História Oath - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, galera, finalmente o primeiro capítulo, aqui vai.

Capítulo 2 - Capture A Bandeira


Eram quase duas da manhã, Annie tinha certeza, quase quatro horas seguidas de Capture a Bandeira e nenhum dos times havia chegado perto de encontrar o objeto. Quíron começara às exatas 23:00 horas, dividindo os times em: Zeus, Ares, Dionísio, Deméter, Hefesto e metade dos campistas filhos de deuses menores como o time azul; e Poseidon, Apolo, Atenas, Hermes, Hades, Hestia e o restante de deuses menores como vermelho. Annie odiava vermelho, mas infelizmente era o seu time.


Os filhos de Atena comandavam a equipe, sendo responsáveis pela parte estratégica, os filhos de Apolo e Hermes pelo ataque e Hestia e os menores como defesa enquanto Poseidon e Hades tentavam pegar a bandeira. Não haviam tido sucesso.


Já no time azul, Ares, Deméter e Hefesto atacavam e defendiam ao mesmo tempo, enquanto Dionísio e alguns dos campistas menores trabalhavam na retaguarda, Zeus e os restantes estavam empenhados em capturar o objeto e vencer o jogo.


- Vic, cansei de ficar aqui - Annie disse para sua irmã. Ambas estavam trabalhando no ataque, no centro da divisória da área dos times. A ruiva de cabelos cacheados sorriu cúmplice para ela e Annie soube automaticamente que, o que quer que fossem fazer, fariam juntas.


- Por aqui - ela disse. Victoria deixou as flechas de lado na aljava e atacou três filhos de Ares antes de sumir por trás das árvores de ataque dos filhos de Deméter, em tempo de sofrer ela mesma na mão dos galhos espinhentos e paralisantes.


A loira revirou os olhos com a loucura da irmã e limpou seu caminho, destinada a seguí-la. Victoria corria, literalmente rindo do perigo e da bronca de Raphael, o líder do chalé de Atenas, que receberia depois. Ouviu sua irmã gritar e parou, esperando-a chegar, cansada e ofegante, ao seu lado.


- Estranho… - murmurou a ruiva. - Está muito quieto.


- Talvez seja porque a guerra esteja lá atrás, né! - ironizou.


- Não! Diana me disse que os filhos de Dionísio e mais cinco campistas estavam no meio, e Anna que os filhos de Zeus estariam protegendo a bandeira. Já passamos do punho de Zeus, eles devem estar por aqui, assim como a nossa vitória.


Annie fez careta, seguindo os passos silenciosos de sua irmã.


- Você deveria parar de dormir com as filhas de Deméter. É sério, isso é bizarro. E imoral.


- Tá bom, santa Maria, mas Diana é filha de Afrodite. E a culpa não é minha se as garotas tendem a querer me agradar.


- Aquele não é o Damon? - Victoria seguiu o olhar. Era ele, realmente. Damon Pierce era o mais velho e mais prepotente filho de Zeus, com seus vinte e um anos e os populares olhos azuis faiscantes. Ele dava náuseas a Victoria.  - Olha, a bandeira está ali - Vic se afastou e se encolheu atrás do arbusto, puxando sua irmã mais velha pelo braço. Apontou para um ponto azul, não muito distante, bem em cima de uma árvore. Os cinco restantes filhos de Zeus a estavam rondando e mais alguns semideuses menores; três, pelo que Annie pôde contar.


A loira sentiu folhas caindo em sua cabeça e olhou para cima, dando de cara com os famosos olhos verdes cintilantes fitando-as bem do topo. Ela sorriu e suas asas se abriram imediatamente. A atenção de Victoria foi puxada e ela se deu conta do que estava prestes a acontecer assim que levantou a cabeça, Scar levantou voo de imediato, indo em direção ao território vermelho.


- Merda. Droga. Filha da mãe! - a ruiva murmurou enraivada. - Fique aqui!


Antes que Annie pudesse de fato dizer algo, sua irmã já havia sumido de sua vista. Ela olhou para os semideuses em volta da árvore, pareciam entediados, cansados de esperar alguém para os confrontar, a romana o faria com prazer se não tivesse olhado para a bandeira antes; não estava mais lá.


- Corra - disse Victoria, aproximando-se e correndo também. Annie viu o vulto azul na sua mão e riu, xingando-a logo atrás.


