História O vampiro - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Magnus Bane, Personagens Originais, Raphael Santiago, Simon Lewis
Tags Raphael, Romance, Shadowhunters, Sobrenatural
Visualizações 15
Palavras 2.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Segundo Capítulo - Jantar


                           

                             O vampiro

 

 Alice havia vestido seu grandioso vestido vermelho. Aquele só para ocasiões especiais. Era curto, mas nem tanto. Um vermelho bem vivo. Era de alça e tinha um formato arredondado na parte dos seios. Calçou um salto, não tão alto, preto. Não passou muita maquiagem. Arrumou o cabelo o máximo que pôde e optou por usar brincos vermelhos para combinar com o vestido.

 Saiu de casa com o casaco mais quente que tinha. Pegou um táxi e deu o endereço ao motorista. Não demorou para finalmente chegar ao local. Era uma enorme mansão, maravilhosa. A cor das paredes do lado externo eram brancas. Havia um belo jardim na frente – bem, haveria se a neve não tivesse tampado. Devia haver uma fonte ali, mas estava coberta de neve. Subiu as escadas e apertou a campainha. Não demorou muito para um belo homem aparecer na porta. Usava uma camisa social vermelha vinho com bolinhas minúsculas na cor branca. Ele estava ajeitando uma das mangas da camisa.

-Entre, por favor. – disse abrindo caminho para que a garota entrasse.

 A casa tinha um calor aconchegante. Com certeza Raphael tinha aquecedor em casa. As paredes eram num tom roxo avermelhado com detalhes dourados. O piso era madeira escura polida. A iluminação não era muito forte. Raphael tirou o casaco de Alice para ela e o pendurou em um cabide ali ao lado.

-Venha comigo. – disse indo em direção à sala de jantar sendo seguido pela garota.

 A mesa de jantar estava bem arrumada. Parecia realmente um jantar romântico. Raphael puxou a cadeira para Alice e ela se sentou na mesma.

-Belo vestido.

-Você... Achou?

-Sim. Adoro vermelho. É uma bela cor. – ela sorriu com esse comentário.

 Dava claramente para perceber que Raphael gostava de vermelho. Ele foi buscar a comida na cozinha enquanto Alice admirava a paisagem da sala de jantar.

 O jantar ocorreu perfeitamente. Alice não sabia como agir agora.

-Quantos anos você tem? – perguntou tentando quebrar o silêncio.

-Por que a pergunta?

-Parece jovem.

-Acredite, sou mais velho do que você pensa. – ele disse bebericando um pouco do vinho que restara em sua taça.

-Eu tenho vinte e quatro anos. – disse.

-Bem jovem. – ele comentou.

-Quantos anos você tem? – insistiu.

-Vinte e oito. – mentiu. Tinha mais do que isso, embora não aparentasse.

-Você parece ter... Sei lá, uns quinze a dezesseis anos.

-É verdade que pareço bem jovem. Mas você não acha isso legal?

-Bem... Na verdade é bem interessante. – ele sorriu de lado. Oh meu Deus! O que estava acontecendo? De repente seu estômago começou a girar. Nem havia comido muito.

-Quer dançar?

-Aqui? – perguntou.

-Não. Tem uma sala grande que eu uso para dançar.

-É dançarino?

-Na verdade, não. Apenas gosto de me exercitar um pouco. – ela sorriu. Levantaram-se e foram para a sala a qual Raphael havia mencionado.

 Raphael colocou uma música lenta e foi na direção da morena. Fez um cumprimento e depois posicionou suas mãos na cintura da garota. Ela por sua vez colocou os braços ao redor de seu pescoço. Começaram a dançar lentamente.

 Até então não houve troca de olhares. Estava se segurando para não o olhar nos olhos e parecer uma tonta apaixonada. Mas não conseguiu. Teve de olhar no fundo dos orbes castanhos do moreno. Ele também a olhava nos olhos. E sem que Alice percebesse, seus lábios já estavam se encontrando com os dele. Foi um beijo suave, e nada além disso. Apenas um beijo.

 Assim que separaram seus lábios, Alice não sabia o que fazer. Estava totalmente perdida. Sentia as bochechas queimarem e não conseguia encarar Raphael.

-Ontem à noite você sumiu. – comentou.

-Sim, eu precisava vir embora.

-Entendi. – na verdade ainda não havia entendido perfeitamente tudo o que houvera acontecido na noite passada. – Dançamos ontem? – perguntou tentando tirar uma dúvida.

