História O teu sabor - Capítulo 63


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Beyond The Scene, Bts, Hentai, Imagine, Imagine Jimin, Jungkook, Maknae Line, Park Jimin, Romance
Visualizações 99
Palavras 3.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 63 - Desculpa Didi


Fanfic / Fanfiction O teu sabor - Capítulo 63 - Desculpa Didi

“O azul fica melhor!” Jimin comentou

“Sério?” falei com receio

“O azul fica melhor!” afirmou “Ou vai sem, fica só com a camisa, ta bonito”

“Huuum” peguei uma bandana no guarda roupa e coloquei “E assim?” coloquei ela na testa

“Bandana para um encontro?”

“aaaaaaaah” joguei ela de volta no meio de roupas “Você vai sair?”

“Vou na Debs”

“A Elena vai também?”

“Não, ela vai ficar aqui. Acho que ela e o Jungkook estão assistindo algum campeonato de game...”

“Ta rolando o mundial de LOL”

“Talvez seja ou ela apenas aderiu ao lance dele de ficar trancado jogando por dias seguidos” deu de ombro

“OLHA SÓ” Hope entrou no quarto “Que menino guapo!” sorri para ele “Vão sair?”

“Eu vou na Debs” Jimin respondeu

“Vou sair com um amigo” menti

“Tendi!” ele olhou para nós dois, nos instigando

“A porta ta fechada?” perguntei

“É a Didi né?” Hope deduziu e meu sorriso em resposta me entregou “Vocês estão em chamas esses dias hein? Todo mundo arrumando uma menina...”

“E você?” Jimin perguntou

“Eu to de boa” respondeu dando de ombros

“De boa?” Jimin mandou

“É... estou trabalhando na minha mixtape... pensando em coisas para o futuro... Isso me faz bem feliz”

“Somos desocupados né?” brinquei

“Não... Vocês trabalham muito, acho que deviam se divertir um pouco, é que eu estou na minha mesmo, já tive as aventuras que podia ter na vida”

“Quem vê pensa ele tem 50 anos e se aposentou da vida de mulherengo” Jimin falou e Hope riu

“No momento estou tranquilo, mas divirtam-se!” piscou

“Vamos só comer alguma coisinha e conversar” passei um perfume “Não vai ser igual esses transões movidos a hormônios, crias do Namjoon”

“Ok então” Jimin se levantou

“Estou planejando esse encontro com ela a dias, será algo muito especial e romântico...” me virei e vi Jin parado na porta que não foi fechada por Hope “Desculpa, qual é o problema de vocês? Como não entendem a diferença de fechada e encostada?”

“Outro que arrumou namorada?” Jin falou, Hope e Jimin se viraram para ele

“Não é namorada, estamos nos conhecendo” nossa tô muito gato! Vou ficar no espelho avaliando a obra divina que foi feita em mim

“Bom, eu também tenho um encontro essa semana” Jin falou

“OIIIIIIIIIIIIIIIIIII?” Hope ficou chocado

“Ué! Não posso?” Jin o olhou com desdém e saiu FECHANDO a porta

“Ouviram esse chick que a porta fez no final?” falei preparando minha bolsa “Isso quer dizer que ela fechou” pisquei para eles e me preparei para sair

“Caramba que tá todo mundo saindo mesmo e eu sobrando aqui...” Hope ficou pensativo e sentado no meu puff

“Liga para a Tinashe que ainda dá tempo” Jimin comentou e Hope começou a rir

“Quem dera eu tivesse o telefone nela né”

Abri a porta do meu quarto e bati de frente com o Jin

“Aqui, toma” Jin me deu um pacote de camisinhas

“Extra fina, lubrifica e prolonga o prazer” Li a propaganda dela “Sério mesmo?” olhei para ele

“Leva! Aconteça o que acontecer... Custa nada levar”

“Heeey!” Jimin falou atrás de mim “Eu não ganho?”

