História O Último Nephilim - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 19
Palavras 1.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Capítulo 2 (parte 3)


 

Os ferimentos nas pernas do rapaz começavam a verter sangue e o líquido avermelhado respingou enquanto ele percorria um longo trajeto a fim de se esconder da criatura que ainda o perseguia. Yori corria o máximo que conseguia, ora pedia ajuda para as pessoas que passavam por perto, ora procurava um local para se esconder. A multidão ignorava seu pedido desesperado, chegando até a confundi-lo como louco, pois ninguém conseguia enxergar o monstro alado que ascendia aos céus e planava no ar e, como uma águia a procura da caça, ele procurava Yori em meio ao aglomerado de pessoas. As vielas Italianas eram estreitas e movimentadas, então seria como procurar uma agulha em um palheiro.

Não havia mais nenhum sinal da criatura, Yori olhava para o céu e não via nada além de nuvens acinzentadas a cobrir o sol. Ele parou de correr, respirou fundo para recobrar o ar nos pulmões e encostou as costas na parede de uma singela cafeteria, na placa acima do recinto estava escrito Nana’s Coffee. O rapaz olhou para a jaqueta e vasculhou os bolsos a procura do celular, estavam vazios. Por um instante ele lembrou que o deixara cair na tentativa desesperada de se salvar. Queria informar o amigo que não retornasse ao apartamento, mas estava receoso demais para recuperar o objeto, não valia a pena morrer por um celular.

Haviam chegado dois homens que, assim como Yori, apoiaram-se cansados na parede da cafeteria. Estavam despojadamente bem vestidos, pareciam dois integrantes de uma banda punk, um usava um moicano e tinha as laterais da cabeça raspada, enquanto o outro tinha cabelo Black Power. Yori se aproximou cautelosamente e perguntou:

-Com licença, vocês sabem onde eu consigo um telefone público por aqui?

-Quem quer saber? –Retrucou de forma grosseira o homem do moicano, acendendo um cigarro e colocando entre os dentes. –Um estrangeiro, é?

-Não seja pé no saco, Jonny. –Censurou o outro, batendo no ombro do companheiro. –O pirralho só queria uma informação.

-Então diga a ele em vez de brigar comigo. –Jonny massageou o ombro esquerdo e cuspiu o cigarro no chão. – Acha que vou perder meu tempo com um cãozinho de rua? Eu tenho mais o que fazer da vida.

-É melhor ser um “cãozinho de rua” do que um babaca tatuado. –Revidou Yori. Não era o insulto muito convincente, mas irritou o homem que parecia cultuar veementemente as próprias tatuagens, além do próprio corpo.

-O que você disse, pirralho? –Disse Jonny ao ranger os dentes de raiva.

Os olhos do homem adquiriram um brilho peculiar, não havia mais íris, apenas duas escleras brancas e luminosas. Do colete de jeans ele puxou uma longa lâmina feita de um material semelhante a prata com alguns símbolos entalhados no metal. Jonny movimentou o objeto ferozmente em direção a Yori que se esquivou do primeiro ataque, mas fora atingido pelos incessantes golpes que vieram depois. Jonny só parou de cortar o rapaz com a adaga prateada quando este caiu de joelhos segurando o local dos ferimentos –a maioria no abdômen – estancando o sangue que escorria entre seus dedos.

-Eu amo os humanos –segurou o rosto de Yori pelo queixo, levantando-o só para ver a expressão de dor e medo dele –, tão fracos e frágeis. Queria muito poder arrancar seus ossos e coloca-los em uma bela exposição, afinal, vocês não são nada além de uma criação defeituosa, nada além de seres asquerosos que vagam pela terra sem propósito.

Jonny empurrou o rosto de Yori que caiu para trás e se contorceu no chão, ele riu da humilhação que o jovem estava sendo submetido e forçou seu pé sobre a cabeça dele com a intenção de esmaga-la, mas quando estava prestes a cometer tal ato uma voz feminina interrompeu:

-Que belo gesto de cavalheirismo.

Era aquela mesma criatura que estava a perseguir Yori, mas dessa vez ela, aos poucos, adquiria uma forma humana de mulher, uma bela loira de grandes olhos azuis, suas longas madeixas estavam presas por um fino cordão dourado, evidenciando o rosto delicado e a pele clara e lisa como seda.

-Agradeço pelo pequeno favor, agora deixe-me completar o serviço, rapazes. –Ela usava um longo vestido branco que cobria os braços e escondia uma lâmina igual à que Jonny empunhava, mas era mais fina, tinha um brilho dourado e o cabo tinha a forma de uma asa.

-Nem pensar. –Respondeu Jonny com um sorriso de canto. –Você foi incompetente e deixou ele escapar, não é justo você ficar com a melhor parte.

-Deixe ela. –Disse o amigo que observava tudo com os braços cruzados e sem esboçar nenhuma reação. –Não se intrometa nos serviços dela, ela é mais forte que você.

-Cale a boca, Matteo! –Vociferou. –Isso não me importa, eu vou acabar com essa aberração, será ótimo quando livrarmos o mundo dessas criaturas insignificantes. –Ele se aproximou do jovem, agarrou-o pelos cabelos e começou a fazer um corte preciso em seu pescoço, lentamente a pele queimava e o metal penetrava na carne. Quando sua jugular estava preste a ser cortava – e sua vida ceifada –, alguém puxou a força a mão de Jonny e tomou para si a lâmina que estava em sua mão.

Akira segurou firmemente o objeto, atirou-o para longe e, em seguida, segurou o pescoço do homem, o prensou contra a parede e afundou seu corpo contra o cimento. Impressionantemente o corpo de Jonny suportou impacto e teve apenas alguns ferimentos superficiais no rosto.

-O que faz aqui? –Indagou a dama ajeitando a manga do vestido que arrastava no chão. –Isso não é da sua conta, Nephilim, vá embora, agora!

-Vocês estão agredindo um humano, então é da minha conta. –Respondeu Akira em tom de desdém. –Vocês sequer deveriam estar aqui, por que não voltam para o lugar onde vieram? O papai deixou vocês de castigo por mal comportamento?

-Feche a boca criatura imunda! –Vociferou ao fechar os punhos, tomada pela fúria ela tentou avançar e desferir o ataque em Yori que mal se movia, porém, o Nephilim que ainda pressionava com força a jugular do roqueiro, atirou este para cima da loira e ambos caíram ridiculamente no chão úmido.

-Eu gostaria muito de ficar e brincar com vocês. –Segurou o jovem nos braços, apoiando delicadamente a cabeça dele em seu ombro. –Seria imensamente divertido chutar os traseiros angelicais de vocês. 

Akira se lembrara quando, certo dia, uma freira lhe contou que acreditava fielmente que os anjos viviam entre os seres humanos, protegendo-os e aproximando-os da presença do grande criador. Ele nunca deu ouvidos a aquela senhora e mesmo tendo comprovado que, de fato, os querubins com seus disfarces se escondiam em meio aos humanos, nunca se sentiu protegido pela graça divina. Muito pelo contrário.  

Os anjos estavam entre nós...Mas não por nós. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...