História Obscurum Angelis - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 9
Palavras 1.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hello anjinhos(a) da escuridão!
Caso seja a primeira fanfic minha que você lê saiba que possuo outra fanfic chamada: Moon Daughters
Se você acompanha Moon Daughters saiba que essa fanfic pode demorar um pouco mais para ser postada já que da muito mais trabalho!
Bom é só isso, boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Obscurum Angelis - Capítulo 1 - Capítulo I

『   Octavia Blacklaine

 Mansão Blacklaine

Segunda-feira, 14:57 P.M   』

 

 

Branco, era essa cor do meu teto, porque eu havia pintado todo o resto de preto? Eu me sentia engolida pela escuridão do meu quarto, as paredes eram totalmente pretas o que iluminava aquele quarto eram as luzes espalhadas pela parede aleatoriamente, me sentia num céu cheio de estrelas, não eram tão eficientes aquelas “estrelas”, mas era incrível ficar deitada na minha cama olhando ao redor e ouvindo música... Ah, música, uma das principais coisas que agradam não só meus ouvidos como também meu cotidiano, afinal o que havia de mais relaxante do que se perder em seus pensamentos enquanto seus fones faziam todo trabalho de passar a música do seu celular para seus ouvidos?

Infelizmente minha música não estava alta o suficiente, pois conseguia ouvir as batidas em minha porta branca, não havia uma gota se quer de vontade de me levantar da cama, eu havia encontrado o local ideal para ficar vagando em meus pensamentos distantes, as batidas ficavam cada vez mais altas, a única coisa que fiz a respeito foi aumentar o volume do meu celular, acho que uma hora ou outra descobririam que a porta está aberta, ou desistiriam, por favor, escolham a ultima opção meus quase amados pais.

 

– Estamos entrando... – Não ouvi com clareza o que minha mãe havia dito, mas acho que foi algo parecido, virei minha cabeça para a direita para encara-los sem expressão alguma – Olá minha anjinha, soubemos que teve um dia difícil... Quer conversar?

– Acho que não me conhece direito... – Me sentei na cama suspirando cansada após minha fala eu pausei minha música e tirando os fones dos ouvidos e os encarando, meu pai parecia que havia explodido de ódio a minutos atrás e minha mãe... Pergunto-me que marca era aquela em seu pescoço.

– Bom, se não quer conversa tudo bem, mas estamos aqui para o que você precisar, somos seus pais e ultimamente você tem sido expulsa de tantos colégios... Alguma coisa aconteceu? Isso não é normal... – Minha mãe demostrava preocupação em sua voz, era um tanto quanto engraçado visto que ela não se importava comigo, na realidade nenhum deles se importava, mas eu os deixava fantasiar que eram pais presentes, amorosos e zelosos, que não me davam dinheiro para compensar sua ausência, onde caberia tanta hipocrisia? Realmente estou impressionada.

– Nada de mais aconteceu mãe, só não me sentia confortável naquele colégio...

– Assim como nos outros? – Fui interrompida pelo meu pai que não parecia estar com paciência para ouvir o que eu havia para dizer, não estou surpresa isso é bem comum, eu só sirvo para ser mostrada em festas importantes da empresa e quando não estou estampada em capas de revista por algum escândalo, ele era menos hipócrita que minha mãe, mas era mil vezes mais odiável e detestável, apenas sua presença já me fazia querer morrer apenas para não ouvir suas exigências sobre mim.

 

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   Quebra de Tempo

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Ninguém pode realmente dizer o que é certo ou errado, então porque meus pais insistem em me dizer que a maneira que eu me porto não é correta para uma dama? Pergunto-me se eu fosse a “dama” que eles tanto desejam eles me amariam verdadeiramente... Pouco provável afinal, quem me amaria?

Minhas malas já estavam prontas, eu não possuía nada de muito importante para levar para essas “férias de família” então havia apenas três malas negras prontas e de brinde minha mochila de couro negro na qual possuía uma um par de asas brancas. Não conseguia passar pela minha cabeça que seriam férias agradáveis, afinal estavamos no meio do ano letivo, eles possuíam trabalhos para resolver, porque do nada férias em família? Eles estavam escondendo um divorcio de mim, eles deveriam me mandar para outro colégio, para eu causar mais problemas, então por quê? Porque estão me mandando para o caribe para passarmos um tempo juntos? Será que eles desistiram de se divorciar...?

 

– Minha anjinha? Está pronta? – Ouvi a voz de minha mãe me chamar do outro lado da porta, sua voz soava forçadamente doce e gentil, o que estava acontecendo com meus pais hoje?

– Sim, já vou descer... – Murmurei minha resposta  e ouvi um “okay” e em seguida sons de passos se distanciando da minha porta.