As duas corriam, Annie torcendo para que chegassem a tempo e Victoria para que alguém de sua casa acertasse uma flecha nas asas da novata metida a hétero. Ouviram os gritos dos filhos de Zeus e Deméter atrás delas, denunciando a recente descoberta da bandeira roubada, mas não souberam identificar o quão longe estavam, estava escuro demais. Continuaram a correr, mas Vic parou quando viu o vulto branco e iluminado voar na direção contrária à si, bem em cima de sua cabeça. A maldita havia conseguido, e ela teria que lidar com a prepotência da filha de Selene mais tarde, durante a fogueira, quando iria - pela milésima vez - implorar por um encontro.


Annie parou, totalmente confusa, e resmungou alto ao ouvir a sirene de Quíron, um aviso de que a equipe azul tinha vencido o jogo.



(...)



A brasa alta da imensa fogueira iluminava o ambiente e amolecia os doces que ali eram pendurados. Os filhos de Apolo menos envergonhados cantavam e tocavam ao redor da grande chama, sentados nos troncos de madeira preparados pelas ninfas da floresta.


Os filhos de Afrodite, em sua maioria, mantinham-se grudados com seus pares - os solteiros preferiam enaltecer-se no meio da animada roda de dança que comandavam -; os filhos de Ares, famintos e robustos, preferiam se concentrar na bebida e na comida que era servida; os de Atenas, inconformados pela derrota, haviam-se recolhido para seu chalé, desanimados e rancorosos, desacreditados por alguém conseguir arquitetar uma estratégia mais eficaz que sua própria. Os vencedores comemoravam e os perdedores tentavam esquecer o episódio e aproveitar a bela madrugada. Quíron sorria e tentava afastar o desejo de mandar todos dormir, pois estava tarde e ele mesmo sentia a fadiga. Dionísio ignorava a existência de todos e vigiava os casais mais ousados, atrapalhando os melhores momentos.


Do Kyung Soo, um dos filhos de Apolo, era tímido o suficiente para se manter afastado da pequena aglomeração de pessoas, feita por seus irmãos, alguns filhos de Ares e outros de Hermes. Sentado debaixo da árvore alta, segurava um copo de suco em uma das mãos e rodeava a cintura do filho de Afrodite com a outra. Jongin estava encolhido entre as pernas do namorado, brincando de arranhar sua coxa com as unhas de cinco centímetros. Soo já havia pedido para ele cortar, mas o menino se recusava, fazendo um biquinho de bebê e muita birra.


Jongin, entediado com a cara de poucos amigos de Soo, cansa-se de vê-lo se culpar mentalmente pela derrota, afinal, era o líder do chalé de Apolo. O castanho olhou para o mais velho e proferiu em palavras seus pensamentos.


- É só um jogo idiota, Soo, não liga para isso - pediu carinhosamente.


- Não é só um jogo, é um teste de estratégia, conhecimento e controle sobre o seu oponente - consertou-o, tirando os olhos do chão. - Se eu não ganho nem mesmo um “jogo idiota”, como você diz, como é que vou me sair bem lá fora?


Jongin estava irritado, era só um jogo, não via porque se preocupar tanto. Porém, visando o bem da sua noite de glória, controlou-se. Ajeitou a coroa de flores em sua cabeça e amenizou o tom.


- Hey, você é um ótimo lutador, estrategista, arqueiro e espadachim, mas está sendo um péssimo namorado agora. É só um jogo. Ao contrário dele, eu te abraço, eu te dou carinho, eu te alimento… sou mais importante!


Kyung, rindo, concordou com um leve aceno positivo de cabeça e levantou, quase caindo devido à sua má posição.


- Vamos, precisamos comer algo antes de ir para a clareira - puxou o namorado para cima pelo braço e foram caminhando de mãos dadas até a mesa.


Do outro lado, perto dos chalés, Yin, cansada de toda aquela palhaçada, levantou-se e rumou para os chalé de Thanatos, deus da morte e seu pai. Pisava forte no chão, a cara vermelha e a cabeça quase explodindo de raiva. Quase haviam perdido, quase. Ela era uma das responsáveis pela bandeira e tinha os deixado roubar sem nem perceber. Ela sabia exatamente quem fora a malfeitoria da peça de mal gosto, tinha certeza de. Ao menos, ela pensava que sabia.