“Prolonga ereção, não deixe sua parceira na mão...” continuei lendo “De todas que você tem, porque me deu essa?”

“Jimin você já tem”

“Tenho não!” Jin virou para Jimin com um olhar bem insano “Tô brincando, na real... nem vou precisar hoje”

“Achei que ia na Debs” comentei

“Eu vou, mas não faremos isso” ele começou a andar para a cozinha

“Vai com que carro?” Jin perguntou

“Adivinha?” sorri para ele

“Minhas camisinhas, meu carro... que mais você quer? Dinheiro?”

“Tô aceitando”

“Engraçadinho...”

Peguei as chaves da caminhonete e saí. Jimin pegou uma carona e o levei até a Debs. Jungkook não saiu do quarto, mas teve a pachorra de me mandar uma mensagem zoando meu encontro, mas no fim estava desejando boa sorte.

“Você tira mil e uma selcas... O que faz com elas?” perguntei enquanto ele tirava uma foto

“Ah sei lá, algumas posto, algumas simplesmente excluo” ele olhou a tela e deu um zoom “Eita” Jimin tirou o cinto e pegou a caixa de camisinhas que eu tinha ganhado “Isso saiu na minha foto”

“Ainda bem que você viu a tempo”

“Exemplos do passado...” suspirou e colocou ela perto do câmbio “Já me basta o que rolou no fancafe”

“Isso é um pouco hipocrisia” bufei “Ficar escondendo que a gente faz essas coisas”

“Acho que em partes eu entendo, tem muita fã novinha”

“É que as vezes acho exagerado, as fanfics Hot elas não deixam de ler, né?”

“Você ainda lê essas coisas?” ele riu

“É engraçado, as vezes perco uns minutos por lá”

“Medo” Jimin continuou tirando fotos

“É... tem de tudo, quando digo de tudo, é de tudo mesmo, já li coisas que não podem ser deslidas”

“Bizarro” estávamos chegando

“Bom, amanhã te dou um abraço de feliz aniversário” falei estacionando

“Obrigada!” Jimin guardou o celular “Bom encontro, qualquer coisa me manda mensagem”

“Sério?”

“Sério! Se eu ver eu respondo” ele riu e abriu a porta “Quer uma?” apontei para caixa

“Tô de boa” ele fechou a porta e a abriu “Só por precaução” ele abriu a caixa e pegou uma

“Pode pegar mais, não vou usar! Leva tudo vai!”

“Huuum” Jimin pegou algumas, mas percebi que sobrou “Vai que...” ele piscou para mim e se foi

Parti em direção ao lugar combinado, era no restaurante do pai de um amigo, consegui uma mesa bem reservada e afastada de geral. Entrei no estacionamento e meu celular vibrou.

Didi: I’m late! Sorry! (Estou atrasada, desculpa)

TaeTae: It’s Ok (Tudo bem)

Didi alterou seu nome no chat de TaeTae para Tata

Tata: kkkkkk

Didi: Sooo cute!

Tata: Yesss

Sai do carro e fui até o terraço onde ficava o restaurante. O garçom me levou até a mesa, realmente isolada.

“O senhor vai pedir agora? Ou vai aguardar a milady” O garçom perguntou e abri o cardápio

“Pode me trazer... hum... esquece, vou esperar por ela” era melhor

HobiHyung: Heeeeeeeeey

Tae: Diga

HobiHyung: Você lembra onde eu deixei a minha agenda?

Tae: No meu quarto, prateleira, perto do livro As melhores trilhas na Tailândia

HobiHyung: Achei! Desculpa atrapalhar ai!

Tae: Ela ainda não chegou

HobiHyung: Tendi, ela vai mesmo né?

Tae: Claro! Está a caminho!

HobiHyung: Tô torcendo por você!

Tae: Valeu! Estou com friozinho na barriga

HobiHyung: É assim mesmo, não importa quanto tempo passe, a gente sempre sente

Tae: Você vai sair do chat?

