História O último som - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Beijo, Chorar, Decepção, Drama, Escola, Jovens, Novela, Original, Paixão, Relação, Romance
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Palavras 1.467
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Dose dupla


Fanfic / Fanfiction O último som - Capítulo 16 - Dose dupla

Não preciso ficar contando detalhadamente cada dia da minha vida, cada enjôo, cada vez que dei trabalho ao Petter quando eu estava com desejo, a única coisa que pode resumir essa gravidez é a palavra Tempo, pois ele estava voando, minha barriga parecia um bolo com muito fermento que simplesmente não parava de crescer, e isso que eu estava apenas com 6 meses, o sexo do bebê? Vocês vão descobrir isso com meus parentes e amigos no chá de fraldas.

Aos 3 meses da minha gestação, eu e Petter fomos no ultrassom, para fazer aquele check in de sempre, e ver se já descobrimos o sexo do bebê. Chegamos na clínica, eu me deito, e a doutora passa um gel e começa o ultra.

Eu* já dá pra saber o que é?

Doutora* ainda não, eles estão com as pernas bem fechadas 

Eu* ah que pena

Petter* eles?

Eu* eles?

Doutora* sim, são gêmeos.

Eu e Petter nos olhamos com um sorriso no rosto, ficamos com medo, pois já que um seria difícil.

Fomos pra casa, nos sentamos no sofá Juntos, e demos as mãos um ao outro

Petter* dois então

Eu* pois é 

Petter* será que vamos conseguir? 

Eu* temos né

Decidimos fazer surpresa pra família sobre os gêmeos, iríamos revelar nó chá de fraldas, junto ao sexo, assim que descobrissemos. 

Bom, eu já iria fazer 7 meses, os detalhes para o chá de fraldas já estavam prontos, íamos pra Los Angeles e fazer lá, a mãe e pai de Petter iam ir também. Chegamos lá já sabendo o sexo dos bebês, e fomos à uma confeitaria fazer o bolo com o recheio personalizado, daqueles que revelam o sexo. Encomendamos e agora era só esperar.

O dia tão esperado para revelar sobre os gêmeos chegou, era nossa hora, os convidados já haviam chegado, família, amigos, etc, até Brenda conseguiu vir. Tiramos fotos de nós dois, da decoração, cada detalhe sendo gravado, era nosso momento.

Eu* atenção gente, sei que vocês todos querem muito saber o sexo do bebê, que isso dificultou os presentes por limitar as cores em roupas e etc, por isso a decoração é branca e amarela, mas chegou o tão esperado momento, vamos cortar o bolo e vocês vão saber!

Então cortamos o bolo, e levantamos a fatia pra cima, eram duas cores, rosa e azul, todos ficaram se olhando, estava tão na cara e ninguém percebeu. Até que minha irmã, Lorence, fala

Lorence* é um menino e uma menina, vou ser titia de gêmeos!

E todos se ligam, e começam a bater palmas, era muito bom ver cada rosto com uma reação diferente. Recebemos muitos abraços e felicitações de todos. Depois de anunciar o sexo divulgamos os nomes, a menina vai se chamar Morgana e o Menino Murilo. E assim continuamos a festa, fui abrir os presentes, errei alguns e me pintaram, mas Petter não escapou, pintaram ele também, e a festa foi assim, só felicidade. 

Ficamos mais 2 dias em Los Angeles após a festa, depois voltamos pra casa. E cá entre nós, não tem sensação melhor do que estar em casa, ainda mais pra alguém que está pesando 18kg a mais.

Os últimos 2 meses se passam, eu já estava fazendo 9, agora todo cuidado é pouco, a qualquer momento eu podia dar a luz, estresse é a principal coisa que eu devia evitar, mas não era possível após eu receber uma mensagem

Julie* oi flor, lembra que eu falei que voltaria pra buscar meu homem e infernizar sua vida? Pois então, eu estou voltando, fiquei sabendo que você vai ter 2 bastardos, mas Petter nem vai te querer mais depois que você ficar gorda com estrias e os peitos caídos, me aguarda linda! 

Eu não to acreditando que durante 9 meses essa garota não me esqueceu, quando que eu vou ter paz na minha vida? Aí começa minha preocupação, não comigo, e sim com meus filhos, ela que não chegue perto deles, ela não sabe do que eu seria capaz.

Passo a noite preocupada com isso, fico inquieta o tempo todo, e Petter nota.

Petter* o que foi? Você tá bem? Tá com dor?

