cada célula destruída pela fúria de seus cosmos, se reconstruía diante deles...e ela mantinha o sorriso insano e o olhar carregado de loucura.

 

—É apenas isso que vocês tem? -ela diz, zombando. –Não perceberam o óbvio, cavaleiros? Eu sou imortal! Não importa o que usem contra mim, eu irei renascer!

 

—É...um demônio mesmo! -Aiolia fala. -Nunca vi nada assim antes!

 

—Nem eu. -Shaka tenta manter a calma.

 

—Alguma ideia? -indaga Máscara da Morte. –Sugiro cortar a cabeça fora para ter certeza de que matamos!

 

—Eu tenho uma ideia, cavaleiro. -responde Leviatha elevando o Cosmo sombrio dela. -Que morram!

 

Continua...


Notas Finais


Mamon - Deus da avareza. Há registros que este seria o nome do filho de Lúcifer.



Astarte - Rainha dos espíritos mortos, esposa de Ashtaroth. Aqui a coloquei como a nova rainha das Súcubos.


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