HobiHyung: Vou fazer umas ligações, depois ver um filme com o Suga

Tae: Beleza

HobiHyung: Quer que eu fique aqui até ela chegar?

Tae: sim!

HobiHyung: Eu fico

Tae: Aeeeeeeeeee

HobiHyung: Mentira, não fico não kkkkkkkkkkkk

Tae: Sacanagi

HobiHyung: Logo ela chega

Versace on the floor começou a tocar e fiquei entretido com a melodia. A vi sair do elevador com um vestido preto brilhante, um tubinho clássico curto, cabelos lisos presos em um coque, com duas mechas laterais soltas. Percebi sua dificuldade em se comunicar com o garçom e me levantei para ajudar.

“Olá” falei e ela sorriu ao me ver, aquele sorriso estonteante que tinha prendido minha atenção na foto da exposição em que nos conhecemos

“Hello” ela disse

“Come with me” (vem comigo)

“Que lugar lindo” começamos a falar em inglês e confesso que tremi um pouco, vai que vacilo nas palavras “Essa cidade é incrível”

“É sim!” afastei a cadeira para ela sentar, estou me sentindo em um filme

“Obrigada!” se sentou e me coloquei a sua frente

“Não pensei que você iria querer vir em um lugar assim” falou mais baixo

“Porque não?”

“Você parece...” ficou pensativa

“Pobre?”

“Não!!!” ela gargalhou “Parece gostar de outras coisas”

“Entendi” ri com ela

“Você parece aqueles meninos que ficam o dia todo jogando no computador” ela pegou o cardápio

“Não...” nossa, está tão na cara!

“Gostariam de pedir?” o garçom chegou

“O que vai querer?” perguntei a ela

“Então...” ela ficou um pouco vermelha “Acho que esse aqui” ela apontou no cardápio no cardápio o prato que queria para o garçom que fez uma cara chocada

“Vão beber algo?” perguntou após eu pedir a minha refeição

“O que você bebe?”

“De tudo um pouco, mas evito álcool” que gracinha

“Refrigerante?”

“Que tal uma água com gás e em um copo um pouco de limão espremido? Sem açúcar”

“Ela vai querer uma água com gás acompanhada de um copo com limão espremido, sem açúcar e eu vou querer uma coca”

“Mais alguma coisa?” ele anotou

“Por enquanto não” sorri e ele saiu

“Você está fazendo alguma dieta?” perguntei

“Não, eu gosto dessa misturinha, é mais saudável do que aquelas bebidas gaseificadas de limão e mais refrescante”

“Nem comentei, você está deslumbrante”

“Obrigada! Você também está incrível, seu sotaque é fofo”

Fiquei um pouco corado e abaixei o olhar. Começamos a falar sobre minha carreira, ela perguntou sobre o inicio do grupo. Ficou muito interessada e abriu a conta no twitter para nos seguir. Nossos pratos chegaram e começamos a comer.

“Você está bem?” perguntei notando seu rosto vermelho

“Está muito apimentado” ela bebeu um bom gole de sua bebida

“Quer pedir outra coisa?” lhe passei um guardanapo

“Não, está bem, logo me acostumo” ela o pegou e limpou os cantos da boca

Ficamos horas conversando sobre diversas coisas, música, carreira, sonhos, família, eu acabei falando mais que ela nesse quesito o que me fez pensar que ela pode ter algumas questões familiares pouco resolvidas.

Falamos sobre filmes, shows que fomos, a conversa com ela era tão leve e agradável, mas a sentia um pouco contida, como se tivesse receio de se soltar de verdade. O momento que ela mais se abriu foi quando a série sense8 entrou em nosso tópico de debate. Ela amava a Sun.

“Desejam sobremesa?” o garçom chegou de repente e isso a fez dar um pulinho enquanto bebia as últimos gotas em seu copo

“O que quer de sobremesa?”

