História O vizinho - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Assassinatos, Mistério
Visualizações 11
Palavras 1.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oieeeeeeeeeeeee minna-san.

Capítulo 2 - Capítulo 1 - O esquisito da casa ao lado


 

 Meu nome é Sherlock, é eu sei, é um nome esquisito, mas eu não tenho culpa se meu pai era um grande fã de Conan Doyle, não que eu me importasse em ter esse nome, na verdade me agradava bastante, afinal eu também amava os livros de Conan Doyle e era uma honra ter o nome do maior detetive de todos, o meu ídolo, a única coisa que me desagradava é o fato de meu 'amado' pai ter o escolhido. 

 Meu pai, se é que posso chama-lo de pai, era meu ídolo, talvez nem tanto quanto Sherlock Holmes, ele era meu herói, eu admirava ele incondicionalmente, isso é claro, até ele me abandonar, eu não sabia explicar o porque de ainda doer tanto, quer dizer, já faziam-se seis meses, eu já deveria ter esquecido, mas não esqueci.

 Ser abandonado por aquele a quem você mais admira não é fácil, mas bem..é a vida. 

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 Estava no meu quarto mexendo no computador, fazendo coisas normais, como todo adolescente faz, isto é, se todo adolescente tem fascínio por ficar ouvindo o rádio da policia e stalkear todos na cidade. 

Não que eu fosse um maníaco que invadia a casa das pessoas ou perseguia garotas, não, eu só gostava de ter conhecimento, conhecimento é poder. Podendo entender o comportamento das pessoas, suas minimas reações a diferentes estímulos, você pode prever tudo, por exemplo saber o que uma pessoa de 'pavio curto' faz quando está irritada, ou o que a faz ficar irritada, pode salvar você de levar um soco, ou no pior dos casos um tiro. 

 Além disso, conhecer o comportamento de alguém, saber desvendar uma pessoa, pode quem sabe...descobrir o que leva um pai a abandonar a esposa e o filho. 

Talvez eu estivesse um pouco obcecado por desvendar todos na cidade, saber seus medos, seus segredos, mas isso me fazia esquecer de meus problemas e conflitos internos e era bom. Não era? 

 Eu poderia conhecer exatamente todos os hábitos, costumes, manias, personalidade, de uma pessoa, qualquer pessoa, mas por que não a dele? Um exemplo disso era a Senhora Cláudia, minha vizinha da casa frente a minha, eu sabia que ela tinha o hábito de acordar sempre as seis da manhã, colocar uma boa e velha musica clássica para tocar no celular e ir sentar em sua cadeira de balanço em seu jardim, enquanto tricotava. 

Também sabia que meu vizinho ao lado, Senhor Fernando era infiel, era meio obvio. Não entendia como seu casamento durara tanto, isto é, até perceber que a esposa dele também era infiel, mas bem mais discreta, com certeza, acho que todos tem o merecem no final.. 

O dom da observação era uma dádiva, assim como conhecimento era poder, felizmente eu tinha os dois. 

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 Eu odiava  minha cidade, não tanto quanto meu país. Quero dizer, eu morava em Rio Pequeno, uma cidade no Sul do Brasil. Nada incrível acontecia aqui, não que eu quisesse que algum assassinato acontecesse por aqui, mas eu quase enlouquecia com a falta do que fazer, nada de interessante para fazer, ninguém novo para stalkear, quem sabe hackear, e nada para investigar. Qual é, eu era um garoto de quase quinze anos, precisava de aventura, do que adianta ter um nome ter o mesmo nome do meu ídolo, a qual eu planejava seguir os passos, se não havia nada para investigar. 

- Loki! Desça aqui querido. - gritou minha mãe do andar de baixo, morávamos em uma casa de dois andares, minha mãe era médica, e meu pai, bem antes dele abandonar tudo, era da Policia Federal, por isso tínhamos uma vida até que boa.

- Estou indo. - gritei de volta, terminando de fechar as páginas que havia aberto no computador e tirando meu fone de ouvido. 

- Então? - disse enquanto descia as escadas, olhando para minha mãe que estava com o celular encostado a orelha enquanto remexia em sua bolsa, ela tinha o péssimo hábito de deixar tudo para ultima hora, provavelmente estava atrasa e iria me dar dinheiro para comprar uma pizza ou algo assim. Como sempre. 

- Estou atrasada, acabei dormindo demais, precisarei ficar com o turno da noite e da manhã querido, provavelmente, só chegarei amanhã a tarde. - disse ela enquanto afagava meus cabelos. - Sei que está triste, mas prometo que assim que nós estabilizarmos tentarei pegar menos turnos. Ah, Loki, deixei dinheiro em cima da mesa caso queira comprar algo, também tem ingredientes na geladeira, embora ache que realmente não seja uma boa ideia você cozinhar....ainda me lembro da última vez, você quase pôs fogo na cozinha....é, é melhor você comprar uma pizza. 

