História O Trono da Lua - Capítulo 7


Escrita por: ~, ~Pequenarosa e ~IgnisRose

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Exibições 10
Palavras 2.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esta história é vinculada a "O Trono do Sol" e "O Trono da Estrela".
O link de ambas as histórias estão nas notas finais.

Capítulo 7 - Capítulo VII


Fanfic / Fanfiction O Trono da Lua - Capítulo 7 - Capítulo VII

De volta ao hotel onde meu tio estava hospedado, Nilus me ajudava com alguns livros antigos de Méeridian.
   - Aqui diz que as três princesas da luz tem poderes sobre elementos. Meu único poder é comer uma pizza sozinha… - Digo folheando as páginas amareladas de um dos livros antigos que perdi o inicio da tarde lendo.
   - Eles se manifestarão cada um a seu tempo. - Meu guardião responde pacientemente.
    - Fico muito feliz de ver que vocês dois estão se dando bem… - O homem de pele morena e olhos verdes adentra a parte social da suíte tendo um sorriso nos lábios. - Os chamei para acompanhar o relacionamento das princesas com os guardiões.
   - Sinto pena do Mateo… - Murmuro com a atenção voltada para o livro velho.
   - Kloe… - Aldin me repreende e eu apenas dou de ombros.
   - Não tá mais aqui quem falou.

Meus estudos sobre Méeridian avançam bastante, estudei alguns mapas e insisti que me mostrassem algum tipo de registro sobre o castelo. 
   - Que bom que puderam vir. - Ouço a voz de meu tio e logo mais passos até chegarem a área social da suite. 
   - O que aconteceu? - Reconheço a voz de Mateo após a pergunta, provavelmente ele estaria surpreso com a evidente bagunça espalhada por todos os lados. Abaixo a cabeça e Nilus ri. Culpada.
   - Pensei que Amberlly fosse querer saber mais sobre Méeridian… Bem, tenho toda a fonte de sabedoria que de precisa bem aqui princesa. - Aldin diz.
   - Obrigado sr. Aldin. - A ruiva diz e eu fecho livro que estava lendo, mais um dos exemplares de história de Méeridian devorado em minutos.
   - Me chame apenas de Aldin… Ou se preferir All. 
   - Fala sério… Achei que ficaria livre de você hoje. - Digo fazendo uma careta e passo em sua frente, levando o livro em minhas mãos de volta para minha pilha exclusiva de livros terminados.
   - Fico triste em desaponta-la. - Ela responde, me fazendo suspirar enquanto escolhi algum outro livro.
   - Boa tarde Amberlly. - A voz de Lucy chega aos meus ouvidos. Naquela tarde, notei que ela era bem simpática, o tipo de pessoa com quem adoraria ter uma amizade.
   - Boa tarde Lon… Lucy. - Quase ouvi um Londres! Parece que alguém estava deixando de ser tão pé no saco!

 Quando era mais nova e visitava a casa de Aldin na Índia, um dos lugares que mais me despertava curiosidade era a biblioteca. Os livros pareciam reluzir para mim, me tentando a pega-los e folhear suas páginas mas, infelizmente, tio All sempre dizia que não eram livros para criança. Um dos meus favoritos era, sem dúvida, um com capa em couro avermelhado com linhas douradas na lombada.
   - Oh, ele está aqui!! - Exclamo animada ao puxar o livro cuidadosamente, abraçando-o junto ao corpo antes de voltar a mesa onde Nilus me esperava.
   - Encontrou algo interessante? - Pergunta e coloco o livro em sua frente, sorrindo abertamente para o guardião.
   - Esse livro, preciso que me ajude. Tio All nunca me deixou ler. - O homem abre e folhea as páginas despretensiosamente.
   - É um livro de criaturas… venha, eu te ajudo. - Volto a tomar a cadeira em seu lado e o guardião tem total paciência de me explicar e traduzir cada uma das linhas escritas.

Apesar de não fazer nada do que eu havia planejado para aquele dia, a tarde passou bem prazerosa. Não troquei mais farpas com a ruiva enfezada e a princesa Lucy sempre parecia solicita as sugestões de Vincent e Nilus sobre o que ler.