“Pede você”

“Eu??” não me coloca nessa situação não

“É, pede você, me surpree...” ela deu um soluço “nda, desculpa!” deu outro e eu ri

“Me vê esse sorvete de creme com calda, frutas e chantilly” a ouvi ter outro soluço “E uma água”

“No...ssa...que...cha...to” ela não parava

Minha vó dizia que se você assustar alguém que está soluçando ela para. Mas estava com muita dó de dar um susto nela, espero que a água ajude. A sobremesa chegou e ela bebeu quase toda a garrafa de água de uma vez, cessando o soluço. Não tínhamos tantos gostos em comum, mas algo na personalidade alegre dela me atraia muito. Seus olhos verdes me deixavam encantado, o jeito que segurava a colher e como sempre escondia a boca quando precisava falar algo e não tinha terminado de engolir o que estava em sua boca. Como se esforçava para entender o cardápio, como sorria com tão pouco como uma borboleta que pousava em seu cabelo por alguns milésimos de segundos.

“Desejam mais alguma coisa?” o garçom nos interrompeu mais uma vez

“Você quer mais alguma coisa?” estava tão orgulhoso de minhas habilidades linguísticas

“Estou satisfeita” ela sorriu, estou abobado aqui com esse sorriso

“A conta por favor” pedi e o garçom se foi para brevemente retornar com a maquina do cartão e a carteira com a notinha

“Quanto deu?” ela perguntou pegando sua bolsa

“Deixa que eu acerto” falei pegando meu cartão

“Quero ajudar” ela pegou a carteira e viu a nota, logo em seguida ela já falou quanto dava a metade daquele valor e pediu para o garçom passar seu cartão

“Achei que eu estava te recompensando pelo vestido” falei vendo ela pagar por algo que eu queria cuidar

“Essa foi só a minha desculpa para te ver de novo, é um fofinho” ela piscou para mim e meus batimentos aumentaram

“Entendi” falei mais baixo e paguei minha parte

Me levantei e afastei a cadeira para ela. Caminhamos juntos para a saída.

“Vou pedir um taxi” falou e me virei para ela

“Eu te levo, estou de carro”

“Ah ok! Obrigada!” ela sorriu de novo, que pessoa mais linda “Ai!!!” bati contra o vidro da porta fazendo um som bastante alto e algumas cabeças no enorme salão se viraram para mim “Vamos logo” abri a porta e apressei o passo

Didi ficou tentando conter o riso enquanto descíamos pelo elevador, acabei cedendo e ela logo em seguida.

“Desculpa” pediu rindo tanto que preciso parar de andar “Você acertou lá em cheio!”

“Foi” ri com ela

Ela não parava, gente do céu! A garota gargalhava tanto que me fazia ficar desconcertado do que fazer, lhe faltava o ar, lágrimas caiam de seus olhos.

“Foi tão engraçado assim?” não me parece ter sido

“Foi!” ela enxugou os olhos e soluçou “Droga!” Didi tampou a boca em seguida “Des...culpa” outra leva de soluços

“Não precisa pedir desculpas, soluço é uma droga mesmo”

“Vou...comp...rar...ou...tra...água” eita mulher

“Tenho no carro” ofereci

Quando chegamos no veículo, abri a porta para ela e logo lhe passei a água que estava na porta. Dei a volta e entrei. Ela bebeu todo o conteúdo da garrafa e respirou fundo. Dei partida.

“Coloca seu...onde você está hospedada?” era mais fácil eu colocar o endereço do hotel, ela me passou o nome, era próximo de casa até, se soubesse disso tinha a buscado

“Não para!” ela estava transtornada com os soluços

“Pior que agora a água acabou” ficamos um tempo em silêncio e optei pelo pior

Dei uma virada brusca com o volante e um grito simulando o que seria um acidente, ela deu outro grito. Tratei de estabilizar a direção rápido e comecei a rir com o susto que ela levou.