Pensado e feito, não levou vinte segundos para que ouvisse os passos nada delicados ou silenciosos da filha de Panacéia atrás de si. Deusa da cura, sim, mas Yin apostava que ela havia criado alguma das poções idiotas que sempre a ajudam em suas atividades. Como na competição da parede de lava, em que ela jurava ter visto a Kwon beber um líquido estranho de um frasco transparente escondido em sua bota preta.


Irritada com o barulho irritante do atrito da sola de borracha com o chão de pedra, girou os calcanhares para trás e fitou sem paciência alguma a mais alta. Sook tinha um porte atlético e atraente, era bonita, interessante e sempre se saía bem em todas as atividades do acampamento. Em todas elas, sua rival era ninguém mais ninguém menos que Yin Mi Jung. Yin sabia do interesse da maior para consigo, mas imaginava que ela - popular, sorridente, amante dos esportes e altamente irritante - apenas o fazia para provocá-la.


- Quer parar de me seguir? - soou mais tudo do que pretendia, mas nem sequer pensou em se desculpar.


- Quer parar de me olhar como se fosse me matar a cada segundo? - retrucou um pouco mais amena e parou na frente da loira. - Qual o seu problema comigo, Jung?


- Que tal assumir a porra do seu vício nojento e começar a não trapacear? - quase gritou, e vendo a cara confusa de Sook - cínica para a loira -, ousou tirar o frasco branco da bota e o jogou para longe. A nega então pôde entender à que ela se referia, e quase riu, se Yin não estivesse tremendo tanto.


Yin não sabia lidar com a sua raiva pela Kwon, assim como não sabia lidar com a sua raiva por seu pai. Ou por sua irmã. Ela só sabia sentir, e se isolar, e fingir estar tudo bem com um sorriso falso e um interesse inventado.


Vendo que a menina estava prestes se afastar sem lhe dar respostas, puxou-a fortemente pelo pulso, terminando por abraçá-la. Yin paralisou. Não gostava de contato físico, não sabia como agir, e nem ao menos tinha o mínimo apreço pela morena, mas tinha paralisado. Sook a apertou mais, e foi quando a loira voltou para si e empurrou para longe com toda a sua força. Kwon caiu sentada, confusa, sem saber o que a atingiu.


- Nunca mais toque em mim - frisou rudemente e se virou, batendo a porta de seu chalé ao entrar.

Do outro lado, próxima ao lago, Victoria observava a briga boba em meio à risadas e frases cômicas, dando-se conta do quão burras e desatentas elas eram. E ela só teve que roubar uma bandeira para a fanta estourar. Bem, nada que estivesse em seu controle, elas sentiam o que tinham de sentir e ponto.


- Aquela não é a Emma? - perguntou Lucy, uma de suas irmãs.


Victoria seguiu seu olhar. De pé, encostada em uma árvore, estava a morena; cabelos cacheados, olhos cor de mel, pele chocolate. A romana filha de Zeus sempre se reprimia em todos lugares que estivesse. Vic se lembrava de que, quando estava saindo com a irmã mais velha dela, Rosé, ela falava da estranheza que era sua irmã, ou melhor, a estranheza que era dormir no mesmo chalé que sua irmã, mas a ruiva só revirava os olhos e ignorava, nada que não pudesse ser apagado por algumas horas de sexo e uma boa pizza depois.


- É estranho eu shippá-la com o Jake? - perguntou Annie e Vic e Rosé fizeram caretas.


Jake Queen Wayne era um dos filhos cabeça de vento de Poseidon, mas muito gentil e amável. Vic o considerava estranho, um estranho agradável de se ter em determinados momentos.


- Ele é hetero, sua idiota - a ruiva respondeu, revirando os olhos.


- Eu sei, por isso mesmo ele e Emma dariam um bom par. Eu sei que os pais deles brigam muito, mas olha só o Percy e a Annabeth, pior não há como existir.


- Não, Rosé, o que Victoria quis dizer é que Emma é transexual, e que ele é hetero - explicou Annie.


- Então ela é lésbica? - Vic e Annie bufaram alto, irritadas com a lerdeza da irmã, e prenderam sua atenção em coisas distintas. - Bem, sobra o Ross, aquele filho de Hefesto bonitinho, sabe?. Acho que ele é gay.


