História Obsessão - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Tags Negan, The Walking Dead
Exibições 99
Palavras 1.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Drogas, Estupro, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Alpha Street n7, 6 andar


A minha maior incumbência naquele dia de visita, fora a de manter as minhas expectativas em baixa para que a frustração, caso aquela proposta de aluguel não fosse adequada, não me desmotivasse a continuar procurando um bom lugar para viver.

Porém e ao longo de todo o expediente de trabalho, a minha mente insistia em direcionar pensamentos ansiosos acerca da visita que eu faria ao edifício Alpha, e mesmo tentando manter o meu foco às tarefas médicas nas quais fui encarregada, fora difícil não me perdurar ligada àquele acontecimento futuro.

Não que eu houvesse me descuidado de qualquer uma de minhas incumbências, longe disso, mas a cada intervalo permitido dentre um paciente e outro, minha mente se desguardava ao único assunto que me interessava naquele dia, aquela visitação.

 

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“-É hoje que você vai conhecer aquele apartamento?” Perguntou Grace, umas das amigas que se mudou para o Brooklin comigo.

“-Hoje não, agora... – guardei o jaleco no armário. – é aqui perto, você quer ir comigo?” Perguntei já me preparando para sair do local.

“-Não vai dar, nós ainda precisamos comprar algumas coisas para a nossa casa.” Respondeu ela, se referindo ao nosso grupo da universidade.

“-Bom, então até amanhã.” Me despedi dela, antes de partir afobada do vestiário.

Mesmo estando exausta, em razão das horas intermináveis de serviço na área de emergência do hospital, eu me privei de ir com o meu carro até o apartamento, o meu ânimo era tamanho que se fosse necessário, eu andaria quarteirões para chegar ao meu destino.

Durante o percurso, eu me vali a reparar quais estabelecimentos teria por perto, caso aceitasse ficar com o lugar, e a conclusão revelou mais um ponto positivo ao edifício, pois esse era cercado por mercados de bairro e restaurantes de diferentes nacionalidades, assim como drogaria, lavanderia e livraria, além do centro cultural que percebi há poucos metros do prédio.

Eu teria tudo o que precisava e bem perto de mim.

Ao adentrar no local, avistei um balcão de madeira rústica que simbolizava o ponto de informações do edifício e caminhei até ele, porém não havia qualquer pessoa que pudesse me atender ou direcionar-me ao dono do apartamento a ser alugado. Contudo e ao reler a mensagem de texto recebida, o dono havia especificado a necessidade de eu me dirigir até o 6º andar, e procurar por Negan.

E foi exatamente o que eu fiz.

Direcionei-me até o elevador antigo do prédio e ao chegar no piso solicitado, pude perceber o barulho de uma lixadeira no apartamento localizado à minha direita, dessa forma me pus a ir de encontro ao ruído, pois acreditava que encontraria o responsável pela locação do espaço.

Ao entrar no local, um homem com proteção facial lixava o piso de madeira da grande sala, sem se dar conta de que eu havia entrado no cômodo.

“-Com licença... - o homem levantou a cabeça ao perceber a minha presença. - eu vim saber do apartamento que vocês estão alugando... - o indivíduo retirou a proteção do rosto. - eu posso dar uma olhada nele?” Eu perguntei, me aproximando dele.

“-Está olhando para ele.” Respondeu ele.

No instante em que ouvi a resposta daquele homem, eu soube que não poderia ficar com o apartamento, pois aquele ambiente apresentava ser grande demais e por consequência caro demais, e mesmo tendo planejado pagar um pouco a mais por ser perto do hospital, eu tinha a certeza de que esse “pagar a mais” fugiria do meu orçamento mensal.  

Por consequência à conclusão pessimista, todo o ânimo que havia se saturado em meu presente fora descartado de supetão, sem se dar a esperança de que apesar do remate precoce, ainda havia a possibilidade dos negócios serem favoráveis a mim.

“-Me desculpe se eu te interrompi, mas eu não posso pagar por esse apartamento.” Eu disse me virando, pronta para sair daquele lugar o quanto antes.