 

Sentei-me em frente à penteadeira olhando meu reflexo no espelho arrumando a roupa que eu usava, eu sabia que não havia como melhorar nada em mim, era triste ver meu reflexo e não enxergar a garota que um dia fora feliz tanto com sua família, quanto com sua vida pessoal, nada podia ser feito, a não ser aceitar que aquilo havia passado e que agora, era apenas eu contra tudo e todos desse mundo...

 

– I´ll never be good enough... - Murmurei para mim mesma, estava na hora de aceitar que eu não era boa o suficiente e nunca iria ser era hora de aceitar a realidade como uma boa e velha amiga...

 

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   Quebra de Tempo

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『    Octavia Blacklaine

 Instituto Home Of Night

Segunda-feira, 21:16 P.M   』

 

 

Um sentimento de traição invadiu meu coração, eu acreditei, mesmo que minimamente, eu acreditei que meus pais queriam mesmo passar algum tempo comigo, eu acreditei que aqueles cretinos queriam fazer algo que não fosse lucrar com seus trabalhos que os aprisionava por causa do dinheiro, tudo seria muito mais fácil se aqueles malditos não fossem ricos... O mais engraçado é que diversas pessoas querem ser ricas e famosas, mas apenas quem vive nessa classe social sabe: tudo e todos ao seu redor deve haver lucro, afinal não há como manter uma boa qualidade de vida como a que os magnatas possuem se o lucro e a fama não andarem lado a lado com você, isso é tão... Doentio...  

 

– Com licença, senhorita... Otavia Blacklaie?  – Meus pensamentos eram mais uma vez interrompidos pela a senhora na qual era a secretaria que estava me ajudando a terminar de preencher todos aqueles papeis sobre minha alimentação, remédios de alergia e coisas do tipo, acho que vou morrer de tédio. – Terminou a ultima folha?

– Primeiro, meu nome é Octavia Blacklaine e segundo aqui está – Me levantei da pequena poltrona de couro negro e entreguei a ultimas folhas que eu tinha em mãos já preenchidas.

– Boa noite Thera e você quem seria? – Um homem apareceu na sala que estavamos, ele parecia ter por volta de 30 á 40 anos, cabelos castanhos pouco bagunçados e jogados para a direita com olhos verdes azulados, ele também possuía uma barba charmosa enquanto as roupas que ele usava era apenas um terno negro sem gravata, ele era muito lindo – Estou esperando minha resposta.

– Sr. Bleyzent, o nome dela é Otavia...

– Octavia! Meu nome é Octavia Blacklaine! – Falei o mais rápido possível, afinal era a milésima vez que ela errava meu nome.

– Ah, a senhorita Blacklaine, como pude me esquecer? Bom peço que me perdoe. – Ele pegou os papeis que eu e Thera havíamos preenchido e os analisou por alguns segundos antes de olhar para mim e minhas malas – Já está tarde, venha Octavia irei lhe mostrar onde fica seu quarto e suas salas...

 

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   Quebra de Tempo

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– E por fim aqui está seu quarto... – O diretor abriu a parta para mim usando uma espécie de cartão e em seguida  empurrou  a porta fazendo-a  se abrir por completo e ambos entramos, não era nada de mais o quarto, ele era como meu antigo quarto, ou seja, era trabalhado com preto e branco, por segundos me senti em casa e graças a isso senti lagrimas escorrem em meu rosto – Aconteceu alguma coisa?

– Não eu só... Não é nada – Joguei minha mochila em cima da cama enquanto o diretor me acompanhava colocando minhas malas em frente à cama – Obrigada... – Ele vinha até mim e me entregava o cartão da porta e em seguida beijou minha testa de forma carinhosa. - O-oque...?

– Eu sei que deve ser difícil enfrentar tudo isso que você enfrenta dia após dia, mas se quiser conversar estou aqui, afinal além de diretor sou seu psicólogo e amigo, tenha uma boa noite Octavia, amanha nos veremos novamente.

 

Fiquei parada no lugar apenas esperando o barulho da porta fechar e após ouvir o som possivelmente sendo da porta fechar toquei em minha testa com as pontas dos dedos, enquanto sentia minhas bochechas queimarem levemente, minha respiração acelerou por alguns minutos, aquilo era tão estranho.

Eu não sabia como reagir aquilo, foi tão inesperado mais ao mesmo tempo tão aconchegante que meus pensamentos estavam se tornando um furacão de complicação, mas mesmo me sentindo bem com aquilo eu não podia ficar aqui, meus pais estavam prestes a se divorciar e eu não podia deixar isso acontecer, está na hora de achar uma maneira de fugir desse lugar.


Notas Finais


Hello novamente!
Bom essa fanfic foi uma das primeiras que escrevi e postei, mas agora que reescrevi ela decidi postar no Spirit.
Se você gostou que tal favoritar e deixar um comentário?
Se não leu as notas iniciais possuo outra fanfic chamada: Moon Daughters.
Beijos carregados de Tretas e Nutella para vocês!


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