História O Trono da Lua - Capítulo 1


Escrita por: ~, ~Pequenarosa e ~IgnisRose

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Exibições 19
Palavras 1.831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esta história é vinculada a "O Trono do Sol" e "O Trono da Estrela".
O link de ambas as histórias estão nas notas finais.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction O Trono da Lua - Capítulo 1 - Capítulo I

 "Em busca de sua vingança ele retorná.
       O devorador de mundos expandirá sua fúria e o universo assolará.
       O poder de detê-lo nas mãos das princesas de luz estará.
       O Sol, a Lua e a Estrela juntas devem permanecer.
        Para que a paz, enfim volte a florescer."

- Lua.

As finas gotas de chuva molhavam meu rosto e os cabelos anteriormente modelados com babyliss. Essa era a segunda noite em que o sono não vinha, graças ao sequestro da Sol, nem mesmo remédios me permitiam ter a paz de um sono completo. Em um dos poucos cochilos que tive, pude ver um carro escuro e a voz de Amberlly dentro do mesmo, em estrada ao oeste de Boston numa noite com chuva, repassei tal sonho diversas vezes na tentativa de recordar todo e qualquer detalhe que poderia me ajudar a achar a Sol. 

"Placa de limites da cidade, tronco velho de árvore, floresta... Amberlly, vamos, onde você está?!" Chutei uma pedra qualquer na beira da estrada, olhando ao redor em busca de qualquer coisa que me guiasse e, vencida pelo cansaço, sentei no tal tronco mais afastado da estrada e esfreguei o rosto com as mãos, encarando o vazio por longos minutos até que um carro passasse na estrada, no sentido de Boston. O mesmo carro preto do sonho. 
   - Sempre quis fazer jornalismo investigativo mesmo... - Murmurei bufando, buscando o celular em um dos meus bolsos e escolhendo um dos números da discagem rápida, resmungando a cada toque até que finalmente atendessem a ligação.
   - Alô? - A voz sonolenta do rapaz do outro lado da linha me fez notar o quão tarde era, já deviam passar de uma da manhã.
   - Preciso que ache um carro nas câmeras da cidade, pode fazer isso? 

~ Três semanas antes~

- Eu não cursei 4 anos numa faculdade pra isso...

Fechei os olhos ao ver minha última matéria em uma, quase falida, revista local de Chicago, cidade onde eu morava desde o inicio da faculdade. Fazia algumas semanas que uma nova oportunidade de emprego chegou em meu email, após me candidatar muito tempo atrás em um jornal de grande circulação em Boston. 

"Como cuidar da pele no inverno"  O nome da matéria estava em negrito no cabeçalho do editor de texto, bufei antes de enfim enviar o conteúdo para a diretoria e desliguei o computador, passando os olhos sobre a pequena sala que dividia com outras 4 pessoas, que viviam espremidas entre as mesas, papéis e copos vazios de café. Não sentiria falta daquele cheiro de mofo. 
Guardei alguns poucos itens em uma caixa vermelha, um porta retrato com a foto dos meus pais, um pequeno táxi amarelo que havia comprado em uma visita em New York e mais algumas outras coisas Após arrumar a bolsa sobre o ombro e ter a caixa em mãos, o crachá com uma foto e o nome "Kloe Miakoda" já estava preso ao meu pulso enquanto eu seguia até a sala de Misty Calton, uma mulher já grisalha que cuidava da parte de RH. Me despedi do pequeno pedaço de plástico e senhora, que me dava falsas felicitações com seu mal hálito de chorume.
   - Tomara que tudo dê certo para você, minha jovem, que Deus guie seu caminho. - A senhora exibiu um sorriso que, pela primeira vez em um ano e meio, parecia ser sincero. Talvez minha saída realmente fosse motivo de felicidade para ela e sua equipe. 

Algumas breves burocracias e, finalmente, eu me vi livre aquele escritório fedido para sempre. Me afastava do pequeno prédio comercial em passos lentos, aproveitando para notar os pequenos detalhes do caminho que eu fiz por tantos dias no último ano. Por muito tempo o caminho havia sido, casa, metrô, caminhada e enfim escritório mas agora estava sendo escritório, metrô, hotel, aeroporto. 
Com a mudança toda já a caminho de Boston, era impossível morar em um apartamento vazio então acabei por deixar as malas em um hotel meia boca por um algumas horas antes que eu fosse para o aeroporto. Daria cerca de 18 horas até que as caixas chegassem na casa nova, tempo mais do que o suficiente para que eu pegasse o avião e estivesse lá para recebe-la. 

Algumas horas depois, eu já estava no avião, abraçada a minha bolsa em um claro sinal de apreensão. Apesar de não ter quaisquer laço afetivo em Chicago, mudar para um lugar novo é difícil. Meus pais moravam em Vancouver e eu não tinha irmãos nem namorado, estava sozinha em um país e precisava ser forte. 

Um acontecimento no aeroporto havia me deixando inquieta desde o inicio do voo, quando realmente pensei para pensar a respeito. Como cheguei meio cedo, fiquei sentada aguardando a chamada do voo e um rapaz sentou ao meu lado, o que nem me incomodou mas a cada minuto com ele do meu lado me causava mais e mais cansaço, até finalmente me levantar por causa de uma falta de ar. Acabei dando algumas voltas e o mal estar se foi, mas sempre voltava quando aquele rapaz estava por perto.
   - Ok, Kloe, dormir sem falar nada, você consegue... - Resolvi deixar os questionamentos a respeito do cara estranho no aeroporto e me aconcheguei na poltrona, fechando os olhos em busca de alguma paz e logo o sono me acometeu. 

