História O vapor das engrenagens (Steampunk) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Punk, Steam, Steampunk
Visualizações 5
Palavras 1.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Steampunk
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sinceramente eu espero não ter perdido a mão com esse novo capítulo, espero que gostem e prometo que não terá mais hiatos de 2 anos kkkkk acabei não revisando, pq estava louco para lançar logo então perdoe todos os erros, prometo que o próximo eu vou dar uma boa revisada.

Obrigado por tudo.

Capítulo 3 - O velho da barba rubra.


O ruivo agora estava no canto do quarto, as velas já foram apagadas pelos guardas, agora o único barulho que se escuta é aquele festival de roncos, mas o ruivo estava concentrado em um determinado ronco, ele já fora um nobre anteriormente. Na verdade todos ali eram, aquela prisão estava cercada de mekanistas. Ele principalmente era um dos maiores da cidade, a noite vai se passando e as lembranças do porque ele estava preso vão indo e vindo. Ele se vê em uma das praças da aerocidade, carregando uma menina ruiva nos ombros, ela estava feliz. Ele estava feliz.

 

A vida nem sempre é justa, principalmente hoje em dia. Parece que enquanto a sociedade se levantou a moral abaixou. As memórias continuaram, agora a menina ruiva já estava crescida, mas ainda passeava na praça com o homem barbudo, naquele tempo a barba não estava como é hoje, era bem-feita, mas robusta. Hoje é um pequeno pedaço de pentelho despenteado. Os flashs começam. Um lorde, a menina ruiva, um maço de notas, um sorriso amarelado e safado, um soco, um sangue, um grito, uma estadia na prisão. Não aceitava que já fazia 2 meses que não via sua filha.

 

-Aquele maldito filho da puta- Resmungou o homem.

 

-Espero que ele não toque em um fio de cabelo dela. Certeza que ele logo tomou providências de se tornar o responsável dela. Mas isso vai mudar.- Os pensamentos invadiram sua mente, todos estavam dormindo, principalmente o Allan. Seu peito subia e descia com sua respiração, o homem barbudo ia seguindo em frente, cada passo perfeitamente sincronizado com a respiração do Allan.

 

Ao chegar perto da cama ele começa a ver as feições do jovem rapaz, um rapaz ainda, não deveria ter nem 25 anos. Quem diria que um garoto do subúrbio ia conseguir invadir Nova Paris, estava na hora dele pagar pelos seus crimes, a faca cada vez mais apertada na grande mão do homem ia subindo no ritmo na respiração de Allan, apesar de estar preso o ruivo não era um assassino, ele era apenas um mekanista que criava próteses para quem tinha perdido um membro. Seus olhos estavam pesados, ele não queria ver aquela cena, enquanto a faca subia os olhos iam se fechando.

 

-Meu amigo, mas porque disso? Pensei que estávamos nos dando bem com nossas conversas.- A voz do homem com quem o ruivo conversara a noite inteira ressoou pelos seus ouvidos, ele deu um passo para trás e viu o Allan de olhos abertos indo se sentar.

 

-Sinceramente, você acha que não percebi? Eu chego em uma nova cela, enquanto todos me recebem bem e me perguntam como vim para aqui, você estava no canto, enquanto contava muitas histórias, todas ótimas diga-se de passagem, você estava no canto, mas quando você introduz um assunto sobre como eu consegui vir parar aqui, parecia que você tomava nota de tudo. Mas se for para tirar minha vida, tire com dignidade. Eu já sofri muito lá em baixo, para morrer dormindo.

 

As palavras de Allan começam a penetrar os ouvidos do velho Wallace e calado ele ouviu a história de Allan.

 

-Você ouviu minhas histórias de grande feito, escutou que eu pilotei um andador de primeira, ouviu sobre o incrível tiro que dei contra um maldito americano, mas você não ouviu sobre o que passei. Sabe esse ferro? - Allan dizia isso enquanto dava pequenas batidas na parede. - Lá em baixo ele seria feito de ferrugem. Você já matou Wallace? Wallace, você já matou por… - Seus olhos começaram a lacrimejar e sua voz gaguejar. -Comida Wallace? Wallace, eu já comi ratos e pelo pouco tempo que passei por aqui, a pior carne que encontrei foi de um carneiro criado especialmente para vocês.

 

Eu sou o mais velho de três irmãos, quer dizer eu era. Quando meu pai se foi na 1° guerra, ah é duvido que você tenha ouvido sobre a guerra estando aqui em cima. Foi uma guerra que o nosso Rei foi atrás, uma guerra perdida, assim como milhares de vidas inclusive a do meu pai. Eu com 8 anos tive que cuidar da minha família inteira, apesar de tudo eu era o homem da casa. Minha família agora estava reduzido a mim, minha mãe e meus irmãos. As coisas eram difíceis, mas suportáveis até ter o primeiro inverno. Nossa família não tinha dinheiro para alimentos, imagine para carvão… Sim o precioso carvão, meu irmão mais novo não aguentou o inverno, aquela pequena criança, agora era um bloco de gelo, seus lábios estavam roxos, e seu corpo mais frio que cada peça de máquina que já andei. Eu era o homem da casa, eu tinha que fazer um funeral para ele, levei meu pequeno irmãozinho para fora, a neve era tão fria como seu corpo, a pá que eu carregava serviu parar abrir espaço no seu pequeno túmulo gelado, e assim foi criada a 2° cruz no nosso jardim. A primeira era meu pai, por uma guerra sem propósito. A segunda era meu irmão, pela negligência que nosso estado dá.

 

-Me diga Wallace, você nunca viu esses reis em seus tronos de engrenagens a vapor como demônios? Eu fiquei sabendo da sua história, o vapor veio para elevar nossa sociedade, mas ele está causando nossa destruição. Você, eu, meu amigo Veiga, somos todos pequenos peões dispensáveis. Você acha que lhe entregariam sua recompensa? Os mesmos homens que transformaram sua pequena criança em uma mulher deles?

 

Allan abriu os braços, ainda sentado naquela cama dura, olhou nos olhos de Wallace que tremia a mão e disse. -Se quiser pagar para ver me esfaqueie logo de uma vez, mas se no fundo do seu coração tem uma fagulha para queimar esse trono de carvão, me dê a faca.

 

 

 

 

 

 

É aqui que vamos dar uma pausa, eu já te contei história o suficiente e você nem me conhece. Bom deu para perceber que sou o narrador dessa história, já parou para pensar o quanto o mundo que você conhece é o mesmo mundo que o Allan conhece? Ou se não o mesmo mundo que eu conheço? Pois é, revolução não é coisa de vagabundo querendo uma luta de classe, revolução é a chave. Tudo necessita de mudança. Eu voltarei a aparecer e prometo não ser tão anarquista como agora, mas quero que você imagine o resto desse capítulo como você imagina qualquer história onde tenha um grande mentor e aprendiz, com o mais velho entregando a sua arma para o mais novo.



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