História O vingador saami e o retorno do dragão. - Capítulo 2


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Categorias Saint Seiya
Personagens Bado de Alcor, Freya, Frodi de Gullinbursti, Hagen de Merak, Hilda de Polaris, Lyfia, Personagens Originais, Shido de Mizar, Siegfried de Doube, Sigmund de Grani
Tags Bado De Alcor, Capitão Planeta, Freya, Hagen De Merak, Hilda De Polaris, Shido De Mizar, Siegfried De Dubhe, Sigmund De Grani, Tigres, Yasunori Kato
Visualizações 7
Palavras 1.489
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Os símbolos misteriosos


Fanfic / Fanfiction O vingador saami e o retorno do dragão. - Capítulo 2 - Os símbolos misteriosos

“Hilda, por um acaso você sabe que símbolo é esse que está tatuado nas costas dos guardas mortos?”, perguntou Freja à Hilda. “Você fala desse pentagrama cercado por um círculo?”, perguntou Hilda. “Sim, esse mesmo”, respondeu Freja. “Infelizmente não sei, mas acho que não é daqui não”, Hilda replicou. “Esse símbolo tem cara de ser de lá da Ásia distante”, disse Lyfia. “E sinto que deles emana uma energia bem sinistra, demoníaca e rancorosa”, a nova representante terrena de Odin completou. Logo em seguida a notícia do ocorrido no Palácio Valhalla se espalhou por toda Asgard. “Tenho um pressentimento muito ruim quanto a isso”, disse Freja. “A situação é grave. Não tenho dúvidas de que um inimigo terrível está à espreita”. Tal mau presságio também é compartilhado por Hilda e Lyfia. “Quem dera o Siegfried estivesse aqui”, bradou Hilda, lembrando-se de seu finado amado e com a imagem dele em sua mente montado em um cavalo e trajando sua armadura de combate. Freja tem anseio e questionamento similar em relação à Hagen.

Na noite do mesmo dia, Hilda tem um sonho um tanto quanto inusitado. Ela sonha com a batalha do Siegfried lendário com o terrível dragão Fafner. Segundo a lenda, Fafner aterrorizava as florestas da Renânia (região do Rio Reno e seus afluentes, que engloba partes das atuais Suíça, França, Alemanha, Luxemburgo, Bélgica e Holanda) de forma similar a que fazia na Grécia o leão de Neméia que o herói Hércules matou em seu primeiro trabalho. Todos aqueles que tentaram derrota-lo antes não tiveram êxito em seus intentos. Mas com Siegfried foi diferente. Após um encarniçado combate, Siegfried, portando a espada Balmung (originalmente forjada pelo mestre artesão Völundr e que ele mesmo reforjou com os restos da espada de seu finado pai, Sigmund), venceu o dragão. Ao fim do combate, Siegfried se banhou no sangue de Fafner e assim se tornou imortal. Ou seja, ao se banhar no sangue de Fafner Siegfried ganhou uma espécie de armadura protetora, tal qual aconteceu com Hércules quando ele, após matar o leão de Neméia, passou a utilizar sua pele como couraça. E não é só isso: Siegfried adquiriu após comer o coração assado de Fafner a habilidade de entender a língua dos pássaros, assim como extraiu inúmeras joias, as quais Fafner roubou no passado dos Nibelungos, um povo formado por anões que habita o Niflheim, o mais baixo mundo dos nove da mitologia nórdico-germânica.

Terminado o sonho, Hilda acordou intrigada. “Fafner, o dragão que Siegfried da lenda matou com suas próprias mãos... será que?”, se perguntou Hilda. Posteriormente, ela conversou com sua irmã Freja sobre esse sonho, assim como Sigmund e Rurik. “Quem será que tem poder para reviver Fafner? Como isso é possível? E o que será que esse sujeito quer com isso?”, perguntou Sigmund. “Será que não é alguém que tem algum ódio contra nossa terra por alguma coisa do passado, e que para isso quer se utilizar de Fafner?”, perguntou Rurik.

Na manhã do dia seguinte, um sequestro teve lugar em Asgard. A afilhada da senhora Margaret Bjørndottir, Anja, a mesma Anja que um dia zombou de Siegfried e de Bud e seu tigre, foi misteriosa e repentinamente sequestrada. Ninguém sabe quem foi o autor do sequestro, mas ele deixou uma folha de papel com dois símbolos. São os mesmos símbolos que apareceram nas costas dos guardas do palácio mortos misteriosamente. Sigmund, acompanhado de Rurik e Tore, se dirigiram a mansão da velha megera, e lá encontraram uma folha com dois símbolos: na frente o triângulo triplo Valknut e no verso um pentagrama. “Que pentagrama será que é esse? De onde será que ele vem?”, perguntou Tore. “Se não me engano, esse símbolo não é daqui”, respondeu Sigmund. Rurik, com seus conhecimentos a respeito do distante Oriente, responde ao questionamento de seu amigo e seu primo. “Esse é um símbolo asiático, o qual na China é conhecido como Wu Xing (五行), e representa os cinco elementos segundo a concepção taoísta: terra, madeira, água, fogo e metal”. E em seguida, após contar que esse símbolo foi usado por grandes místicos e ocultistas como o japonês Seimei de Abe (japonês Abe no Seimei, c. 921 - 1005) do clã Cučimikado[1] e que por isso também é chamado de Seiman no Japão, explica o funcionamento e o significado das linhas do símbolo em questão. “As linhas representam as relações entre os elementos: as linhas circulares representam o ciclo de geração entre os elementos. O fogo gera a terra com suas cinzas, a terra reúne o metal, o metal gera a água por meio da fusão, a água dá vida à madeira e a madeira gera o fogo através da combustão. Já as linhas que formam o pentagrama representam o ciclo de inibição entre os elementos. A água apaga o fogo, o fogo funde o metal, o metal corta a madeira, a madeira absorve a terra e a terra retém e drena a água”.

