História O Trono Do Sol - Capítulo 7


Escrita por: ~, ~Pequenarosa e ~YoungBadGirl

Postado
Categorias Originais
Exibições 11
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esta história é vinculada a "O Trono da Lua" e "O Trono da Estrela".
O link de ambas as histórias estão nas notas finais.

Capítulo 7 - Capitulo VII


Fanfic / Fanfiction O Trono Do Sol - Capítulo 7 - Capitulo VII

  Mateo dá leves batidas na porta do quarto, que é rapidamente aberta pelo senhor de olhos verdes.
- Que bom que puderam vir. - ele sorri e nos dá passagem.
- O que aconteceu? - Mateo pergunta e percebo que o lugar está mais desorganizado do que ontem.
- Pensei que Amberlly fosse querer saber mais sobre Méeridian… Bem, tenho toda a fonte de sabedoria que de precisa bem aqui princesa. - Aldin fala e noto que a quantidade de livros que tem é realmente grande.
- Obrigado sr. Aldin. - digo e ele dá uma leve risada antes de tocar meu ombro.
- Me chame apenas de Aldin… Ou se preferir All.
- Fala sério… Achei que ficaria livre de você hoje. - Kloe surge e segura um livro nas mãos, fico extremamente tentada em mandá-la para o iglu de onde ela morava em Vancouver mas mantenho firme meu escasso autocontrole.
- Fico triste em desaponta-la. - é só o que digo antes de por minha bolsa sobre o sofá e pegar um dos muitos livros sobre a mesa.
- Boa tarde Amberlly. - Lucy diz sem erguer os olhos do livro aberto em sua mão.
- Boa tarde Lon… Lucy. - digo e cumprimento os outros guardiões antes de voltar minha atenção ao livro. 
   A tarde transcorre de forma lenta, pulo de livro em livro tentando aprender mais sobre minha verdadeira casa… Devo admitir, pensar desta forma é estranho pra mim.
   Já mudei de lugar várias vezes, com livros diferentes nas mãos e até mesmo mapas.
- O que… - ponho um dos livros abertos no chão e encaro o desenho nele.
   Uma moça de profundos olhos azuis está ao lado de um homem, os cabelos ruivos dele contrastam de forma harmoniosa com o rosa claro das madeixas dela.
- Anthony e Heléne Virtusolis. Duque e Duquesa da corte do Sol. - Virtusolis. Esse é meu sobrenome verdadeiro… Nunca fiz questão de usá-lo, preferi ter os nomes de Sthefane e Rosalina - Não acredito nisso… - murmuro e traço o desenho com a ponta dos dedos. Eles são os meus pais verdadeiros. Sinto meus olhos marejarem e uma lágrima cai sobre a folha - Pra quem nunca quis conhecer eles… - murmuro e seco as lágrimas.
- Algum problema Estados Unidos? - Kloe pergunta e balanço a cabeça, negando enquanto seco discretamente os olhos.
- É só que tem poeira demais aqui… - digo fungando e ela se aproxima de mim.
- Espera um pouco… Eu conheço essa moça. - Kloe se abaixa e pega o livro, detenho o impulso de tirá-lo das mãos delas e esconder só pra mim.
- Sonhou com ela? - pergunto e Kloe assente.
- Ela estava em um tipo de caverna e falava com Nilus, Mateo e Vicent. - diz e põe o livro de volta no chão - Acho que ela é um tipo de general da resistência ou coisa assim.
- Ela é uma general? - olho surpresa para a imagem. Heléne parece uma mulher sofisticada… Nunca imaginaria alguém assim comandando um exército.
- Está tudo bem? Você parece que vai começar a chorar ou coisa assim… Coisa que eu duvido que você tenha sentimentos pra fazer… - ela murmura a última parte e finjo que não ouvi.
- Ela é a minha mãe… Eles são meus pais verdadeiros. - digo e volto a tocar o desenho - Anthony e Heléne…
- Seu sobrenome é Virtusolis? - ela pergunta depois de um tempo e dou uma risadinha.
- É horrível né?! - falo e ela ri também.
- É… Um pouco. - diz e então ergo meu rosto pra ela.
- Me desculpe. - falo, essa é outra palavra que não costumo dizer - Eu só… Desculpe. - murmuro - Eu… Tenho sido uma vaca com a Lucy e principalmente com você…
- É, tem mesmo. - Kloe fala e ergo uma sobrancelha - Só estou concordando com você.
- Aham… Certo. - digo e acabamos dando risada.
- Aí meu Deus… Vocês estão rindo ao invés de estarem discutindo…  - Lucy divide seu olhar entre nós duas - Isso é muita loucura.
- Somos princesas de outra dimensão e estamos destinadas a salvar um planeta das garras maléficas de um feiticeiro do mau. - digo e dou de ombros - Isso daqui não é tão estranho assim.
- Acho que tem razão - diz e então ri enquanto se aproxima de nós - Quem são esses?
- Anthony e Heléne Virtusolis… Meus pais verdadeiros. - digo e Lucy senta ao nosso lado.
- Seu sobrenome é Virtusolis? - ela questiona e acabamos rindo.
- É, é sim. - digo. 
- Então é isso, somos… Tipo amigas agora… - Kloe fala e Lucy abre um sorriso. 
- De acordo com toda essa situação acho que isso seria inevitável. - fala e nos encaramos por alguns segundos antes de voltar a rir.
- Bem, não tem nada nesse livro aí sobre os nossos pais? - Kloe pergunta e começa a folhear.
- Eu não cheguei a ver nada… - falo e pego o livro quando ela desiste de procurar.
- Então… Só tem relatos sobre os seus pais? - Lucy indaga e encolho os ombros.
- Obviamente que não minhas doces crianças. - Aldin fala e nos encara com um grande sorriso no rosto - Venham. - diz e nos entreolhamos antes de levantar e seguí-lo.
- Devo admitir que estou orgulhoso da srta. majestade. - Mateo sussurra ao meu ouvido e meu corpo estremece.
- Obri… Obrigado… - gaguejo e solto um pigarro antes de lhe mostrar o livro - Olhe, encontrei isso…
- Comandante Heléne. - Mateo diz ao olhar o desenho e um sorriso nostálgico surge em seu rosto.
- Pode me falar sobre eles? - pergunto e Mateo sorri.
- Claro alteza.
- Amberlly. - digo e ele assente antes de coçar a nuca e abrir um sorriso.
- Amberlly… - fala e então percebo que gosto de ouvi-lo dizer meu nome - Acho melhor sentarmos. - ele diz e o sigo para o sofá.