-Sim. Dançamos Say you...

-Say me. Lionel Richie. – completou.

-Isso. – Raphael sorriu.

-Mas... Por que meus amigos não se lembram disso? Eles disseram ter visto outra coisa. – Raphael se viu meio sem saída.

-Olha, eu acho que está ficando tarde. Melhor você retornar para casa, agora. Eu posso te levar se quiser.

-Raphael, responda-me.

-Eu não sei. Talvez seus amigos tivessem bebido muito. – improvisou.

-Bem... Talvez. Mas isso não explica o fato de eu ter praticamente desmaiado por lá e ter acordado em minha cama no dia seguinte.

-Eu não sei. Eu fui embora antes de você. – relembrou.

-Isso é verdade. – refletiu um pouco. Já não estavam mais dançando. Estavam parados. Um de frente para o outro.

 Alice respirou fundo e olhou novamente para Raphael.

-Vou indo. – disse.

-Eu a levo. Está tarde.

-Não precisa. – disse apenas assim que pegou seu casaco e saiu da casa.

 Se arrependeu de ter calçado salto. A neve estava quase cobrindo os pés da garota. Que bom que não estava andando no meio da rua, ou já estaria atolada. Sim, aparentemente havia nevado mais nesse tempo que estava com Raphael em sua casa.

 Havia pouca iluminação nessa área da cidade, o que significava que as ruas estavam escuras. Não havia táxi nenhum por ali e, mesmo se houvesse não conseguiria se locomover.

 Logo à frente havia um beco totalmente escuro. Alice tomou coragem e passou por ele. Porém, não esperava que isso acontecesse. Alguém havia pego em seu braço e a puxado para dentro do mesmo. Não via nada, apenas sentia um tremendo medo se misturando com o frio. Seu casaco havia sido arrancado da mesma tão rápido que nem conseguiu impedir o ato. Duas mãos nuas e gélidas estavam segurando seus braços, uma em cada um, por trás. Sentiu a respiração fria, só não mais que o tempo, em seu pescoço. O que estava havendo? Isso não podia estar acontecendo. Não mesmo! Não conseguia gritar. Nem mesmo raciocinava direito.

 Ouviu alguém gritar um “não”. Por um segundo achou ter sido Raphael, mas só quando foi puxada para fora do beco percebeu que não era ele. Era um garoto magro de aparentemente dezoito anos. Era bem pálido e tinha algumas... Olheiras (?) avermelhadas sob os olhos. Era bastante bonito na verdade. Mas não aparentava estar sentindo muito frio, já que só usava uma jaqueta preta de couro com uma camiseta por debaixo, uma calça jeans e calçava tênis.

-Você está bem? – ele pergunta. Mas Alice não conseguia responder. Estava em choque e com muito frio.

 O cara que estava no beco agora ia em direção ao rapaz que acabara de salvá-la. Ele, com facilidade, desvia e tenta acertar o homem que faz o mesmo. Ambos eram muito bons, mas finalmente o rapaz conseguiu nocautear o outro. Ele se virou para encará-la, mas ela estava caída na neve toda encolhida. Pegou-a no colo e foi para a casa de seu amigo, que era bem mais perto do que a sua.

 Raphael a colocou em cima de sua cama e a embrulhou. A lareira do quarto estava acesa e o aquecedor ligado. Isso a faria se sentir bem melhor do que estava na neve mais rápido.

-Como a encontrou? – perguntou o moreno ao mais novo.

-Eu estava passando por ali e acabei vendo a cena. Fred estava quase a mordendo, mas eu consegui o parar. Nocauteei-o logo depois, mas isso não vai pará-lo por muito tempo.

-Não mesmo. Acho que preciso ter uma conversa com ele. – disse mostrando as presas rapidamente.

-Mas, me diz. Como você conheceu ela?

-Estávamos em uma festa e foi assim. – respondeu dando de ombros.

-Ela é bonita! – comentou.

-Sabe o que eu acho, Simon? Que você deveria retornar para sua casa em um galpão de canoas.

-Não é bem um galpão de canoas... – Raphael o olhou com uma cara de quem diz que não quer ser questionado. – Okay, eu já vou indo. Cuida bem dela, viu? Não quero que meu esforço tenha sido em vão.

-Ah, vai logo, Simon.

 

 Alice havia acordado. Olhava para os lados sem saber ao certo onde estava. Só soube quando percebeu as cores padrão do quarto. Vermelho e dourado. Okay. Era o quarto de Raphael. Mas como havia ido parar ali? Ouviu um barulho na porta. Alguém estava entrando. Era Raphael com uma bandeja com comida.

