História Oasis - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Heterossexualidade, Homossexualidade, Lemon, Nudez, Romance, Sexo, Violencia, Yaoi
Visualizações 531
Palavras 2.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


FALA PESSOAS! Aqui é o João (nome de usuário: glitchr), o melhor amigo da OTONI! Tô postando o capítulo pra ela porque ela tá sem computador e teve de escrever tudo pelo celular (também arrumei uns errinhos, mas não sou nenhum professor de português. Então, caso tenham encontrado um errinho aqui ou ali, ME DESCULPEM! ><).
Enfim, eu salvei ela e vocês, porque o capitulo novo tá LINDO! Sério, eu tive a oportunidade de lê-lo antes e, mano, é um dos meus capítulos preferidos agora! Sei que vocês vão amar tanto quando eu amei e irão desejar o próximo logo logo! Agora, antes de começarem o capítulo, ela mandou eu escrever isso aqui pra vocês:
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Oiii galerinhaaaa! Dessa vez não demorei mil e um anos pra postar (nota do editor: ela demorou sim haha), apesar de ter feito vocês esperarem um pouquinho. Me perdoeem! Enfim, depois de muito tempo, tive vontade real de escrever, então espero que gostem tanto quanto gostei de escrever! P.s.: Queria agradecer a todos que acompanham e dizer que tentarei responder mais comentários. Estou mendigando tempo!!!

Capítulo 41 - Quietude


A primeira coisa que senti quando comecei a recobrar a consciência foi dor. Muita dor. Minha cabeça explodia, meus braços ardiam. Não conseguia me mexer, nem mesmo abrir os olhos.

Tentei me esforçar para escutar alguma coisa, mas tudo o que havia era o silêncio.

Um silêncio de merda que me deixava sozinho com meus pensamentos. 

Tudo que eu sabia sobre o que havia acontecido vinha de lapsos bordados de memória. Sabia que eu tinha perdido o controle e Marcelo me levou para algum lugar. Puta que pariu, o que será que eu fiz com o desgraçado do Dênis?

Antes que eu pudesse me desesperar, escutei uma porta sendo aberta.

Fiz mais um esforço e abri meus olhos, apenas para me deparar com o meu quarto escuro e Grey, Caio e Iris entrando no cômodo. Pude ver o loiro acender a luz enquanto os outros dois vinham em minha direção e percebiam que eu estava acordado.

Grey, como sempre, ostentava aquela expressão vazia e sem sentimentos, completamente impassível, que te faz ter vontade de ralar aquela cara bonita no muro de chapisco para ver se ele demonstrava alguma coisa.

Já Iris...

– Já acordou, seu filho da puta?! – Gritou para até o Maracanã ouvir e explodia meus tímpanos e minha cabeça – Dá próxima vez que for fazer algo que não deve sozinho, eu não me responsabilizo pelo o que eu vou enfiar nesse seu cu arrombado!

Olhei para ela meio assustado, um pouco sem saber como reagir. Minha melhor amiga era maluca, mas estava passando dos limites. 

Caio chegou mais perto, sorrindo o desgraçado, e se sentou na beirada da cama, colocando a mão no meu joelho enquanto fazia um carinho de leve, como se fosse um consolo para que eu pudesse aguentar toda a gritaria que ouviria pela frente.

Respirei fundo, me ajeitei na cama para que ficasse meio sentado, meio escorado com as costas na cabeceira e olhei com uma expressão cansada para a cara daquela morena sinistra.

– Calma, calma aí. Não grita não, mulher – Pedi ao mesmo tempo em que fechava os olhos e massageava minha testa com um das mãos.

– Calma?! – Falou ainda mais alto – Vai se foder calma! Não me diz pra ficar calma, seu desgraçado do caralho! Além de me preocupar, quase fodeu com a sua vida! Eu entendi que o filho da puta fez algo que não devia, apesar de não saber o que, mas ele é filho da porra do governador caralho! 'Tá querendo ser morto, preso, a porra toda? Meu Deus, Logan! Tu 'tava indo tão bem na terapia pra se comprometer todo assim!

– Sorte sua que, mesmo destruidaço, aquele maluco 'tá bem – Caio interferiu.

Me senti aliviado por não ter acontecido nada pior.

Pelo menos o desgraçado estava bem e eu não tinha mais um assassinato nas minhas costas.

– Tu não podia ter feito outra parada? Tinha que ser do seu jeito, né não?! Violento da porra!

Pronto. Ela tinha cutucado a ferida, arrancado a casquinha e jogado álcool.

Aquela ideia já estava me incomodando e não consegui fazer nada, a não ser abaixar a cabeça e segurar a vontade de me jogar do último andar do Rio Sul Center.

– Droga, cala a boca, sua escandalosa – Grey abriu a boca pela primeira vez para interceder por mim e olhei para aquele branco embasbacado, assim como os outros dois que estavam ali – Tem uma criança dormindo ali no quarto ao lado. Faça silêncio!

Depois de alguns segundos, a surpresa passou e Iris olhava para o moreno indignada.