Eu* não, não é nada

Petter* claro que é algo, fala meu bem

Aí eu mostro a mensagem pra ele

Petter* nossa mas essa garota não me esquece mesmo né, não te preocupa com isso tá bom, não vou deixar ela fazer nada, você e os bebês são tudo pra mim, eu vou proteger vocês de tudo. E quanto ao seu corpo, vou amar cada detalhe dele, pois cada marquinha nele vai ser uma lembrança dessas bençãos que você carrega aí dentro.

Eu abraço ele com força, mas com tanta força, que fico pensando se foi por isso que minha bolsa estourou.. Pegamos uma pequena mala que já havia ficado pronta pra quando esse momento chegasse, fomos pro carro e a caminho do hospital.

Chegamos, e não foi nada fácil, a dor é como se todos meus ossos estivessem sendo quebrados ao mesmo tempo, todos pediam para eu fazer força, mas eu já não tinha mais de onde tirar. Até que escuto o primeiro chorinho, e em seguida o segundo, para os outros era apenas barulho, mas para mim, eram músicas, parecia que minha vida havia acabado de começar, como se tudo até agora tivesse sido um rascunho, pra enfim ela ser passada a limpo.

O médico coloca os dois rostinhos ao meu lado, como era bom sentir a pele novinha deles, em como eles eram lindos, e cada detalhezinho era perfeito, em como eles eram tão pequenos que dava até medo de segurar. Eu olho para Petter e ele está emocionado, não havia cena mais linda que essa, era o início da nossa família.

Fiquei alguns dias no hospital com os bebês, eles eram lindos e saudáveis, e eu não via a hora de levar eles para casa. Petter foi nos buscar, colocamos eles nas cadeirinhas, e fiquei sentada atrás com eles, pois não queria ficar longe nem um minuto.

Chegamos em casa, sentei no sofá, e fiquei embalando os dois, um em cada braço, Petter ficava me observando com um sorriso bobo no rosto.

Petter* será que eu posso também? 

Eu* claro né kkk

E ele pega o menino no colo

Petter* é tão pequenininho

Eu* sim muito

Petter* ele é parecido com você, tem seus olhos, sua boca, é lindo 

Eu* e ela com você, principalmente os olhos verdes

Petter* ah mas depois muda a cor

Eu* pode ser que sim e pode ser que não.

Petter* você tá bem cansada, por quê não vai dormir? Eu cuido deles

Eu* não sei se eu conseguiria

Petter* tenta pelo menos.

Então eu fui dormir, achei que ia ter dificuldade, mas dormi muito rápido. Tive um sonho ruim, em que Julie pegava meus bebês e fugia, eu acordo no susto, e vou para sala às pressas, quando chego, Petter está cantando para os bebês, enquanto embala eles no carrinho. Ele me olha e ri.

Os bebês já iam fazer 1 mês, o tempo não estava tendo dó de nós, ele estavam cada vez mais lindos e gordinhos.

Era uma tarde de sábado, Petter estava dormindo no quarto com os bebês, e eu estava na sala, lendo um livro. Alguém bate na porta, eu acho estranho a essa hora, mas penso que pode ser os pais de Petter fazendo uma visita sem avisar, típico da mãe dele. Quando abro a porta é Julie, ela estava com os olhos vermelhos, com uma cara de preocupada, com medo, e eu sentia o cheiro de maconha nela. 

Eu* o que você tá fazendo aqui?

E ela entra e fica andando de um lado para o outro, estava nervosa e preocupada

Julie* eu avisei Ana, avisei mais de uma vez que Petter era meu, mas você não me escutou, por que? Agora vou ter que fazer isso, mas eu não queria

Eu* fazer o que Julie? Calma, senta e vamos conversar, não faz nada por impulso

Julie* Petter é meu, por que você tirou ele de mim? Você não podia fazer isso! E eu não posso deixar assim, ele tem que ser meu! 

Petter escuta e vem até a sala

Petter* sabia que havia escutado sua voz, o que você quer aqui? 

Julie* vim te buscar meu amor, pra gente ficar juntos, ninguém mais vai atrapalhar nosso amor, agora podemos ser feliz

Petter* você tá louca? Só pode, eu amo a Ana, você é passado, já era pra ter me esquecido

Julie* sou louca por você, nunca te esqueci e não se preocupe, Ana não vai mais ser um incômodo em nossas vidas, eu me livro dela por nós dois

Vejo minha vida toda passar na minha cabeça em questão de segundos, foi tudo tão rápido, Julie saca uma arma do bolso, e aponta em minha direção, Petter grita "não!" Alto, acho que isso assusta ela, quando eu penso correr, sinto a bala passando por meu corpo, e caio no chão, e a última coisa que eu escuto é Petter gritando pelo meu nome e correndo em minha direção.



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