História O Terceiro Travesseiro - Capítulo 16


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Categorias Originais
Tags Drama, Lesbicas, Orange, Políamor, Romance, Yuri
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Palavras 2.846
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Aniversário - Parte II


Descemos para o café da manhã às onze horas. Quase todos os parentes ainda estavam à mesa, mas tomando café só meus pais e Érica. Entre queijos, salames e pão italiano, a mesa da cozinha sempre foi e sempre será o lugar escolhido pela minha família para colocar todos os assuntos em dia. Sentada à minha frente e demonstrando certa impaciência, Érica me olhava de um jeito tão diferente que era impossível imaginar o que se passava pela sua cabeça.

Fiquei conversando com a Lílian durante longos minutos na varanda sobre diversos assuntos, entre eles a nossa comemoração do meu aniversário. Estávamos loucas para voltar para Salvador e ficarmos sozinhas.

Érica entrou na varanda. Nós tínhamos um assunto pendente que não podia esperar.

___Liu, você pode pegar mais um pouco de chocolate para mim?

Mesmo sem comentar nada com ela sobre a conversa que tive com a minha prima na noite passada, Lílian logo percebeu que alguma coisa havia acontecido e, entendendo o meu toque, foi pegar meu chocolate.

___Vamos conversar Érica?

Bastou um sim, para que eu conduzisse até o jardim das roseiras. Sentadas no mesmo banco da noite anterior, ela perguntou:

___Seus pais nunca desconfiaram de nada?

___Nem imaginam.

Silêncio.

___Falei alguma coisa que não devia Mari?

___Não é isso. Na verdade eu gostaria de conduzir essa conversa de um outro jeito.

___Desculpe-me.

Apesar de ter passado boa parte da minha infância brincando com a Érica, no fundo ela era uma total desconhecida para mim.

___Já se apaixonou por alguém Érica?

___Por quê?

___Responda.

___Paixão, paixão, acho que não, mas gosto muito de um carinha Marina.

___Vocês estão namorando?

___Mais ou menos, a gente sai de vez em quando. Mas o que isso tem a ver com o nosso assunto?

Pedi a ele paciência e continuei a perguntar:

___Você já transou com ele?

___Já.

___E o que vocês fazem na cama?

___E isso é pergunta que se faça? Esse assunto não diz respeito a você – ela respondeu nervosa.

___Não precisa ficar puta da vida comigo Érica. Era justamente neste ponto que eu queria chegar – visivelmente sem graça, ela havia entendido o recado – Como você mesmo pôde perceber, Érica, não é muito legal ficar comentando certas coisas. É tudo muito pessoal e boa parte do que você precisa saber eu já contei – meu instinto estava correto. Para quem esperava ouvir muito mais do que ouviu, aquilo era uma frustração – Como prima e amiga eu peço a você que respeite a minha orientação sexual não comentando nada com ninguém.

___Tudo bem. Da minha boca ninguém nunca vai saber nada.

___É isso aí.

Antes de voltar à varanda, ela fez mais uma tentativa:

___Posso perguntar só uma coisa Marina?

___O que é?

___De maneira alguma eu quero que você fique ofendida com a minha pergunta, mas estar com uma mulher, e eu não estou falando da Lílian, não dá a você um certo… um certo nojo? – percebendo que eu não havia gostado nem um pouco da pergunta, ela completou – Não fique ofendida Mari. Eu só estava dizendo isso, porque homem é homem. Têm pêlos no corpo, nos comandam na cama, sem falar do jeito masculino de fazer as coisas, tem algo entre as pernas que é maravilhoso. Você não acha?

___Acho Érica. Mas acho que a mulher tem a sua beleza. Tem a forma feminina de fazer as coisas, tem algo entre as pernas que é maravilhoso, eu não gosto de pêlos e tanto comando quanto sou comandada na cama. Claro que tenho minha preferência, mas não vem ao caso. E também gosto é igual a cu: cada um tem o seu.

Ela estava sem graça:

___Ela já sabe que eu sei?

___Não.

___Você vai contar a ela?

___Não – sem dar tempo a uma nova pergunta, fui me levantando – Vamos voltar para a varanda Érica?

___Ok.

Frustrada ou não, ela teve que conter sua curiosidade.

___Até mais Érica.

___Ok, prima.

Ela voltou para a cozinha e como Lílian ainda não havia levado meu chocolate e eu continuava com fome, decidi encontrá-la.

