História O vento levou - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rafael "CellBit" Lange
Personagens Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Doença, Morte, Não Leia, Romance, Serio, Tristeza, Você Talvez Vá Chorar
Exibições 4
Palavras 774
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um cap. hj pq eu já tinha feito e n sei pra q enrolar pra postar esse, n eh msm?
Enfim, espero que gostem, boa leitura <3

Capítulo 2 - Capítulo dois - Rafael Lange.


Fanfic / Fanfiction O vento levou - Capítulo 2 - Capítulo dois - Rafael Lange.

“Do you feel cold and lost in desperation

You build up hope but failure's all you've known

[...]

— Iridescent, Linkin Park.

 

— Clara? — chamei seu nome em desespero assim que senti seu corpo mole junto ao meu. Comecei a sacudi—la e dizer seu nome, numa tentativa falha de lhe acordar. — D. Elize! — berrei, chamando dessa vez sua mãe. Senti as lágrimas caírem. Eu estava com medo.

— Rafael? O que houve? — perguntou em desespero assim que viu sua filha desacordada em meus braços.

— Eu... eu não sei. — respondi, perdido. Chega um momento do desespero que você simplesmente não raciocina mais, não sente mais. A única coisa que passa pela sua cabeça, é que agora você está sozinho.

— Vamos levá—la pro hospital. — sua voz estava distante. Eu apenas concordei, como uma máquina. Agora eu deixava meu corpo controlar.

Apenas via flashes de mim entrando no carro, com Clarissa ainda em meus braços. No hospital, à pondo na maca e ela indo. E então, eu acordo em um quarto branco, com leves tons de azul. Em minha frente estava ela, totalmente debilitada, cheia de aparelhos e furos em sua pele. Ao menos, estava dormindo serenamente. Fiquei aliviado por saber que não era a hora dela me deixar.

Observei—a e sorri. Mesmo despedaçada, ela é linda. Quando nós amamos, achamos tudo maravilhoso na pessoa, mas isso é fato. Sem à amar ou a amando, ela é linda. Sinto saudades do seu sorriso, sem dúvidas a coisa mais bonita nela. Antes de termos uma relação fixa — e até depois — eu a fotografava, sempre quando ela estava distraída, ou concentrada, sempre quando as coisas simples nela a davam vida. Um dia ela me pegou tirando fotos suas, ficou furiosa mas riu do meu desespero — que nem se comparava à esse. Fazíamos piadas de todos os momentos embaraçosos que passávamos, nem tocávamos em assuntos tristes que passamos juntos — como a morte de seu pai, e de sua tia que adivinhem, morreu por causa do câncer de mama. Ela sabe valorizar as pequenas coisas, mas seu pessimismo é grande, tão grande quanto sua teimosia. Ah, Clarissa, ela não me dava sossego. Noites de insônia por causa dela, nos últimos meses só vem piorando. Nem ao menos encostei no meu precioso café.

Pego em sua mão e entrelaço nossos dedos. Sua pele era fria, totalmente pálida.

— Você me faz entrar em desespero, sabia? — sussurrei, rindo sem humor. — Ao menos acorde, para você me dizer todo aquele seu discurso de manter distância… — suspirei — Você não vê que isso de distância acaba comigo, não é? Não vê que mesmo distante, vou sofrer por você ter ido e vou sofrer ainda mais por ter ido sem uma última lembrança minha, sem eu ter uma última lembrança sua. Só não me deixe agora, por favor. — beijei sua mão e deitei minha cabeça no colchão da maca. Meus olhos pesam e eu finalmente, adormeço.

[...]  

— P.O.V Clarissa West.

Acordo com minha cabeça explodindo. Abro os olhos e uma luz forte me cega. Demorou um tempo para me acostumar, mas enfim consegui ver aonde eu estava. Hospitais sempre me aterrorizaram, sem dúvidas são os piores lugares do universo. Sento—me com dificuldade por conta da fraqueza — e das diversas agulhas em diversos lados do meu braço — e tiro o negoço que me ajuda a respirar — que até hoje não sei o nome — do meu nariz.

Olho para o lado e vejo Rafael dormindo com a cabeça na maca. Quando acordar vai ficar com uma torcicolo dos infernos. Movimento minha cabeça para os lados, desaprovando sua ação. Ele nunca vai mudar mesmo. Tiro minha mão de debaixo da sua e levo—a ao seu cabelo, onde começo a fazer carinho. Ao menos, eu não estava sozinha. Pois era isso que eu sentia nos últimos dias, aquilo me destruía totalmente. Doía, muito, saber que ele queria estar ao meu lado e não podia, e o mesmo comigo.

Rafael é doce, sensível, romântico de tempos antigos. O tipo que dava flores, chocolates — bom, para mim não, repúdio chocolate — e tudo o que uma garota sonha. Um cavalheiro nato, porém muito tímido. Não tem jeito nenhum para falar com as pessoas — muito menos com garotas bonitas, com ele diz. Ri sozinha lembrando de quando levei—o para conhecer meus pais. Ele estava surtando, suando frio e quase chegou a desmaiar. Lembrar do meu pai dói, mas é um mal necessário.

Suspiro, apoiando minha cabeça na parede. Minha mãe entra no quarto e eu levo meu dedo indicador aos lábios, emitindo um “shh”, pedindo silêncio. Ela sorri e assente, saindo do local.

Fitei ele pela última vez, antes de deitar e adormecer.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim. Comenta se gostou e se tiver alguma crítica - construtiva, pls - pode dizer. Comenta o que achou, pra me incentivar a postar <3
Beijão, até o próximo capítulo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...