“O que foi isso??” perguntou afagando a lateral da cabeça

“Te dei um susto para seu soluço passar” expliquei

“Ai minha cabeça”

“O que tem?”

“Bati a cabeça no vidro” ela não estava de cinto ainda, minha atitude a fez se machucar, que idiota!

“Desculpa!!!” pedi desesperado, que mancada minha

“Tudo bem, o soluço passou!” ela sorriu e colocou o cinto

“Mas agora tem uma dor de cabeça” parabéns Taehyung Kim, palmas para ti

“Logo passa” ela era um docinho

Parei no farol e pensei em ligar o som, quando meu olhar se direcionou para aquela área notei a caixa aberta de camisinhas, olhei para cima e vi que ela tinha a notado também. Apenas a peguei e joguei para trás. Didi deu risinho fraco e liguei o som esperando que ela esquecesse daquilo.

“Você tem um lenço?” perguntou

“No porta luvas” apontei

Didi o abriu e começou a fuçar lá, me choquei que ela retirou de lá uma fileira de camisinhas roxas que estavam antes da caixa de lenços. Após pegar o que precisava ela guardou tudo de volta.

“Obrigada” disse sorrindo

“De nada” onde enfio minha cabeça? Porque o Jin tem camisinha? Não me lembro dele tão transão assim, as vezes ele realmente está dando palestras em escolas e distribuindo... Não é possível

Ficamos o caminho todo meio quietos, ela observava bastante a cidade através da janela.

“Aqui” ela apontou para a entrada do prédio “Obrigada”

“De nada” estacionei

“Huuum” ela começou “Você quer...subir?”

“Não vou te atrapalhar?” queria poder conversar mais com ela, talvez em sua própria casa ela se sentisse mais a vontade do que estava no restaurante

“Claro que não” ela gargalhou “Vem”

Ela saiu do veículo, mas vi que meu celular estava com a bateria baixa, me virei para trás onde estava minha bolsa e peguei meu power bank

“Você vem?” ela bateu no vidro devido minha demora

“Vou” guardei o power bank no bolso e saí do carro

Didi parecia um pouco diferente, sua aura tinha mudado. Entramos no elevador e vi um mosquito no canto, pensei em espantar ele, mas quando fiz um movimento de ida ela fez um de volta e abamos nos trombando.

“Desculpa” falei

“Ta tranquilo TaeHyung” sua voz soou mais firme e ela não se afastou do meu corpo, dei um passo para trás e perdi a chance de pegar o mosquito

Ela estava hospedada em um dos últimos andares. Quando sua porta de abriu observei que o quarto era bem claro e cheio de vasos com flores. Didi logo que chegou abriu a porta da varanda e janelas.

“Você espera aqui? Vou ao banheiro” ela me disse, acenei com a cabeça e me sentei no pequeno sofá creme

Peguei meu celular e tinham algumas mensagens sem responder, fiquei entretido com isso e após colocar o celular conectado ao power bank o guardei de volta no bolso.

Ouvi os passos dela se aproximando, o salto em contato com o piso frio. Ela parou.

“Hey...” a ouvi e me levantei

Ao me virar para ela arregalei os olhos, os saltos eram a única peça de roupa em seu corpo, mais nada... NADA

Fiquei completamente imóvel, como assim ela tirou toda a roupa assim do nada? Era nosso primeiro encontro, nem beijado ela eu tinha ainda! Meus batimentos aceleraram muito em pouquíssimo tempo, eu podia enfartar. Que está acontecendo aqui?

“Tudo bem?” ela me perguntou

O que eu faço? Se eu a rejeitar ela pode ficar chateada, se eu disse que não quero ela vai interpretar errado e me odiar.

“Preciso ir, aconteceu uma emergência!” falei e sai correndo

Sua expressão completamente confusa foi a última coisa que visualizei antes de fechar a porta. O elevador não estava ali e corria o risco dela sair para falar comigo antes que ele chagasse, desci pelas escadas.

