História Os Tronos Celestes - O Trono Do Sol - Capítulo 1


Escrita por: ~, ~Pequenarosa e ~YoungBadGirl

Postado
Categorias Originais
Tags Aventura Magia Romance
Exibições 31
Palavras 1.678
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esta história é vinculada a "O Trono da Lua" e "O Trono da Estrela".
O link de ambas as histórias estão nas notas finais.


Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Os Tronos Celestes - O Trono Do Sol - Capítulo 1 - Capítulo I

   "Em busca de sua vingança ele retorná.
       O devorador de mundos expandirá sua fúria e o universo assolará.
       O poder de detê-lo nas mãos das princesas de luz estará.
       O sol, A lua e as Estrelas juntos devem permanecer.
        Para que a paz, em fim volte a florescer."

***

   Os grilhões machucam meus pulsos, escolho-me contra a parede úmida, fria e de uma coloração nada agradável enquanto tento pensar em algo para me ajudar a sair daqui.
- Não se iluda princesa, sua vida pertence a mim agora. - e como se ouvisse meus pensamentos sua voz atravessa meus ouvidos, a sensação é como a de um garfo sendo arrastado sobre a superfície de um quadro negros e um forte calafrio irrompe pelo meu corpo quando vejo sua forma negra ao lado de fora da jaula - Espero que esteja sentindo-se confortável majestade, pois esse será seus aposentos pelo resto da eternidade... E a eternidade é bastante tempo. - e então ele gargalha, sua risada é gélida e sinto meu coração apertar-se pelo pânico cada vez mais crescente. "Onde vocês estão? Por que não consigo senti-las?" 
   Desolada e mais assustada do que gostaria de me sentir, entrego-me à exaustão e caio no sono.

-Três Semanas Antes

   A fumaça sobe de forma elegante da caneca de porcelana chinesa, inalo o cheio do café enquanto observo a densa neblina sobre Inner Sunset.
- Acordada a essa hora?
- A vista do Golden Gate Park é mais bonita a essa hora. - digo, bebericando um pouco do café.
- Certo, vou fingir que acredito nisso. - Katashi fala e se põe a minha frente.
- Está bloqueando a vista. - digo e ele pega a caneca das minhas mãos.
- Tenho quase certeza de que sou muito mais atraente do que o parque. - de fato, ele era mesmo.
- Kat… - ele me encara com os profundos olhos escuros, os belos traços da sua descendência japonesa eram bastante evidentes.
- Teve os pesadelos de novo? - pergunta e meneio a cabeça, concordando.
- É sempre a mesma coisa… Os monstros… E aquelas garotas… Mas não consigo entender nada.
- Talvez você devesse procurar ajuda, pra tentar entender isso.
- Eu já tentei… Já até conversei com a sua mãe - Dra. Yoshida, ela é terapeuta - Ela até me deu um Baku Makura - Baku Makura é um travesseiro em forma de Anta que os japoneses dizem que devora os sonhos ruins - Bem, devo admitir que ele não funciona.
- Talvez seja porquê você não acredita nele.
- Acreditar em um travesseiro com formato de um bicho feio que tem o poder de comer sonhos? Katashi, isso é de mais não acha?
- Pode deixar de ser tão cética por um momento?
- Mas é um travesseiro. A única função de um travesseiro é ficar fofo e confortável embaixo da sua cabeça. - digo indo até a cozinha.
- Ok, Ok… Podemos discutir isso outra hora, são quase cinco da manhã e eu adoraria ter você na cama agora, pode ser? - pergunta e jogo o resto do café na pia de aço inox.
- Estou pensando em começar o projeto da nova sede em Boston, não quero decepcionar seu pai. - digo e Katashi senta-se na bancada de mogno centralizada na cozinha gormet.
- Você não vai decepcionar ninguém Amberlly, aposto que a sede da Yoshida Enterprises de Boston vai ser a mais incrível já projetada, talvez se torne até a sede principal - Yoshida Enterprises é uma multinacional Napo-Americana, que projeta e comercializa produtos eletrônicos de última geração.
- Isso seria incrível, nunca alguém tão jovem já conseguiu um contrato desses - digo e dou um sorriso - Bem, já devo me sentir feliz só por conta disso não é?
- Com toda a certeza Amaterasu - ele fala e o olho confusa. 
- Essa daí eu nunca ouvi - digo aproximando-me dele e dou um sorriso - O que significa?
- Amaterasu… "Uma Deusa Que Governou o Sol". - diz e desce do balcão - Ou "Brilhante ao Longo do Céu" - seus braços envolvem minha cintura e sou gentilmente puxada para seu perto de seu corpo quase desnudo.
- É lindo. - digo e um sorriso ilumina seu rosto.
- Nem tanto se formos comparar com você. - diz.
- Eu devia estar trabalhando… - murmuro e ele nega veementemente antes de me erguer do chão.
- O trabalho pode esperar - diz e habilidosamente me leva de volta para o quarto.