– Olha aqui, seu russo made in China, tu não fala assim comigo que eu quebro esses teus dentes, já é?!

Ele olhou para ela com a típica cara de indiferença e, quando ia retrucar, achei melhor interferir.

– Tudo bem, tudo bem! Sem brigas, por favor – Suspirei cansado – Fiz merda? Fiz. Perdi o controle? Também! Mas já passou. O problema tá resolvido e ninguém mais vai mexer com ninguém e isso inclui aquele porra.

Iris olhou pra mim confusa, sem entender merda nenhuma do que eu estava falando. Caio estava no celular já tinha uns minutos e Grey apenas deixou transparecer entendimento por alguns segundos, saindo do quarto logo em seguida.

Maluco esse prego.

– Olha – Ela começou meio hesitante depois de observar o moreno passar pela porta do quarto – Foi mal ter gritado, mas tu não sabe o meu desespero quando um Grey descabelado e meio sujo de sangue aparece pedindo ajuda. Pedindo ajuda, tá ligado?! Achei, no mínimo, que tu tinha encarnado o Jack Estripador por aí! – Fez uma expressão triste e chegou mais perto de mim, arrumando um jeitinho para sentar no meu colo, de frente pra mim, e encostar sua testa na minha – Não sei o que aconteceu, 'tô me mordendo de curiosidade, mas vou te deixar descansar e pensar um pouco porque tu 'tá muito calado e isso me dá medo. Fica bem, 'tá? – Colocou as mãos no meu rosto, sorriu e me deu um selinho calmo e rápido.

Sorri de volta enquanto via aquele projeto de gente levantar do meu colo e caminhar em direção a porta. Antes de sair, parou, olhou pra mim com um olhar malicioso e disse que, mais cedo, tinha "fisgado a cobra pelo rabo".

Achei aquela frase sem pé nem cabeça, mas, quando o amigo é bom, a gente entende a piada.

Naquele dia de merda, pelo menos ela e Art tinham se acertado direitinho.

Suspirei, me deitando certinho na cama e virando de lado, pensando nas merdas. Eu estava me proibindo de usar a violência para qualquer coisa que fosse, só pra me prevenir de qualquer outra instabilidade emocional como aquela, quando senti alguém deitar do meu lado.

Me virei e vi Caio fechando os olhos, suspirando pesado e colocando as mãos no rosto. Fiquei preocupado, até porque ele quase nunca ficava muito abatido com alguma coisa, sempre rindo e sendo o piadista.

– 'Tá tudo na paz, o 'mermão? – Perguntei e ele riu contido.

– Tu 'tá fodido e ainda tem tempo de se preocupar comigo? – Ele disse em tom de brincadeira enquanto ficava de lado para também me encarar. Estávamos muito perto e eu conseguia sentir seu cheiro e sua respiração gelada perto do meu rosto.

– Óbvio! Sou um louco da porra, violento e masoquista do caralho, como tu escutou aí, mas ainda tenho sentimentos! – Dramatizei, colocando as mãos no peito e fazendo uma cara de tristeza, embora me enxergasse exatamente daquela forma naquele momento.

– Para com isso, cara... – Ele ficou sério e eu quase morri do coração – Não é possível que se veja assim! Tu é ridículo, mas incrível. É mais forte do que pensa que é. Pode ser que coisas assim venham a acontecer algumas vezes, mas elas não te definem. Não é tu que não gosta de rótulos? – Ele deu uma risadinha na última parte e eu me segurava para não chorar porque ele estava dizendo exatamente tudo o que eu precisava ouvir – Logan, tu é corajoso demais, enfrentou tudo o que aconteceu com você. Tu ficava com meninas, mas quando percebeu seu interesse por um menino, aceitou e encarou de frente! Completamente diferente de um covarde como eu, que neguei tudo que eu sentia pelo Eric por anos e só nos magoei. Alguém que não consegue encarar o que eu preciso de frente. Sabe, tu 'tá se tratando e vai ficar melhor. Só confie na gente quando precisar de algo 'pra essas merdas não acontecerem de novo.

Quando ele parou de falar, eu percebi que estava segurando a respiração todo esse tempo.

Ninguém nunca tinha me dito essas coisas e eu nunca tinha me visto daquela maneira. Apesar de toda a pose e a autoconfiança que eu demonstrava para todos, eu ainda tinha meus conflitos internos e um persistente ódio contra mim mesmo e contra meu descontrole.

Olhei para ele com os olhos um pouco molhados, me sentindo extremamente ridículo. Cheguei mais perto daquele maluco, abraçando seu corpo de uma maneira apertada, com a cabeça enfiada entre deu pescoço e ombro.

– Porra, acho que ninguém nunca me fez tão feliz – Ri um pouco – Tu também faz parte das sete maravilhas, loiro. Não fala assim. Apesar da demora, tu corrigiu os seus erros e tu e o Eri estão juntos agora, é o que importa. Eu sei que tem algo afetando vocês, mas não o quê exatamente. Pode ser que não se sintam confortáveis em me contar agora, mas quero ouvir quando estiverem precisando. Seja lá o que for, tu e aquele moreninho vão dar o jeitinho de vocês. Segue com o baile e vai na fé que Deus ajuda.