Depois de algumas horas sentada, resolvo pedir algo para comer. Peço ao meu guardião uma pausa e ele concorda, suspirando em cansaço quando relaxou sobre a cadeira. Estava indo até o telefone do hotel quando algo estranho chama minha atenção.
   - Algum problema Estados Unidos? - Questiono vendo a cabelos de fogo transtornada com um livro em mãos.
   - É só que tem poeira demais aqui… - Ela responde fungando discretamente e me aproximo  do sofá. Apesar de detestar ela e sua arrogância, detesto ver alguém mal.
   - Espera um pouco… Eu conheço essa moça. - Tomo o livro em mãos e meu indicador aponta para uma mulher de longos cabelos róseos.
   - Sonhou com ela? - pergunta e eu concordo.
   - Ela estava em um tipo de caverna e falava com Nilus, Mateo e Vicent. - Devolvo o livro ao chão e bato as mãos no tecido da jeans que uso. - Acho que ela é um tipo de general da resistência ou coisa assim.
   - Ela é uma general? 
   - Está tudo bem? Você parece que vai começar a chorar ou coisa assim… Coisa que eu duvido que você tenha sentimentos pra fazer… - Murmuro a última parte, fazendo bico enquanto cruzo os braços.
   - Ela é a minha mãe… Eles são meus pais verdadeiros. - Completa exibindo o desenho de um casal sobre a folha amarelada do livro. - Anthony e Heléne…
   - Seu sobrenome é Virtusolis? - Pergunto após alguns segundos de silêncio e a ruiva apenas ri.
   - É horrível né?! - Ela diz e eu acabo rindo
   - É… Um pouco. - Digo e ela me encara.
   - Me desculpe. - A cabelos de fogo se desculpando? Vivi pra esse momento!! - Eu só… Desculpe. Eu… Tenho sido uma vaca com a Lucy e principalmente com você…
   - É, tem mesmo. - Ela ergue uma das sobrancelhas e dou de ombros. - Só estou concordando com você.
   - Aham… Certo. - A ruiva diz e logo estamos rindo novamente.
   - Aí meu Deus… Vocês estão rindo ao invés de estarem discutindo…  - Lucy aparece, revezando o olhar entre mim e Amberlly. - Isso é muita loucura.
   - Somos princesas de outra dimensão e estamos destinadas a salvar um planeta das garras maléficas de um feiticeiro do mau. - Amberlly diz e eu apenas concordo discretamente - Isso daqui não é tão estranho assim.
   - Acho que tem razão - Estrela diz e se aproxima, abaixando ao nosso lado. - Quem são esses?
   - Anthony e Heléne Virtusolis… Meus pais verdadeiros. - Sol confessa quando Lucy se senta ao nosso lado.
   - Seu sobrenome é Virtusolis? - ela questiona e acabamos rindo novamente.
   - É, é sim. 
   - Então é isso, somos… Tipo amigas agora… - Digo ainda incerta do que falar.
   - De acordo com toda essa situação acho que isso seria inevitável. - fala e nos encaramos por alguns segundos antes de voltar a rir.
   - Bem, não tem nada nesse livro aí sobre os nossos pais? - Pergunto curiosa e passo a folhear as páginas com cautela.
   - Eu não cheguei a ver nada… - Desisto de procurar Amberlly pega o livro em mãos.
   - Então… Só tem relatos sobre os seus pais? - Lucy indaga.
   - Obviamente que não minhas doces crianças. - Tio All diz, exibindo grande sorriso para nós - Venham. - Olho para Lucy e Amberlly antes de levantar e seguir o homem, não deixando de lançar um olhar curioso para um Nilus adormecido sobre a mesa.

     ~~~~

 O som irritante de uma agulha de tatuador é a primeira coisa que ouço. Minha vista ganha clareza aos poucos e vejo Nilus deitado em uma maca enquanto um homem tatus seu pescoço, seu rosto está virado para a esquerda e suas feições não demonstram dor nem algo do tipo.
   - Pensei que iria tampar essas estrelas… - O tatuador diz ao retirar o excesso de tinta da pele clara do cliente.
   - Uma tatuagem maior chama mais atenção. Essas estrelas foram meu castigo por tatuar algo estando bêbado. 

