História Obras do Destino - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Gays, Romance, Yaoi
Exibições 33
Palavras 1.604
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura meus chocolatinhos ❤

A música é Beautiful Thing- Grace Vanderwall

Capítulo 29 - We're a beautiful thing together


ADRIAN ON 

 Tinham se passado dois meses desde aquele episódio onde meu amado me contara seu passado extremamente traumatizante. Eu estava em casa sentado no sofá tomando um chá bem quentinho e lendo um livro repleto de poemas, do calor extremo fomos para a estação fria, compramos até um aquecedor; Minha relação com Christopher só vem melhorando, parece que ele é de fato o meu pai, parece que ele que acompanhou minha mãe me dando a luz, ele simplesmente é a melhor pessoa do mundo e só de ver que ele faz a minha mãe feliz, eu fico feliz. Passando a página do livro eu olho para minha aliança, ela é tão linda e eu estou de fato ansioso pro nosso casamento. 

 -Iiih, admirando a aliança de novo querido?- perguntou minha mãe se aproximando também com uma xícara de chá

 -Já perdi a conta de quantas vezes fiz isso desde que ele a colocou em meu dedo.

 -Vocês nasceram mesmo um pro outro. Eu invejo.

 -Por que? Christopher é tão bom com você!

 -Eu sei e eu o amo. Queria tê-lo conhecido antes de seu pai, seria um amor pra vida assim como você e o dommy!

 -Ainda acho que Dominic foi precipitado quanto a esse negócio de casamento. 

 -Mas confessa...Está ansioso? 

-Muito! - respondi colocando as mãos no rosto ouvindo a risada abafada da mais velha 

 -Vai dar tudo certo e vocês vão estar lindos

 -Não se incomoda mesmo com o fato de eu estar casando com outro homem? 

 -Quando eu era pequena muitos me diziam que era errado e eu fui crescendo tendo que conviver com isso, mas deixe-me te contar algo...Amor é amor, querido. E quanto mais você espalhar desse amor, mais dele você vai receber em troca, quando peguei você no meu colo pela primeira vez a única coisa que pensei foi ' eu só quero ver esse garotinho feliz' e é isso que está acontecendo. 

 -Yaaa, você vai me fazer chorar desse jeito!!! Ela deu uma risada maravilhosa de ouvir e foi até a cozinha, quando fui voltar a ler meu livro o celular tocou aparecendo o nome do meu amado na tela.

 -Dommy? 

 Nós nos viamos somente na escola já que as aulas haviam voltado e eu nem sequer ia mais pra casa dele, eu comecei a fazer um curso de inglês e por isso meu tempo começou a ser curto, ele por outro lado começou a trabalhar em uma loja dentro de um shopping, o salário era bom e ele gostava dali. 

 *Amor, como está? 

 -Bem, mas você pelo visto...Que voz é essa? 

 *Eu meio que fiquei doente, mas nada pra se preocupar 

 Ouvi ele fungando do outro lado

 -O que você tem? 

 -Só uns espirros, tosse de manhã e agora só estou com febre.

 -Febre? De quanto?

 *Não digo. 

 -Dominic eu vou quebrar a sua cara se não me falar. 

 * 34

 -O QUE?

 *Vai começar...

 -FICA AI AGORA. EU ESTOU INDO. 

*Amor, não precisa. 

 Desliguei o celular na cara dele e sai correndo pela casa procurando o primeiro tênis e blusa que encontrasse. Minha mãe me aparece logo em seguida com o celular na mão me olhando estranho

 -Filho, o Dommy acabou de me ligar dizendo pra você não ir à casa dele. Vocês brigaram?

 -Não, mas estamos prestes a brigar porque ele estava com uma febre de 34 e não fala nada pra mim. TCHAU. - sai batendo a porta e correndo na maior velocidade. No meio do caminho meu celular vibrou, era uma mensagem da minha mãe.

 "Se eu fosse você vinha pra casa correndo" 

 Obedeci imediatamente. Voltei correndo pra casa, será que aconteceu algo com ela?

 Chegando em casa eu estava morrendo de cansado, minha respiração ofegante me proibia de pronunciar qualquer palavra. Entrando e indo direto pra sala me deparo com minha mãe sentada no sofá, ao me ver ela aponta pra cima e eu entendendo o recado subo as escadas; Ao adentrar meu quarto vejo Dominic sair do banheiro com a maior cara de acabado, fechei a porta logo cruzando os braços em seguida o fitando.

 - O que? Vai falar que por eu ter pegado gripe a culpa é minha!?

 Caminhei até ele e o puxei pela orelha fazendo o mesmo sentar na cama

 -Você nesse estado, doente, com febre, veio até aqui a pé.

 -Sua casa nem é tão longe da minha. 

 -Eu não perguntei! - coloquei a mão em seu rosto vendo o nível da febre - Você está muito quente. Fique aí que eu já volto.

 Fui até a cozinha, peguei um pano e o molhei com água bem fria. Peguei algumas coisas e voltei ao quarto me deparando com ele deitado de cabeça pra baixo. O mandei deitar direito e assim ele o fez fechando os olhos, passei o pano frio sobre seu rosto para tentar amenizar a febre analisando seus detalhes, mesmo doente ele conseguia ser bonito e possuir aquele ar de que vai ficar tudo bem. 

