História O Usurpador - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bimmbinha, Originais
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Palavras 724
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Atores não tem folga.


DE: [email protected]

PARA:e[email protected]

“Estou enviando o roteiro original do filme com a Julia Roberts, me diga o que achou – mas precisa ser o mais rápido possível, tenho que corrigir alguns erros de ortografia e gramática antes de reenviar para os estúdios!

Att, Elias.”

Bufando, o homem de impressionantes um metro e noventa e dois, preguiçosamente recuou a cadeira giratória para trás.  Era apenas meio dia de uma quarta feira ensolarada e a última coisa que ele desejava, do fundo do seu âmago, era ler a porcaria de um roteiro qualquer. Infelizmente não tinha alternativa, visto que Sebastian (seu agente extremamente babaca) era um grande incompetente e nas horas vagas, precisava comparecer a algumas comitivas de imprensa, vendo por este ângulo, Edward finalmente deu razão a Steve, irmão mais novo do seu agente, que insistia para que ele contratasse alguém para ler e opinar a respeito dos roteiros, o problema é que graças a um contrato de fidelidade essa opção era inexistente. Inspirando e soltando o ar de uma só vez, ele levantou-se, empurrando a cadeira e dirigindo-se a passos rápidos até o seu quarto. Abrindo a porta do cômodo, fechou-a atrás de si, despiu-se e jogou-se em sua cama, relaxando por precisos trinta e cinco segundos antes do seu celular vibrar incessantemente. Deixou que o mesmo tocasse, enquanto fingia estar tocando uma guitarra, com a imagem de um dos seus jogos preferidos, Guitar Hero invadindo-lhe as memórias.

Ele tinha dinheiro para comprar o que quisesse, era verdade, mas sua mãe, que de vez em quando aparecia para visitá-lo e ter certeza de que sua vida de artista estava cem por cento nos eixos, havia dito que jogar videogame não era um passatempo muito inteligente, especialmente para alguém que fora viciado por tempo indeterminado. Sendo assim, ela o proibiu de jogar enquanto estivesse gravando o seriado. Sim, sua mãe de quase cinqüenta e seis anos o proibiu de jogar guitar hero! E ele tinha malditos vinte e sete anos, entretanto, preferia não discutir as razões da matriarca. Era melhor assim, para os dois.

—Mas que merda Wilhem! O que você pensa que esta fazendo? — uma voz feminina, devidamente histérica, despertou o loiro de seu quase cochilo da tarde.

Ronronando como um filhote de gato, ele rolou para o outro lado da sua enorme cama king size, ficando de bruços enquanto gritava pateticamente, igual a um adolescente revoltado.

—Pelos deuses, Folks, é quarta feira. — lembrou-a. — Quarta feira, sabe o que isso significa? F.o.l.g.a. — soletrou a palavra, aconchegando-se em seu travesseiro de penas egípcias.

De quem havia sido a brilhante idéia de conceder uma chave extra aquela loira miúda e de voz grave? O que Caren não tinha em altura, decididamente compensava com histeria e gritos supersônicos capazes de devolver a audição para surdos.

—Não para você, senhor-astro-de-televisão. — a loira pegou um dos travesseiros próximos ao loiro e o bateu nas costas, fazendo com que o mesmo choramingasse infantilmente. Ela não se deixou abater, iria removê-lo daquela cama ou não se chamaria Caren Magnólia Folks. — Coletiva de imprensa às quatro e meia da tarde, Wilhem! E já vai dar duas horas! — gritou energicamente, conferindo o horário em seu belíssimo relógio italiano.

—Só mais um minuto... — implorou, como se estivesse pedindo a mãe para faltar em uma prova chata da pré-escola.

—Nem mais trinta segundos! — rosnou, largando a sua prancheta em cima do criado mudo do loiro de ombros largos e músculos. — Levante-se agora! Você não pode ser tão irresponsável assim, porra! — resmungou.

—Só levanto daqui se você me der um beijinho. — brincou, rindo.

—Ah é? —Caren arqueou a sobrancelha, deixando o quarto em questão de segundos e retornando com um copo cheio d’água gelada, não pensou duas vezes antes de despejar o liquido nos pés do loiro, que, como previa, ficou genuinamente revoltado. 

—Porra Caren! — gritou o ator, levantando-se subitamente. Se tinha uma coisa que ele realmente odiava era quando ela fazia aquilo – molhava seus belos e  másculos pés, que também transpiravam abundantemente e por conseqüência eram demasiados quentes. — Vai se ferrar, eu já estava levantando!

Revirando os olhos, Caren deixou o luxuoso cômodo, mas não sem antes dizer.

—Você tem exatamente quinze minutos para tomar banho e vestir alguma porcaria fashion. — dito isso, fechou a porta em um baque estrondoso, sem se preocupar com sua prancheta, tinha plena ciência de que o babacão mor iria devolvê-la.



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