- Haha, mãe isso foi a tempos atrás, eu não sou mais uma criança. - disse irritado enquanto sentia minhas bochechas queimarem, francamente, ela precisava ficar me lembrando de coisas assim? 

- Querido isso foi na semana passada, e antes disso teve aquela vez em que você realmente pôs fogo na comida, eu havia pedido para você e o seu pai ficarem de olho na comida por alguns minutos enquanto eu ia no supermercado comprar as batatas, que haviam acabado, para fazer o purê e você e seu pai ficaram vendo filmes policiais na televisão e deixaram minha comida virar carvão, francamente você é tão parecido com ele, tão esquecido... - disse ela soltando um risinho, infelizmente, eu não reagi bem. Odiava ser comparado a ele, não era parecido com ele, em nada, eu jamais, jamais, abandonaria minha família. 

Minha mãe finalmente pareceu ter-se dado conta do que havia falado, mas já era tarde demais, meu humor, que geralmente já não era muito bom, havia ficado terrível. 

- Acho melhor você ir mãe, você vai se atrasar. - murmurei enquanto apertava os punhos numa tentativa tola de aplacar minha raiva. 

- Oh, querido...eu...eu sinto muito, eu não quis....eu..estou indo, qualquer coisa me liga. - disse minha mãe enquanto beijava minha testa e me abraçava. - Eu te amo querido. 

- Eu também... - disse enquanto a abraçava, odiava agir daquele jeito a simples menção do nome do meu pai, ou de como eramos parecidos, mas não conseguia evitar, ele era meu herói, a pessoa que afastava os monstros na minha infância, lia-me histórias antes de dormir, enquanto minha mãe afagava-me os cabelos, a pessoa a quem eu podia contar meus segredos, falar sobre meus sonhos e medos, e de um dia para o outro ele some, sem mais sem menos, me deixando para trás, talvez fosse egoísmo da minha parte agir de tal forma, quando minha mãe devia estar sofrendo muito mais, afinal foram vinte anos de relacionamento, meus pais estavam juntos desde os quinze anos e além disso eram amigos de infância. 

Não importava quanto tempo passasse eu jamais poderia perdoa-lo. 

 

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 Fui despertado de meu cochilo com o som de um carro derrapando. Bem perto, na verdade... parecia ter vindo da minha rua, levantei rapidamente descendo as escadas e espiando pela janela da sala. Não pude acreditar no que estava vendo, era uma...uma..Ferrari, quem em sã consciência compra um carro desses e trás para esse país? O cara tinha que ter coragem, as ruas eram cheias de terras em alguns lugares, perigosas, e com o perigo de arranhar a lataria sendo algo constante. 

- Meu deus. - murmurava enquanto praticamente babava olhando aquela maravilhosa Ferrari. 

Mas a admiração não me deixou menos curioso ou observador, o que diabos um carro como aquele, e seu dono(a) fazia ali? 

Percebi então que o carro estava na frente da casa ao lado, que estava desocupada a alguns meses, estariam de mudança? Mas quem diabos se muda a noite? Seria um gangster? Mafioso? Agente Federal? Oh Deuses, eram tantas possibilidades, finalmente, alguém novo para stalkear! 


Notas Finais


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Fica a dúvida após esse episódio, se o vizinho esquisito é o cara da Ferrari ou o próprio protagonista stalker
Como podem ver o protagonista é um garoto meio maluquinho, mas bem quase todos garotos são, eu acho que é difícil não imaginar que o vizinho é, e bem para você que pensa que ele é aquilo, sim ele é( OMG spoiler).

Mas isso já é meio obvio, eu vejo muitos livros com gênero desse tipo, um novo vizinho, vampiro, garota apaixonada, bla bla bla, versão nova de crepúsculo, espero realmente fazer algo diferente disso.

Tive muitas inspirações para esses personagens, o vizinho é baseado no Damon de The Vampire Diares, mas não é fanfic, eu só peguei a personalidade e a aparência, não é o Damon, pelo menos não o que os fans conhecem. A história também não tem nada haver com TVD.

O sherlock, ou loki, tem muitas inspirações, desde o L até um pouco do espirito aventureiro do Conan( ou shinichi ) de Detective Conan até um pouco da loucura do Stiles e o anti-socialismo do Jeremy(TVD)

Obs: não assisto The Vampire Diaries, mas caralho, o Damon é um gato


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