Ele riu alto, me amassando no abraço.

Quando parecia que eu ia explodir sem ar, ele me soltou e me encarou.

– Sério, aquela vez na boate, eu te dei um soco porque morri de ciúmes do Eri te beijando, mas vou te contar... – Ele chegou com a boca perto do meu ouvido para sussurrar – Hoje só me excita.

Ele se afastou novamente, me encarando com um sorriso malicioso e, por alguns instantes, eu fiquei sem saber o que fazer. Então era esse o motivo da mudança de comportamento e do "assédio" aquele dia no meu quarto.

Meu queixo devia ter ido parar lá no chão, mas não é como se eu não tivesse gostado.

Safado que é safado a vida não corrige.

– Colega, se a gente convencer o Grey a fazer uma suruba, vamos ter a noite mais maluca de nossas vidas – Disse sério e ri pra caramba depois, sendo acompanhado por sua risada alta.

– Seria uma delícia, o que acha de levarmos a sério? 

Ele me perguntou, mas eu nem teve tempo de responder, pois logo ele estava recebendo um chute dolorido nas costas de um russo nada contente.

– Se tem tempo pra falar merda, vai pra casa, porra! – Disse Grey puto da vida enquanto encarava o loiro.

Caio se levantou, resmungando enquanto massageava o lugar dolorido. Mostrou um dedo do meio pro moreno e se inclinou para chegar mais perto do meu rosto. Seus lábios encostaram nos meus rapidamente e ele me olhou com uma cara travessa enquanto corria para fora do quarto com medo de apanhar.

Depois que o loiro saiu do quarto, levantei da cama e fui para o banheiro só para encontrar algo que nem havia percebido. Eu estava limpinho, nenhum rastro de sangue, e haviam alguns band-aids nos rasgos um pouco fundos que eu mesmo havia feito em mim enquanto entrava em crise.

Lavei o rosto e fiquei um tempo me encarando no espelho, me perguntando se eu era uma pessoa boa e se eu realmente era tudo aquilo que Caio havia me dito. Cheguei a conclusão de que não importava: se eu não era agora, me esforçaria ainda mais para ser no futuro.

Esse desejo seria algo para me agarrar nos momentos difíceis.

Depois de decidir isso e me prometer novamente que não usaria mais a violência daquela forma, saí do banheiro e encontrei o russo cochilando na minha cama. Ele parecia muito cansado e eu não duvidava. Já que era, pelo visto, muito tarde e ele era a pessoa mais esforçada que eu conhecia e, secretamente, uma das que eu mais admirava também.

Claro, era também o cara que eu gostava, o primeiro cara com quem transei e o cara que havia me abraçado no meio de uma crise e me acolhido no meio daquela merda de caos interno.

Me senti nervoso, o que não era comum da minha parte.

Ele usava um short preto e uma camiseta da mesma cor, que estava um pouco levantada, mostrando cueca azul muito desbotada. Suas pernas estavam entrelaçadas no meu cobertor e eu podia ver nitidamente umas partes da tatuagem que passei a gostar tanto.

Antes que cometesse uma loucura com ele ali dormindo, porque aquela visão mexia comigo, resolvi acordar aquele prego para que pudéssemos conversar. Eu queria entender direito o que tinha acontecido, já que ainda me faltava algumas informações para tudo se encaixar.

Chamei seu nome umas cinco vezes e ele não ouviu.

Fiquei um pouco impaciente e resolvi cutucar sua barriga. Depois de um tempo, ele resmungou alguma coisa e abriu os olhos enquanto, meio desorientado, fazia alguns sinais com as mãos. Não entendi porra nenhuma daquilo, até que ele pareceu acordar de vez.

O russo me olhou feio, bufou e se esticou todo até alcançar a escrivaninha, onde pegou o aparelho de audição. Só ali eu entendi. As vezes eu acabava me esquecendo sobre isso e, quando aconteciam essas coisas que me faziam lembrar, eu me sentia péssimo por desconsiderar assim tão facilmente algo tão importante.

Não que eu devia tratar aquele prego diferentemente por conta disso, mas eu me pegava pensando em como eu era insensível e idiota em várias ocasiões.

– Merda, precisava me acordar? – Resmungou depois que já estava escutando melhor – Só porque tirei essa porra 'pra dormir sem ser incomodado.

– Foi mal – Falei sincero e ele revirou os olhos – A gente pode conversar sobre o que rolou?

Ele não pareceu muito animado com o meu pedido, mas suspirou.

– Se você acha necessário...


Notas Finais


(João escrevendo)
E aí, gostaram? Eu AMEI! Essa menina escreve pra caralho né? Eu sei, ela é a melhor! ♥
Ela ainda vai responder todos vocês, tá bem? Eu me voluntariei pra isso também, mas ela não deixou xD
Enfim, a gente se vê qualquer dia - tradução: quando ela precisar da minha ajuda de novo hahaha

Bye, kissus de nutella ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...