Algum tempo se passa, uma mulher de longos cabelos negros entra na sala e senta num sofá mais afastado dos dois homem. Noto seu olhar sedento sobre o homem deitado na maca, a mordida em seu inferior era a evidência mais clara.
   - O bonitão tatuado tem planos pra hoje a noite? - Ela diz, sua voz parecia grave demais para uma mulher. Nilus não responde, parece não saber que é com ele e recebe um cutucão do tatuador.
    - É com você, bro…
   - Tenho sim. - A mulher bufa e logo sai, batendo a porta do estúdio. O guardião apenas solta um riso soprado.
    - Sabe que precisa ter limites já que essa belezinha ainda vai cicatrizar, não é? 
    - Sei sim, o que vou fazer não vai atrapalhar em nada. Vou ver uma pessoa especial, apenas…
    - Tirar o atraso?
    - Não, apenas vê-lá... - Responde e logo o tatuador se cala, voltando a atenção em seu trabalho sem notar o último murmúrio do cliente.- Ver minha lua…

~~~~

Manhã de segunda feira, dia de trabalho. Martin já havia me dido que teríamos que cobrir alguns eventos na cidade e lá estávamos, no carro, a caminho do primeiro compromisso. 
   - E aí, você parece meio avoada… 
   - Se eu te contar o motivo, você não iria acreditar. - Suspiro ao relaxar sobre o banco do carona.
   - O quê? Arrumou um namorado? - Não, arrumei um guardião que me salva de monstros. 
   - Falando em namorado, como foi a história com aquela mulher que você foi almoçar outro dia?
   - Ahhh ela é maravilhosa, nem acredito que ela olhou pra mim! - Ele diz animado, me arrancando um sorriso bobo. - Nós estamos saindo, ela tem uma grife de roupas, hoje é a inauguração de uma loja dela. 
   - Woah, parece legal! - Por um segundo, pude ver o brilho nos olhos do fotógrafo, um brilho incomum de quando se está apaixonado. - Não esqueça de levar café pra ela…
   - Já pedi desculpas por isso! - Dou uma risada e me calo.

Pelo retrovisor, posso ver a uma moto nos seguir a distância, ziguezagueando entre os carros. Nilus. A memória do sonho enche minha mente e não consigo evitar um sorriso por saber que ele não aceitou as investidas daquela mulher. Apesar de tentar, diversas vezes, convence-lo que estava em segurança com Martin ao meu lado, o tatuado só fazia fechar a cara e resmungar dizendo 'você ainda precisa ser treinada para saber lidar com os bestantes de Aldrag' e 'você nunca está em segurança sem mim ao seu lado'.
       
       Quando finalmente voltamos para a redação, já passavam das 15:00 e tudo parecia mais tranquilo. Martin descarregava as fotos no notebook enquanto aproveitava em café e eu digitava as partes finais da matéria daquele dia. Sr. Monteiro visitou nossa sala hoje, dizendo que toda a equipe estava sendo parabenizada pelos últimos ótimos trabalhos e nos liberando cedo, já que o prédio seria fechado para vistoria. 

Fechei os botões do sobretudo antes de sair do edifício, agradecendo por ter colocando calça naquele dia e respirando fundo o vento gélido de fim de tarde. Sequer vejo a Harley 2002 se aproximar enquanto caminho para o metrô, sendo surpreendida pela buzina estridente. Me viro e acabo sorrindo para o rapaz todo coberto por casacos e um cachecol.
   - Carona? - Pergunta tirando o capacete e sorrindo gentilmente. Nunca havia notado em como seu sorriso é bonito.
   - Aceito. - Ele me estende o outro capacete e me ajuda a coloca-lo antes de recolocar o que usava enquanto eu montava na garupa da moto.
   - Se segure ou seu tio me mata. - Instrui me fazendo rir e envolver sua cintura com os braços para, logo em seguida, partir rumo ao prédio em que eu morava.