___Ainda quer chocolate Mah?

___Claro, afinal ainda estou com fome.

___Falou com a sua prima?

___Aham.

___E?

___Tudo certo.

Ela não sabia o motivo da conversa, mas esperou que saíssemos da cozinha para perguntar.

___E aí Mah?O que rolou?

___Ela nos viu conversando ontem à noite no jardim da casa.

___Então ela viu o lance do bolo...

___Viu.

___Que droga! E agora?

___Fique tranquila que está tudo bem. Eu contei a ela que nós estamos namorando, e só.

___E você acha pouco?

Comecei a rir.

___Esconder a minha orientação sexual depois do que ela viu e provavelmente ouviu, não iria adiantar nada. Não esqueça Liu, que além do lance do bolo, por várias vezes eu a alisei nas pernas, o sexo sobre o jeans e os seios.

___E agora Mah?

___Ela pensa que meus pais não sabem de nada. E tem mais, disse a ela que não contaria nada a você sobre a descoberta dela. Portanto, faça de conta de que não sabe que ela sabe.

___Você acha que nós podemos confiar nela?

___Claro. O que ela ganharia contando aos outros sobre a minha vida?

___Acho que nada.

___É só você fazer de conta que não sabe de nada, que vai ficar tudo bem linda.

O fim de semana seguiu sem maiores problemas. A única coisa diferente, mas que ninguém percebeu, foi a atitude da Érica comigo. Ela continuava educada como sempre, mas toda vez que me olhava, fazia-o de cima para baixo, como a demonstrar uma certa superioridade que só existia na cabeça dela. Não sei exatamente aonde Érica queria chegar com isso, mas uma coisa ficou clara para mim: a mensagem que ela me passava era algo como “sou mulher” ou algo do tipo. Acho que até um símio fazia esse papel muito melhor.

De volta a Salvador - saímos da cidadezinha do interior que meus avós moram no domingo à tarde - pudemos finalmente nos sentir mais relaxadas. Cansados da viagem, meus pais foram dormir cedo, deixando a sala toda para nós. Assistindo a um filme, Lílian acariciava meus cabelos enquanto eu, confortavelmente deitada no sofá, mantinha o seu colo como travesseiro.

___Que sossego hein Mah?

___Aham.

___A sua família é legal, mas eles fazem muito barulho.

___Meu avô adora uma bagunça linda.

Rimos.

Ainda com a cabeça no seu colo, comecei a ser beijada por ela. Primeiro sua língua deslizou pelo contorno dos meus lábios para só depois se juntar à minha, num beijo lento, úmido e quente. Sensível àquele momento fértil, meu corpo pedia mais. Tentei me levantar para fazê-la deitar, mas não consegui.

___Não tenho pressa amor. O mundo é todo nosso. Eu… nem te dei o meu presente ainda – beijos – Fiz algo diferente, amor – beijos – Eu queria algo que durasse para sempre – beijos – E consegui. Só que o meu presente… você não poderá levar – beijos.

Quando ela levantou – até a barriga – a blusa branca que vestia, pude ver como ficara bonita a tatuagem de um 'M' muito próximo a região pélvica.

Claro que amei a tatuagem, né? Eu estava exausta por conta da viagem, mas ver aquilo me deixou tão excitada que puxei a minha namorada para irmos imediatamente ao motel, passei rapidamente no quarto dos meus pais para avisar que não dormiria em casa.

***

Na quinta-feira à noite fui à casa de Angélica como havíamos combinado. Ela me esperava vestida com um robe preto transparente –por baixo dele não havia nada – e com um jantar.

___Feliz aniversário atrasado delícia.

Abraçou-me e ficamos longos minutos nos beijando ainda com a porta aberta, percebi nosso desleixo e fechei com o pé:

___Abre o vinho para a gente? Vou colocar alguma coisa para escutarmos.

Abri o vinho, enchi as taças e entreguei a de Angélica, sentei no sofá e ela fez o mesmo, mas ao meu lado sem alguma distância entre nós duas. Eu não conseguia desgrudar os olhos do seu corpo, subi até os seus lábios e vi um sorriso satisfeito:

___Então, como foi lá no interior com a família e a namorada?

___Até que foi legal, mas a maioria das pessoas eram conhecidas dos meus tios e avós. Fiquei conversando mais com minha namorada e meus pais.

___Já teve a comemoração com a namorada?

___Já.

___E a tal da Tamires?

___Nunca mais a vi.

Angélica sabia do que aconteceu no Réveillon e também quando Tamires foi na casa dos meus pais no dia seguinte do retorno da praia.