“-São trezentos e oitenta.” Relatou ele, antes que eu saísse do cômodo.

“-Como?” Perguntei confusa, me virando para encará-lo novamente.

“-O aluguel custa trezentos e oitenta.” Respondeu ele.

“-Trezentos e oitenta mil?” Perguntei ainda confusa.

“-Não... – sorriu ele. – trezentos e oitenta dólares por mês.” Respondeu o homem, sem retirar o sorriso de seu cenho solícito.

“-Tá... - fiz uma pausa. - é uma pegadinha, tem alguma boate escondida em algum dos andares?” Perguntei absorta em completa incredulidade.

“-Bom, o aquecimento não está incluso e não será fácil esquentar um lugar como esse, então pode esperar por uma conta bem alta quando o inverno chegar.” Explicou ele.

“-Eu ainda estou achando que é uma pegadinha.” Eu disse, ao me aproximar dele.

“-Muitos inquilinos se mudaram daqui, então eu estou aproveitando para reformar os apartamentos vagos, então pode esperar bastante barulho, além da linha de manutenção que passa por de baixo do prédio no período da noite.” Explicou ele.

“-Barulho não é um problema, eu sou médica de emergência e quando eu durmo, é para não acordar tão fácil.” Expliquei a ele, com bom humor.

“-E o sinal de celular não é um dos melhores.” Declarou ele.

“-Tudo bem, eu instalo um fixo... - fiz uma pausa. - você é o zelador daqui?” Perguntei a ele.

“-Na verdade, sou o dono... - o homem estendeu a mão no meu sentido. - Negan, ao seu inteiro dispor.” Revelou ao me cumprimentar formalmente.

“-Então foi você quem mandou a mensagem?” Eu o questionei, retribuindo o gesto de apresentação anterior.

“-Eu mesmo.” Respondeu de supetão.

Nenhum dos contrapontos apresentados por ele foi significativo o suficiente, para que eu desistisse daquela proposta. Aliás, analisando aquela situação por completo, havia muito mais vantagens em ficar naquele lugar, como o fato de não precisar conviver com muitos vizinhos devido às reformas realizadas, em muitos apartamentos do edifício.

“-Bom, já que não tem nenhuma pegadinha, quando é que eu vou poder me mudar?” Eu o questionei.

“-Eu vou precisar de seu seguro social e de mais três referências, mas você pode se mudar quando quiser.” Respondeu ele, me concedendo as chaves do apartamento.

“-Mas você não viu as minhas referências ainda.” Eu disse pegando as chaves de sua mão.

“-Mas eu vou... – sorriu ele. – dá uma olhada no apartamento, se precisar estarei aqui.” Ele sugeriu, se voltando à tarefa que executava antes de eu aparecer.

Após o assertivo de negócio efetivado, lancei-me a explorar o apartamento com mansidão, pois pretendia ser capaz de me atentar a quais móveis precisaria adquirir, eu não havia trago muita mudança do antigo apartamento que dividia na faculdade, e as únicas peças que guardava em um depósito eram de teor pessoal.

Foi com aquela busca que constatei mais um ponto positivo daquele negócio, todos os cômodos espaçosos já estavam mobilhados com peças de ótima qualidade e semblante caprichosos. Eu não precisaria gastar meu dinheiro e tempo à procura de móveis novos, e nem com qualquer reforma de última hora, já que esse trabalho estava sendo realizado pelo dono do edifício.

Além de não precisar correr atrás de nenhum dos itens anteriores, a decoração de todos os cômodos se apresentava impecável ao meu gosto.

Os papéis e pigmentações das paredes mesclavam-se em tons de branco e cores pastel de diferentes tonalidades da cor violeta, que conduziam os aposentos a qualificarem-se como calmos e divertidos ao mesmo tempo, já que o uso de diferentes intensidades da mesma coloração acabava dando destaque às tonalidades mais intensas da cor roxa.

