História O vento levou - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rafael "CellBit" Lange
Personagens Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Doença, Morte, Não Leia, Romance, Serio, Tristeza, Você Talvez Vá Chorar
Exibições 6
Palavras 832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, tudo bem? Espero que sim.
Bom, essa é uma fic curta, com um fim predestinado. É uma ideia que me surgiu meio do nada. É uma fanfic diferente do que eu já fiz, na verdade nem tanto - considerando uma one-shot minha. É meio bem deprê, bem sad. Pegue os lencinhos, rç. Espero que gostem :)
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo um - Clarissa West.


Fanfic / Fanfiction O vento levou - Capítulo 1 - Capítulo um - Clarissa West.

“How can I say this without breaking
How can I say this without taking over
How can I put it down into words.
[...]

— Hurts like Hell, Fleurie.

 

Eu e Rafael não nos falávamos à um pouco mais de uma semana, e cara, isso era torturante.

Descobri há mais ou menos um mês que estava com câncer, e isso me fez afastar tudo e todos à minha volta. Eu surtei, chorei, e simplesmente explodi com ele. “Quando eu finalmente desaparecer depois de meses caindo aos pedaços, será uma explosão muito pior, Rafael, eu não quero que você saia afetado. Embora eu confie em você, há a insegurança de que quando me ver no estado deprimente, você não só me abandone por pena. Eu me quebraria se isso acontecesse bem perto do meu fim, então é melhor eu me quebrar agora afastando você, todos vocês, porquê será mais fácil juntar os cacos para eles caírem de novo depois.”; embora minhas palavras duras com ele, Rafael insistiu em ficar, insistiu em cuidar de mim, insistiu em ficar até o fim, em me controlar, em me deixar bem. Lange era um anjo, sempre foi meu anjo, mas eu estava o destruindo e não queria fazê—lo, só queria que ele ficasse longe.

Para me agradar, ele foi. Eu não passo um dia fora da cama, meus cabelos caem, minha pele empalidece, eu emagreço e olheiras profundas de cansaço vão se formando. Como a doença estava em uma fase terminal, apenas uma cirurgia seria a válvula de escape, embora eu soubesse que não adiantaria, não melhoraria as coisas e não me traria de volta a vida, à essa altura eu estava morrendo aos poucos.

As dores iam aumentando e eu já não tinha esperanças. Na verdade, eu nunca fui o tipo de garota esperançosa e otimista, bem ao contrário disso. Sempre pensei o pior e esse pior acontecia. Não seria diferente dessa vez. O fim estava próximo, bem próximo. A cirurgia estava demorando à ser marcada, e acho que eu iria embora antes mesmo que a fizesse. Minha mãe insistia com isso. Ela me levava em centros de apoio contra a minha vontade, comprava livros para me agradar e tentava me fazer sorrir — engraçado que todos tentavam a mesma coisa, e nada dava certo.

Vou escrevendo cartas à dias, para cada um que fora — ainda é, já que não estou literalmente morta — importante para mim, e a primeira carta foi para ele. O tumor se espalhava pelo corpo, deixava marcas emocionais e físicas em mim, era tão desgastante. Dizem que sou uma guerreira, mas não estou lutando, não estou fazendo nada para mudar, então eles estão errados. Eu não sou uma guerreira, não sou forte, não vencerei essa batalha. Eu sou fraca, dependente e pessimista. As pessoas não precisam de mim, eu preciso das pessoas.

A porta do meu quarto, que nem era mais meu, foi aberta. Minha mãe surgiu, com uma expressão séria mas ao mesmo tempo pedindo desculpas. Não entendi bem o porquê, mas logo minhas dúvidas foram tiradas ao aparecer um Rafael completamente acabado — não tanto quanto eu, mas bem perto disso — ao lado dela. Minha mãe nunca foi uma mulher de demonstrar suas emoções em ocasiões como essas — embora seja doce na maioria das vezes —, mas ali ela se demonstrava cansada, desgastada e triste, como todos ao meu redor, podia ver em seus olhos claramente, e ainda sim ela tentava esconder com uma carranca séria.

— Clarissa, ele insistiu em entrar, não consegui impedir. — murmurou, com a voz chorosa ao ver meu estado.

— Já está aqui mesmo, não vou te por porta afora. — respondi, mesmo internamente feliz por vê—lo ali.

— Ótimo. Você já é de casa querido. — disse minha mãe para ele, que apenas assentiu. Ela saiu do quarto depois de uma última olhada para mim, fechou a porta e voltou a fazer qualquer coisa que estava fazendo.

— Eu não quero mais isso, Clara. — era óbvio pelo seu tom de voz que ele iria chorar, e foi o que aconteceu. Sentou—se em minha cama e desabou. Me segurei para não fazer o mesmo, ver ele naquele estado acabava comigo de uma maneira que nem a doença conseguia.

— Por favor, é preciso… — falei em um fio de voz, soluçando em seguida.

— Chega, não aguento mais te ver assim e não poder fazer nada. — ele me olhou. Seus olhos azuis sem o brilho de antes, tudo por minha causa. Eu sabia disso, e saber tanto, nesse momento, eu considerava um defeito meu. Decifrar as pessoas era fácil, ajudá—las com conselhos também. A mente humana não era complexa pra mim. Eu iria cursar Psicologia, um sonho meu desde os doze anos. — Aliás, nem ao menos te ver, você não deixa.

— Não torne as coisas mais difíceis do que já são, por favor… — imploro mais uma vez. Ele não disse nada, apenas me envolveu me seus braços.
 

“Eu não quero te perder…” ; sussurrou em meu ouvido. Apenas ouvi isso antes de apagar.


Notas Finais


Espero que tenha gostado.
Postarei essa fanfic também no wattpad, e talvez no nyah (na categoria originais, já que não tem essa)
Caso ver fanfic igual ou parecida sem dar os devidos créditos, e você perceber que não fui eu que postei, denuncie. Plágio é crime galerinha.
Só isso mesmo, bjão pra vcs e até o próximo cap <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...