***

   Rosalina e Sthefane. O casal mais incrível de todo o universo, e sou obrigada a dizer que ter sido adotada por elas foi a coisa mais incrível que poderia ter acontecido comigo.
   Rosalina é  latina-americana, com longos cabelos negros e olhos escuros e trabalha com marketing. E Sthefane tem os cabelos loiros cortados na altura da nuca e os olhos acinzentados estão sempre delicadamente contornados com delineador.
- Mi Hermosa! - Rosalina ergue-se da mesa e me cumprimenta com um forte abraço.
- Onde está a Fane? - pergunto quando não a vejo.
- Resolvendo algumas coisas no escritório. - ela é advogada - Mas disse que chegará rápido.
- Entendo… Ela ainda está chateada por causa da minha mudança para Boston? - pergunto e Rosa abaixa os olhos para a mesa e suspira.
- Um pouco, admito. - fala e põe uma mão sobre a minha - Mas isso não quer dizer que ela não esteja feliz pelas suas conquistas querida… É só que, bem até ontem você era só um bebezinho desdentado e agora… Você tem 22 anos, mal terminou a faculdade e já está responsável por um projeto deste tamanho… É difícil para o coração de uma mãe, ou no caso duas, ver que seu bebezinho já cresceu e agora tem que seguir o próprio caminho. - ouço suas palavras e sei que no fundo eu sinto a mesma coisa… Sinto medo de ter que seguir meu próprio caminho… E acabar não gostando do que vou encontrar no final da estrada.
- Mas é só por um tempo… Num piscar de olhos estarei de volta em San Francisco, vai até parecer que não fui a lugar nenhum.
- Duvido um pouco disso. - olho para trás e vejo Sthefane a pouco centímetros de mim, pulo da cadeira e dou-lhe um forte abraço e ela retribui com ainda mais intensidade.
- Mamãe…
- Tudo bem minha flor, estou começando a aceitar o fato… Não posso prendê-la para sempre, apesar de querer muito. - ela sorri e faço o mesmo, seus dedos ágeis arrumam uma mexa solta do meu cabelo.
- Conversou com a dra. Yoshida? - Rosa pergunta para Sthefane quando tomamos nossos lugares na mesa.
- Sim… Digamos eu aceitei seus concelhos. - ela fala e abre o cardápio.
- A sra. Yoshida é mesmo um amor de pessoa… Só quando não está tentando me fazer acreditar em travesseiros que devoram sonhos. - digo e rimos mas um cheiro pútrido preenche minhas narinas e então eu os vejo. As presas. Os pelos espessos. Os corpos desumanos. "De novo não! Não! Não! Não!" minhas mãos começam a suar e as formas escuras ficam ainda mais visíveis.
- Amberlly… Ambe querida, está se sentindo bem? - Sthefane estala os dedos na frente do meu rosto e volto a respirar, as formas somem e estou novamente dentro do restaurante mexicano.
- Estou… Ótima mamãe… - minto e respiro fundo - Só dormi pouco essa noite…
- Hum… E devemos supor que um lindo japonês fez companhia pra você? - ela me encara com um sorriso malicioso. 
- Rosa! - exclamo e ela ri.
- O que? Você e Katashi namoram desde o ensino médio, não tem nada de errado nisso. - fala e põe os cotovelos na mesa.
- Tire os cotovelos de cima da mesa Rosa. - Sthefane fala sem nem ao menos tirar os olhos do cardápio.
- Você é tão chatinha as vezes, sério é muito sorte a sua que eu te amo - Rosa fala e Fane cora ao ouvi-la dizer isso.
- Não diga essas coisas… - ela fala sem graça.
- Não dizer o que? Que eu te amo? Pois bem… EU AMO VOCÊ! TODOS OUVIRAM ISSO? EU AMO ESSA MULHER!
- Rosa, pare de escândalo… - Fane diz mas não consegue esconder o sorriso.
   Eu adoro isso. Mesmo com mais de vinte e cinco anos juntas, ver o quanto elas se amam, mesmo sendo tão diferentes uma da outra e saber que estou no meio disso, só me deixa ainda mais feliz por fazer parte desta família.
- Então, já decidiu o que vai querer querida? - Sthefane pergunta e sorri ao olhar para mim.
- Ainda não… - digo e elas me ajudam a me decidir, vejo suas mãos unidas sobre a mesa e todo o pânico de um momento atrás se esvai, como se nunca tivesse acontecido.
   Quando os pratos são postos à nossa frente eu já nem conseguia lembrar mais das formas escuras e pútridas.
- E já comprou o presente de aniversário do katashi, Amberlly? - Fane pergunta e meneio cabeça.
- Três dias atrás.
- Sempre tão eficiente - Rosa diz e Fane sorri.
- Ela foi bem educada… Por mim é claro, se dependesse de você ela não saberia nem encontrar as próprias meias sozinha. - Rosa olha ofendida para Sthefane e ergue um dedo.
- Se eu tivesse algum argumento contra isso pode acreditar que eu usaria. - e então voltamos a cair na risada.
   Terminamos de almoçar e faço questão de ficar responsável pela conta e recebo um forte abraço das duas antes de nos despedimos.
- Tenho que voltar para o escritório, tem certeza de que não precisa que te leve? - Fane pergunta e nego.
- Não precisa, vou ficar… - uma forte pontada atinge minha cabeça e fico tonta, náuseas me embrulham o estômago quando o cheiro pútrido volta a invadir meu ar, as formas nebulosas se tornam mais densas e obscurecem minha visão.


Notas Finais




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