 -Você se alimentou direito hoje?

 -Eu ando sem apetite. 

 -E daqui a pouco não vai andar de jeito nenhum porque vou quebrar suas pernas. Você tem que comer

. -Não fiz comida em casa desde que peguei essa gripe 

 -Faz o seguinte, toma um banho morno e me espera aqui que eu vou fazer algo pra você comer. -levantei e ele segurou meu pulso 

 -Não ganho nem um beijinho? 

 Eu ia negar, mas a cara que ele fez me derreteu. Depositei um selar em sua testa recebendo uma cara emburrada em troca.

 -Melhor que nada, né? 

 Desci as escadas indo pra cozinha esquentar comida para aquele projeto de ser humano. Sinceramente, ele diz que eu pareço criança, mas às vezes parece que esses papéis se invertem! 

 -Como ele está?- perguntou minha mãe se aproximando do fogão 

 -Com febre e fome.

 - Dor de cabeça?

 -Ainda não e eu espero que continue assim. O mandei tomar um banho morno pra ajudar tentar baixar a temperatura.

 -Onde aprendeu tudo isso? 

 -Com você. Lembro que quando eu ficava doente você fazia essa coisas! 

 Ela sorriu de canto e eu tratei de terminar logo aquilo. Subi novamente ao quarto e meu amado estava vestindo uma das minhas blusas, eu era pequeno, mas sempre vestia um número maior de roupa pra ficar confortável, portanto algumas serviam nele. Coloquei a mão sobre sua testa logo o entregando o prato!

 -Pegue. Depois trate de descansar porque a febre ainda está um pouco alta.  

Ele o fez sem reclamar se jogando no colchão depois. Sentei-me ao seu lado e fui puxado para um abraço! Fiquei deitado entre suas pernas enquanto ele estava escorado a cabeceira da cama me abraçando por trás! 

 -O que é que está com essa cara emburrada? 

 -Não é cara emburrada. Só estou preocupado.

 -É só uma gripe, vai passar.

 Sem olhar pra ele coloquei a mão em seu rosto sentindo a quentura que já estava diminuindo.

 -Eu espero que sim. - ficamos em silêncio por um instante até eu sentir um selar breve em minha nuca! Ele foi distribuindo selares me arrancando arrepios- Para!!

 -Por que?

 -Você está doente. 

 - Cala a boca e aprecia.

 -Grosso

 -Em qual sentido?- disse gargalhando

 -Você deixa de ser tarado!! É sério. Tem que descansar.

 -Por que não vem morar comigo?

 -Como? Por que isso de repente?

 -Fazem 2 meses que eu não te sinto, estou com saudades e eu quero você comigo. 

 -Eu estou aqui não estou? 

 -Quero você na minha casa. Quero seu vulto pelos cômodos, vir com você dos lugares sem ter que deixar você ir embora.

 Sentei-me em seu colo virado de frente pra ele e com um breve selar respirei fundo pensando no assunto

 -Meu amor, vamos com calma. Primeiro foi o pedido de casamento e agora isso!

 -Eu sei.

 Sorri de canto colocando a mão sobre sua testa novamente 

 -Sua febre abaixou. Vai melhorar rapidinho!

 -Amor, canta pra mim? 

 -Oi??

 -Por favor, eu gosto da tua voz. 

 -Dominic...- ele fez um bico insuportável pra mim e eu atendi seu pedido. - Tudo bem.

 Puxei meu pequeno ukulele que estava embaixo da cama, eu o guardava lá quando acabava de tocar. Sim eu sei tocar ukulele. Meu amado continuou na mesma posição, porém com as pernas mais pro lado para que eu pudesse sentar em forma de índio. Comecei. 

"Você acha que conhece o meu coração

E, provavelmente, você conhece 

Por isso estou sempre com você 

Eu posso ficar com você por horas 

Em uma sala vazia

 E nunca me cansar 

Nunca tem pra fazer" 

 Ele começou a sorrir assim que terminei a estrofe, ele sabia canta-la, porém ficou em silêncio, era a música que ouvimos quando começamos a ser mais transparentes um com o outro.

 "Você é a minha outra metade 

Você é o que de mim, me faz 

O que me faz sorrir 

Quando eu cair e não pode voltar

 Voltar, voltar para cima

 Nos meus pés 

 Você é uma coisa bonita

 Nós somos uma coisa bonita juntos

 Mesmo quando o tempo é baixo"

 Assim que o fitei ele começou a cantar junto, seus olhos brilharam tanto que eu fiquei encantado... 

 "Podemos encontrar o arco-íris 

No céu Você diria que não chore

 É tudo vai ficar bem

 Isso é uma coisa bonita 

 Faça horas em segundos juntos 

O peso do mundo se sentir como uma pena

 Porque estamos segurando-o bem em nossas mãos"

 [...] 

 De sorriso estampado no rosto de cada um nós terminamos a música juntos, sem desviar o olhar dos olhos um do outro, era como se eu me apaixonasse por ele todos os dias.

 "Você é uma coisa bonita 

Nós somos uma coisa bonita juntos..."

ADRIAN OFF



Notas Finais


Eu só vou dizer uma coisa...Daqui em diante é melhor vocês terem kit primeiros socorros

Joguei no ar e sai.

Um beijo e até o próximo capítulo❤


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