História O vingador saami e o retorno do dragão. - Capítulo 3


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Categorias Saint Seiya
Personagens Bado de Alcor, Freya, Frodi de Gullinbursti, Hagen de Merak, Hilda de Polaris, Lyfia, Personagens Originais, Shido de Mizar, Siegfried de Doube, Sigmund de Grani
Tags Bado De Alcor, Capitão Planeta, Freya, Hagen De Merak, Hilda De Polaris, Shido De Mizar, Siegfried De Dubhe, Sigmund De Grani, Tigres, Yasunori Kato
Visualizações 6
Palavras 1.323
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - O desejo de vingança.


Fanfic / Fanfiction O vingador saami e o retorno do dragão. - Capítulo 3 - O desejo de vingança.

Ao ver o fugitivo melhor com seus próprios olhos, Hilda logo o reconhece. Trata-se de um velho conhecido seu. Ele é Leif Fjellheim. O mesmo Fjellheim que durante muito tempo serviu no Palácio Valhalla, a ponto de vestir a vestimenta típica dos guardas imperiais do palácio. “Eu não acredito que você foi capaz de fazer uma barbaridade dessas, Leif! Eu não acredito que você matou todos aqueles guardas no palácio! Logo você, um dos mais fiéis e prestativos guardas do palácio!”, diz uma enraivecida, atônita e incrédula Hilda. “Hilda de Polaris, representante emérita de Odin na Terra, você não vai impedir que eu consume a minha vingança sobre Asgard. É um momento pelo qual muito eu esperei. Por tudo que aconteceu a meu povo desde chegou a Asgard os ancestrais de seus atuais habitantes, há cerca de 2000 anos”.

E assim o inimigo abre o jogo. Leif é um saami, um povo que vive na região norte das atuais Noruega, Suécia, Finlândia e no noroeste da Rússia (Península de Kola), na região que nos mapas geográficos é conhecida como a Lapônia. Étnica e linguisticamente, é um povo aparentado com os finlandeses, os estônios, os komis e os karelianos do noroeste da Rússia, os maris e os udmurtes da região do rio Volga e os húngaros, entre outros. Ou seja, pertencem ao tronco étnico-linguístico fino-úgrico. Leif, que se infiltrou no Palácio Valhalla, muito se ressente dos massacres que seu povo foi submetido desde aquela época. “Mas não acha que você irá derramar muito sangue de pessoas inocentes com isso, Leif?”, perguntou Hilda. “Isso é irrelevante para mim. Para mim o que importa é ver o povo de Asgard pagar pelo que ocorreu aos saamis que lá viviam, nem que seja com seu próprio sangue! Asgard e seu povo devem pagar por isso!”, Leif respondeu. “Entendo o teu desejo de vingança, mas não vou permitir que você faça de Asgard uma grande poça de sangue de pessoas inocentes, Leif!”, respondeu Hilda.

Em seguida Hilda pede que Leif liberte Anja. O vampiresco Leif se recusa a isso, sob a alegação de que “você só vai libertá-la por cima de meu cadáver”, e uma luta entre os dois teve início. Os dois trocaram alguns golpes entre si, e após uma breve luta corporal entre os dois Hilda joga seu cosmo por meio de sua lança contra seu adversário, o qual por sua vez deteve o ataque fazendo surgir em sua frente o pentagrama dos cinco elementos. Desse pentagrama surgem os cinco ideogramas que representam os cinco elementos segundo a concepção taoísta: 水 (água; chinês šuĭ e japonês sui), 火 (fogo; chinês huŏ e japonês ka), 木 (madeira; chinês mù e japonês moku), 金 (metal; chinês ťīn e japonês kin) e 土 (terra; chinês tŭ e japonês do). “Veja Hilda, o meu poder mágico! O poder mágico de um praticante de altíssimo nível da arte do onmjodō, a arte da luz e da sombra! O poder que eu aprendi com o meu grande mestre Jasunori Kato enquanto estive na Ásia!”, diz Leif a Hilda. O pentagrama começa a girar, e dele uma energia sai que colide com o poder de Hilda. Inicialmente as duas energias estavam emparelhadas, até que de repente a energia sombria de Leif sobrepujou e derrotou a energia de Hilda! Hilda é vencida por Leif Fjellheim, jogada muitos metros para trás e colocada fora de combate. Foi ferida e caiu no chão inconsciente. Seu cavalo idem, que ficou com a perna direita dianteira quebrada. Dessa forma, não tem condições de continuar a perseguição contra Leif (cujo rastro foi rapidamente perdido).