O ápice de todo aquele meu deslumbramento se manifestou quando eu entrei no último aposentado a ser visitado, e me deparei com uma belíssima biblioteca particular disposta de duas estantes amplas, que ocupavam o espaço absoluto de duas das paredes do local, além de uma poltrona deveras confortável que experimentei assim que entrei no local.

Aquele lugar havia superado qualquer expectativa que eu pudesse ter tido, parecia até que aquele apartamento tinha sido moldado especialmente para mim.

“-E aí, gostou do lugar?” Perguntou Negan, no momento em que eu voltei ao local em que ele estava.

“-Seria impossível não gostar.” Eu respondi, ainda bem impressionada com tudo o que eu havia visto.

“-Fico feliz que você tenha gostado... - o homem sorriu. - e você já decidiu o dia que vai se mudar?” Perguntou Negan.

“-Se eu pudesse, me mudava hoje mesmo, mas preciso encerrar a minha conta com o depósito que está guardando meus pertences, e contratar um caminhão de mudanças para tirar as minhas coisas de lá.” Eu respondi.

“-Eu posso buscar as suas coisas se você quiser, é só deixar avisado ao depósito que eu irei passar por lá.” Ofereceu.

“-Além de o apartamento ser incrível, você ainda presta serviços para os seus inquilinos?” Perguntei me aproximando dele.

“-Claro, meu avô sempre diz que para manter um negócio, é preciso ter um bom diferencial.” Respondeu com bom humor.

“-Eu gostei do seu diferencial.” Eu declarei a ele.

 “-Então, eu posso buscar os seus pertences amanhã?” Perguntou ele.

“-Claro que pode, eu vou passar por lá de manhã e já deixo o seu nome, para que eles liberem a mudança. Anota o meu celular.” Eu pedi e ele registrou o meu número em seu celular.

“-Se houver qualquer problema eu te aviso.” Declarou ele.

“-E será que eu posso me mudar amanhã?” Perguntei, torcendo para que a resposta fosse um sim, eu estava mais do que empolgada para ficar de uma vez com aquele lugar.

“-Claro que pode... - ele abriu um sorriso maior do que os anteriores. - vamos combinar o seguinte, assim que você acertar as coisas com o pessoal do depósito, já me manda uma mensagem para que eu vá buscá-las. No período da tarde eu aproveito para fazer uma boa limpeza nos cômodos, para que você só precise ajeitar os seus pertences quando chegar.” Ele ofertou.

“-Imagina, não precisa limpar nada, assim que eu buscar as minhas roupas no hotel eu venho para cá e ajeito tudo.” Eu declarei, totalmente sem jeito com aquela proposta de auxílio.

“-Bem, acho que você não vai conseguir me impedir de arrumar tudo.” Declarou Negan com bom humor.

“-Tá, então para retribuir a sua ajuda eu gostaria que você aceitasse o meu convite de jantar aqui amanhã.” Fiz a afirmativa ajeitando a minha bolsa para ir embora.

“-Justo, então nos vemos amanhã.” Ele declarou estendendo a mão para se despedir de mim.

“-Até amanhã.” Eu disse ao retribuir o aperto de mão.

Com aquela visita, eu havia não apenas me impressionado com a grandiosidade daquele apartamento, como também com a simpatia e bom atendimento de Negan, sem contar naquele charme que emanava de maneira genuína, sem precisar se esforçar para chamar a atenção.

Mas àquela admiração se nutriria apenas em minhas considerações mais escusas, ele seria meu senhorio locador e qualquer interesse por ele se limitaria a mim mesma, afinal um relacionamento mal sucedido com o dono de meu futuro apartamento poderia acarretar em meu despejo daquele lugar, e perder aquela oportunidade era a última coisa que eu queria.


Notas Finais


É até bem estranho perceber o Negan tão bonzinho assim, né? XD

Mas toda a personalidade controladora e egoísta dele vai se apresentar com o passar dos capítulos, em detalhes muitas vezes pequenos, então prestem bastante atenção em tudo o que esse homem fizer, sério...


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