 Um sorriso bobo se formou em meu rosto ao ver os prédio passarem tão rapidamente por meus olhos. O vento forte batendo contra meu corpo me fazia agarrar ainda mais a cintura do tatuado, podia sentir seu corpo malhado por baixo das camadas de roupa. 

Estávamos passando pelo cruzamento do quarteirão em que morávamos, a essa altura eu já havia perdido as contas de quantas vezes constatei que o perfume de Nilus me agradava bastante. Ele também parecia gostar da situação em que nós estavávamos, tal pensamento me fez sorrir antes de uma forte batida atingisse a moto, a arrastando por metros e nos levando junto. Um caminhão havia batido de frente conosco e fugido sem que eu pudesse nem vê-lo.
    Nilus parecia sequer ter sentido a batida e não demorou para se colocar de pé, me puxando cuidadosamente para longe da moto caída sobre o asfalto escorregadio. Sinto minha perna esquerda arder e logo vejo o por quê, um grande corte do joelho até o meio da panturrilha fazia minha pele ser encharcada de sangue.
    - Nilus... - Choramingo apertando minha perna e, pela primeira vez, vejo o desespero nos olhos escuros do mais velho. - 
    - Shhh vai ficar tudo bem, Kloe. - Diz tentando fazer com que eu me acalme, sem sucesso.-  Está sagrando demais, parece que foi fundo... - O rapaz diz apreensivo, olhando ao redor em busca de algum táxi sem sucesso já que, com a chegada do frio, haviam pouquíssimas pessoas na hora naquele horário. - Vamos para o hospital.
   ---
   - Eu nem mesmo ouvi o caminhão, ele pareceu surgir do nada... - Disse ao sentar no sofá, de volta ao meu pequeno e acolhedor apartamento. Nilus insistiu que fossemos ao hospital, temendo que eu tivesse que tomar alguns pontos, mas felizmente só um bom curativo foi o suficiente.
   - Perdão, Majestade, eu não devia ter deixado tal acidente acontecer. - O guardião se ajoelha em minha frente e abaixa a cabeça, me fazendo olha-lo com estranheza antes de cutucar seu cabelo, o que o faz erguer a cabeça.
   - Não precisa disso, ok? Está tudo bem... Foi só machucado, e você também se machucou... - A manga do casaco do rapaz havia rasgado com o atrito do asfalto, juntamente com a camisa que ele usava por baixo, o que resultou em um grande arranhão em seu braço direito. - É melhor limpar esse machucado...

Ele assente e se levanta, buscando a sacola da drogaria em que haviamos passado no caminho de casa. Volta ao sofá com o antiséptico e algodão em mãos e não demora em retirar o casaco, exibindo os braços fortes nas mangas curtas da camisa branca. 'Seja forte, Kloe, seja forte.' Repetia mentalmente enquanto cuidava do machucado no corpo do mais velho, que me encarava a cada segundo e eu fazia questão de desviar o olhar.
   - Kloe... - Ele chama minha atenção com um sussurro e eu acabo por erguer o olhar até o alheio, doce pecado. 

Mesmo que eu quisesse, não podia quebrar o contato visual com o tatuado. Senti sua mão esquerda envolver minha cintura e não demorou para que a direita acariciasse meu rosto, guiando-o em direção ao do rapaz e unindo nossos lábios em um encaixe perfeito. Meu coração martelava dentro do peito e acabei por passar alguns segundos apenas aproveitando a pressão delicada dos lábios alheios sobre os meus, antes de entreabri-los e permitir que Nilus me beijasse de maneira calma, causando arrepios por todo meu corpo quando seus dedos se entrelaçaram em meus cabelos.
   - Você não sabe o quanto eu queria fazer isso, minha Lua... - Ele murmura quando o ósculo teve fim, colando sua testa a minha. Não me atrevo a abrir os olhos, tinha medo que fosse apenas um sonho. Um doce sonho.
 


Notas Finais




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