- Ele não é gay, Rosé - a ruiva respondeu séria, cansada da bobagem de sua caçula.


- Também tem o Will.


- Ele namora o Nico, e Emma namora mulheres - vendo que a morena iria voltar a falar, ela a cortou. - Cala a boca.


- Vocês acham que o Jimin é gay? - perguntou Annie de repente, assumindo involuntariamente seu interesse no filho de Deméter.


- Com certeza. Se tem uma coisa que Park Jimin é nesse mundo, essa coisa é gay - respondeu Rosé.


- Nem hetero, nem gay, só Park Jimin.


- O que quer dizer, Vic?


- Que se tem boca, ele tá beijando, Annie!


- Que triste… - murmurou a loira antes de desfazer a sua cara de nada e se juntar com os outros ao redor da fogueira.


- Não é aquela menina a que ganhou o jogo para o time azul? - a frase de Rosé fez Victoria virar sua cabeça instantaneamente, curiosa e animada. Ela viu Scarlett, a filha de Selene, deusa da Lua, caminhando no píer do lago, observando a luz da madrugada.


- Vemos-nos mais tarde - murmurou antes de sair andando, decidida a falar com a menina dos olhos verdes cintilantes. Pôde ouvir também um “Não aguenta ver um rabo de saia que…”, de Rosé, logo atrás de si.


Victoria caminhou em silêncio, mas sabia que, desde que estivesse sob a luz lunar, Scar saberia que ela estava ali. Não ligava, que soubesse, ela queria ser notada.


- Quando vai cansar? - perguntou a menina de cabelos lisos e negros. Cinco segundos depois, virou-se para trás, vendo o sorriso satisfeito da ruiva em seus lábios desenhados.


- Talvez quando você cansar de bancar a hetero - alfinetou, subindo no píer de madeira e se aproximando.


- Eu nunca me xingaria desta forma, está louca?


- Então admite que curte os yuris nossos de cada dia?


- Com certeza - respondeu, mantendo-se sem expressão aparente, a voz sempre muito bem controlada e felicidade sutil por estar em contato com sua natureza.


- Por que não aceita meus convites? Sabe quanto eu tive que gastar nos chocolates? Ou nas flores? Filhos de Deméter cobram caro, sabia? Afrodite mais ainda, aqueles ingratos! - resmungou fazendo o drama habitual. Ela, como filha de Apolo, sabia ser tão teatral quanto um filho de Afrodite.


- Porque você simplesmente dormiu com mais da metade do acampamento em dois anos - afirmou. Scar estava tão calma que chegava a irritar a ruiva. A morena fechou os olhos apreciando todo o poder que a Lua lhe dava, e Victoria apreciava a luz brilhante batendo na pele tão pálida, a forma que seus lábios reprimiam um sorriso gozado quando ela falava algo e a força que Scar impunha em suas pálpebras para continuarem fechadas. - Eu sei que está mordendo o lábio inferior, pare de olhar para mim.


- Talvez eu não queira parar de olhar para você - provocou, estando ainda mais perto desta vez.


Infelizmente, o sino de emergência foi tocado e impediu a filha de Apolo de chegar a onda queria. Decepcionada, ela seguiu Scarlett, que saíra apressada assim que ouviu o som, até a fogueira, onde uma grande concentração de pessoas estava naquele momento.


Scar subiu em uma árvore para ter a melhor das visões, e a ruiva foi em seu encalço. Quíron e o senhor D estavam no meio, prontos para abrir a boca. Pensariam que era apenas a hora de dormir, se não houvesse mais um homem com eles. Era barbudo, velho e usava trajes com muitos panos lisos e macios, semelhantes às vestes dos monges dos animes que Jake assistia em casa com sua mãe.


- Crianças - começou Dionísio, subindo em um pedaço de madeira e descendo imediatamente por não ter equilíbrio suficiente. -, este é Éolo, deus dos ventos, e ele tem algo muito importante para falar.




Notas Finais


Para quem não teve seu personagem exposto agora, calma, alguns eu só porei no meio e outros no final, devido ao enredo. Para aqueles que não tiverem seus personagens aceitos, não desanimem, pretendo fazer uma segunda temporada e, quando a fizer, as fichas estarão abertas novamente.

Tenham uma boa semana.


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