   ~~

   - Temos que tira-las daqui... - Uma mulher de cabelos brancos dizia com apreensão enquanto corria com um bebê em seus braços, seguida por mais um casal que também levavam bebês enrolados em mantas levemente deterioradas e puídas. 

   - Vão acha-las em qualquer lugar de Méeridian, Heléne! Não temos como salva-las... - O homem esbravejou quando os três saiam do que um dia havia sido um castelo, com diversos padrões de um brasão com um grande triângulo, com um sol, uma lua e uma estrela em cada uma das pontas e dentro havia um homem, com chifres e algo que parecia um cetro na mão. 

Fora da fortaleza, um tom roxo se estendia pelo céu até o horizonte, seguindo os três fugitivos em sua jornada até o que parecia ser uma clareira em meio a floresta. Ao longe, era possível ver o envolto do que parecia ser névoa em tons de preto e cinza ao redor da enorme construção de onde o trio fugia.
O caminho até a floresta fora encoberto com devastação, casas em chamas e pessoas chorando pelos becos. Alguns seres, que pareciam ser cavaleiros, ateavam fogo em tudo que viam pela frente, a armadura inteiramente em tom de chumbo escondia suas faces e até mesmo qualquer brecha que poderia exibir sua pele. 
    - Elas não vão ficar em Méeridian, Aldin. - Heléne dizia ao espreitar-se entre os galhos secos da floresta, sem muito sucesso já que parte de suas roupas eram rasgadas por ficarem presas. - Sei que ambos uma família na Terra, precisam deixa-las com eles. Os medalhões vão deixa-las em segurança e quando elas se encontrarem, nosso esforço será recompensado.  
   - Heléne, isso é muito arriscado! Não tem como fugir da profecia! - A outra mulher, que até agora não havia dito uma única palavra, finalmente se pronunciara. 
Iluminada apenas por um vácuo que se formava no centro do círculo de pedra em tons claros como mármore, a clareira era relativamente pequena. Algumas pedras ao redor lhe davam o formato de uma coroa com espinhos. Árvores secas a cercavam, algumas até mesmo tinham as raízes rachando o piso claro onde os três seres aguardavam um portal se formar do vácuo que se alastrava cada vez mais. 
   - Temos que tentar, Brianna... Ou nada do que faremos daqui para frente terá justificativa. O sol, a lua e a estrela precisam deixar esse mundo. Só rezo para que elas se encontrem um dia... 
   - Não pensem que vão fugir com elas, vermes da Tríade Warren! - Uma voz estrondosa o suficiente para que o chão embaixo de seus pés estremecesse ecoou, com uma risada que se tornava cada vez mais próxima. 
   - Se for pra ser, tem que ser agora. Que nossas salvadoras sejam protegidas... 

Primeiro Heléne, depois Aldin e por último a outra mulher imergiram no mar de chamas dentro do portal, que se fechou quase que imediatamente após a passagem de Brianna, poucos segundos antes que uma onda de névoa negra preencher a clareira, derretendo qualquer resquício de vida.

~~

Acordei em um salto, a respiração ofegante como se estivesse sendo enforcada. Olhei para os lados em desespero, dando de cara com a senhora que dormia babando em um travesseiro de viagens e um rapaz de óculos de sol e chapéu. Nada de escuridão, nada de Aldin, Heléne ou Brianna. Foi apenas um sonho. Tateei meu colar dentro do moletom por instinto

Suspirei em exaustão, passando as mãos sobre os olhos numa tentativa inútil de apagar a lembrança de mais um dos sonhos absurdos que eu sempre tive. Se tornavam cada vez piores, me lembro de acordar em prantos durante toda a faculdade e das diversas vezes que mudei de companheira de quarto por acabar falando coisas confusas enquanto dormia. 

 "Senhoras e senhores, favor retornar as poltronas a posição vertical, estaremos realizando o pouso no Aeroporto Internacional Logan"
  
 - Nesse ritmo, vou acabar enlouquecendo... - Pensei alto em um resmungo, fechando os olhos por alguns segundos. 
   - As pessoas loucas são as melhores. - O rapaz ao meu lado exibia um sorriso quase meigo, sorriso este que também transparecia em seus olhos cobertos pela lente do óculos de grau. Apenas sorri e me calei novamente, aguardando quando finalmente poderia sair daquela grande jaula de metal voadora. 

Já fora do avião, com as malas em mãos e na fila do táxi, parei para observar melhor o aeroporto, as luzes iluminando as enormes janelas de vidro. O décimo aeroporto mais movimentado do país era realmente bonito, nunca tinha ido em Boston. Estava inerte entre pensamentos sobre quando poderia visitar a cidade em que meus pais moravam quando o cansaço voltou a me abater com força o suficiente para me fazer buscar apoio em uma das malas.

Olhei ao redor e nada do homem estranho de Chicago, me forcei a pensar que talvez fosse apenas o cansaço de ter um dia cheio. Mais alguns minutos e minha vez de entrar no táxi chegou, as malas foram colocadas no porta-malas e eu entrei no veículo sem maiores preocupações até que...
   - Ah meu... - Olhando pela janela, lá estava ele, o homem que sentou ao meu lado em Chicago. - V-vamos para... para... - Sentia minha voz sumir enquanto meu olhar se mantinha preso ao do rapaz, que tinha um sorriso cínico nos lábios antes de erguer a mão direita e acenar para mim. -  E-esse endereço, por favor... - Ainda recobrando meus  sentidos, mostrei o papel onde o endereço do novo apartamento estava escrito.

Finalmente o táxi começou a se mover, mas antes disso algo chamou minha atenção. O desenho na mão do homem, eu já tinha visto... no meu sonho.


Notas Finais




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