Tore em seguida pergunta a seu amigo onde que ele aprendeu sobre isso. Rurik conta que Bud lhe contou sobre isso. Margaret em seguida conta ao trio que sua afilhada, dias antes de ser sequestrada, teve pesadelos com Jasunori Kato, e desde então periodicamente o pentagrama Wu Xing volta e meia aparece em seu peito. “Jasunori Kato, esse nome não me é estranho”, disse Tore. Rurik também afirma que já ouviu falar a respeito de Jasunori Kato. Kato era um onmjodži (praticante da arte do onmjodō[2]) descendente do povo Ainu, que motivado por um desejo de vingança contra o Japão pelo que ocorreu com seu povo em tempos antigos tentou destruir com o Japão por meio da ressureição do espírito de Masakado de Taira (em japonês Taira no Masakado; 平将門), um samurai que viveu na primeira metade do século X e que liderou uma rebelião contra o poder central estabelecido em Kjoto. Kato causou grandes transtornos ao Japão, mas no fim foi vencido graças ao sacrífico da poderosa sacerdotisa Keiko Tacumija[3]. “Será que esse sujeito em questão é o próprio Kato? Ou se trata de alguém relacionado ao Kato?”, perguntou-se Sigmund. “Acredito que alguma relação com o Kato tenha, mas creio eu que não seja o Kato”, Rurik respondeu.

Ingvild e Gunhild, por sua vez, ficam chocadas ao saberem do que aconteceu com sua velha amiga Anja. “O que, a Anja foi sequestrada?”, perguntou Ingvild a Rurik. “Isso mesmo, minha querida. Ela foi sequestrada, e infelizmente não sabemos quem que a sequestrou. Mas ele deixou para trás uma folha com o Valknut na frente e o pentagrama dos cinco elementos no verso”. Tore conta o mesmo para Gunhild. Ingvild e Gunhild, desde que conheceram seus respectivos amados, com Anja se desentenderam e se desvencilharam de seu grupo de amigas esnobes. Tanto Ingvild quanto Gunhild respondem a seus respectivos amados que talvez o sequestrador dela esteja se aproveitando de coisas como, por exemplo, o ódio que ela sente por Dikij desde que a fera siberiana listrada a feriu e lhe infligiu a cicatriz no peito. Mas mesmo assim elas se compadecem do infortúnio de sua velha amiga, e torcem para que ela sobreviva a esse incidente e reveja certas coisas que tem feito em sua vida. Entre elas abandonar o ódio que sente pelo companheiro de listras e bigodes de Bud de Alkor.

As notícias logo chegam ao ouvido de Hilda, Freja e Lyfia, que ficam ainda mais estarrecidas. Chegam à conclusão de que o autor tanto da chacina no palácio quanto do sequestro de Anja é o mesmo, o qual por sua vez, a julgar pelo que deixou para trás, possui grande conhecimento mágico. Após fazer uma patrulha pelas fronteiras de Asgard montada em seu cavalo, trajando sua roupa de batalha e portando a lança Gungnir, ela se encontra com um sujeito misterioso trajando a vestimenta típica dos guardas imperiais do palácio. “Alto lá fugitivo! Quem é você e o que você pretende?”, diz Hilda ao fugitivo, que carrega em seus braços uma inconsciente Anja e notando uma aura maligna dele emanando.

NOTAS:

[1] Leia-se “Tsutchimikado”. No chinês e em idiomas da Europa centro-oriental como o húngaro, o polonês, o tcheco, o servo-croata, o bósnio, o esloveno e o eslovaco a partícula c tem valor de ts. E a partícula č tem o mesmo valor do ch no espanhol e no inglês.

[2] Arte tradicional esotérica e ocultista japonesa, que mistura ciência natural e ocultismo e baseada nos cinco elementos da filosofia chinesa (Wu Xing) e o jin e jang. Foi introduzida no Japão vinda da China no começo do século VI e proibida a partir de meados do século XIX pelo governo Meidži (1868 – 1912), sendo considerado como superstição. Apenas em 2006 que o ensino dessa arte voltou a ser permitido no Japão.

[3] Leia-se “Tatsumiya”. Em idiomas como o polonês, o alemão, o holandês, as línguas escandinavas e bálticas, o servo-croata, o tcheco, o húngaro, o eslovaco e outras, o j tem valor de i curto.



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