___Então hoje você é toda minha?

___Hoje, amanhã e sábado. Minha namorada teve que viajar com a família e volta no domingo a tarde.

___Hoje não, mas amanhã quero sair com você. Vou te lavar em um club de feitiche lésbico – Sentou em meu colo de frente para mim começando a retirar minha blusa – Quero mais outra mulher com a gente e quero público nos assistindo – beijou meu pescoço – Quero que todas fiquem babando por você e que saibam que você é minha, pelo menos ali – beijou minha boca com violência – E vamos levar nosso brinquedinho – sorriu maliciosamente abrindo o botão da minha calça.

___Aceito se a outra mulher não me tocar e também não vou fazer oral nela, muito menos você vai fazer.

___Por que?

___Precaução.

___Não seria ciúmes?

___Também – sorri – Sei que o que eu faço é errado com a Lílian, com você e também com a Tamires apesar que com ela só transei duas vezes no hotel e uma vez lá em casa. Mas, ela continua me atraindo. Estou noiva da Lílian, mas quando formos morar juntas, sei que não vou conseguir parar de vim aqui. Já a Tamires não sei o que fazer para que a Liu não saiba de nada porque se ela desconfiar de qualquer coisa, tô fodida!

___Bom, relaxa. Ainda temos tempo para definir o que faremos depois que você casar com sua namorada – ela nunca falava o nome da Lílian - Com essa tal de Tamires você se resolve depois – sorriu – Já essa história de ciúmes, adorei saber viu? – mordeu a ponta da minha orelha – Não farei oral em ninguém, só em você.

___Proposta aceita, mas o que vamos fazer hoje? – acariciava seus seios por cima da roupa.

___Nesse momento nós vamos jantar, dançar um pouco e foder muito. Hoje quero no apartamento inteiro. Até na janela eu quero que você me coma – passei as mãos em suas pernas transbordando desejo, queria saciar a minha vontade antes do jantar – Nada disso. Temos três dias para fazermos o que tivermos vontade, hoje vamos com calma. Hoje eu mando. Quero explorar tudo de você, tudo desse seu corpo que tanto amo.

Levantou-se do meu colo e me puxou pela mão até a mesa. O jantar estava perfeito e ela me disse que cozinhou tudo sozinha, adorei saber disso. Fiquei sabendo também que Angélica conseguiu um estágio na área dela – não dependeria mais dos pais e não precisaria mais fazer bico como garçonete para não precisar tanto assim do dinheiro da família – e que o salário era muito bom porque ela já tinha trabalhado nessa mesma empresa ainda com o currículo só constando o ensino médio. Todos já a conheciam por lá e, consequentemente, o seu trabalho também. Não precisava passar pelo tal período de experiência e também me disse que após a formatura – só faltava um semestre – iria continuar lá e a grana que receberia ia ser ainda melhor. Ela estava radiante e eu fiquei muito feliz por ela. Conversamos um pouco sobre a sua família – ninguém sabia da sua sexualidade – e varias outras coisas que começamos a descobrir uma da outra naquela noite. Antes só nos encontrávamos para sexo. Após aquela conversa, nascia também uma grande amizade, mas o tesão continuava, aliás, só aumentava.

Assim que o jantar terminou, fomos para o sofá para continuarmos a conversa, mas com a Angélica ali do meu lado praticamente nua e eu não fazer nada, é sacanagem, aliás, não é sacanagem.

Deitei e puxei a Angélica para fazer o mesmo, mas em cima de mim. Tirei sua única peça de roupa – enquanto ela ainda estava sentada na minha região pélvica – admirei seu corpo e percebi que tinha uma novidade ali.

___O que é isso? – tentei ver direito.

___Um dos seus presentes de aniversário.

Não acreditei quando vi. Tive que levantar para observar melhor aquilo. Igual a Lílian, a Angélica fez uma tatuagem em minha homenagem, mas não tinha só um “M” e sim “Marina”, quase no mesmo lugar que a minha namorada havia feito a dela. Claro que gostei, né?

Como foi nossa noite? Perfeita como sempre. Angélica estava insaciável como sempre e eu adorava isso nela. Só conseguimos dormir quando os primeiros raios solares apareceram em sua janela. Abracei a minha loirinha por trás e dormimos quase que instantaneamente.