-Aqui está. Comida para te fortalecer. – ele disse puxando as perninhas da bandeja, revelando que ela também era uma mesa e colocou em cima da cama.

-Mas já jantei. – ela disse.

-Mas já é de manhã. – ele alou no mesmo tom. – Coma. Precisa ficar forte.

-Obrigada, Raphael. – disse pegando a xícara de café e tomando um gole. - Quem era o rapaz de ontem? – perguntou curiosa.

-Simon. – respondeu dando de ombros.

-Ele mora com você?

-Não, não.

-Se o vir novamente, por favor diga obrigado por mim. – Raphael fez que sim com a cabeça.

-Você se lembra de algo que aconteceu ontem? – ele perguntou.

-Não me recordo dos detalhes, mas sim, eu me lembro do que aconteceu. Foi assustador.

 Por um lado, Raphael se sentiu culpado pelo ocorrido. Iria atrás desse vampiro. Ou seu nome não era Raphael Santiago.

 Alice pegou seu casaco e voltou para casa com Raphael em seu carro. Pronto. Agora ele sabia onde ela morava. Ficaria mais fácil a partir de agora. O que ficaria fácil? Não sei. Talvez Raphael estivesse pretendendo observá-la. Ok, ok. Isso soa um pouco muito doentio.

 Era sábado. O dia que Alice tiraria para pesquisar sobre o incidente no hotel Dumort. Descobriu que uma das crianças desaparecidas era mexicana e que elas tinham entre quinze e dezessete anos. Tentou descobrir o nome de algum dos desaparecidos, mas não conseguiu muito.

 Foi até a cozinha e preparou algo para o almoço. Comeu e retornou à sala. Não descansaria. Ligou o notebook novamente e, só por precaução, ligou para um de seus amigos que trabalhavam diretamente na criação do jornal. Fred era um dos que escolhiam qual matéria seria capa para o jornal e quais as mais adequadas para preencher o resto do mesmo.

-Você acha uma boa ideia relembrar alguns ocorridos antigos em nossa cidade? – perguntou para o amigo enquanto pesquisava.

-Sim. É bom ter um conhecimento mais ampliado sobre nossa cidade. Saber sobre algumas coisas que marcaram algo no passado é muito bom. Assim como as datas comemorativas antigas são marcadas até hoje. Elas nos lembram de ocorridos importantes para nossa história e, embora não são todas essas notícias antigas de NY que são importantes, isso seria muito bom.

-Belo discurso de “vai dar tudo certo”. – disse sorrindo, mas claro que o amigo não conseguia ver isso pelo telefone.

 Okay. Iria realmente tentar isso. Seu trabalho dependeria de uma notícia boa e lá estava ela procurando as antigas. Iria arranjar outra atual só por precaução. Na verdade, havia acabado de achar uma boa. Escreveu sobre e tudo mais. Voltou a procurar pelas informações do incidente. Estava adorando fazer isso.

 Chegou uma hora na qual não aguentava mais ficar procurando sem ter ao menos o nome de um dos meninos que desapareceram. Sem dizer eu haviam desaparecido mais pessoas por perto desse lugar, mas o desaparecimento de tantas pessoas em uma só noite era bem interessante. Mandou uma mensagem para Derek, seu amigo e namorado de sua melhor amiga. Ele era praticamente um hacker. Pediu para ele achar o nome de pelo menos um dos meninos desaparecidos.

 Alguns minutos depois, ele respondeu à mensagem dizendo que já havia achado um dos nomes. Aparentemente a polícia não divulgou o nome dos meninos a pedido dos familiares. Ele ainda estava digitando o nome quando Alice sentiu uma forte dor de cabeça. Era como se uma enorme agulha estivesse penetrando seu crânio, como se estivesse costurando.

 Correu para a cozinha e pegou logo uns três comprimidos para dor de cabeça e engoliu sendo seguidos de água. Pegou o celular que havia colocado no bolso e olhou o nome do garoto.

 Não era possível! Não mesmo! Só pode ser uma coincidência. Isso acontece. Certo? Mas não. Seria uma coincidência muito grande. Assim como também não poderia ser ele, ou teria mais de sessenta anos de idade e na verdade aparenta ter uns dezoito ou vinte. Não soube ao certo quando, mas acabou desmaiando no chão da cozinha.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...