História O Vizinho - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amy, Maxon, Vizinhos
Exibições 3
Palavras 687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem..

Capítulo 1 - Capítulo 1: Recomeço.


 

_ Tudo pronto, Amy? - ouvi a voz da minha mãe e olhei para a porta do meu quarto onde ela me olhava com um pequeno sorriso no rosto.

 _ Tudinho! - e então ela saiu e voltou a arrumar suas coisas nas caixas.

Deitei de costas na cama e passei os olhos por todo meu quarto, ou melhor, ex quarto.

Meus pais já são separados desde que eu tinha uns trés anos, mas só agora nós meus quinze anos minha mãe resolveu sair de casa e recomeçar sua vida. E é óbvio, eu iria com ela.

Estamos praticamente só trocando de bairro e de casa, porque era só atravessar a quadra e estávamos na nossa nova casa. Mas saudade mesmo vai ser do meu quarto, dessa casa onde vivi toda a minha vida.Pois meu pai e meus irmãos vou poder ver quando quiser.

Ainda vou poder ir caminhando ate a casa da Tati, minha melhor amiga. Vou continuar na mesma escola. Mesma rotina, ainda vai ser eu.

Apesar disso, não é uma coisa tão ruim. É muito melhor do que viver com meus pais brigando todo dia e falando mal um do outro pra nós (eu e meu irmão).

Estou feliz apesar dos apesares, é uma oportunidade tanto pra minha mãe quanto pro meu pai de recomeçar. Eles ainda tem muito que viver.

Meu pai não aceitou muito bem o fato de eu escolher morar com minha mãe, mesmo eu lhe dizendo que viria o ver sempre e que nada mudaria. Ele mesmo assim estava magoado e me olhando de lado.

Desculpa pai, mas você ainda tem meu irmão, minha mãe não teria ninguém.

Eu acho o fim do mundo, a coisa mais sem noção e idiota (com todo respeito, claro). Quando os pais te dão a liberdade de escolher com quem quer ficar mas se você não escolher tal e tal eles param de falar com você e agem como se aquilo fosse uma traição.

É tão difícil para um filho ter que escolher entre um pai e uma mãe quanto ver seu filho não escolher você.

A vida da oportunidades e o poder de escolher, o resto é com a gente. Todo o resto.

Talvez isso seja bom pra mim também. Mas, enfim. Bola pra frente. E é melhor eu voltar para a realidade e ajudar minha mãe com o restante.

Apoiei minhas mãos no colchão velho e levantei já pegando uma caixa que estava nos meus pés. Leve-a ate a caminhonete na área de casa e vi outras caixas ali, coloquei-as direitinho em um lugar firme e voltei para o meu quarto pra pegar o restante das minhas caixas.

Depois que ajeitei todas as minhas caixas na caminhonete, ajudei minhas mãe com as coisas dela. Nossa mobília e outros objetos já estavam na casa desde ontem, só faltava nossas coisas mais pessoais e ai estaríamos mudadas. Ri. Não mudadas literalmente, bom deu pra entender, eu acho.

Entrei no meu quarto pela última vez antes que minha mãe me gritasse pra entrar no carro, ele estava vazio a não ser pelos poucos móveis que eu iria deixar para quando viesse dormir aqui, e algumas roupas.

Eu não sei quando que vou vir dormir aqui, mas é só daqui a algumas semanas, porque preciso me adaptar, ainda mais com a rotina da escola. Antes meu irmão me levava, agora eu teria que ir de ônibus.

Pelo fato de que sempre tivemos carro e que eu quase nunca saiu, eu andei poucas vezes de ônibus na minha vida. E as poucas que andei Tati estava comigo, e ela sempre sabia que ônibus pegar.

E como eu sou muito boca aberta, nunca prestei atenção no nome dos ônibus. Eu sei, sou uma completa idiota. Nem precisa que me digam, eu já sei.

Escutei o grito da minha mãe e passei os olhos pela última vez no quarto e fechei a porta indo ate o carro, indo rumo a nossa nova casa.

Sei que não é um adeus e que parece bobagem, mas é como se eu estivesse abandonando a maior parte de mim ao sair dessa casa.

 



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