Na sexta-feira a noite fomos para o tal club de fetiche. Lá a Angélica ficou só com uma cinta liga e ela me fez ficar só com uma calcinha tipo box e uma camiseta colada ao corpo. Assim que entramos, analisei o ambiente que é todo preparado para receber várias mulheres que vão ali em busca de prazer... Muitas se conhecem, algumas nunca se viram, mas todas estão lá com o mesmo objetivo: ter prazer durante horas, até a festa terminar. Pelo local encontramos mesas, cadeiras de "tortura", jaulas, sofás... As mulheres vão fantasiadas de enfermeiras, diabas, algumas apenas usando cinta liga, outras apenas de calcinha e sutiã... Claro que todas chegam vestidas e se trocam no local da festa.

Aos poucos as mulheres vão chegando, se arrumando... A música rolando... Músicas provocantes com o objetivo de fazer todas quererem mais e mais sexo, prazer... O bar lotado somente com garotas trabalhando, todas lindas, com blusas decotadas e extremamente sexy. O que faz com que as mulheres da festa fiquem louquinhas pra pular o balcão, mas não podem fazer isso, normas da casa, mas podem fazer outras coisas, como provocar...

Angélica viu uma conhecida e me apresentou – Silvia – fui avaliada de cima a baixo e a minha acompanhante percebeu, passou o braço em minha cintura.

___Tem dona, queridinha!

___Não quero tomar, mas compartilhar – sorriu maliciosamente pegando em meu queixo.

Olhei para Angélica e percebi que aquela conhecida dela que seria a nossa “vítima”. Peguei-a pela cintura, beijei sua boca de forma voraz e a fiz apoiar em uma mesa que estava próxima de nós e do bar também. Minha loirinha observava tudo e quando olhei para ela, vi desejo estampado, continuei o que estava fazendo e fiz a Silvia ficar deitada na mesa. Sentei na altura do seu sexo, igual a Angélica, ela também estava de cinta liga e ainda usávamos as roupas – ou fantasias – beijava sua boca, seu pescoço, sua orelha, seu colo, seus seios por cima do sutiã... Sempre de forma violenta, do jeito que eu sabia que a minha loirinha gostava nela e por suas reações, gostava também de ver. A mulher se contorcia, gemia como se só existisse nós três ali. Angélica me entregou o pênis de borracha para que eu vestisse e usasse com a mulher e enquanto eu fazia isso, ela sentou na boca da sua conhecida e começou a rebolar deliciosamente de frente para mim, coisa que me deixou louca. Penetrei a mulher com o brinquedo e seu gemido foi alto, quase um grito – abafado pelo sexo da Angélica – mas não parava de rebolar, não parava de pedir mais e mais forte e claro que eu atendia a sua vontade. Segurei a Angélica pelo cabelo e beijei sua boca com muito carinho, mas continuávamos o que estávamos fazendo com a Silvia. Olhei em volta, praticamente todas estavam olhando a cena e – as que pude perceber – transbordavam desejos nos olhos, apesar de estar envergonhada, não conseguia parar por causa do tesão que eu via nos olhos da minha Angel.

Paramos, descemos da mesa, colocamos a mulher em pé, fiquei em sua frente e a Angélica por trás. Penetrei-lhe novamente o sexo no mesmo momento que a minha loirinha penetrou o dedo no ânus da Silvia que estava a nossa mercê. Ela queria arranhar minhas costas e morder meu pescoço, segurei suas mãos e a Angélica a segurou pelos cabelos, aumentamos a intensidade das estocadas e com esse sanduíche da Silvia, senti que chegava ao orgasmo no mesmo instante que a minha loirinha, fiz com que a Silvia inclinasse a cabeça para o lado e beijei minha Angel novamente com carinho e explodimos num gozo que deixou nossas pernas totalmente bambas. A mulher teve que deitar novamente na mesa, eu sentei numa cadeira e a Angélica em meu colo enterrou o nariz em meu pescoço, eu alisando suas costas e seu cabelo e ficamos assim até nossas respirações voltarem ao normal:

___Vamos pra casa? – beijei seus lábios delicadamente.

___Nem precisa pedir duas vezes.

Vestimos nossas roupas e saímos dali com a promessa de nunca mais retornar por mais que tenha sido prazeroso, mas fazer isso na frente de outras pessoas é horrível.

Passamos em uma pizzaria, fizemos pedido para viagem e ficamos em casa o resto do fim de semana nos curtindo. Percebi que meu sentimento pela Angélica começava a mudar.



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