***

   O timer de Panda toca pela cozinha e e pego as luvas para tirar a travessa de vidro do forno e o cheiro da lasanha se alastra pelo apartamento rapidamente.
   Olho orgulhosa para o meu trabalho e volto a tentar tirar a rolha do vinho, que salta com um "pop".
- Aí meu Deus, Katashi! - exclamo quando ele envolve minha cintura com os braços.
- Deus? Ouvi mesmo você dizer isso? - ele indaga e então vira meu corpo de frente para o seu - Quem é você e o que fez com a minha noiva?
- Para de ser idiota. - digo e ajeito seu cabelo escuro - Saiu sem querer… Apenas… - então ouço um barulho vindo da sala - O que foi isso? - indago e Katashi abre um sorriso antes de pegar minha mão e me puxar para a sala.
- Quando eu estava vindo pra cá vi uma coisa que… Bem, acabei não resistindo e trouxe.
- Que seria?
- Amberlly, este é o Bradock. - Katashi fala e segura no colo o filhotinho de pug - Bradock, esta é sua nova mãe Amberlly. - o cachorrinho cheira o ar e quase derreto com tanta fofura.
- Katashi, ele é a coisa mais fofa do mundo! - exclamo e pego o filhotinho que não faz objeção em ficar comigo.
- Então, gostou? - pergunta e abro um enorme sorriso. 
- Eu adorei! - digo e faço carinho na cabeça dele - Oi Bradock… Você é a coisa mais fofa que eu já vi sabia?! É sim!
- Fico feliz que tenha gostado. - ele fala e então pressiona os lábios nos meus - Que tal irmos jantar agora? Estou louco por aquela lasanha e também pela pessoa que fez ela. - diz e acerta um leve tapa em minha bunda.
- Katashi! - exclamo e ele pisca pra mim antes de seguir pra cozinha - Não liga pro seu pai, ele é meio sem noção as vezes. - digo para Bradock que apenas lambe minha mão.
   Caminho para a cozinha mas um homem de cabelos loiros chama minha atenção do prédio em frente ao meu. Aceno para Mateo que retribui meu gesto e ficamos nos encarando até que a voz de Katashi me puxa de volta.
- Amor, eu não estou encontrando as taças. - ele exclama da cozinha e solto um pigarro.
- Já estou indo. - digo e dou mais uma olhada no apartamento da frente. Mateo havia sumido.
   Suspiro, meneio a cabeça e abro um sorriso antes de seguir para a cozinha.

" Ligo a árvore de Natal, fazendo as luzes coloridas piscarem.
- Fizemos um bom trabalho. - Lucy fala sorridente e acaricia a cabeça de Bradock.
- Fizemos mesmo. - Kloe fala e lambe os dedos sujos de açúcar com canela.
- Quando vamos comer? - Vicent pergunta e Lucy suspira.
- Só à meia noite, já disso isso Vicent. - ela fala e os dois começam uma discussão.
   Suspiro e vou para a cozinha, o cheiro do preparo da ceia está maravilhoso.
- Princesa Amberlly. - o sr alto usando roupas indianas sorri pra mim - Quer uma prova?
- Ah sim, por favor. - falo e pego um dos biscoitos de gergelim coberto de chocolate - Isso está incrível Jacques.
- Muito obrigado princesa.
- Amberlly. - digo, mas ele nega com a cabeça enquanto um sorriso simpático está aberto em seu rosto. Dou uma risada soprada e pego mais um biscoito.
- Pensei que só poderíamos comer a meia noite. - Mateo fala e sorri ao olhar para mim 
- Não existe nenhuma lei que nos proíba de tirar algumas provas antes da ceia. - digo e sorrio pra ele.
- Vem, quero mostrar uma coisa a você. - diz e seus olhos verdes me encaram com intensidade, Mateo estende uma mão para mim e não consigo fazer outra coisa a não ser, seguí-lo… "

   Acordo com um filhote sobre mim, lambendo meu rosto de cima a baixo.
- Bom dia pra você também Bradock… - murmuro e tiro o filhote de cima de mim, olho para o lado e vejo Katashi dormindo serenamente - Sonhando com outro cara enquanto seu noivo está bem do seu lado… Qual é a porra do seu problema Amberlly? - me jogo no colchão e faço carinho na orelha de Bradock - Não vai contar isso pro seu pai, ouviu garoto? - em resposta o filhotinho lambe meus dedos e respiro fundo e jogo sonho para o fundo da mente na tentativa de me recompor.


Notas Finais




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