Alguns minutos mais tarde Bud, acompanhado de Dikij, seu companheiro de listras e bigodes, a encontra na campina, ferida e inconsciente. “Hilda, você está bem?”, pergunta Bud a inconsciente Hilda. Hilda não responde, e Bud a acode. Dikij em seguida lambe com sua língua áspera o rosto da amada de Siegfried, e ela enfim acorda, um tanto atordoada e se perguntando onde estava. “Você está aqui Hilda”, respondeu Bud. “Então ainda estou viva”, disse Hilda, que começa a acariciar a fera listrada, a qual já viu antes no Palácio Valhalla. Com o poder de cura de seu cosmo, Hilda cura a pata de seu cavalo, e volta ao Palácio Valhalla. No meio do caminho conta para Bud a respeito de seu encontro com Leif Fjellheim. O irmão de Syd, por seu turno, fica por dentro da trama de Leif e de tudo o que ele fez contra Asgard até agora e seu desejo de vingança. Ao saber da força desse inimigo, que foi capaz de sobrepujar o cosmo de Hilda, Bud ficou impressionado. Mas o que mais intriga tanto Bud quanto Hilda que magia é essa que ele aprendeu enquanto esteve na Ásia. Mas a Hilda sabe que quem ensinou tal magia a Leif foi o onmjodži Jasunori Kato, do qual ambos já ouviram falar.

Longe dali, com a ajuda de alguns mapas, Leif encontra uma espécie de montículo funerário. Nesse montículo, está enterrado uma criatura há muito tempo finada. Seu nome Fafner. O mesmo Fafner que o Siegfried lendário matou em um acirrado combate. Para reviver Fafner, Fjellheim está se utilizando do corpo da jovem Anja. Segundo o vingador saami, ela, que desde que teve seu sonho com Kato tem um pentagrama marcado em seu peito logo acima de sua cicatriz e uma marca de dragão na testa, é a hospedeira ideal para sua ressureição. Além disso, como ela até hoje nunca abandonou o ódio que sente por Dikij desde que ele a feriu em uma ocasião, seu rancor e seu ódio irão potencializar o poder de Fafner.

Em frente ao montículo funerário, Anja acorda após passar certo tempo inconsciente. “Onde é que eu estou? E quem é esse esquisitão na minha frente?”, ela se pergunta. “Como se não bastasse eu ter tido um pesadelo com um esquisitão de uniforme do exército japonês, agora um sujeito com uniforme da guarda imperial de minha nação me leva até esse lugar sombrio e distante. Que sacrilégio, alguém como eu não mereço isso”, bradou Anja. “Ei seu esquisitão, quero que você me leve de volta para minha casa agora mesmo! Eu lhe ordeno! Se não você vai se ver com a minha madrinha, que é uma pessoa de grande prestígio em Asgard!”. Mas Leif pouco caso faz das palavras da jovem loira, e da cara dela ri. “Quem você pensa que é para me dar uma ordem dessas e assim me ameaçar? Eu é que dou as ordens aqui, não você, pirralha insolente”, respondeu Fjellheim, que em seguida a paralisa com um movimento de sua mão. “Você... você é a hospedeira ideal”, diz Leif. “Hospedeira do que?”, perguntou Anja. E em seguida o ritual de invocação do espírito de Fafner se inicia.

Bud e seu amigo de listras de bigodes acompanharam Hilda até o Palácio Valhalla. Lá a amada de Siegfried foi tratar-se das feridas que sofreu em seu primeiro encontro com o novo inimigo que promete tocar o terror em sua amada Asgard. E a todos, incluindo sua irmã e Lyfia, contou a respeito do encontro com teve com Leif Fjellheim e sobre o que ele pretende fazer com Asgard. Lyfia e Freja ficaram estarrecidas não só ao saber da vingança que ele pretende fazer contra Asgard, como também a respeito do fato dele ter sido capaz de rebater o cosmo de Hilda com a ajuda de um poder mágico que ele aprendeu na Ásia distante. “Por causa de algo que aconteceu há mais de 2000 anos ele quer incendiar Asgard? Eu entendo o que ele sente pelo que aconteceu a seu povo desde aquela época, mas não acha que ele deveria se esquecer disso?”, se perguntou Freja. “Também penso o mesmo, minha irmã. E por causa disso muito sangue inocente será derramado. Isso é algo que não podemos permitir”, respondeu Hilda. “Mas infelizmente esse é o tipo de coisa que não se esquece tão facilmente”.



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