Atingi um ritmo intenso na corrida, fiquei levemente zonzo, mas prossegui. Após passar pelo saguão a vi parada na varanda com um robe observando atenta aqui embaixo, estava me procurando. Voltei a correr.

A imagem dela na minha cabeça não saía, gente do céu o que foi aquilo? A cintura... o umbigo... as penas... as partes que eu claramente não deveria ficar retomando, mas impossível de controlar. Porque ela fez isso? Tá, não sou um completo idiota, ela deu uma investida, mas assim? Tão rápido? Achei que estávamos em outra vibe!

Corria tanto, minhas pernas cansavam, mas não parei até chegar em casa. Toquei a campainha e Suga abriu o portão para mim.

“Ué!” ele disse perplexo

Entrei e fui direto me jogar no sofá, estava exausto. Hope passou com uma garrafa de água em mãos, a roube e bebi todo seu conteúdo.

“Minha água!” falou

“Tae... você veio correndo?” Suga perguntou

“Sim!” Enxuguei o suor na testa

“Tae ta aí?” Jin apareceu na sala com uma calça jeans e blusa de moletom rosa “Que ótimo! Passa a chave que eu quero ir ao mercado”

“A essa hora?” Hope perguntou

“Quero comer um troço diferente” Jin deu de ombros

“Chave?” repeti

“Chave do carro!”

“aaaah” peguei a chave no bolso e lhe entreguei “Pera!” Onde está o carro?

“Tae cadê meu carro?” Jin perguntou quando abriu a porta da sala e não viu sua caminhonete estacionada

“Droga!!!” me levantei de uma vez “Deixei lá”

“Deixou lá onde?”

“Você deixou um carro?” Suga começou a rir “Quem que esquece um carro?”

“Você perdeu meu carro?” Jin estava nervoso

“Não perdi! Sei onde está, só esqueci de pegar ele na volta”

“Cara você foi com ele!! Como esqueceu de voltar com ele?” até entendo o nervosismo do Jin, fui bem besta essa noite

“Desculpa, desculpa, desculpa” já me dirigi ao portão “Vou buscar ele, cadê a chave do outro?”

“Não! Não é possível!” Suga me deu um leve tapa na cabeça “Como você vai buscar um carro dirigindo outro?”

“Huuuum” estou no mundo da lua...

“O que te aconteceu para ficar assim?” Hope perguntou

“Ele é assim!” Suga respondeu

“Vamos com o outro carro” Jin disse “Eu volto dirigindo o meu”

“Você tem coragem” Suga

“Olha o estado dele, se ir andando de novo vai desmaiar no meio do caminho” Jin justificou e foi até o quarto do Jungkook

“Você esqueceu um carro, isso merece troféu” Suga riu de mim e acabei rindo um pouco também, como fui fazer uma coisa dessa? “Só sei que aconteceu alguma coisa e depois eu vou querer saber o que foi” disse indo para seu quarto “Com detalhes”

“Vamos! Vamos! Vamos!” Jin chegou eufórico e com os olhos arregalados

“O que houve?” perguntei

“Vi o que não devia” Jin disse constrangido e me arrastou para fora de casa

Depois que ele saiu de casa, ligou o som e ficou quieto. Também não queria falar, mas o silêncio só deixava ainda mais minha mente suscetível a imagens que não deveria ter.

“Vou dirigindo o meu e passarei no mercado, volta para casa” Jin disse quando chegamos

“Okay” falei manso e peguei o volante

“Depois conversamos... sobre o que aconteceu” ele disse afagando meus cabelos

“Okay” Jin tinha o dom de saber como apoiar alguém independendo do que tivesse acontecido

Enquanto manobrava para sair no estacionamento do hotel, olhei para onde era o quarto dela e a vi ainda lá olhando para baixo.

“Desculpa Didi” embora ela não pudesse me ouvir, não conseguia deixar de pensar e sentir o peso que foi tomar uma atitude tão impulsiva e pouco esperta



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